terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Fim do Brasil: Marketing ou Realidade?


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Nas minhas andanças pelas redes sociais nos últimos dias, tenho me deparado com uma chamada que dá título a este post: “O Fim do Brasil”. Primeiramente não dei muita bola pensando se tratar apenas de mais uma projeção acerca de uma possível reeleição da presidenta ou então mais uma “tempestade perfeita” se formando nos céus do Brasil - bem que estamos precisando de chuva, não seria de todo ruim. Mas adentrando um pouco mais nos links, percebi se tratar de uma “carta aberta aos brasileiros” proveniente de uma empresa de análise de investimentos chamada Empiricus. Vamos aos fatos...

A Empiricus Research


Trata-se de uma casa de pesquisa independente voltada a investimentos do Brasil. O negócio principal da empresa é a venda de relatórios destinados a pequenos investidores. Segundo palavras da própria empresa: “Fornecemos recomendações amparadas em estudos financeiros e econômicos, privilegiando a linguagem simples e direta.”

A empresa ficou então conhecida recentemente por projetar a ‘morte econômica’ do Brasil em caso de reeleição de Dilma Rousseff. Em anúncio na internet lançam um diagnóstico atual da economia brasileira, formulam algumas projeções catastróficas com base no diagnóstico, e, ao final do texto, apresentam outros relatórios (pagos) onde o investidor encontrará informações valiosas para se proteger da inflação, do governo propriamente dito, aprender a “regra dos 100%” que é um segredo para “fazer” dinheiro quando os mercados estão arriscados, e por último, prometem apresentar ao investidor o único ativo capaz de proteger sua família do caos. Que ativo é este? Fiquei deveras curioso.

Segundo o colunista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, o autor do relatório Felipe Miranda, um dos sócios da Empiricus, é bom de marketing. Mas sua peça é contra a decência e com ela se credencia a ser mais um colunista da Veja ou da Folha: Basta falar mal do PT e o resto não importa.

Estratégias de marketing à parte, o fato é que a empresa está faturando alto com a venda dos seus relatórios. Dados de uma reportagem de maio deste ano, já antigos portando, apontavam que 10 mil pessoas já compraram pelo menos um relatório da empresa e havia 5 mil assinantes dos periódicos da casa. 

Os críticos costumam dizer que a Empiricus faz muita graça com coisas sérias. Alguns os comparam a humoristas. Também já houve momentos em que a credibilidade da casa foi posta à prova. Em um deles, os críticos não gostaram da ideia de que a Empiricus também tivesse uma gestora de fundos. Para eles, haveria, no mínimo, um conflito de interesses.

Um Pouco de História - Iguatemi Galleas FIA

A Empiricus destaca que “a análise é o começo, meio e fim do nosso negócio”. Mas a empresa já foi gestora de um fundo de investimento, o Empiricus Galleas. A administração deste fundo foi passada à Gradual em meados de 2011 mas a escolha dos ativos do fundo continuou a cargo dos analistas da Empiricus. Em 2013 o fundo foi rebatizado para Iguatemi Galleas e, em seguida, encerrado com um prejuízo total de R$ 45 milhões aos seus cotistas.

O gráfico abaixo apresenta o tamanho do rombo que o fundo deixou. Conforme a lâmina do FIA que pode ser acessada aqui o objetivo era superar o Ibovespa com grande diferença no longo prazo, a partir de seleção de ações com disparadores de valor, como incremento do fluxo de  caixa acima do estimado ou de eventos corporativos, ou de antecipação de tendência de indústria. Mas a coisa não saiu conforme esperado...


Me coloquei no lugar dos investidores deste fundo e fiquei um pouco desconfortável imaginando como deve ser a sensação de perder tanto dinheiro pela má gestão de um fundo de investimento. Na carta derradeira da gestora aos cotistas foi escrito:

“O terceiro trimestre de 2013 marca o fim da trajetória do Fundo Iguatemi Galleas. Nosso principal caso, a HRT, falhou em materializar seu valor potencial tanto nas empreitadas de Solimões com na Namíbia. (...) Com o esvaziamento do case HRT, encontramo-nos sem opções para reverter a rentabilidade do Fundo no curto e médio prazo. A combinação de cotas depreciadas e de resgates constantes fez com que o Fundo diminuísse muito de tamanho, ficando economicamente inviável mantê-lo na forma atual.”

Em carta anterior, de março de 2013, a gestora mostrava-se ainda otimista quanto ao case:

“Estamos particularmente otimistas com o mês de abril. Primeiro, por um ponto bastante óbvio: no momento em que estas linhas são escritas, as ações de HRT acumulam alta de 30% no mês. Entendemos que esse é apenas o começo de um movimento mais extenso de recuperação. Entre o final de abril e o início de maio, HRT pode anunciar os primeiros resultados de suas duas perfurações em curso, uma na Bacia do Solimões (HRT-11, no prospecto Cajazeira) e outra na Namíbia (prospecto Wingat), sobretudo se optar por anunciar resultados intermediários dos reservatórios.”

“Ademais, diante da iminência do resultado das duas perfurações, este é o momento mais apropriado para atrair-se investidores para o capital de HRT interessados na materialização do racional de qualquer oil junior company, de destravamento de valor associado a eventuais descobertas e muita assimetria entre perdas e ganhos potenciais.”

Convenhamos, um fundo de ações apostando em uma empresa pré-operacional é algo corriqueiro de encontrar por aí (pelo menos era antes da decorrada do império X), mas apostar mais de 50% do capital é algo que pode ser considerado bizarro. Esta história não poderia mesmo terminar bem.

Meu Passado me Condena

A Empiricus foi uma das casas que mais apostaram no potencial da OGX. Até 2012 ainda recomendavam a compra de ações da empresa. Em um momento quando o preço da ação estava em R$ 6,25, após já ter caído 73,26% desde seu topo histórico de R$ 23,37, a casa emitiu um relatório ao mercado destacando: “Encontramos bastante atratividade no valuation da companhia”.

A carteira recomendada da casa de research referente a julho de 2012 também indicava compra das ações da companhia, mesmo após uma queda de 40% em uma semana anterior ao relatório. Nesta época, outras casas já estavam retirando a recomendação de compra da OGX de forma permanente dos seus relatórios: “Embora o sistêmico ainda desfavorável a cases de óleo e gás - especialmente os de alto componente de pré-operacionalidade, e a crise de confiança instaurada sobre a empresa, entendemos que o mercado exagerou (...)”.

Outro momento de crença da Empiricus na empresa foi em 2011. Após um relatório da OGX sobre reservas de poços que frustrou o mercado, casas como Bank of América e Citi cortaram a recomendação da companhia mas a Empiricus reforçou. Um dos analistas da empresa, na ocasião, em entrevista a um portal de notícias recomendou as ações da OGX para investidores com “estômago para volatilidade”.

Recuando um pouco mais no tempo, no auge da febre X, em fins de 2009, as ações da OGX estavam cotadas em torno de R$ 16,00. A Empiricus, naquele momento, destacou que a empresa tinha potencial para subir mais de 100%.

"Gradativamente mais confiantes em OGX: Recomendamos a compra de OGX na última terça-feira. Na semana, as ações acumulam valorização superior a 15%. Reforçamos nosso otimismo com a empresa após mais uma notícia positiva ontem. Em Fato Relevante, a companhia disse que: “identificamos um intervalo com hidrocarbonetos na seção aptiana no poço 1-OGX-2A-RJS, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos”. A OGX tem 100% de participação neste bloco. O X-Men Paulo Mendonça comentou que os resultados até o momento dão mais confiança de que a companhia encontrou uma nova província petrolífera na parte sul da Bacia de Santos, em mais uma belíssima demonstração de sua capacidade de comunicação com o mercado. Gostamos disso. Reconhecemos que o downside não é pequeno, mas o potencial de valorização é muito maior - a assimetria aqui joga a seu favor, meu caro. Pode ser uma grande porrada em Bolsa caso as coisas continuem dando certo como estão."

