segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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Aposentadoria - Estudos e Simulações: Regra dos 4%


Tempos atrás escrevi aqui no blog sobre o assunto Independência Financeira (relembre aqui). De forma introdutória, descrevi a primeira etapa para se conquistar a tão sonhada liberdade do dinheiro. Na verdade, você nunca vai se ver livre do dinheiro, mas deverá ter dinheiro suficiente para ser livre. Livre de quê? Bom, livre do que mais te aprisiona, que seja seu chefe, seus clientes, seus horários, suas dívidas, o trânsito urbano, sei lá.

Um tema que tenho estudado ultimamente é a regra dos 4% (leia aqui). Basicamente, através de simulações, tenta-se calcular qual capital deveremos acumular para conquistar a independência financeira. A popular "regra dos 4%" define que a pessoa deve utilizar 4% de seu patrimônio no primeiro ano da aposentadoria. No ano seguinte ela deve utilizar os mesmos 4% acrescidos da inflação do período, e assim sucessivamente. Até o dinheiro acabar ou a pessoa mudar de mundo.

Essa regra foi criada por Bill Bengen no início dos anos 90. O consultor financeiro americano estudou a inflação e os retornos dos mercados nos 75 anos anteriores e chegou à conclusão de que o saque anual de 4% do valor acumulado seria seguro para garantir uma aposentadoria por 30 anos.

Baseando nesta regra, realizei algumas simulações de padeiro no Excel. Os resultados estão logo a seguir. Como premissa, considerei que meus gastos atuais são de 10.000 reais e não aumentarão daqui para frente (a não ser correção pela inflação) pois já estou com todos os filhos criados, casa própria quitada e plano de saúde em dia. Considerei também uma inflação anual média de 10%.

Aposentadoria de 25 Anos

Valor a ser Acumulado: 3.000.000
Valor Percentual da Primeira Retirada Anual: 4%


Aposentadoria de 30 Anos

Valor a ser Acumulado: 3.650.000
Valor Percentual da Primeira Retirada Anual: 3,3%


Aposentadoria de 35 Anos

Valor a ser Acumulado: 4.300.000
Valor Percentual da Primeira Retirada Anual: 2,8%


Aposentadoria de 40 Anos

Valor a ser Acumulado: 4.800.000
Valor Percentual da Primeira Retirada Anual: 2,5%


Conclusões

As simulações acima levaram em consideração uma correção de 10% ao ano sobre o valor acumulado da mesma forma que a retirada foi corrigida com os mesmos 10%. Sabemos que é possível obter uma rentabilidade superior à inflação sobre o capital investido, pelo menos nos dias de hoje. Portanto, o número de meses a serem usufruídos em cada simulação poderá ser maior. Por outro lado, sabemos que gastos extras sempre aparecem, principalmente gastos com saúde em uma fase etária mais avançada. Então, variações de acumulação e retirada devem ser levadas em consideração em simulações mais precisas.

Em última análise, podemos considerar que a regra dos 4% pode ser aplicada em um horizonte de 30 anos, mas para evitar surpresas desagradáveis talvez um valor de 3,3% ou mesmo 2,8% seria mais seguro. Se você já realizou simulações como esta e chegou a um valor adequado para seu perfil, ficaria grato se compartilhasse aqui na área de comentários. 

Um próximo tema que gostaria de discutir aqui no blog seria a modalidade de ativos a serem escolhidos para a carteira previdenciária. Ações, FIIs, Tesouro Direto? Seria interessante aportar desde já em ativos fortemente geradores de renda como FIIs e deixar de lado ativos com baixo yield como as ações? Viver de proventos seria mais eficiente do que vender parte da carteira todo final de ano? Ficaria muito agradecido se você leitor colocasse aqui suas projeções e elucubrações acerca deste tema.

Grande Abraço!

