domingo, 29 de dezembro de 2013

Tags: , , , , , ,

Porque a TAESA só Caiu Este Ano?

Já tinha encerrado os posts técnicos neste ano mas, após uma conversa com o colega Guardião no seu último post, resolvi tecer algumas conjecturas sobre a evolução dos preços da TAESA e correlatas em 2013.

A pergunta é: Porque diabos o preço da TAESA não saiu do lugar neste ano e resolveu nestes dois últimos meses fechar abaixo do que esteve durante todo o ano de 2013 já que os fundamentos da empresa estão cada vez melhores?

Primeiro vamos analisar os fundamentos da empresa para ter certeza de que a mesma continua realmente sendo uma boa opção de investimento:


O gráfico maior apresentado acima mostra a evolução do lucro líquido da empresa trimestre a trimestre. Veja que todo primeiro trimestre do ano a empresa apresenta uma apuração de lucro maior que os demais trimestres. Note também que os lucros nos demais trimestres tem sido constantes, com grande diferencial para os lucros dos dois últimos trimestres, que foram bem superiores à média (show de bola!). A linha amarela do gráfico mostra o lucro acumulado, quanto mais inclinada esta linha melhor.

O gráfico menor apresentado acima mostra a margem líquida e o ROE trimestre a trimestre. Temos um ROE trimestral na casa dos 4.5 e uma margem líquida na casa dos 50%, ótimos números mais uma vez.

Agora vamos fazer uma pequena análise setorial. No gráfico abaixo faço uma comparação da margem líquida trimestral das empresas deste setor que eu monitoro (ALUP11, CMIG3, TAEE11 e TBLE3). Perceba que a TAESA tem apresentado as maiores margens do mercado. Logo em seguida temos a TBLE3, depois uma saudável disputa entre ALUP11 e CMIG3.


No gráfico seguinte temos o comparativo do ROE. Neste quesito a TBLE3 está ganhando seguida pela CMIG3, depois pela TAEE11 e pela ALUP11. Tanto a CMIG3 quanto a TAEE11 apresentam picos em determinados trimestres ao passo que a TBLE3 e a ALUP11 apresentam gráficos mais constantes.


Agora vamos dar uma olhadinha no gráfico mensal da TAEE11:


Vamos dar um zoom nos dois últimos anos:


A seta amarela marca o momento de queda generalizada que vimos no final do ano passado, quando o governo resolveu meter a mão nas elétricas. Já a seta vermelha marca um ponto de direcionamento muito importante no gráfico mensal, ponto este que estive monitorando semana a semana desde outubro.

Para enriquecer a análise e não tomar conclusões isoladas, vamos analisar os gráficos do IEEX, da CMIG3 e da TBLE3:




Pelo gráfico do IEEX é fácil perceber que ainda estamos sofrendo um reflexo no setor do que foi a mãozada do governo no ano passado. Desde aquela época os preços das ações do setor tentam reagir mas esbarram em certas resistências de mercado.

Por outro lado, analisando o gráfico da CMIG3, vemos que foi um dos papéis que mais se recuperaram após a mãozada. Apesar de estar enfrentando algumas resistências no momento, conseguiu ter forte valorização desde dezembro do ano passado. Isto é facilmente explicado pelos gordos dividendos que a empresa tem oferecido desde dezembro último, o que acabou atraindo uma manada de investidores para o papel.

Agora a análise do gráfico mais bonito do setor. Para mim é duro ver um gráfico destes e não estar posicionado no ativo. Parabéns para nosso amigo de blog o Sr. Troll por ter se posicionado nesta empresa há tempos. A TBLE3 tem apresentado o gráfico mais constante do setor. Graças aos excelentes múltiplos e ótima política de dividendos. Notem na seta vermelha que estamos passando por um momento de correção totalmente saudável e esperado. O preço vem buscar a média móvel verde como no passado. Encostando nela provavelmente continuará sua tendência de alta. Para quem não entrou ainda no papel como eu, o toque na linha verde ou mesmo na linha vermelha (menos provável), seriam bons pontos de entrada.   

Agora voltando à nossa TAESA, porque então o preço do ativo não andou e agora está caindo? Não, não tenho as respostas, ninguém tem e se alguém falar que tem é mera especulação. Eu faço apenas algumas conjecturas do ponto de vista da análise técnica. O ativo apresentou forte valorização no ano de 2012, bem acima da média das demais empresa do setor. Isto fez com que o preço se estabilizasse em um patamar alto, onde já não se encontrava mais investidores dispostos a pagar um preço maior.