Com notícias deste tipo se espalhando, muita gente comprou ações da OGX (sabem de nada inocentes). E as ações subiram um pouco num primeiro momento, pela própria procura, para em seguida começar a grande queda. O resto da história todos já conhecem. Devo confessar que eu também comprei ações da OGX, só que lá na casa dos 20 centavos, era um trade meio loco que acabou me dando um bom lucro, mas acabei ficando com um residual na carteira para contar história para os netos, rs.

Meu Passado me Condena 2

Outro grande equívoco da equipe de analistas da Empiricus foi a aposta na empresa HRT. Em maio de 2012, em um momento em que as ações da empresa apresentavam forte desvalorização, a Empiricus afirmava ser um bom ponto de entrada no papel.

Em relatório, os analistas da Empiricus afirmavam que o desempenho negativo das ações já era esperado, mas que ele se devia apenas a uma “interpretação equivocada e enviesada de curtíssimo prazo, colocando sob uma mesma cesta coisas bastante distintas”.

Escarafunchando um pouco mais sobre o flerte fatal da Empiricus com a HRT encontrei no blog da casa um post do analista Felipe Miranda (sim, o mesmo que prega o “fim do brasil” e diz ter a fórmula para se proteger disto). Neste texto, o analista faz um desabafo apontando os principais erros em relação ao case:

“No caso de HRT, ao menos do ponto de vista superficial e mais pragmático, errei duplamente. Na posição de analista, sugeri ações que posteriormente vieram a cair. Como investidor, comprei os papéis e perdi dinheiro. Poderia até dizer que triplamente, posto que referendei as ações a amigos e meu sogro, o que me confere constrangimento quando das reuniões em família.”

O Fim do Brasil

Polêmicas à parte, considero que o relatório da Empiricus foi bem costurado e conseguiu reunir de forma clara e detalhada tudo o que temos lido e ouvido no decorrer destes últimos anos de sofrimento econômico. Resolvi copiar os pontos mais interessantes para colocar aqui no blog, mas o leitor poderá ter acesso ao relatório completo neste link e realizar seu próprio julgamento.

Fim do Brasil: A Profecia

Esta esperada crise encontra suas raízes no colapso do sistema financeiro de 2008 (...). Para tentar neutralizar impactos do tsunami externo por aqui, o Brasil abandonou os pilares tradicionais de política econômica e seguiu uma série de medidas heterodoxas, com implicações trágicas (...).

Para nosso caso, os problemas a ser vistos nos próximos meses serão muito piores do que os vivenciados em 2008 (...).

Adiantando um pouco, tão logo haja catálise do que eu projeto, teremos disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar.

Fim do Brasil: A Ofensa

As palavras a serem ditas aqui gerarão polêmica. Elas podem ofender bastante gente. Esquerdistas, direitas, petistas, tucanos e qualquer outra classificação semelhante. (...).

Minha sensação é de que, ao ler o começo desta carta, você dirá: “Não há espaço para isso acontecer. Não aqui. Não agora.”

A poupança de milhões de pessoas será dizimada. A mudança vai afetar seus negócios e seu emprego. Veremos impactos dramáticos sobre as poupanças, os investimentos e as aposentadorias.

Além de outras implicações menores, mas também importantes. Os destinos de viagem serão alterados, a escola dos filhos pode ser revista, local e forma sua família faz compras talvez mude.

Mais especificamente, faço referência à volta de condições anteriores ao Plano Real. Os mais antigos sabem do tamanho do problema. Os mais jovens podem perguntar a seus pais.

Falo de inflação alta, perda da metade do poder de compra do salário ao longo do mês, congelamento de preços, problemas de desabastecimento, falta de produtos nas prateleiras, impossibilidade de planejamento por consumidores e empresários.

Fim do Brasil: O Colapso

Eu acredito que nós, como brasileiros, estamos prestes a observar um verdadeiro colapso no nosso sistema econômico (...).

Basicamente, há cerca de cinco anos, o Governo brasileiro mudou dramaticamente sua política econômica. (...) Abandonamos o pilar ortodoxo para nos render à maior intervenção do Estado na Economia, a uma economia pautada no assistencialismo e ao estímulo excessivo ao consumo.

Qual o resultado? Falência das contas públicas e impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo nesta velocidade.

O Brasil tem queimado caixa de maneira sistemática. O total de suas despesas supera suas receitas. Pior ainda, a diferença em desfavor das receitas tem aumentado. O déficit nominal brasileiro, que mede esta relação, mira os 4% ao ano e as contas públicas tiveram em maio seu pior resultado da história, mesmo com uma contabilidade nacional bastante criativa e uma porção de receitas extraordinárias.

Sem confiança, os empresários simplesmente não investem. A relação Investimento sobre PIB, que nunca foi uma maravilha, vem caindo de maneira consistente: depois de atingir o ápice de 19,5% no fim de 2010, recuou para apenas 18,1%.

Fim do Brasil: O PIBinho

O crescimento médio do PIB no governo Dilma, se confirmadas as projeções de consenso para 2014, deve ser de 1,8% ao ano. Veja: esse é o pior resultado desde o governo Collor. Temos a primeira evidência empírica e incontestável de que retornamos as condições anteriores a 1994. 


“Mas este crescimento mais baixo desde a Era Collor não é resultado de uma conjuntura internacional desfavorável?”

A simples observação da imagem abaixo comprova a resposta negativa. O gráfico compara a evolução do PIB brasileiro nos governos Dilma, Lula, FHC, Itamar e Collor, contextualizando com o resto do mundo, os países emergentes/pobres e nossos vizinhos latino-americanos. Eis o resultado:



Fim do Brasil: O Dragão da Inflação

A inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta, de 4,5% ao ano. Simplesmente, temos ignorado esses 4,5% e observado, de maneira sistemática, uma inflação beirando o teto da meta.
 

Sim, há coisas ainda mais desagradáveis a respeito da inflação. Já teríamos estourado o teto da meta não fosse pelo controle de preços. Ou seja, estamos artificialmente maquiando a inflação, ao represar alguns preços, com exemplos mais claros nos setores de energia e combustíveis.

Sem desonerações, a inflação ronda 8,50% ao ano.

O represamento de preços tem consequências conhecidas e desastrosas, como sugestão de maior inflação futura, desalinhamento de preços relativos e destruição de determinados setores.

O setor de etanol foi simplesmente destruído pelo controle deliberado do preço da gasolina. Veja o que diz matéria do jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho de 2014:

“A indústria de etanol do Brasil enfrenta tanto pressões de aumento do custo da terra e da mão de obra, como tornou-se uma vítima não intencional do controle de preços da gasolina para frear a inflação, avalia a Agência Internacional de Energia.”

E completa:

“No Brasil, a AIE nota que o aumento da capacidade de produção de etanol estagnou, várias plantas foram fechadas e mais capacidade pode estar em risco.”

Esses dois primeiros pontos já seriam suficientes para provarmos o argumento do quão grave é o problema atual. Combinamos simplesmente baixíssimo crescimento econômico e inflação alta.

Temos, portanto, o mais negativo dos mundos, a chamada estagflação.

Mas, calma. Há coisas graves ainda pela frente, capazes de reforçar o prognóstico de algo simplesmente catastrófico para os próximos 12 meses. Falamos de inflação que pode chegar a 15% ao ano, forte redução do poder de compra, aumento do desemprego para 10% e interrupção súbita do crédito, com consequente dificuldade das famílias em arcar com suas obrigações financeiras.

Fim do Brasil: A Deterioração das Contas Públicas

As contas públicas estão completamente desajustadas, de tal sorte que o Governo brasileiro vai, em breve, encontrar grandes dificuldades para se financiar. Ou seja, as taxas de juro devem subir com vigor, impactando fortemente o orçamento das famílias e a capacidade de crédito.

Nossa economia para pagar dívida e juros, o chamado superávit primário, foi, na média, de 3,1% do PIB no intervalo de 2001 a 2008, sem considerar aqui receita de dividendos e concessões.

