quinta-feira, 31 de julho de 2014

Tags:

Radar de Ações e FIIs


E aí galera!

Estamos no último dia do mês e o IBOV está realizando uma saudável correção, para quem ainda tem dinheiro parado na corretora está surgindo então boas oportunidades de compra. Vamos ficar de olho!


Abaixo segue o meu radar de ações atualizado. Temos algumas novidades para este mês: foram eliminados os ativos BBAS3 e EZTC3, no lugar entraram PCAR4 e WSON33. Pensei muito para realizar a eliminação de BBAS3, confesso que gostaria de continuar comprando em função dos bons dividendos, mas já que ITUB3 entrou na lista então achei por bem ficar apenas com um bancão. EZTC3 foi eliminada por motivos óbvios, continua sendo uma excelente empresa mas não quero ficar muito exposto no setor de construção neste momento, já basta ETER3 que foi mantida em função dos dividendos. PCAR4 entrou também por motivos óbvios (ótima gestão da empresa e setor com proteção natural à inflação).


A maior aposta será WSON33, esta foi escolhida como forma de "comer pelas beiradas" no setor de petróleo. A dúvida que permanece é em relação ao setor de educação, quero iniciar cobertura neste setor mas ainda tenho dúvida em qual empresa investir, por hora a ANIM3 está no radar. Digamos que a lista geral de ativos está 95% diversificada, notamos apenas uma sobreposição de posição acionária em ITUB3/PSSA3 e uma sopreposição setorial em MDIA3/BRFS3. A organização da tabela se deu pelo percentual faltante em relação ao preço desejado, que é apenas uma referência de acompanhamento, nada mais do que isto.

Em seguida temos o radar de FIIs, as únicas novidades são as entradas de BRCR11 e KNRI11, que inclusive já tiveram aportes neste mês. A organização abaixo se dá pelo yield dos últimos 12 meses, não que esta seja a ordem preferencial de compra (já foi no passado), é uma organização meramente didática.


Não postarei os fechamentos mensais de julho e agosto, daqui para frente realizarei fechamentos trimestrais, a exemplo do que tenho feito para o ranking de rentabilidades. Mas continuarei postando, sempre que achar conveniente, as operações realizadas, ajustes de estratégias, radares, análises de balanços, enfim, tudo aquilo que acho interessante compartilhar com o leitor.
Continue lendo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Tags:

Erros e Acertos d'Uó!


Para que não conhece ainda minha história de investimentos...
Continue lendo

terça-feira, 29 de julho de 2014

Tags:

Como Preencher DARF - Venda de FIIs


Veja este post no nosso novo site clicando aqui.

Pergunta do internauta: “Uorrem, como fazer a DARF para recolhimento de imposto de renda sobre alienação com lucro de fundo de investimento imobiliário (FII). Obrigado!”

Beleza leitor, antes de mais nada precisamos calcular o valor do imposto a ser recolhido para o leão. Mas sem querer dar puxão de orelha e já dando, rs, não acho uma boa prática vender FIIs, a não ser em caso de extrema necessidade ou alguma mudança de estratégia coerente. Se o seu caso se enquadra em um destes quesitos então está valendo, mas se foi apenas uma realização de lucro então é melhor repensar a estratégia.

Como todos já sabem, as distribuições de FIIs são isentas de imposto de renda, por outro lado, qualquer venda de um FII por um valor de cota superior ao valor de compra é passível de recolhimento de imposto sobre o lucro da venda.

Nesse caso, as regras para apuração de ganho de capital com cotas de FII são praticamente as mesmas das ações: a apuração deve ser feita mensalmente (quando houver venda) e o imposto devido deve ser calculado com base no valor de venda contra o custo médio de aquisição. A principal diferença é a alíquota de imposto: enquanto nas ações ela é de 20% para operações day-trade e 15% para operações não day-trade, no ganho de capital com cotas de FII a alíquota é sempre de 20% independente se a venda ocorreu no mesmo dia da compra ou não.

Uma dúvida frequente diz respeito à isenção de imposto para vendas de até R$ 20 mil por mês. As vendas de cotas de FIIs não são isentas, qualquer que seja o valor das vendas, isto é, o imposto deve ser sempre apurado e, se for o caso, recolhido. Mais um motivo para se evitar vendas de FIIs a todo custo.

Outra dúvida comum diz respeito à compensação de prejuízos com ganhos posteriores, que é admitida tanto nas ações quanto nos ganhos de capital com cotas de FIIs. No entanto, só é admitida compensação entre ativos da mesma espécie, isto é, perdas com ações não podem ser compensadas com ganhos em cotas de FIIs e vice-versa.

Cálculo do Imposto

A responsabilidade pela apuração e pagamento do imposto de renda sobre as operações de venda com lucro de ações e FIIs é do contribuinte. Melhor dizendo, do investidor. Cabe à você calcular e pagar o IR mensalmente.

Na apuração do lucro líquido é permitido descontar todos os custos operacionais, tais como  corretagem e emolumentos. Em 2012 a Receita mudou o entendimento do que poderia ser, de fato, descontado, restringindo apenas os custos envolvidos diretamente com operações. Portanto não se deve mais considerar outros custos como as taxas de manutenção e custódia.

Exemplo: Comprei X cotas do FII Y gastando nesta operação 50.000,00. Posteriormente realizei a venda de todas as cotas o que me deu um total de 55.000,00. Portanto, o lucro bruto da operação foi de 5.000,00. Nesta operação eu paguei 122,00 de taxas na compra, 137,00 de taxas na venda e foi retido um imposto de 2,75 (dedo duro). Para o cálculo do lucro líquido então eu irei considerar a seguinte conta:

Lucro Líquido = 5.000,00 - 122,00 - 137,00

Como a alíquota de imposto é de 20% então basta multiplicar o resultado da conta acima por 0,2 e em seguida abater o I.R que já foi retido pela própria corretora (2,75). O investidor pode também usar um software de cálculo de imposto de renda automático. Algumas corretoras fornecem este serviço. É possível também encontrar algumas calculadoras de imposto na internet. Ou então o contribuinte pode usar a velha e boa planilha eletrônica ou mesmo o próprio programa da receita para tabelar os resultados e impostos pagos mês a mês como mostra a figura abaixo:


Nesta figura temos:

1 - Atalho para a tabela de registro e cálculo do programa da receita
2 - Resultados líquidos mês a mês (negativo indica que houve um prejuízo nas vendas do mês)
3 - Imposto calculado pelo programa
4 - Imposto efetivamente pago
5 - Base de cálculo

Preenchimento da DARF

O pagamento do imposto sobre os lucros auferidos no mercado de renda variável o que inclui os FIIs deve ser feito por meio de DARF - Documento de Arrecadação de Receitas Federais. Eu particularmente uso o próprio Internet Banking do meu banco para isto. Para quem utiliza o Bradesco, a opção de pagamento é mostrada na figura abaixo:


Clicando a opção DARF, será exibido o formulário padrão de preenchimento como mostra a figura a seguir. Não utilizei ainda outros bancos mas acredito que seus formulários são idênticos.