À partir do pânico que se formou no setor no final do ano passado, este ativo não fugiu à regra e também foi afetado. Mas continuou demonstrando força pois dos um dos que menos sofreu no período do ponto de vista da cotação. À partir daí os preços entraram em um retângulo de variação, hora batiam no topo do retângulo, hora caiam até a base do mesmo. Até que em outubro deste ano o preço esbarrou na média de 21 períodos no gráfico mensal (linha vermelha), do ponto de vista da AT só havia dois comportamentos possíveis para o papel, subida forte à partir deste toque, ou início de uma tendência de baixa à partir do rompimento da média para baixo.

Estava com grande capital neste ativo e resolvi não pagar para ver. Vendi mais da metade e não deu outra. Em novembro o preço furou a média e entrou em tendência de baixa. Agora em dezembro a tendência se consolidou, mesmo após fartos dividendos caindo na conta.

O que vejo agora são profissionais de mercado usando este papel para faturar na queda, trabalhando vendidos. Isto pode ser comprovado pelo gráfico de taxas de aluguel mostrado abaixo. Vejam como o mercado resolveu alugar o papel com valores de taxa bem superiores à média nos últimos dias.


Quem ganha com isto? Nós investidores antenados que podemos encarteirar mais do ativo em preços baixos e para quem já está posicionado alugar o papel com boas taxas de retornos.

Minhas projeções para esta empresa nos próximos anos são otimistas. Pretendo continuar minha estratégia de compras periódicas nos momentos de queda como o que estamos vivendo. No gráfico mensal o ativo já esta tocando a borda de bollinger inferior o que provavelmente irá caracterizar um fundo, vamos aguardar mais um pouco mas a grande chance do ano no papel pode estar terminando, mesmo porque o ano também está, rs.

Bom domingo a todos!  
Continue lendo

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Tags: ,

Radar de Ações (Dezembro/2013)

Bom dia amigos, este é o último post técnico do ano. Apresento aqui as ações que eu monitoro no meu dia a dia. Espero que alguma informação contida aqui seja útil para vocês. Segue o quadro resumo dos múltiplos fundamentalistas:


Classificação Yield: Classificação segundo a média do Payout e do Yield de Dividendos.


Classificação Preço: Classificação segundo a média do Preço / Ebitda e do Preço / Valor Patrimonial.


Classificação ROE: Classificação segundo a média do ROE e do ROIC.


Classificação Dívida: Classificação segundo a média da Dívida / Lucro Líquido e da Dívida / Patrimônio Líquido.


Classificação ROE Trimestral Médio: Classificação segundo a média do ROE em cada trimestre nos últimos 3 anos.


Classificação Margem Líquida Trimestral Média: Classificação segundo a média da margem líquida em cada trimestre nos últimos 3 anos.


Classificação Crescimento de Lucros Trimestral Médio: Classificação segundo a média do crescimento do lucro em cada trimestre nos últimos 3 anos.


Observação: As classificações apresentadas acima são de cunho meramente didático. Não devem ser usadas como critério para seleção entre ativos. O investidor deve sempre fazer uma análise criteriosa sobre os múltiplos dos ativos de forma conjunta.
Continue lendo

sábado, 21 de dezembro de 2013

Tags: , , , , , ,

Manual do Consumidor - Aquisição de uma Câmera Fotográfica (Parte 2)

1 - Classificação de Câmeras

Antes de iniciar minhas pesquisas sobre câmeras fotográficas acreditava existir apenas três categorias: amadoras, semi-profissionais e profissionais. Inicialmente pretendia comprar uma câmera semi-profissional uma vez que possuo um modelo ‘para amadores’. Já um modelo profissional seria exagero para minhas necessidades, como comprar bazuca para matar mosquito.

Ao ler a respeito de classificação de câmeras nos diversos sites e blogs de fotografias que encontrei (não são poucos) fui perceber que temos não apenas três categorias, mas no mínimo umas dez. Acabei encontrando informações divergentes de site para site, mas a classificação mais completa que encontrei está resumida nas tabelas abaixo:

Categorias Básicas


Categorias Intermediárias 


Categorias Avançadas 


2 - Escolha da Categoria

Utilizei dois critérios para eliminação de categorias: o de funcionalidades e o de preço. Pelo critério de funcionalidade foram eliminadas as categorias Compactas Comuns e Compactas Avançadas. Pelo critério de preço foram eliminadas as categorias MirrorLess, DSLR de Entrada, DSLR Semi-Profissionais e DSLR Profissionais. De início estava propenso a adquirir uma DSLR de entrada, mas preços acima de R$ 2.000 me inibiram.

Realizadas as devidas eliminações eis que restou apenas a categoria das SuperZooms. Muitas pessoas dizem que seria interessante investir mais R$ 1.000,00 e adquirir uma DSLR de entrada, mas os preços destas câmeras no Brasil são realmente absurdos. Desta forma resolvi direcionar minhas atenções para a categoria SuperZoom.  