Considerando agora o intervalo de 2009 a 2013, esse percentual caiu para 1,5% do PIB. Para 2014, devemos terminar com menos de 1% do PIB, algo que é, obviamente, insuficiente para estabilizar dívida bruta ou líquida.


Isso sem nenhum incremento significativo do investimento público. O que tem aumentado é o consumo do governo – esta métrica bateu 22% do PIB, o nível mais alto da série histórica iniciada em 1995.

Fim do Brasil: O Déficit da Conta Corrente

O resultado de nossas relações com o resto do mundo, que já era péssimo, fica cada vez pior. O chamado déficit em transações correntes, medida do saldo de nossas contas com o exterior sem considerar as movimentações de capital, vem crescendo sistematicamente e atinge níveis preocupantes.

Em maio, o déficit brasileiro em conta corrente montou a US$ 6,635 bilhões, o mais alto para um mês de maio em toda a série histórica.

O desempenho é inclusive pior do que projetado pelo próprio BC, em US$ 6 bilhões. Soma-se ao já delicado resultado apresentado até abril, conforme demonstrado por gráfico abaixo:


Qual o problema disso?

Para que não haja saída líquida de dólares do Brasil e perda de reservas internacionais, precisamos da entrada de moeda estrangeira por meio da conta de capital.

Por sua vez, a conta de capital possui, grosso modo, duas subdivisões: i) Investimento Estrangeiro Direto (IED); e ii) Investimentos de portfólio.

O ponto nevrálgico aqui é que o IED está inferior ao déficit em conta corrente. Portanto, para fechar nosso balanço com o resto do mundo, estamos dependendo do investimento em portfólio, que é muito volátil e sensível à menor das mudanças das condições da economia mundial.

Por enquanto, com o Brasil oferecendo um juro estratosférico e os Bancos Centrais mundiais mantendo juro zero, parece não haver grande problema.

Mas a situação está próxima de mudar. O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa de juro em 2015, voltando a atrair recursos para os títulos dos EUA hoje presentes nos mercados emergentes.
Neste momento, vai faltar dólar no Brasil. Teremos uma disparada da taxa de câmbio, com impactos diretos sobre a inflação, sobre os importadores e sobre as empresas com dívida em dólar.

Fim do Brasil: O Enfraquecimento do Mercado de Trabalho

A criação líquida de postos de trabalho em maio foi de 58.836, segundo dados do Caged. Trata-se do pior mês de maio desde 1992. Estamos com novo argumento de situação sem precedentes desde o Plano Real.
Por que o desemprego, então, ainda não aumentou?

Simplesmente, por uma questão de forma de se medir. Só é considerado desempregado quem está procurando emprego, mas não encontra.

O desemprego não aumenta simplesmente porque as pessoas têm desistido de procurar emprego.

Fim do Brasil: O Último que Sair Apaga a Luz

Os analistas do banco Brasil Plural escreveram relatório recentemente apontando uma pequena chance de 100% de racionamento de energia ainda em 2014. De acordo com eles, o nível dos reservatórios chegará a 10% em novembro, a se manter o atual ritmo.

Sejamos justos aqui. Há um único culpado para o nível tão baixo dos atuais reservatórios: São Pedro. Agora, a falta de planejamento, a concentração da matriz energética e o impedimento ao aumento da capacidade de oferta de energia é culpa total e irrestrita do Governo.

Em setembro de 2012, foi anunciada a famosa MP 579, que alterou as regras para concessões de energia, com o objetivo de reduzir as tarifas de eletricidade – de novo, o tal controle de preços.

A medida destruiu a rentabilidade de empresas de energia, adicionou incerteza jurídica ao  marco regulatório do setor e, portanto, afastou iniciativas em prol de novos investimentos.

Além disso, desrespeitou contratos existentes.

O exemplo de Cemig é emblemático. A companhia tinha concessões vencendo em 2015, com renovação automática prevista para mais 20 anos, conforme definido em contrato inicial.

Quando se fala em renovação automática de qualquer contrato, supõe-se, obviamente, preservação das mesmas condições iniciais.

Então, veio a MP 579 propondo condições completamente diferentes para a renovação das concessões, ferindo com clareza o pressuposto de “automática”.

O resultado foi a devolução, pela Cemig, das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, por não aceitar a aplicação das novas regras.

Fim do Brasil: O Petróleo é Nosso

O gráfico acima apresenta a evolução das ações da Petrobras nos últimos cinco anos.


O patrimônio nacional sendo simplesmente reduzido a 1/3 de seu valor. Quem tinha R$ 40 mil em ações da Petrobras chegou à mínima de R$ 12.570.

Além de ser historicamente motivo de orgulho, Petrobras tem em sua base de acionistas milhares de brasileiros, de forma direta ou através da aplicação de seu FGTS.

Estamos mexendo com a poupança do cidadão comum.

Chegamos a essa situação simplesmente porque a empresa tem o preço de seus produtos controlado pelo Governo. Quando impede-se o reajuste de preço da gasolina, Petrobras se vê obrigada a comprar produtos por um preço superior a seu preço de venda.

O resultado? Queimas sucessivas de caixa, num momento em que a companhia tem um ambicioso plano de investimento para tocar, e explosão de sua dívida líquida.

Mais uma conquista para o Brasil: Petrobras hoje apresenta a maior dívida corporativa de todo o mundo. A evolução abaixo resume a questão.


Com inveja da Petrobras, a Eletrobras, outra estatal relevante, também foi destruída.

Eletrobras nunca foi exemplo de eficiência. A empresa é historicamente reduto do PMDB, possui rentabilidade sobre o patrimônio baixa e entra em projetos ruins, para atender anseios políticos.

Sempre foi assim. E a empresa, de uma forma ou de outra, se virava. Mas a situação degringolou a partir da MP 579. O gráfico abaixo traz a trajetória das ações de Eletrobras nos últimos cinco anos. Não é muito diferente de Petrobras:


A situação de Eletrobras é ainda mais complicado do que aquela apresentada acima para Cemig. A empresa também foi exposta a condições piores (e de baixíssima rentabilidade) para renovar concessões.

Mas, diferentemente de Cemig e de outros participantes de mercado, Eletrobras aceitou termos que implicavam retornos negativos para determinados projetos.

Isso porque era do interesse da União (principal acionista e que votou proporcionalmente às suas ações em Assembleia) manter as concessões pouco rentáveis.

A resposta foi imediata. Suas ações simplesmente derreteram em Bolsa.

Fim do Brasil: A Desindustrialização


A produção industrial brasileira está simplesmente atônita. Isso num Governo que supostamente tinha uma política industrial explícita.

O tal Plano Brasil Maior, lançado em 2011, tinha objetivos muito bem definidos para 2014. Eram eles:

- Aumentar a taxa de investimento dos 18,4% vistos em 2010 para 22,4% do PIB;
- Elevar dispêndio empresarial de Pesquisa e Desenvolvimento como percentual do PIB de 0,59% para 0,90%; e
- Diversificar a pauta de exportações, aumentando a participação brasileira no comércio internacional de 1,36% para 1,60%.

Pronto. Chegamos em 2014, o que nos dá a prerrogativa de analisar se atingimos os resultados. A conclusão é assustadora. Não cumprimos nenhum dos três objetivos.

A relação Investimento sobre PIB não somente descumpriu a meta de 22,4%, como inclusive caiu frente ao ponto inicial. Dos 18,4%, batemos vergonhosos 18,1%.

Sobre o investimento em P&D, ainda não há dados muito atualizados. Mas pesquisas feitas para 2011 apontaram uma enorme subida da razão gastos em P&D sobre PIB de 0,49% para 0,50%. Alguém, em sã consciência, admitiria um crescimento dessa relação para 0,90% em três anos?

A respeito das exportações, a coisa fica ainda mais pitoresca. Não diversificamos nossa pauta, tampouco aumentamos nossa representatividade na corrente de comércio mundial.  A participação dos produtos manufaturados nas exportações era de 39,4% em 2010. Passou a 38,7% em 2013. Tínhamos 1,35% da exportação mundial em 2010. Encerramos o ano passado em 1,29%.