Campos do formulário:

Nome:  Preencha com nome completo do contribuinte.

Telefone: Preencha com o telefone de contato do contribuinte.

Período de apuração: Preencha com a data do encerramento do período-base, ou seja, o último dia do mês em que for registrado lucro.

Número do CPF ou CNPJ: Preencha com o número completo do CNPJ (14 dígitos), no caso de pessoa jurídica, ou com o número do CPF (11 dígitos), no caso de pessoa física.

Código da receita: Preencha com o código para tributação sobre renda variável (pessoa física: código 6015; pessoa jurídica: código 3317).

Número de referência: Não é necessário o preenchimento.

Data de vencimento: Preencha com a data de vencimento do prazo legal para pagamento, mesmo nos casos de pagamentos antes ou após essa data. No caso de tributação sobre renda variável, a data correta é o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração.

Valor do principal: Indique o valor do principal que está sendo pago.

Valor da multa:  Preencha o valor da multa devida, quando o pagamento estiver sendo feito após a data de vencimento indicada no campo 06.

Juros / Encargos: Preencha o valor dos juros devidos, quando o pagamento estiver sendo feito a partir do mês seguinte ao do vencimento do prazo indicado no campo 06.

Valor total: Preencha com o valor a recolher. O valor deve ser igual ao indicado no campo 07, se o pagamento estiver sendo feito dentro do prazo indicado no campo 06; ou igual à soma dos valores indicados nos campos 07, 08 e 09, se o pagamento estiver sendo feito após esse prazo.


Novas Regras

No último dia 10 de julho foi publicada a Medida Provisória nº 651, que trouxe, dentre outras matérias, um pacote de medidas destinadas a fomentar o mercado financeiro (clique aqui para saber mais). Tenho também ouvido rumores na mídia que o governo irá facilitar todo este processo de apuração/recolhimento mensal de imposto de renda para quem opera renda variável. Isto pode atrair mais investidores ao mercado de renda variável e trazer mais volume e liquidez na bolsa. Vamos sentar e esperar.
Continue lendo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Tags:

Planilha de Controle de Despesas


Em resposta ao leitor:

Olá,
se puder poderia disponibilizar as planilhas para que todos possam usar os gráficos?
Obrigado.
Luiz

Sim Luiz, favor clicar aqui.
Continue lendo

sábado, 26 de julho de 2014

Tags:

Como Conquistar sua Independência Financeira - Primeira Etapa


A partir de hoje começo a publicar uma série de artigos sobre independência financeira. Neste primeiro artigo irei abordar, de forma simples e direta, a primeira etapa a ser executada por qualquer pessoa que almeja pendurar as chuteiras depois de marcar o milésimo gol.


Olhem a alegria do cidadão acima, isto sim é um dia de glória! Mas hoje o filho está atrás das grades, com certeza ele trocaria este gol pela liberdade do filho. A mensagem que fica é: independência financeira é importante sim, poucos brasileiros alcançam este feito, mas na caminhada até lá não deixe de viver a vida na sua plenitude, educar os filhos, cuidar dos pais já velhinhos, estender a mão ao próximo. Não é um discurso demagogo meu, pare para pensar, do que adianta daqui 10, 15, 20 anos você estar tranquilo financeiramente se para chegar lá você viveu uma vida vazia e supercial?

Indo então para a parte técnica da coisa. A primeira etapa é planilhar todos os seus gastos - eu disse Todos! Da gorjeta do garçon à mensalidade do plano de saúde. E isto deve ser feito até o seu último dia de vida. Se já começou então parabéns, se ainda não possui este saudável e divertido hábito então comece no próximo dia primeiro, porque este mês já está acabando e não vai adiantar muita coisa começar hoje. Mas se quiser já ir treinando fique à vontade.

Por que é importante este levantamento de campo? Tenho certeza que todos já sabem a resposta: controle! Sem controle qualquer planejamento é inócuo. Com uma planilha de controle ou mesmo um sistema de finanças pessoais é muito fácil visualizar onde estamos gastando mais e onde é possível cortar gastos desnecessários. É o primeiro diagnóstico da sua vida financeira. Sem isto você tem apenas a sensação no fim do mês de que está perdendo dinheiro nos bolsos das calças, era assim que me sentia quando não controlava meus gastos.

A minha planilha de controle é muito simples, se alguém tiver interesse posso até disponibilizar, e é fato que as coisas mais simples são as mais eficientes. Quanto mais rebuscado e complicado o controle mais difícil seguir em frente. Depois de um ano de registro de gastos já será posível traçar os primeiros diagnósticos, determinar se seus gastos estão compatíveis com os seus salários tendo em vista seus objetivos de aposentadoria. Será possível traçar um gráfico como o mostrado abaixo, no qual eu confronto os meus salários com os meus gastos desde abril de 2009.


Não se assustem com a volatilidade dos salários mostrada no gráfico acima, isto deve-se ao fato de eu ser um micro-empresário o que faz meus proventos serem dependentes dos faturamentos da minha empresa e que são irregulares. Nestes salários e gastos estão inclusos também os valores da minha esposa pois aqui em casa existe um casal e não duas pessoas. Este é um ponto que eu defendo em todo casamento: tudo deve ser comum e compartilhado. Mas nem sempre isto é possível e a separação de recusros financeiros dentro do casamento acaba sendo um motivo de conflito à mais na vida do casal no meio de tantos outros.

