quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Juros nos E.U.A., Ajuste Fiscal e Frases do Mansueto


Hoje as atenções estarão voltadas para o pronunciamento de Janet Yellen (presidente do Federal Reserve) no meio da tarde. A expectativa é de que o dólar continue subindo se o FED elevar a taxa de juros e, caso a instituição não altere a taxa atual, a moeda americana recue em resposta. Entretanto, alguns analistas afirmam que a possível queda não durará muito, pois o FED ainda pretende elevar a taxa de juros, independente do momento. Vale lembrar que o FED mantém em quase zero os juros desde o final de 2008 como forma de impulsionar a economia americana.


No cenário interno, o mercado continua suspirando desde que marcou fundo na segunda-feira negra (24/08). A grande expectativa agora é em relação à votação no congresso do pacotão fiscal anunciado dias atrás. O principal entrave está na não aceitação da nova CPMF. A votação ocorrerá no próximo mês e, caso não passe, o mercado reagirá negativamente cessando esta alta de curto prazo que estamos presenciando na bolsa. Isto porque estaríamos decretando o rebaixamento definitivo do país com a perda do grau de investimento das duas agências que ainda o mantém (veja mais aqui).


E para terminar este pequeno post vou transcrever aqui algumas frases que o Mansueto tem escutado por aí...

De um grande investidor externo: “Mansueto, o Brasil ficou muito barato. Mas pode ficar ainda mais barato. Vou esperar”.

De um Secretário da Fazenda de um estado: “preciso de mais impostos. Tenho medo de chegar na situação grave de caixa de não ter recurso para pagar minha folha.”

De um político: “como posso ajudar o governo se o próprio PT hoje criticou fortemente o pacote de ajuste fiscal do seu governo?”

De um economista amigo: “estimo que sem a aprovação do pacote fiscal perderemos o grau de investimento das outras agências de risco no primeiro semestre do próximo ano e a taxa de câmbio vai para R$ 4,70 no final de 2016”.

De outro amigo economista: “queda do ICMS tem sido muito intensa. Empresas estão preenchendo guia de recolhimento do ICMS mas não pagam. Estados estão desesperados”

De  outro amigo economista que senta em conselho de administração de empresas: “Algumas empresas grandes vão começar a mostra problemas de caixa neste final do ano. Risco grande de aumento de inadimplência”.

Tombini do BACEN na CAE no Senado Federal: “Nas ultimas semanas juros de títulos púbicos cresceram sem alteração de SELIC”.

De um analista político: “meu cenário está piorando. Vou aumentar a possibilidade da presidente Dilma não terminar o mandato nas minhas análises. Não tem como não falar isso agora”.

De um investidor externo: por que a presidente não faz uma reforma ministerial e dá mais poder para o PMDB para recompor a sua base política?

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