Fim do Brasil: O Tripé Econômico Ficou Manco

O Brasil, tal qual nós conhecemos hoje, nasceu em 1994, com a estabilização da economia.

Antes disso, tínhamos um outro país, em que famílias, amedrontadas com a inflação, corriam para o supermercado tão logo recebiam seus salários, empresários não investiam por conta da falta de confiança na moeda e da incerteza jurídica, consumidores não compravam porque a inflação era galopante e não existia crédito.

O Plano Real marca, inequivocamente, um novo Brasil. Com isso, até mesmo o maior dos radicais, de esquerda ou direita, há de concordar.

A inflação desabou com o real.

Em paralelo, houve vigoroso crescimento econômico, sob empurrão da demanda reprimida, confiança nos negócios e recomposição dos salários reais.

O crescimento da economia em 1994 foi de 5,9%. A indústria andou muito bem e também a agropecuária, cuja evolução foi de 5,5%, rendendo-a o apelido de “âncora verde do real.”
O surto de crescimento durou pouco.

Para manter a inflação baixa, foi usada a chamada “âncora cambial”. O real foi forçadamente sobrevalorizado por meio de taxas de juros muito altas.

A consequência foi óbvia: baixo crescimento econômico e disparada das importações nos anos seguintes.

Para manter o câmbio apreciado e oferecer dólares ao mercado na taxa desejada, chegamos a perder US$ 1 bilhão de reservas internacionais por dia, durante vários dias.

Duas crises simultâneas como resultado: nas contas externas e nas contas públicas.

A semente da destruição estava plantada. O estouro do modelo era inevitável.

A resposta veio em 1999, quando inicia-se uma nova fase, marcada pelo famoso tripé macroeconômico. Abandona-se a âncora cambial, com o novo regime sendo detalhado em junho.

Ficaram definidos como elementos centrais da política econômica:

1 – câmbio flutuante;
2 – metas de superávit primário; e
3 – sistema de metas de inflação.

O tripé caracteriza o final do Governo FHC e também o primeiro mandato do Governo Lula.

Durante esse período, observamos dois ciclos de crescimento no Brasil. O primeiro veio do rali das commodities. O preço dos produtos que vendemos ao exterior ficou 40% mais caro frente ao preço dos produtos que compramos do setor.

Com 40% de ganho chegando de navio do exterior, pudemos distribui-los entre os cidadãos brasileiros.

E o segundo ciclo representou a explosão do consumo sob empurrão do crédito.

Qual o problema? Ambos acabaram.

As commodities andam de lado ou até mesmo caem desde a crise de 2008. E as famílias brasileiras, sem crescimento econômico, já muito endividadas e enfrentando juros muito altos, não conseguem mais crescer seu consumo.

Fim do Brasil: A Nova Matriz Econômica

Em resposta à crise de 2008, o Governo brasileiro abandonou o clássico tripé macroeconômico e adotou a chamada nova matriz econômica. Entre as medidas mais emblemáticas da nova política econômica, destaco:

- Aumento dos gastos públicos;
- Maior intervenção do Estado na Economia;
- Leniência no combate à inflação;
- Incremento da participação do BNDES, com estímulo à criação e ao fortalecimento de gigantes nacionais;
- Controle de preços;
- Atuações pesadas e frequentes no mercado de câmbio;
- Novo marco regulatório do setor petróleo e publicação da MP 579 (aquela do setor elétrico;
- Criatividade na contabilidade nacional; e
- Concessões mal feitas, fixando-se simultaneamente taxa de retorno e qualidade – é, óbvio, numa bivalência inatingível.

Em entrevista ao Valor em dezembro de 2012, Márcio Holland, secretário de Política Econômica, apresentou os pontos do novo tripé da seguinte forma: i) taxa de juro baixa; ii) taxa de câmbio competitiva; e iii) consolidação fiscal amigável ao investimento.

Sobre a taxa de juro, Holland destacou a queda de 5,25 pontos percentuais em 12 meses, num processo que permitiria aos agentes econômicos rever seus modelos de negócio e criar um ambiente favorável ao crescimento.

O governo Dilma havia começado com taxa Selic de 10,75% ao ano, levara o juro básico num primeiro momento a 12% para combater a inflação e logo implementara afrouxamento monetário vigoroso, levando o juro ao piso histórico de 7,25% ao ano.
Não há mentiras nisso. Mas há uma nuance de interpretação.

Atingimos a mínima histórica para os juros simplesmente por uma janela de oportunidade criada pelo contexto internacional, com juros reais negativos em todo mundo, como resposta dos Bancos Centrais desenvolvidos à quebra da Lehman Brothers em setembro de 2008.

Não houve qualquer novo equilíbrio de taxa de juro.

A Selic já é superior àquela do início do Governo Dilma. E deve subir (muito) mais para combater a inflação em 2015.

Fim do Brasil: A Fuga das Galinhas

A política cambial brasileira tem sido desastrosa. Simplesmente ignoramos o pressuposto do câmbio flutuante.

Primeiro, a tentativa do Governo era depreciar o real, para poder aumentar a competitividade das nossas exportações e estimular a indústria. Dá-lhe IOF e coisas parecidas.

Agora, o Banco Central usa o câmbio como instrumento de combate à inflação, deixando claro nas atas de suas reuniões que precisa do dólar a R$ 2,20 para manter a Selic no nível atual.

A turma de Alexandre Tombini vem sistematicamente vendendo dólares (de forma direta ou por meio de swaps cambiais) para impedir a inflação.

Com isso, reduz reservas internacionais num momento de farta liquidez global. Estamos queimando munição quando mais precisaríamos guardá-la.

Com isso, tornamo-nos cada vez mais frágeis às vésperas do início do ciclo de alta das taxas de juro pelo mundo. Quando efetivamente precisaremos vender dólares, estaremos com nível de reservas no limite. De novo, vai faltar dólar.

Para encerrar o ponto e combater em caráter definitivo a hipótese de taxa de câmbio competitiva, não há qualquer ganho de competitividade das exportações vindo da melhora dos fundamentos da economia brasileira.

A desvalorização do real nos últimos tempos é resultado exclusivo do elevado déficit externo e da falta de poupança pública.

Fim do Brasil: A Cereja do Bolo

Ficou para o final a questão fiscal. Não foi à toa. Aqui temos a cereja do bolo.

A política fiscal brasileira tem sido ultrajante, não havendo qualquer tipo de consolidação, muito menos amigável ao investimento. O governo tem, cada vez mais, ocupado o espaço do investimento privado, sem ele mesmo preencher adequadamente essa lacuna.

Na entrevista em questão, Márcio Holland foi categórico. “No ano que vem (2013), voltamos à meta de superávit cheia, sem desconto.” Ou seja, falávamos de um primário de 3,1% do PIB para 2013.

E o que aconteceu, de fato? O superávit primário do ano passado foi de 1,9% do PIB, mesmo com as receitas extraordinárias do campo de Libra e do Refis. Filtrando por esses elementos, teríamos um primário pífio de 0,9% do PIB.

Alguém poderia argumentar que o primário foi menor porque o próprio governo resolveu fazer investimentos, tendo notado ausência desse componente no setor privado. Isso já seria ruim, per se, dado o impacto de queda média da produtividade. Mas nem sequer é verdadeiro.

Tirando as estatais, o investimento público da União passou de R$ 59,4 bilhões em 2012 (equivalente a 1,35% do PIB) para R$ 63,2 bilhões em 2013 (1,31% do PIB).

Então, pergunta-se: a que consolidação fiscal se refere o governo?

Fim do Brasil: O Sonhou Acabou

Há pouco tempo, o Brasil era destino certo do investidor estrangeiro. O queridinho entre os BRICs (grupo que reúne também Rússia, Índia e China).

Atraímos a Copa do Mundo, seremos sede das Olímpiadas. Em pouco tempo, ganharíamos posto da quinta maior economia do mundo, algo impensável antes.

Protagonizamos a capa da revista The Economist, talvez a mais importante do mundo sobre economia e finanças.