Como a maioria dos que me acompanham já sabem, sou um grafista nato e procuro traçar gráficos para tudo que é possível, por exemplo, no momento estou plotando o peso e altura do meu filho recém-nascido para acompanhar o seu crescimento, rs. Costumo dizer que um gráfico vale mais do que mil números planilhados, rs. E no gráfico acima consigo ver claramente como vai a saúde das minhas finanças pessoais: muito bem obrigado! Poderia estar melhor? Com certeza sim, se minha empresa estivesse faturando mais, se eu estivesse gastando menos em farmácias e supermercados, etc.

Mas o que me deixa realmente tranquilo em relação às minhas finanças é a relação Gastos/Salários que hoje gira em torno de 47%, ou seja, aqui em casa gastamos um pouco menos da metade do que recebemos. Aquele famoso escritor já disse uma vez: "guarde pelo menos 10% do que você recebe". Mas se puder guardar mais o porquinho não irá reclamar da barriga cheia.

É isto senhores, espero que tenham gostado do post mesmo sabendo que para a maioria dos leitores do blog o que foi dito é chover no molhado - inclusive está chovendo hoje por aqui depois de longas semanas sem cair água - na segunda as ações da CEMIG vão disparar, rs.

Bom fim de semana a todos!
Continue lendo

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tags:

Troféu Graham 2T2014 - RIP Investidor Matuto


Olá pessoal!

Estamos aí para apresentar o Troféu Graham relativo aos rendimentos acumulados dos pequenos investidores no primeiro semestre de 2014, mas o que era para ser um momento bacana acabou se tornando triste. Ao fazer o levantamento dos rendimentos nos blogs dos colegas me deparei com a notícia no blog do Investidor Matuto que ele não está mais entre nós. Pelo que pessoas próximas falaram lá no blog, ocorreram complicações após a sua cirurgia de coração. Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, nem mesmo saber seu nome, o sentimento é de ter perdido um colega. Vejam que o rapaz estava até indo bem nos seus investimentos, ocupando até junho o segundo lugar do ranking...




Descanse em paz Investidor Matuto, fará falta aqui na blogosfera!
Continue lendo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Tags: , ,

A Recopa das Recopas!


Bom dia pessoal!

Estou eu aqui falando mais uma vez de futebol. Mas desta vez não é sobre a sofrível seleção brasileira e a CBF (Confederação Brasileira dos Fanfarrões), que diga-se de passagem nos pregou mais uma peça nesta semana, e sim para falar da seleção alvi-negra que ontem conquistou mais um caneco para a galeria.



O jogo foi no velho estilo "Galo" de ganhar, cheio de emoções do início ao fim e com direito à prorrogação pois o time "conseguiu" levar um gol nos acréscimos do segundo tempo para desespero da massa atleticana. Felizmente no terceiro tempo a equipe atleticana levou a melhor.

Rali Eleitoral, Ata do Copom e Outros Assuntos

Mudando o assunto de pau prá cavaco, na ata do COPOM divulgada nesta quita-feira, o Banco Central aumentou a projeção para o IPCA de 2014 em relação ao valor considerado na reunião de maio - a estimativa permanece acima do centro da meta de 4.5%.

Na mesma semana em que a prévia da inflação aponta um IPCA acima do teto da meta de 6,5% em 12 meses, o Comitê de Política Monetária revisou suas projeções e agora acredita que a alta dos preços em 2014 e 2015 será maior que o previsto (e isto é uma novidade para você?). Com isto o BC já sinalizou que não deve reduzir a SELIC nas próximas reuniões.

E na nossa querida bolsa o rali eleitoral segue firme e forte trazendo muita euforia ao mercado (que medo!). Porém alguns analistas já indicam que o IBOV pode já ter alcançado seu patamar máximo em 2014. Com todos os eventos precificados - boa temporada de balanços no segundo trimestre, fim do ciclo de aumento da taxa de juros e um possível segundo turno na eleição presidencial - pode não haver motivos para sustentar novas altas no índice.

Porém o fluxo de capitais estrangeiros para o nosso mercado continua alto, o que tem sustentado uma alta com volumes de negociação elevados. Considera-se que uma possível alta do dólar e uma reversão do fluxo de capital estrangeiro seriam eventos suficientes para guiar um novo ciclo de queda na bolsa brasileira já que os fundamentos da economia brasileira continuam os mesmos do início do ano, ou seja, cada vez mais deteriorados.

Saudações atleticanas!
Continue lendo

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Tags: , ,

Poupança para Filhos: Investimento Programado


Boa noite pessoal!

Como grande parte dos leitores do blog já sabem, me tornei pai há um mês atrás. É um menininho que está trazendo muitas alegrias para a casa. Fruto de muita batalha, planejamento, dedicação e acima de tudo amor dos pais. Lutamos, sofremos, tivemos alegrias e frustrações, mas felizmente conseguimos realizar o grande sonho. Graças ao estado-da-arte da medicina reprodutiva atual, este milagre tornou-se realidade. Depois farei um post a respeito deste processo.

O post de hoje é sobre a poupança que delineei para o meu filho e o "modus operandi" para fazer funcionar a idéia de forma automática e simples.

Acredito que para definir uma poupança deste tipo, o pai deverá estabelecer apenas o tipo de investimento e o aporte a ser realizado. O tipo de investimento irá depender do perfil de investidor e do conhecimento financeiro. Já o aporte (valor e peridiocidade) irá depender do horizonte vislumbrado para o investimento.

Um investidor mais conservador irá escolher a caderneta de poupança ou um título do tesouro de prazo longo. Já um investidor arrojado poderá escolher algum ativo de renda variável como ações e FIIs.

Qual seria então o horizonte a ser vislumbrado? Esta é uma escolha particular de cada um. Alguns pais desejarão acumular um valor que pague a faculdade do filho. Outros irão acumular um valor que pague a festa de 15 anos da filha. Baseando no valor final desejado e no tempo de investimento então será calculado o aporte mensal.

A figura abaixo apresenta o esquema de poupança estabelecido para o Uorrem Bife Jr.:


É fácil perceber que é um esquema baseado em investimentos de renda variável. Temos um fluxo de entrada de dinheiro novo (Aporte Programado do Pai) e um fluxo de reinvestimento de dividendos (Proventos da Carteira).

Para a felicidade do Uorrem Bife II o porquinho dele já nasceu gordinho. Lá dentro tem alguns FIIs e ações compradas pelo Uorrem Bife Pai nos últimos meses, o que tem gerado um fluxo mensal entre R$550,00 e R$650,00. Como estes ativos estão em uma corretora específica, diferente da corretora que opero atualmente, então fica muito tranquilo separar a "carteira do pai" da "carteira do filho".