3 - Escolha da Marca/Modelo

Temos hoje no mercado uma grande variedade de marca de câmeras fotográficas, mas decidi pesquisar apenas as três grandes que são Canon, Nikon e Sony. Realizei várias pesquisas e li muitos relatos de pessoas falando muito bem da Canon e da Nikon mas não tão bem da Sony quando o assunto é fotografia profissional. Acabei ficando mesmo entre a Canon e a Nikon.

Se o leitor fizer uma pesquisa na internet encontrará muitos comparativos Canon x Nikon, realmente é uma boa briga e as opiniões são diversas. Qual das duas é melhor? A resposta não é simples, na verdade é uma incógnita, como dizem: um dilema no mundo da fotografia. Há quem diga que são equivalentes na categoria das DSLRs, ou seja, são ambas excelentes e boas compras. Pode até ser que o lançamento de um novo modelo em um determinado ano pode deixar uma na frente da outra, mas no final das contas, acabam retornando para o mesmo ponto de equivalência.

Então, como decidir qual marca comprar? Resolvi pesquisar os modelos na categoria SuperZoom das duas fabricantes. Foi uma pesquisa relativamente fácil porque existem poucos modelos comercializados no mercado. Comparei então os modelos top de linha da categoria para ambas as marcas a fim de determinar a melhor configuração de compra. Com a ajuda do site SnapSort o resulto foi o seguinte:


A Canon PowerShot SX50 HS ganha com certa vantagem sobre a Nikon Coolpix P520. As principais vantagens da Canon são o zoom de 50x (a Nikon tem 41.7x), a velocidade de disparo de 13 fps (a Nikon apresenta 7 fps), a velocidade de filmagem de 240 fps (a Nikon apresenta 120 fps), a maior duração da bateria (a Canon possibilita 315 disparos contra 200 da Nikon), melhor sensibilidade de luz da Canon (6.400 ISO contra 3.200 da Nikon), suporte para flash externo, dentre outras.

A Nikon também apresenta algumas vantagens sobre a Canon como: maior resolução (18 MP contra 12.1 MP da Canon), maior tamanho do visor, maior resolução do visor, maior abertura, possibilidade de criar fotos panorâmicas, fotos em 3D, GPS integrado, menor peso, dentre outros. Mesmo assim decidi pela compra da Canon.

Abaixo segue o comparativo das especificações de ambos os modelos:


O próximo passo é a compra propriamente dita. Estou monitorando os preços há dois meses e acompanhando a variação semana a semana, como faço no mercado acionários, rs. Espero que à partir do início do ano que vem ocorra uma queda em função das promoções, mas em contra-partida podemos ter mais elevações caso o dolar continue sua tendência de alta.

Um bom fim de semana a todos e boas festas no natal que está quase chegando!
Continue lendo

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tags: , , ,

A Economia Brasileira em 2013 - Um Resumo de Final de Ano

Artigo obrigatório para leitura de fim de ano! E segue minha retrospectiva de 2013 em poucas palavras...

Continue lendo

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tags: , ,

TAESA - Aviso aos Acionistas!

Pagamento de Dividendos Intercalares

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. ("TAESA") divulga, com base no § 4º do art. 157 da Lei nº 6.404/76, na Instrução CVM nº 358/02, conforme alterada pelas Instruções CVM nº 369/02 e nº 449/07, aos seus acionistas, ao mercado em geral e demais interessados, que o Conselho de Administração da Companhia aprovou, no dia de hoje, a distribuição de R$ 210.000.000,00 (duzentos e dez milhões de reais) a título de Dividendos intercalares e R$ 190.000.000,00 (cento e noventa milhões de reais) a título de Juros sobre Capital Próprio, com base nos resultados apurados em 31 de outubro de 2013.

O pagamento de dividendos intercalares e juros sobre capital próprio ocorrerá até 31 de dezembro de 2013, com base na posição acionária do dia 12 de dezembro de 2013. A partir do dia 13 de dezembro de 2013 as ações passarão a ser negociadas "ex-dividendos e juros sobre capital próprio" na BM&FBOVESPA.

Do valor a ser pago a título de juros sobre o capital próprio será deduzido o Imposto de Renda na Fonte, conforme legislação em vigor, exceto para os Acionistas que sejam imunes ou isentos, cuja condição deverão fazer prova até a data de início do pagamento.

Total de Dividendos Intercalares (R$) Dividendos Intercalares por Ação (R$) Dividendos Intercalares por UNIT TAEE11 (R$)
R$ 210.000.000,00 R$ 0,20319368 R$ 0,60958103
Total de Juros sobre Capital Próprio (R$) Juros sobre Capital Próprio por Ação (R$) Juros sobre Capital Próprio por UNIT TAEE11 (R$)
R$ 190.000.000,00 R$ 0,18384190 R$ 0,55152570
Continue lendo