Pouco tempo depois, como resultado da desastrosa “nova matriz econômica”, aquele conjunto de medidas adotada pelo governo brasileiro em resposta à crise de 2008, as coisas haviam mudado completamente.


Exatos quatro anos depois, a mesma The Economist, também em reportagem de capa de 14 páginas, questionava: o Brasil estragou tudo?


Bastaram quatro anos para destruirmos todo o otimismo.

A ideia de quinta maior economia do mundo foi abandonada, a presença entre os BRICs foi até mesmo questionada e especialistas apontam legado nulo dos grandes eventos esportivos.

Talvez você ainda esteja anestesiado pelo futebol da Copa do Mundo. Mas peço que saia do escopo esportivo por um minuto.

Veja, por exemplo, o que diz matéria da CNBC publicada no dia 26 de junho:

“Especialistas em mercados emergentes estão pessimistas em investir no Brasil, a despeito da Copa do Mundo. (…) 

‘Não há potencial positivo algum neste Governo, mesmo se tudo der certo’, afirma Drausio Giacomelli, responsável por pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank.

‘Não se trata de ganhar ou não a Copa. Falemos do que interessa: um Governo incapaz de entregar os anseios populares por educação, transporte e infraestrutura no geral. Eles podem entregar estádios, mas não o que realmente importa’, diz ele.


Giacomelli também critica a condução da política monetária na administração Dilma: ‘Eles fizeram tudo errado desde o começo. Colocaram-se na pior posição possível para um mercado emergente, de estagflação (baixo crescimento e alta inflação).”

O economista Ricardo Amorim, aquele que comenta no programa Manhattan Connection, foi outro que recentemente alertou.

Em matéria com o economista, o site InfoMoney, citando Amorim, trouxe o seguinte: “a inflação está alta e grávida. Os preços administrados terão de subir após as eleições porque os governos vêm represando todo tipo de tarifa pública há dois anos. A conta deverá ser parcelada porque, se subir tudo de uma vez, a inflação das tarifas pode chegar a 14% em 2015.”

Fim do Brasil: E Agora, José

A metáfora com a gravidez é clássica. Não existe inflação um pouco alta. Inflação necessariamente cresce. E deve crescer muito.

Marcio Garcia, professor de Economia da PUC-RJ, trouxe tese semelhante em resposta ao jornal Valor Econômico de 27 de junho: “A inflação não vai ficar parada nos 6,5%, há uma inflação represada de 1,5 ponto percentual; os [preços] monitorados vão ter que subir; o câmbio não pode ficar muito tempo nesse nível de R$ 2,20 porque o déficit em conta corrente continua crescendo e é elevado. Tudo isso vai colocar pressão na inflação. Se você não tiver um BC que leve a inflação de volta à meta, passamos por um outro regime. Um regime turco, argentino ou até venezuelano.”

Depois de represar preços por dois anos, o Governo precisará soltar as amarras em 2015.  Somente esse movimento, supondo uma liberação única, deve colocar a inflação brasileira em 10% ao ano.

O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa básica de juro justamente em 2015. Isso vai causar um grande retorno de recursos para os EUA, com maior demanda por dólar. Ou seja, a taxa de câmbio pode caminhar rapidamente para cima.

Temos dois problemas importantes derivados dessa subida de taxa de juro nos EUA.

O primeiro é a grande dificuldade para fechar nossas contas com o exterior. Lembre-se que estamos dependendo da conta de capitais para fechar o balanço – e observaremos justamente fuga de capitais. Pela terceira vez, faço o alerta: vai faltar dólar.

E o segundo relacionado ao reforço importante ao problema da inflação, através do famoso repasse cambial. A disparada do dólar significa aumento do preço dos produtos transacionados no mercado internacional, os chamados tradeables. Aos poucos, também os não tradeables, por uma questão de preços relativos, também vão reagindo. Em certo tempo, temos uma escalada generalizada dos índices de preços apenas por conta do efeito câmbio.

E toda essa disparada do dólar vai também impactar sobre a inflação.

Combinando o repasse integral das tarifas públicas represadas e a desvalorização esperada do câmbio, entendo que a inflação brasileira pode chegar a 12% ao ano, para uma meta de 4,5%.

Não há saída para uma inflação bem acima da meta. O Banco Central terá de subir a taxa Selic. E como a diferença entre a inflação projetada e a meta é grande, o movimento dos juros terá de ser expressivo.

Não haveria surpresa em vermos taxa Selic de 15% ao ano.

A implicação imediata de um juro básico desse tamanho é óbvia: recessão.

Imagino que você entenda esse conceito.

Se o Brasil cresce 1% ao ano com juro básico de 11% ao ano, quanto vai crescer com a Selic a 15%?
Falamos de estagnação da economia, queda dos salários, aumento dramático do desemprego, esgotamento do crédito, queda vertiginosa do preços dos imóveis (muito sensíveis às taxas de juro) e aumento do endividamento das famílias.

Tudo isso num ambiente de inflação alta.

Já temos: o menor crescimento econômico desde o Governo Collor, a menor criação de postos de trabalho para um mês de maio desde 1992, o pior resultado das contas públicas para um mês de maio de toda a série histórica e o maior déficit em conta corrente para um mês de maio em toda a série histórica do Banco Central.

E teremos: a maior taxa Selic desde 2006 e descumprimento da meta de inflação, com a maior variação de preços desde 2002.

Rasgamos o que foi construído em 1994 e aperfeiçoado em 1999, sob o pretexto de implementação de uma nova matriz econômica, heterodoxa.

Temos um único resultado prático: voltamos a 1993.

Se, metaforicamente, nasce um novo País em 1994, com a estabilização da economia, podemos dizer que a nova matriz econômica e suas consequências representam o falecimento desse Brasil.

O Ativo mais Valioso em Tempos de Crise


A título de curiosidade, encerro este post revelando qual é o ativo mais valioso em tempos de crise. Sinto lhe dizer que não são FIIs, ações, títulos de governo, ouro e muito menos dólar.

Na verdade, desde 1970, um ano antes do então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon anunciar o fim do padrão ouro para o dólar, encerrando o sistema monetário internacional de Bretton Woods que ajudou a tornar o dólar a moeda de reserva mundial, este investimento ultrapassou facilmente as ações e o ouro.

Veja o gráfico abaixo …


Então qual é este ativo mágico?

Estamos falando de terras agrícolas. O gráfico acima mostra o retorno total de terras agrícolas nos EUA contra o retorno total do mercado de ações (incluindo dividendos) e os retornos totais de ouro (o que, naturalmente, não paga dividendos).

Os retornos de terras agrícolas vêm de duas fontes: Cerca de metade dos retornos totais vêm da valorização da terra real. A outra metade vem do “aluguel” das terras. Você pode cultivar sua terra ou contratar alguém para fazer isso por você. Adicione estes componentes juntos, e é fácil ver por que os retornos totais de terras agrícolas ultrapassaram ouro e ações.

Alguns chamam terras “de ouro com yield”

Qual é a mágica?

Quando os preços dos alimentos sobem, os preços das terras agrícolas sobem. E mesmo em épocas de crise profunda não há falta de bocas para alimentar.

E com um benefício adicional: retornos de campos agrícolas têm pouca correlação com os retornos de ações e títulos. Terra não cai em um único trimestre durante a crise financeira.

Claro, terra tem um outro grande benefício, ela pode realmente salvar a sua família durante uma grave crise.

Barton Biggs, em seu excelente livro, Riqueza, Guerra, e Sabedoria , relata que terras eram a única coisa que salvou famílias na França ocupada, Polônia, Holanda, Alemanha e Itália.

Uma fazenda sem ostentação, e não uma grande propriedade, é provavelmente o melhor. Tijolos e argamassa, imobiliário podem ser desapropriados ou bombardeados, mas a terra sempre estará lá.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na maioria dos países ocupados, se você tivesse uma fazenda auto-suficiente, você poderia agachar sobre ela e, com sorte, esperar o desastre. No mínimo vocês foram abastecidos com alimentos em um país faminto.