A corretora em questão fornece um produto bem interessante que é o "Investimento Programado". Através deste mecanismo o investidor define o aporte mensal a ser realizado e os ativos a serem aportados nas suas respectivas proporções desejadas. O que fiz então foi agendar no meu banco uma transferência programada de R$550,00 mensais para a corretora. Este dinheiro novo, somado com os proventos que caem mensalmente na corretora, serão utilizados para as compras mensais de CIEL3 e ABEV3.

A idéia é ir aumentando o valor dos aportes na medida em que os proventos também aumentem. A cada trimestre ou sementre poderei também reprogramar as transferências bancárias de modo a reajustar o valor por um índice inflacionário.   

Muitos devem estar se perguntando: Quando o Jr. poderá quebrar o porquinho? rs.

Bom, espero conseguir educar o filhão de forma que esta idéia nunca passe pela cabeça dele e que este porquinho seja o embrião da sua independência financeira.
Continue lendo

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tags: , ,

Fundos de Investimentos em Participações (FIP): XPOM11


Há pouco tempo me deparei com uma modalidade de investimento ainda pouco conhecida pelo investidor comum: os chamados FIP (Fundos de Investimento em Participações). São fundos caracterizados, principalmente, pela participação ativa nas empresas ou negócios em que investe.

Segundo a instrução 391 datada de 2003 da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), um FIP deve ser constituído em forma de condomínio fechado e os recursos sob sua administração devem ser destinados à aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da companhia investida.

A maioria dos FIPs investe em empresas fechadas, praticando aquilo que também é conhecido como Private Equity. Um FIP pode ser utilizado para comprar empresas endividadas, pode ser um fundo mezanino - que fica por um tempo pré-determinado participando da empresa - ou até mesmo investir em empreendimentos imobiliários. A intenção do fundo é tirar proveito do potencial de crescimento de tais investimentos.


Diferenciais

Uma vantagem de investir neste tipo de fundo é que o cotista participa do crescimento dos negócios em carteira, sejam de capital fechado ou aberto. Este tipo de fundo oferece grandes oportunidades de ganho em relação aos fundos tradicionais de ações, pois buscam investimentos com alto potencial de maturação e retorno.

Um FIP pode ser montado por um investidor que quer investir em empresas iniciantes, sem que o aporte precise ser direto, e também é uma forma de abrir a empresa para investidores. É vantajoso em relação ao investimento direto pela sua transparência e sua governança corporativa, pois tem custodiante e auditoria obrigatórios. Para a empresa também é bom, pois ela pode começar a ter contato com o mercado de capitais e se ela quiser fazer um IPO já terá níveis elevados de governança corporativa.

Outra vantagem é o fato de este tipo de fundo ser obrigado a participar ativamente da administração dos negócios, o que trás mais chances de retorno. Por outro lado o risco também é maior, e tudo vai depender da qualificação do gestor.

Se o fundo investir em empresas fechadas, ele traz a vantagem de estar apostando em negócios com grande potencial de expansão, pois as empresas ainda não são tão maduras quanto as que já são listadas na bolsa, que é a grande diferença entre investir em ações e investir num FIP.

Fundos de Investimentos em Participações com Cotas Negociadas em Bolsa

Apesar de pouco conhecidos no Brasil, os Fundos de Investimento em Participações com cotas negociadas em bolsa tem chamado a atenção dos investidores de varejo, especialmente por seu elevado potencial de ganho e outras vantagens fiscais.

Em geral, os FIPs são fundos criados para se investir ativamente através da compra de participações em empresas ou empreendimentos específicos. Assim como os Fundos Imobiliários (FII), esses FIPs funcionam como um condomínio fechado que administra recursos.

Hoje em dia, muitos FIPs também são criados com objetivos bem exatos como a aquisição de imóveis ou de pequenas centrais hidroelétricas, sendo montados na forma de Sociedade de Propósito Específico (SPE). Como os FIPs podem investir em praticamente qualquer coisa, ter seus propósitos bem esclarecidos torna mais fácil compreender os riscos e reduzir a complexidade de acompanhamento das operações do fundo.

Abaixo uma lista extraída do site da BM&FBOVESPA com os FIPs que hoje estão listados na bolsa. Fiz uma busca rápida no HB da minha corretora em cada um destes e percebi que apenas o XPOM tem apresentado negócios diários. Fiquei na dúvida se os demais têm as cotas negociadas no mercado.


FIP-IE XP Omega I (XPOM11)

Este FIP tem se tornado o queridinho dos pequenos investidores. Como é negociado em bolsa então está disponível para quem tem em investir em uma empresa de capital fechado com bom potencial de crescimento e de quebra receber rendimentos semestrais isentos de Imposto de Renda.

Diferenciais do FIP apontados pela gestora:

•    Receita: contratos de longo prazo acima de 10 anos com empresas de grande porte;
•    Inflação: contratos ajustados anualmente protegendo o capital da inflação;
•    Conjuntura Setorial: demanda crescente por energia e alta liquidez nos contratos favorece o setor;
•    Ativos: ativos operacionais com desempenho comprovado, assim como nas grandes companhias elétricas, além de contar com uma gestão profissional;
•    Benefício fiscal: rendimentos (isento de IR) e ganhos de capital no mercado secundário (15% ao invés dos 27,5% do IR tradicional) com vantagem fiscal;
•    Liquidez: com as cotas negociadas em bolsa espera-se boa liquidez com facilidade de resgate do capital aplicado.

O FIP-IE XP Omega I é detentor de aproximadamente 34% do capital total da Asteri Energia S.A. (“Asteri”), uma sociedade holding que, por sua vez, detém 100% do parque eólico de Gargaú e 51% da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pipoca. A Omega Energia Renovável S.A. é sócia do XP Omega I na Asteri, sendo titular de aproximadamente 66% do capital total. O fundo atualmente detém 100% das ações preferencias de emissão da Asteri, que conferem direito ao recebimento de dividendo preferencial e cumulativo de IPCA+7,5% a.a. até 2032, o qual deverá ser pago semestralmente nos meses de maio e novembro.

O fundo passou a ser sócio da Omega Energia Renovável na Asteri Energia. A Asteri não precisava de recursos, porém tinha o interesse de vender parte de sua participação para financiar novos investimentos em projetos "greenfield".