54 comentários:

  1. Essa regra dos 4% pode ser um parâmetro, mas está muito longe de ser uma taxa segura de retirada, conforme já discutido há muito tempo no blog do Viver de Renda. O ideal é sempre levar em consideração a performance da carteira ao se fazer uma retirada.

    http://www.nytimes.com/2015/05/09/your-money/some-new-math-for-the-4-percent-retirement-rule.html?_r=0

    http://www.cnbc.com/2015/04/21/the-4-percent-rule-no-longer-applies-for-most-retirees.html

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    1. Fazendo mais umas continhas aqui, na data de hoje precisaria de 2.500.000 para me aposentar amanhã. Como quero aposentar daqui 20 anos, então corrigi este valor usando 0,6% ao mês, deu em torno de 10.000.000 até 2035. Vou ter que suar a camisa, rs.

      Obs: Estou usando 3,3% de saque anual.

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  2. Qual a rentabilidade você considerou UO? Se você retirar somente a rentabilidade acima da inflação, poderá fazer retiradas pra sempre e o patrimonio estará sempre sendo corrigido pela inflação... Ou seja, não retire patrimonio, apenas utilize como renda a rentabilidade real (no caso da renda fixa pós) e os dividendos... Hoje uma boa meta seria ter uma carteira gerando 6%a.a. (incluindo renda fixa pós, fundos imobiliários, ações e NTN-B)

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    1. Agora que vi que você considerou 10%a.a.... Respondendo sua última pergunta do post, na minha opinião vale a pena sim formar em NTN-B, fundos imobiliários e ações boas pagadoras de dividendos... na fase de acumulação você reinveste os juros e dividendos... depois usufrui... Obviamente que com as taxas de juros atuais tem que aproveitar também a renda fixa pós... principalmente nas instituições financeiras de menor porte, que chegam a pagar 125% do CD (respeitando o limite do FGC em cada insituição)... Assim fica relativamente fácil atingir os 6%a.a. acima da inflação (considerando aportes realizados ao longo dos últimos anos)... Se as taxas de juros cairem a niveis de 1o. mundo, seus proventos continuarão os mesmos ou aumentarão... vc terá uma rentabilidade real menor, mas seu patrimonio será muito maior pela própria valorização dos ativos com a queda da selic e melhora do nivel de atividade... Entao o momento de aportar recursos é agora!!!

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    2. Valeu I.R., mas sobre sua ultima frase... "Então o momento de aportar recursos é agora", aí fica complicado porque levarei 20 anos para juntar o montante que preciso, rs.

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  3. Uó, existem 2 confusões na sua análise:

    1) Ao considerar a inflação, você cria uma falsa sensação que o valor mudou, mas se a inflação for de acordo com o projetado, 3 milhões hoje vão ter o mesmo valor que os 10 milhões daqui há 20 anos, portanto o ideal seria desconsiderar a inflação tanto para a correção do patrimônio como para as retiradas. faça o cálculo usando somente rentabilidade real (líquida acima da inflação), assim as estimativas ficam mais fáceis de entender

    2) Estas projeções de 4% a.a. são considerando taxas de inflação e rentabilidades do mercado americano. Aqui no Brasil o cenário é muito diferente e você tem capacidade de ter rentabilidade muito superior, com ganhos de pelo menos 4% a.a. real/líquido, o que te colocaria numa situação, como disse o Investidor de Risco acima, de retirar 4% ao ano infinitamente sem o patrimônio (principal) ser impactado, sob o risco de, se conseguir uma rentabilidade superior, ver ainda o patrimônio real crescer.

    Abraços

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    1. E.I., estou considerando a pior hipótese, em que daqui 20 anos estaremos com juros quase zero, como no mercado americano atual. Sendo assim, faço a correção apenas com uma inflação teórica para simular o pior caso.

      Quero ter uma renda passiva vinda exclusivamente de imóveis, como te disse uma vez, não quero ficar vendendo ativos pra comprar remédios, a conta final que cheguei é que precisarei ter uma renda de aluguéis 3 vezes o meu gasto no primeiro ano de aposentadoria. Isto já considerando 30 anos de I.F.