E você o que acha? Seriam terras agrícolas o ativo mais valioso do mundo em tempos de crise?

Fonte: http://flyinggaruda.blogspot.com.br/2011/01/worlds-most-valuable-asset-in-time-of.html

86 comentários:

  1. Meus créditos a EMPIRICUS. Vamos fazer um levante para dizimar esse governo hipócrita que ai está. Vamos começar pelo Rio Grande do Sul, RUMO A UM NOVO BRASIL. Abraço do Bagual!

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    1. Foi um bom compilado, serve como resumão da coisa.

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    2. O fim do brasil está próximo??

      http://defendaseudinheiro.com.br/empiricus-research-e-o-fim-do-brasil

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    3. Não mesmo, todo dia aparece uma boa oportunidade de investimento aqui no Brasil. Basta estar antenado. E a Empiricus está ganhando uma grana com estes relatórios, ela já achou o filão dela, rs.

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  2. O ativo mais valioso do mundo em época de crise é minha empresa, mas diversifico em Ações, fii, fundo cambial, renda fixa, terreno urbano, terreno rural. Falta mandar cascalho para o tio san.

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    1. Sua empresa, em épocas de crise vc está 100$ garantido com ela? Pode me empregar? rs

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  3. Uó,

    Empiricus = monte de merda. Essa é a definição perfeita dos antalistas dessa "consultoria". Não é necessário ser um PHD em economia para perceber que estamos indo para o buraco.

    Basta ter um QI maior que o de um chimpanzé. Enfim, com o PT vencendo ou não, eu sigo tocando a minha vida. Caso o pior aconteça, certamente teremos boas oportunidades de trade na Bolsa.

    Petrobras e Banco do Brasil serão meus alvos. Não para B&H, e sim para ganhar na variação dos preços. Ah, gostei do post, esse sim é o UB que o Brasil e o mundo querem ver, rs.

    Abraços.

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    1. UB,

      Você não faz mais trades? Separado do B&H?

      Abraços.

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    2. Porque decidi só fazer B&H ativo. "treidei" durante um ano, no primeiro semetre tive 10% de lucro, fechei o segundo semetre com 20% de prejuízo. Fora o desgaste emocional, tempo gasto, compensa não, isto é para quem vive de mercado. Neste ano, se eu tivesse comprar AMBEV, CIELO, ITAU na forma de B&H teria fechado o ano no positivo, sem estresse.

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    3. UB,

      Tem que saber separar as coisas... Desde que você não misture o B&H com os trades, não vejo problema algum nisso. ABEV3, CIEL3 e ITUB3 são claramente ações de B&H.

      Abraços.

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    4. "Desde que você não misture o B&H com os trades", ok, a premissa é válida, peço apenas que passe a contabilizar seus ganhos com trades e com B&H, em separado, daqui um ano conversaremos novamente.

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  4. É o seguinte, caro Uó: quando todo mundo começa a falar mal de alguma coisa, então é chegada a hora de comprá-la!

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    1. Então tá na hora de comprar o Brasil, tá todo mundo falando mal, rs

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    2. Concordo! Pânico geral, vamos as compras ou fique em casa aguardando a poeira baixar. Na minha opinião a Empiricus tem algum consentimento a 50% é Marketing e dos bons para os novatos!

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    3. Só que não, os gringos perceberam antes, estão comprando em massa desde janeiro, agora eu não entro, não gosto de pegar bonde andando, para mim o momento é de caixa.

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    4. Há meses que o mercado brasileiro está nesta flutuação e muito se deve aos gringos. Não podemos nos abalar com este artigo O Fim do Brasil e nem com este "oba oba" que vem dando como certo o segundo turno da Marina com a Dentucinha.
      Alias Uorrem, bem que poderíamos discutir como o mercado pode se comportar com Marina, Aécio ou Dilma para 2015.

      Belo post!
      abs

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    5. Raposa, prefiro não discutir, prefiro ver a coisa acontecer, rs
      Obrigado!

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  5. Vale lembrar que junto com o Santander, a Empiricus foi outra que tomou um enquadro do governo.

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    1. Pois é, tem que ter cuidado com qualquer tipo de analista de mercado, na verdade ele analisam é você, rs

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  6. Nojenta essa Empiricus, sensacionalista ao extremo e muito seletiva ao mostrar os dados.
    Usam vários dados "consistentes", porém a maioria deles é muito recente, se pegar todos os dados apresentados porém em um comparativo de 30, 40, 50 anos, de nada serviriam para assustar as pessoas. Isso é somente estratégia sensacionalista pra vender análise, e infelizmente vem dado certo.

    Abraço!

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    1. Os dados foram bem apresentados, mas com certeza teve muito sensacionalismo, legal foi esta declaração deles tempos atrás...

      “Nossa estratégia é essa: transformar a base da pirâmide em compradores; e os compradores em assinantes”

      Vão arrebanhar muita gente inocente, rs

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  7. Uo, o relatório vem cheio de dados reais e preocupantes, mas está sendo manipulado para a polêmica visando a venda da fórmula mágica.

    Eu que sou radicalmente contra a postura do governo petista consigo enxergar o exagero.

    Assim menos profecias do caos, mas que isso não apague também as preocupantes verdades que existem no relatório.

    Não podemos dar chance ao azar, temos que tirar a estrela vermelha do poder.

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    1. Este é o Nostradamus dos tempos modernos, rs

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  8. Bela campanha de marketing. Tema importante e que deve ser refletido por todos, mas que não deve ser levado ao pé da letra.

    Abraço!

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    1. Eu tentei mostrar os dois lados da moeda: o marketing na forma do alarde profético e a realidade do país através do compilado da empresa. Não sei se consegui.

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    2. Conseguiu sim, Uó! Me referia ao texto da Empiricus.

      Abraço!

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  9. O Bastter comenta sobre a Petrobras e não vê esse fim do mundo todo....A produção está aumentando.

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    1. O resumo da ópera é o seguinte:

      1 - Procure se proteger da inflação, ela é real e está sendo controlada artificialmente, procure investimentos que preservem seu patrimônio, e não estou falando de poupança.

      2 - Procure se proteger do governo, fique longe de estatatais e empresas que possam sofrer com intervenções diretas e indiretas do governo

      3 - FAÇA CAIXA, MUITO CAIXA, PORQUE COM PROFECIA OU NÃO, CRISES SEMPRE OCORREM, PODE NÃO SER AMANHÃ NEM ANO QUE VEM, MAS ELA VIRÁ, E SÓ QUEM TEM CAIXA É CAPAZ DE SE DAR BEM EM TEMPOS DE CRISE!!!

      4 - Não leve muito a sério o Bastter, nem a Empiricus, nem ningém, você está em um faroeste, cabloco...

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    2. Aproveitando a madrugada de insônia, vamos lá:

      1) Concordo plenamente.
      2) Nenhuma empresa está livre do governo. Isso vale para qualquer parte do mundo.
      3) Concordo plenamente, apenas esclarecendo que CAIXA é renda fixa com razoável liquidez e não somente dinheiro parado em conta.
      4) Concordo plenamente. É possível aprender um pouquinho com todo mundo, mas não se deve confiar cegamente em ninguém.

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    3. Passou a noite na gandaia? rs

      2) ok, mas vc pode escolher uma empresa de educação, por exemplo, onde a intervenção do governo é 'para o bem', ao invés de uma petro, onde o governo mata a empesa congelando as tarifas para controlar artificialmente a inflação. este foi só um exemplo.
      3) sim, caixa é LCI, LCA de prazos curtos, até mesmo títulos do governo comprados em momentos oportunos, ou até mesmo a velha poupança. Só não venha reclamar, no epicentro da próxima crise, que você não tem grana para aproveitar as ofertas porque vinha fazendo aportes periódicos na RV com todas as sobras do seu salário. Tenho estudado o portifolio do melhor fundo multimercado do mercado, desde quando foi criado anos atrás já acumula mais de 7.000% de valorização desde que foi criado em 97 (ainda farei um post sobre) e atualmente mais de metade da carteira do mesmo está em renda fixa (títulos do governo), ações devem representar uns 20% atualmente.