A Omega tem entre seus principais sócios as gestoras Tarpon Investimentos e a Warburg Pincus. Pelo desenho do negócio, a Omega possui 100% das ações ordinárias da Asteri, ou 66% do capital total. O fundo da XP tem 100% das ações preferenciais recém emitidas da holding, ou 34% do capital. Essas preferenciais terão os moldes das "preferred shares" americanas. Terão prioridade no recebimento dos dividendos, que serão fixos e cumulativos até outubro de 2032.

Pipoca está localizada no rio Manhuaçu, em Minas Gerais, e tem capacidade instalada de 20MW. Gargaú está localizado em São Francisco do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e tem capacidade instalada de 28MW. Ambos os ativos estão em operação desde o último trimestre de 2010. Abaixo segue a estrutura acionária da Asteri após aquisição das ações preferenciais por parte do FIP Omega.


Uma vantagem importante destes ativos é que ambos possuem contratos de longo prazo com contrapartes de excelente risco de crédito, indexados à inflação. Pipoca possui contratos até o ano de 2025 com consumidores de primeira linha e ainda conta com a Cemig como sócia estratégica no ativo.

Gargaú faz parte do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), programa do governo federal lançado em 2002 e implantado em 2004, com a finalidade de estimular investimentos em fontes alternativas de energia. Os contratos do Proinfa seguem um mesmo padrão, e por contarem com incentivos do governo federal possuem características extremamente favoráveis às empresas.

Para citar alguns exemplos destacamos: (i) o prazo de 20 anos, (ii) os preços, superiores a R$ 330/MWh a valores de hoje no caso de Gargaú, e (iii) as garantias, onde o governo federal, através da Eletrobrás, garante um piso de 70% da receita contratual durante toda a duração do financiamento, que vai até 2026 no caso de Gargaú.

Uma vez que esses ativos não possuem mais qualquer risco de construção, o principal risco do negócio passa a ser de ordem climática. Como lidamos com fontes renováveis de energia, a geração de caixa consolidada da Asteri depende do regime de chuvas (caso de Pipoca) e do regime de ventos (caso de Gargaú).

XPOM11 no Mercado Secundário

Percebe-se que, recentemente, o preço no mercado secundário do FIP Omega tem sofrido, atingindo patamares abaixo dos R$ 90,00 / cota (R$ 83,15 no fechamento de 17/07/14). Acredita-se que isso ainda se deve a um entendimento incompleto por parte do mercado.


O FIP Omega é um investimento de longo prazo, com um fluxo de distribuição crescente nos primeiros anos até o momento em que todo o dividendo das ações preferenciais acumulado é distribuído e o fluxo anual é estabilizado no patamar de IPCA + 7,5% a.a. A razão que esse dividendo não está sendo distribuído  integralmente se deve à restrições contábeis e cláusulas contratuais com o BNDES. Com o passar do tempo e à medida que essas restrições diminuem, todo o dividendo acumulado devido às ações PNs desde a liquidação do IPO serão pagos. Vale lembrar, que este saldo ainda não pago é corrigido à IPCA + 7,5% a.a. até o momento de sua distribuição integral. Ou seja, o valor econômico do investimento está preservado.

Carta do Gestor (Análise do Primeiro Trimestre de 2014)

O primeiro trimestre de 2014 foi bem relevante para o FIP-IE XP Omega I. Aproximadamente 9 meses após a captação do Fundo, chegamos em Março com a segurança de que os ativos comprados indiretamente pelo Fundo (Gargaú e Pipoca) são sólidos e vêm apresentando desempenhos acima de nossas expectativas.

Pipoca, mesmo que marginalmente, vem conseguindo se beneficiar dos altos preços de energia no mercado spot, uma vez que possui pequeno percentual de sua energia assegurada descontratada (hedge hidrológico natural). Gargaú teve um início de ano excepcional, com geração física de energia 25% acima de nossa expectativa. Com isso, o caixa da Asteri segue robusto, e passa a ser questão de tempo para que este caixa possa migrar aos cotistas do Fundo, regularizando assim seu fluxo de recebimentos no tempo.

Gostaríamos de usar este espaço para falar sobre um assunto que julgamos de extrema importância para o investidor de longo prazo do FIP Omega: o valor estratégico dos ativos geradores de energia. Todos sabem que os níveis dos reservatórios no Brasil (principalmente no Sudeste) estão em patamares preocupantes. A proximidade do calendário eleitoral prejudica a discussão do assunto, estando o mesmo demasiadamente politizado. Com isso, não fazemos o que devíamos, agravando o problema e o “empurrando” para frente. Estamos entrando no período seco, saindo do chuvoso, e a situação dos reservatórios no SE/CO chega ao final de Abril com 38,16%*.


Já falamos em relatórios passados de como essa escassez de energia acaba aumentando o custo marginal da mesma, e com isso, aumenta também o valor estratégico de longo prazo dos ativos de geração. Mas tivemos um fato novo em Abril que vale destacar. O Governo decidiu fazer um leilão (Leilão A de 2014) para entrega imediata de energia e com prazo de 5 anos (até Dezembro de 2019). O preço teto do contrato durante todo o prazo foi estipulado em R$271/MWh (ajustado pela inflação), bem acima das sinalizações passadas. Ainda assim, o leilão não conseguiu suprir integralmente a demanda das distribuidoras. Ao que tudo indica, os donos dos ativos de geração de energia estão com outra visão do que seria um preço interessante para contratar sua energia, hoje descontratada.

O que isso significa para nós? Bom, primeiro que o valor estratégico de Gargaú e Pipoca aumenta no tempo. Segundo, que os preços de energia livre no futuro (após vencimentos dos  contratos atuais) deverão ser maiores do que aqueles que consideramos em nosso modelo quando da decisão de investimento.

Continuaremos sempre trabalhando para fornecer maior transparência e informações para nossos cotistas, ajudando o desenvolvimento e divulgação do FIP Omega para o mercado. E desde já, nos colocamos à disposição para esclarecermos quaisquer dúvidas.

Link de InteresseParque Eólico de Gargaú

Fontes  do Artigo:

BM&FBOVESPA
XP Investimentos
UOL Economia
Melhores Fundos
Plancorp
Continue lendo

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tags: ,

Melhor Ação ou FII para Investir


Peço desculpas ao leitor pelo título sensacionalista do post mas é só para chamar atenção nas mídias sociais, rs.