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  10. Há relatórios bons e ruins, eu recebo uns boletins grátis desta empresa, mas o relatório o fim do Brasil é exagerado mesmo, depois que uma empresa de consultoria americana comprou a Empiricus eles incorporaram varias relatórios e táticas que utilizavam no exterior, ninguém nunca ouviu falar do Cartas da Iguatemi? o Fim do brasil é a mesma coisa, foi feito baseado no Fim dos E.U.A (O proprio Felipe Miranda, diz que leu este relatório e fez um baseado na nossa economia).

    Eu assinei o Mercado em 5 minutos, é engraçado a leitura, mas não ajuda em porra nenhuma nos investimentos.

    Como o dinheiro é nosso, a melhor consultoria vem de nós mesmo, é estudar e cuidar do próprio dinheiro

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    1. Pois é Zé, cancele esta assinatura e pare de treidar micos de uma vez por todas, rs!

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  11. E complementando a resposta do Uó, acho que não devemos levar tão a sério mesmo a Empiricus, Baster e etc.
    Eles ainda são acionistas de um grande fundo, e boa parte dos relatórios pode ser a isca para manipular as sardinhas.

    O ideal é cada um gerir o próprio patrimônio.

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    1. unhum, o problema é que 95% dos pequenos investidores não tem o mínimo conhecimento de mercado, aí estas empresas terão um filão garantido por muito e muito tempo...

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  12. Se for fazer uma série "Meu passado me condena" da Empinicus, teremos "Meu passado me condena 3", "Meu passado me condena 4", "Meu passado me condena, o retorno", e a lista iria continuar.
    Eles já recomendaram Ecodiesel, Inepar, HRT, OGX e olha que não fiz nenhuma investigação profunda sobre suas recomendações.

    Veja por exemplo uma parte deste documento:
    http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&ved=0CFgQFjAF&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F17389986%2F417501995%2Fname%2FEMPIRICUS%2BINTERBOLSA%2B%2B26set11-AGRO3-ECOD3_BRAP4_CPLE6.pdf&ei=pdv0U4TQE9fIsATlmIEg&usg=AFQjCNEr4uoCdeycPuWC8QnAxPtiUnP72Q&sig2=q5freFdO0Y3ppMxDD7-I7Q&cad=rja

    "Os analistas envolvidos na elaboração são titulares de valores mobiliários objetos do relatório de
    análise, no caso da posição de Felipe Miranda, enquanto pessoa física, em INEP4 e Rodolfo Amstalden,
    enquanto pessoa física, em ECOD3."

    E olha o desempenho deste outro fundo:
    https://www.magnetis.com.br/fundos/empiricus-inepar-fundo-de-investimento-de-acoes

    Eles escrevem bem, mas não levo a sério nada deste grupo. É mais provável ganhar dinheiro fazendo o contrário do que eles recomendam.

    Abraços

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    1. Vão superar a franquia do 007 com todos estes filmes, kkk
      Sei lá, é uma turma bem jovem, a sensação que tenho lendo as recomendações deles é a mesma que tenho quando leio alguns blogs aqui na blogosfera: "aposta sem fundamentos"
      o pior é ganhar dinheitro vendendo ilusão

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    2. De vez em quando eles fazem um golzinho, lembro quando eles alertaram que o plano de novas aquisições feitas pela BRIN3, com pagamento através de emissão de novas ações era insustentável no longo prazo, foi na mosca. Mas também, um esquema assim não precisa ser muito especialista pra prever q vai dar merda no final, mas enfim, mérito deles.

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    3. Puxa, pena que não vi este alerta, rs.

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  13. Excelente postagem, Uó!

    Esse relatório da Empiricus teve um alcance imenso, principalmente por conta da eterna paixão da classe média brasileira: Detonar o governo. Recebi esse relatório de amigos e parentes que não tem nenhuma relação com o mundo financeiro, apenas porque é mais uma arma contra o PT.

    Qualquer pessoa com o senso crítico em funcionamento desconfia da forma como o relatório foi elaborado, em tom de profecia de fim do mundo. E o fim do relatório, com a oferta de uma solução mágica parcelada em 12 vezes sem juros testemunha ainda mais contra a credibilidade das previsões.

    Quanto ao Ativo Mágico: Terras Cultiváveis. É apenas um ativo como outro qualquer. O fato de ter valorizado tanto não quer dizer absolutamente nada. Se valorização histórica, isoladamente, servisse para determinar a qualidade de um ativo, poderíamos então dizer que o bitcoin é o melhor ativo do universo.

    A meu ver, a única defesa do investidor, seja em tempos de crise, de bonança ou de chove-mas-não-molha é a diversificação.

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    1. Obrigado Tarik!
      Pois então, foi bem descarada a forma como eles fecharam o texto-denúncia, mas faz parte do negócio deles então deixa quieto.
      Sobre a questão das terras, acredito que não chega a ser um ativo mágico como posto mas é sim algo robusto em tempos de crise. Ninguém deixa de comer e beber, a população para de ir ao cinema, comprar carro, viajar, etc, mas comer não se para, pelo menos o arroz com feijão, rs. Fico triste de na nossa bolsa não terem mais empresas na área de alimentos, é uma pena.
      Comprar fazenda? Tenho dinheiro não, rs, até antei flertando com empresas como a SLC (mega-fazendas), mas deixei em banho maria por hora.

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    2. Uó,

      Uma empresa interessante e que tem relação direta com o agronegócio brasileiro é a KEPL3. Ela está na minha lista de estudos.

      Abraços.

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    3. Pois é, nem gosto de olhar para ela porque comprei no ano passado e vendi um mês depois, de lá para cá subiu trocentos por cento. Naquela época eu comprava e vendia tudo, hoje eu até vendo, mas sempre fico com um pouco na carteira para casos como este, rs. Será que ela ainda tem potencial de crescimento?

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    4. Uó,

      Está vendo porque, a priori, só devemos sair de uma empresa no dia em que ela deixar de ser boa? Sobre a Kepler, acredito que sim, a agricultura é muito forte no Brasil e o país carece de infraestrutura nessa área.

      Abraços.

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    5. Mas naquela época era trade, rs

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  14. Grande Uó,
    Pois é, fiquei pesquisando sobre este ativo quando vi o negócio da Empiricus para saber que maldição era isso.
    Perguntei para algumas pessoas sobre os relatórios da Empiricus e tem muita gente que não fala bem deles não, agora sei o motivo :)
    Terras agrícolas, na minha opinião, são uma excelente escolha, principalmente pelo fato do arrendamento, e ao contrário de imóveis como casas, você não precisa ficar dando manutenção.
    Belo trabalho de análise.

    Uta!

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    1. Opa, como andas aí no Canadá? Fazendo muito código em Java e C#? rs
      Pois é, queria até ver algum relatório atual deles para saber o que estão recomendando, porque no passado era só bomba, rs
      Sobre as terras, qual seria uma forma de nós pequenos investidores entrarmos no negócio?
      Obrigado e abraço!

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    2. AHhahahahaa
      Nem um, nem outro. Só estudando inglês pra entrar na faculdade ainda.

      Acho que a melhor forma de entrar, na minha opinião é comprando pequenos aglomerados de terra perto de onde moramos. Por exemplo, existem terras no interior de São Paulo para vender, não estão muito caras, e é um ótimo lugar para comprar e alugar para grandes usinas de álcool. É lógico que você terá que analisar e tudo mais, mas acredito que é possível sim.

      Se você for do centro-oeste então, melhor ainda, as terras são mais baratas e você pode alugar para criação de gado. :)

      Uta!

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    3. Estou em Minas, vou ver o que tem por aqui perto, rs.
      Valeu

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  15. Há um bom tempo não leio nada da Empiricus... Eles mudaram completamente o estilo... Estão muito focados no sensacionalismo e no marketing agressivo... Muita estratégia de marketing, muito foco em venda, mas pouco conteúdo... Na minha opinião, perdeu a credibilidade...

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    1. Pois é, a polêmica foi muito grande, pode ter sido um tiro no pé.

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    2. Eles não querem credibilidade, desde que o produto venda e eles ganhem dinheiro. Esse tipo de empresa causa muitos prejuízos antes de sumir e reaparecer com outro nome.

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    3. Tenhos visto algumas palestras de Eduardo Giannetti, grande parte do texto deles vem da boca do Eduardo, ou seria coincidência? No alerta deles foi dito: "Este texto pode agredir tucanos e petistas", faltou falar da Rede Sutentabilidade, PSB... Será uma posição política?

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  16. O maior propagandista da Empiricus foi o próprio Governo do PT, ao tentar limitar a liberdade de criticar o governo e dizer que eles estão estragando o país.
    Nenhum analista ou empresa do tipo é imune a erros, mesmo grandes erros, como eles cometeram.
    Mas eu acho que quando se recebe o conselho, a gente tem que avaliar o conselho em si, e não ficar com aquela ideia do "olha quem está falando".

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    1. Eles fizeram muita abestagem no passado, afeta a credibilidade, mesmo sabendo que somos passíveis de erro.
      Enfim, se conselho fosse bom todo mundo vendia, eles estão vendo, até os conselhos ruins, rs.

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  17. Perai Uó. Como assim comprar terras agrícolas? Vc diz, tem no Home Broker participação em alguma terra?

    Como que faz pra comprar isso?

    Ou eles tão mandando eu ir comprar um pedaço de terra lá e ir plantar galinha?

    Ta maluco!!!!

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    1. Isso mesmo, plantar galinha.

      Burro!

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    2. Anom, é isto mesmo, comprar uma fazenda, um sítio... pelo HB não vai ter jeiro, rs, quer dizer, até tem, temos empresas como a SLC Agrícola na bolsa, mas os números não estão bons...

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  18. Uó que post excelente. Se a Empiricus é confiável ou não, ou se o Brasil vai ou não pro buraco é um assunto completamente à parte, o fato é que o relatório mostra dados sólidos e reais que são brutalmente preocupantes.
    Isso realmente nos faz pensar quanto a questão da governança do país e do futuro dos nossos investimentos. Confesso que fiquei bastante preocupado com esses números.

    Grande abraço e mais uma vez parabéns pelo post.

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    1. Obrigado Thales, mas os grandes problemas deste país vão além destes citados no artigo como inflação, deficit em conta corrente e intervenção governamental, isto são só consequências de um povo mal preparado e negligente. Estamos vendo a ponta do iceberg, apenas isto.

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  19. Uo, este relatorio é basicamente uma cópia porca de alguns relatorios americanos que eu gosto de ler, estilo fim do mundo, como e porque. Destarte, verifiquei até mesmo a cópia ipsis literis dos graficos, especialmente no que tange as terras agrícolas.

    Victor

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    1. Realmente Vitor, o pior é que faz sucesso, rs.

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  20. Os futuros agrícolas seriam uma opção para posicionar-se ativos agrícolas?

    Parabéns pelo post!!

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    1. Olá Marcelo,
      Obrigado!

      Não tenho resposta a esta pergunta, teria que se fazer uma análise histórica destes ativos nos períodos de crises. Mas falando subjetivamente acho pouco provavel, são ativos muito ligados à especulação, e em épocas de crises o comportamento pode ser até o contrário do esperado. Contratos Futuros de Commodities são bons instrumentos de hedge para os produtores e de especulação para os operadores, já para o investidor comum podem ser uma faca de dois gumes. Se você já tem sua terra e já é produtor pode ser uma excelente isntrumento de proteção, fora isto não sei se agregaria muito ao objetivo de preservação de patrimônio em épocas de crise.

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  21. boa tarde UO,
    Procurei seu blog de FII, acho que esta voltando a ficar viável, porem seu blog não existe mais; até entendo seus motivos, tambem estou 6 meses sem mexer.
    Poderia compartilhar quais as FII que tem para B&H?

    Maico

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    1. Maico, não tenho blog de FII, só este aqui, rs.
      Segue minha lista de FIIs para compra:

      XPGA11
      FEXC11B
      VRTA11
      FIIP11B
      HGRE11
      BRCR11
      SDIL11
      CNES11B
      RNGO11
      NSLU11B
      AEFI11
      RBRD11
      FCFL11B
      KNRI11

      Abraço!

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  22. Mais um post padrão Uó de qualidade (alto, para que não fique subentendido)

    A Empiricus, que é uma consultoria independente de corretoras, como gosta de ressaltar, faz parte de um sistema, se posicionando no ramo de intermediação de negócios. Para onde quer que a bolsa vá, tenham os investidores lucro ou prejuízo, os intermediários (corretoras, analistas, bancos, custodiantes etc) ganham pelo volume de negócios. Nenhuma corretora gosta de B&H. Mirar na classe média é uma estratégia necessária, já que é o único público consumidor para essa empresa.
    Realmente, terras agrícolas podem te salvar na pior de todas as crises, enquanto o Estado existir (para garantir a propriedade privada) e somente se você tiver os meios para cultivá-la diretamente. Caso contrário, quase nada difere do terreno onde está sua casa.
    O agronegócio é de fato muito forte aqui no Brasil, mas quem ganha dinheiro de verdade são as tradings globais e os latifundiários. Terra e alimentos são coisas essenciais, mas empresas de capital aberto no agronegócio, estranhamente ou não, não tem apresentado bons resultados para os acionistas, especialmente os minoritários. Grande parte sequer dá lucro. Talvez (??) tenha mais a ver com a capacidade de gestão de cada empresa...
    Tarik, seu comentário sobre o bitcoin foi excelente, realmente ele é insuperável. Não sei como as consultorias ainda não o recomendaram.

    J.R.

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    Respostas
    1. Olá J.R. muito obrigado! Parte dos créditos do post vai para a Empiricus que me forneceu material, rs.

      Concordo com o que você disse, comprar terra só por comprar não é lá uma boa opção. Pode até vir um MST da vida e melar o negócio, rs.

      Tenho acompanhado estas empresas de agronegócio na bolsa (http://blogdouo.blogspot.com.br/2013/10/megafazendas.html) e não estou vendo muita atratividade. Andei comprando a SLCE3 mas depois vendi com certa valorização, dias depois começou cair e não parou mais, tá muito cíclica na mão dos especuladores. A única que está se dando bem neste setor é a Kepler, empresa esta que já tive e depois vendi, rs.

      Você investe em quais ativos?

      Grande abraço!

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    2. Desculpe pela demora em responder.
      Nesses dias andei reavaliando a minha carteira, e agora estou com boa parte líquida.
      Tenho algumas ações e, na RF, títulos do governo e LCI/LCA, mas, graças também ao teu blog, estou estabelecendo um norte um pouco diferente, e terei algumas mudanças em breve.
      Obrigado pelo excelente trabalho no blog.

      J.R.

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    3. Valeu J.R.
      Depois crie um blog para trocarmos ideias.
      Abraço!

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  23. Muito bom o post.

    Eu adoro a Empiricus principalmente quando ela recomenda alguma coisa, porque aí sei que é só fazer ao contrário do que recomendaram que é certo a chance de sucesso, rsrsrs...

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  24. Bom, agora que estamos em 2015, basta olhar ora perceber que a Empiricus realmente errou. A crise que estamos passando agora é muito maior do que aAcrise que eles previram em 2014

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    1. Bom que acetaram desta vez, mais um erro seria decretado o fim da empresa.

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  25. Respostas
    1. Agora estão recomendando compra de ações brasileiras, qual a coerencia?

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    2. Olá Uorrem. A coerência é que acertaram de novo. Comprei ações em 2016 e agora em 2017 vendi com lucro. Ganhei no dólar, ações e um outras coisas recomendadas. O marketing deles é pesado, mas graças ao fim do Brasil que eu realmente comecei a estudar a sério investimento. Sou cliente deles e estô muito feliz com minha escolha.

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