Ainda seguindo a idéia do amigo Seu Guarda de divulgar operações em tempo real. Venho informar que liquidei todas as PNVL3 da carteira. Neste post já tinha relatado a compra das ações para B&H mas a subida do papel foi muito forte no período proporcionando um lucro bruto até o dia de hoje de 53%. Esta é de longe minha melhor compra no ano e preferi liquidar toda a posição por dois motivos: Primeiramente esta empresa foi cortada da minha carteira 8+Crescimento. 'Segundamente' porque episódios de altas vertiginosas como esta não me cheiram bem.

Gostaria de uma sugestão dos leitores para utilização do dinheiro da venda. Pretendo aportar em um FII dentre os listados abaixo, agradeço desde já a contribuição.

XPGA11
FEXC11B
PLRI11
VRTA11
RNGO11
FIIP11B
HGRE11
HGCR11
SDIL11
NSLU11B
RBRD11
HGBS11
AEFI11
FCFL11B
AGCX11
HGLG11

Continue lendo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tags:

Conta Corrente Digital


Só há duas formas pelas quais uma pessoa pode ganhar dinheiro por ela mesma: com conhecimento e com trabalho. O oposto também é verdadeiro, com desconhecimento e com preguiça se perde dinheiro.

Até pouco tempo atrás não conhecia a modalidade de conta digital dos bancos e acredito que boa parte da população não conheça. Uma conta digital nada mais é do que uma conta comum mas que oferece isenção de tarifas em todos os serviços (cartões, extratos, transferências, DOCs, TEDs) desde que as operações sejam executadas por meios eletrônicos (internet banking, celular ou caixa eletrônico).

Ser precisar de outros serviços como saques em guichê, atendimento por gerente, talões de cheques, dentre outros, será então cobrada tarifa de acordo com as regras do banco.

Então, por desconhecimento, desde que comecei investir através de corretoras (há dois anos), tenho pago TEDs mensais para o meu banco. Nem vou fazer a conta disto para não chorar. Temos aí o preço do desconhecimento.

Confesso que tomei conhecimento deste tipo de conta alguns meses atrás mas só agora resolvi abrir uma. Aí temos então o preço da preguiça de ter que preencher todo mês um cheque e ir ao banco depositar na conta corrente digital o aporte do mês.

Acabei criando duas contas: uma em meu nome e outra em nome da esposa. Desta forma cadastrarei estas contas nas corretoras de acordo com o titular.

Quais Bancos Oferecem Conta Digital?

Pelo que pesquisei, os principais bancos do país (Itaú, Bradesco e Banco do Brasil) possuem a modalidade. Na Caixa existe uma conta denominada Conta Fácil que se assemelha desde que um limite máximo de movimentação seja respeitado.

Não realizei uma pesquisa mais profunda pois queria mesmo fazer a conta no Itaú pois todas as minhas corretoras possuem conta neste banco. Mesmo porque agora já sou sócio deste banco, rs. Até pensei em abrir a conta no Bradesco que é meu banco atual mas não é possível ter uma conta digital no mesmo banco em que já se tem uma conta normal.

A dúvida agora é se manterei a conta normal no Bradesco ou se tento realizar um downgrade. Preciso avaliar com carinho.

E vocês leitores, o que têm feito para se verem livre das tarifas dos seus respectivos bancos?
Continue lendo

sábado, 12 de julho de 2014

Tags: , , ,

Meu Dinheiro


Olá pessoal!

No dia 11/07/2014 o Portal de Investimentos d’Uó celebrou uma parceria de cooperação com a empresa de tecnologia e inovação EasyMe.

A EasyMe é uma empresa brasileira fundada em 2011 e com sede em Vila Velha / ES cuja missão é criar facilidades tecnológicas para a vida das pessoas e negócios. O nome EasyMe provém da junção de duas palavras da língua Inglesa "Easy Me", que em português passa a ideia de "fácil para mim".

A empresa acredita que todas as tarefas cotidianas das pessoas podem ser feitas de forma fácil, simples e intuitiva. Para isto sua equipe concentrou energia e conhecimento acumulado em mais de vinte anos de experiência no mercado de tecnologia para criar um conjunto de serviços que se propõem a auxiliar na organização de pessoas e pequenos negócios.

A EasyMe foi concebida para oferecer muito mais do que softwares, mas uma verdadeira parceria que se propõe a caminhar ao lado das pessoas e compartilhar com elas ideias e serviços, abrindo caminho para que cada vez mais pessoas tenham acesso às facilidades da Internet.

  https://www.meudinheiroweb.com.br/?c=29

Atualmente o carro chefe da empresa é o sistema de controle financeiro online Meu Dinheiro. Este é considerado um dos melhores sistemas disponíveis no mercado, sendo que obteve a melhor nota em um comparativo do blog independente NovosCfp.

Em breve colocarei aqui mais informações sobre o Meu Dinheiro mas os leitores que tiverem interesse em conhecer um pouco mais o produto podem acessar o site.

Um bom fim de semana a todos!
Continue lendo

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tags: ,

Compras e Vendas de Ações em Julho/2014


Parafraseando o colega Seu Guarda, reporto aqui as operações do mês, não em tempo real porque não foram executadas no dia de hoje:

Compras:

EZTC3 (22,88)
GRND3 (13,31)
UGPA3 (51,15)
ITUB3 (29,92)

Vendas:

DIRR3 (11,73)
ABCB4 (14,14)
Continue lendo

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Tags: , ,

Sondagens e Índices de Confiança - FGV/IBRE


Passada a ressaca moral do pior evento esportivo já presenciado pelos brasileiros nos últimos tempos (pior do que isto só o GP em que o Ayrton Senna faleceu), vamos então dar uma espiadinha nos índices de confiança da economia brasileira produzidos pelo IBRE. Mas cuidado, não garanto que você leitor se sentirá melhor após a leitura deste post. Tonturas e náuseas foram verificadas em leitores de um grupo de controle, rs.

Criado em 1951, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), dedica-se à produção e à divulgação de estatísticas macroeconômicas e pesquisas econômicas aplicadas. Dentre as estatísticas econômicas produzidas pelo IBRE, destacam-se, além dos índices de preço, as sondagens de tendência e ciclos de negócio.

As sondagens de tendência realizadas pelo instituto são levantamentos estatísticos que geram informações usadas no monitoramento da situação corrente e na antecipação de eventos futuros da economia. São amplamente utilizadas mundialmente como indicadores antecedentes de atividade econômica.

Sondagem da Indústria

A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação é um levantamento estatístico de natureza qualitativa que fornece, mensalmente, indicações sobre o estado geral do setor industrial no país e suas tendências.

A divulgação da Sondagem dá ênfase aos resultados dos quesitos que tratam do presente e do futuro próximo. A maioria das previsões é realizada para o trimestre que se inicia no mês da pesquisa, tendo como período de comparação o trimestre imediatamente anterior.


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 3,9% entre maio e junho de 2014, ao passar de 90,7 para 87,2 pontos1. Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos).

A queda do índice em junho foi motivada principalmente pela piora das expectativas em relação aos meses seguintes. A queda adicional da confiança e a expressiva diminuição do nível de utilização da capacidade no mês sinalizam o aprofundamento do quadro de deterioração do ambiente de negócios que vinha sendo observado ao longo do segundo trimestre. A piora persistente das expectativas, por sua vez, mostra que o empresariado industrial ainda não vê sinais de melhora no curto prazo.

Pelo quinto mês consecutivo, a previsão de produção foi o quesito que mais contribuiu para a queda do IE. A proporção de empresas que preveem aumentar a produção nos três meses seguintes aumentou de 22,4% para 23,6%; mas a parcela de empresas prevendo reduzir a produção aumentou em magnitude superior, de 15,3% para 22,7%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) diminuiu de 84,3% para 83,5% entre maio e junho, atingindo o menor patamar desde novembro de 2011 (83,3%). A queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) na margem foi a maior desde janeiro de 2009 (-1,6 p.p.) e parece refletir a combinação de demanda enfraquecida e feriados pontuais relacionados à Copa do Mundo. 

Sondagem do Consumidor

O consumo de uma economia é determinado tanto pela capacidade quanto pela pré-disposição dos agentes econômicos para o gasto. A capacidade de consumo é determinada por nível de renda e disponibilidade de ativos. Já a disposição de consumo é determinada pelas perspectivas futuras da economia.

Quando o consumidor está satisfeito, e otimista em relação ao futuro, tende a gastar mais; quando está insatisfeito, pessimista, gasta menos. Desta forma, a confiança do consumidor atua como fator redutor ou indutor do crescimento econômico.

O monitoramento do sentimento do consumidor tem o objetivo de produzir sinalizações de suas decisões de gastos e poupança futuras, constituindo indicadores relevantes na antecipação dos rumos da economia.



O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,0% entre maio e junho de 2014, ao passar de 102,8 para 103,8 pontos1. O resultado positivo no mês é, contudo, insuficiente, para alterar a tendência declinante, iniciada em novembro do ano passado, do indicador de médias móveis trimestrais.

Sondagem de Serviços

A Sondagem de Serviços produz mensalmente um conjunto de indicadores, que informa as tendências de curto prazo e o estado geral das empresas do setor. A maior parte das previsões é realizada para o trimestre que se inicia no mês da pesquisa, tendo como período de comparação o trimestre imediatamente anterior.


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,7% entre maio e junho, considerando-se dados com ajuste sazonal. Após a quarta queda consecutiva, o índice atingiu o menor nível desde abril de 2009 (103,5 pontos).

O resultado de junho mostra um quadro desfavorável para o setor no segundo trimestre, embora haja uma suavização na tendência declinante do indicador em junho. Prevalece a percepção de um cenário de deterioração no ritmo de negócios, embora a ligeira alta do Indicador de Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes tenha sido um sinal favorável depois de alguns meses de expectativas em queda.

Sondagem do Comércio

A Sondagem do Comércio produz, mensalmente, informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas.  Criada em consonância com as melhores práticas internacionais, a pesquisa pretende ser referência como indicador coincidente e antecedente do nível de atividade e das expectativas empresariais do setor.


Pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas apresenta tendência de queda, considerando-se a base de comparação interanual.

A diminuição da confiança foi influenciada pela piora das expectativas em relação aos próximos meses. O resultado geral da pesquisa confirma a tendência de desaceleração do nível de atividade do setor no segundo trimestre de 2014, e a diminuição do otimismo do empresariado em relação à possibilidade de recuperação no horizonte de abrangência da pesquisa (entre três e seis meses).

Sondagem da Construção


O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas recuou pelo quarto mês consecutivo, registrando variação interanual de -9,8%, no trimestre findo em junho de 2014. O resultado confirma a tendência de desacelaração para o segundo semestre: em março, a variação foi de -3,3%, em abril, -5,9%; e em maio, -8,7%.

Assim como em maio, a queda da confiança em junho foi mais influenciada pela piora das expectativas. Dos onze segmentos pesquisados, dez apresentaram queda na métrica interanual trimestral. Os destaques negativos foram os segmentos de Preparação do Terreno, cuja taxa passou de -5,2%, em maio, para -9,3%, em junho; e Obras de Acabamento, de -5,5% para -9,0%, respectivamente, nos mesmos períodos.

Fonte: Portal FGV/IBRE
Continue lendo

terça-feira, 8 de julho de 2014

Tags: ,

Brasil x Alemanha na Copa



Quando a copa voltar a ser copa DO Mundo e deixar de ser copa DA FIFA talvez volte a torcer. Esta doeu pouco estando imparcial e estou me divertindo nos grupos de Whats App, rs. O Mark Zuckerberg mais do que eu com certeza.
Continue lendo

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tags: , ,

Copa do Mundo, Feriado Municipal, Seleção Brasileira, Neymar, Fred e Imóveis


Olá Pessoal!

Estamos aí iniciando mais uma semana e o assunto continua sendo copa do mundo. Difícil falar de outra coisa não é mesmo? Daqui duas semanas o assunto será eleições, debates, Dilma, etc, mas no momento o assunto é futebol.

Não sei na cidade de vocês mas aqui em Belozonte amanhã será feriado. O prefeito decretou feriado em função da semifinal Brasil-Alemanha. Na verdade não foi pelo jogo em si mas pelo fato do viaduto que desabou ainda estar no chão e bloqueando uma das três avenidas de acesso ao Mineirão. Se for considerar o trajeto aeroporto-estádio podemos considerar que é a principal avenida de interligação. Como o tráfego que anteriormente fluia sobre o viaduto precisou ser direcionado para ruas próximas à avenida, o trânsito se tornou caótico. Colocando todo mundo dentro de casa então a coisa deve fluir de forma mais adequada à magnitude do evento.

Estou brincando com amigos e familiares dizendo que BH não foi agraciada com a abertura da copa nem com o encerramento mas por outro lado acabou ficando com a final antecipada. Pode até ser a cidade onde a seleção se despedirá da copa em casa, entrando assim na história das copas, triste mas factível.

O leitor atento deve estar se perguntando: "qual a relação do assunto copa do mundo com o tema imóveis"? Bom, a piada já diz: Fred não se locomove dentro de campo, então é um imóvel. E a correlação termina por aí, rs.

Entrando então no assunto imóveis, o motivo do post é divulgar minha lista atual de FIIs monitorados. Aqueles que acompanham o blog já conhecem esta lista mas sempre gosto de divulgar novamente para obter comentários sobre a seleção dos ativos. Assim debatemos sobre os fundos e realizamos alguns ajustes na carteira. Vejamos então o time de estrelas:


Escalei no setor defensivo fundos de papéis atrelados à inflação. Um pouco mais à frente, nas laterais, escalei fundos de universidades. No meio de campo foram escalados fundos logísticos. No setor ofensivo foram convocados fundos de escritórios, um hospital e um fundo misto lojas/galpões.

No banco de reservas tempos um plantel bem diversificado mas convido os colegas a darem alguns pitacos.

Abaixo apresento de forma gráfica a evolução do yield anual dos FIIs de tijolo e em seguida a evolução do yield anual dos FIIs de papel:




Boa semana a todos!
Continue lendo

domingo, 6 de julho de 2014

Tags: ,

Porta dos Fundos: Humor Escrachado com Sutileza


Confesso que os primeiros vídeos do Porta dos Fundos com os quais tive contado me pareceram humor forçado e pretensioso. Não consegui ver ali nenhum motivo que explicasse tamanho sucesso na Web. Porém resolvi dar mais uma chance para a trupe e assisti a outros vídeos. E não é que em algumas semanas já tinha visto todos? E não sou poucos. Hoje sou um fã de carteirinha destes comediantes.

Posto hoje aqui, para quebrar o clima pesado do blog, um dos últimos vídeos assistidos. Quem nunca teve um colega de trabalho Lacerda aí levanta a mão...



"Lacerda, o BOVESPA tá despencando, o que eu faço?"
"Nada!"
kkk

Bom domingo a todos!
Continue lendo

sábado, 5 de julho de 2014

Tags:

Balanço Mensal - Junho/2014


Olá pessoas!

Realizando hoje mais um post de fechamento de mês, ainda muito triste com a tragédia ocorrida ante-ontem aqui na cidade. Até quando teremos que conviver com a incopetência das pessoas? Quando o Brasil deixará de ser o país do futuro? Quando deixaremos de ser o povo do 'jeitinho'? Enfim, vamos acordar gente, assim que este carnaval da copa do mundo acabar vamos pelo amor de Deus votar consciente, já será um primeiro passo.

A rentabilidade geral do mês foi de 1,86% o que coloca a carteira com 1,57% no ano. No acumulado histórico a desvalorização é de -5.92%.

Neste mês as ações se valorizaram 3,92% contra 3,76% do IBOV. Já os FIIs se valorizaram 1,62% contra 1,34% do IFIX.

O investimento em renda fixa da carteira que hoje é composto por NTNBs 2019 e 2035 teve alta de 0,35% o que provê um acumulado no ano de 11,59%.









A alocação dos ativos está relativamente equilibrada como pode ser visto no gráfico de pizza ao lado. A meta é 50% em ações, 25% em FIIs e 25% em renda fixa.

Provavelmente no restante deste ano os aportes serão direcionados à renda fixa o que poderá corrigir a pequena distorção renda fixa/FIIs





Ações


Em junho reduzi posição em BRPR3 e HGTX3.

Por outro lado aumentei posição em SAPR4, RAPT4, LEVE3, ABEV3 e GRND3.

O gráfico de alocação entre setores ao lado mostra agora um aumento de exposição em empresas ligadas ao setor de consumo não cíclico. Isto é intencional face o cenário macro-econômico atual. Almejo futuramente aumentar exposição no setor de utilidades e diminuir no setor de consumo cíclico.







FIIs

A carteira de FIIs não teve mudanças neste mês. A maior parte dos ativos apresentou valorização com exceção dos FIIs CEOC11B e THRA11B.

O mercado tem gostado muito dos FIIs de renda real, bem como os FIIs atrelados a índices inflacionários como IPCA e IGPM.




Em junho quebramos novamente o recorde no Yield nos FIIs (1,13%) como pode ser visualizado no gráfico ao lado.

O Yield médio dos FIIs no mês ficou assim: CEOC: 1,05 / FEXC: 1,26 / HGCR: 1,16 / NSLU: 1,06 / PLRI: 0,94 / RNGO: 1,06 / SPTW: 1,01 / THRA: 0,98 / XPGA: 1,42
Proventos Totais

O Yield total dos proventos em junho foi de 0,65% conforme mostra o gráfico ao lado.

Foi um mês de poucos dividendos e JSCP nas ações como pode ser visualizado na tabela abaixo.

O mercado também não está vendedor o que tem refletido no baixo rendimento dos aluguéis das ações.

É isto aí, já estamos na metade do ano e até então os investimentos estão indo relativamente bem em função do rali eleitoral. Vamos ver o que nos aguarda no segundo semestre.

Bom fim de semana!
Continue lendo

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Tags:

Tragédia: O Viaduto Desabou!


Estou triste, chateado para não dizer revoltado. Isto acabou de acontecer no bairro aqui ao lado, na principal avenida de interligação (Av. Pedro I) do aeroporto de Confins com o estádio Mineirão. Muitos irão dizer que foi pressa para terminarem a obra antes da copa. Defensores da copa irão dizer que não é culpa dela e sim de quem contratou a empreiteira, no caso a prefeitura de Belo Horizonte. A prefeitura irá se isentar da culpa, dirá que a culpa é da empreiteira. O dono da empreiteira colocará a responsabilidade sobre o engenheiro da obra... Enquanto isto vidas se vão, dinheiro publico se vai.



















Continue lendo