      Mas depois vou rever estes cálculos, por hora é só uma ideia.

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    2. Uó, me perdoe pela franqueza mas esta simulação não faz sentido, afinal você não aplicou nenhuma taxa de juros e não existe nem existirá taxa de juros zero nunca, afinal o dinheiro tem valor no tempo, mesmo que seja mínimo, e você não pode deixar seu dinheiro parado e desconsiderar ganho acima da inflação. Por mais que se diga que as taxas de juros nos EUA são iguais a zero, você tem que considerar opções mais rentáveis como renda variável ou aplicação em outros mercados/paises para ter um retorno mínimo.

      Na prática as simulações que você nem precisariam ser feitas, pois bastava dividir o montante pelo valor para saber o numero de meses, ou multiplicar o valor mensal pelo numero de meses para saber o valor acumulado. Veja que 3.000.000 dividido por 10.000 vai dar 300 (meses), portanto 25 anos.

      Ou 2,5 % taxa de retirada vai ser 100 dividido por 2.5 igual a 40 (anos) ... e assim por diante.

      Qualquer simulação deste tipo tem que considerar alguma taxa de juros, senão não faz sentido e basta uma divisão simples.

      Adicionalmente, como eu disse, desconsidere a inflação, pois isso só vai complicar a conta e o resultado em valor presente ou numero de períodos será o mesmo. Importante mesmo é considerar uma taxa de juros.

      Abraços

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    3. Entendi seu ponto E.I.
      Como você está calculando dua I.F. Qual capital pretende acumular? Quanto pretende tirar por mês? Por quantos meses está planejando fazer retiradas? Qual taxa de juros está considerando no período? Sobre aquela questão de vender ativos em vez de viver dos proventos, temos mesmo uma equivalência?

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    4. Uó,

      Eu não gosto muito de divulgar detalhes sobre patrimônio por questões de segurança, mas vamos considerar para efeito de exemplo que pretendo ter uma retirada mensal de R$ 10.000,00 por mês durante a aposentadoria.

      Eu, particularmente, considero Independência Financeira se você tem uma renda passiva real (livre de inflação) igual ou maior que seus gastos, portanto gosto muito da ideia de calcular a retirada à partir da taxa de juros real (líquida de inflação e impostos), assim você, em teoria, faz a retirada da renda sem impactar o principal. Desta forma você "garante" uma renda vitalícia por tempo indeterminado (se vale a pena o esforço para chegar neste ponto é uma outra questão que não está em discussão aqui, mas entenda como margem de segurança e para mim o significado real de I.F.).

      Eu tenho algumas projeções tanto das taxa de juros durante o período de acumulação como no período de retirada, mas estas projeções são "vivas" e devem ser revistas periodicamente (por exemplo anualmente) e servem de baseline para acompanhar se está no caminho certo.

      O problema é projetar a taxa de juros no futuro e para isso você tem que montar cenários, por exemplo otimista de 4% a.a. real (semelhante à disponível a atual) e pessimista de 1% a.a. (taxa de RF em paises de primeiro mundo).

      Se considerar a taxa otimista, uma retirada de 4% a.a. garantiria renda vitalícia, portanto precisaria um patrimônio de R$ 3 milhões para retirar 10.000/mês sem impactar o principal.

      Já no pessimista, com taxa de 1% a.a, você tem basicamente 3 opções para um patrimônio de R$ 3 milhões

      1) retirada de R$ 2.500/mês, sem impactar o principal e buscar outras rendas para complementar e cobrir os gastos. (o que na prática significa que não alcançou a IF com R$ 3 milhões).

      2) buscar investimentos de maior risco (renda variável, outros mercados/países, etc), para aumentar a taxa de retirada livre de impacto no principal

      3) retirada maior de R$ 2.500, impactando o principal, por tempo determinado (aqui precisam ser feitas simulações sobre valores para ver quanto tempo duraria o patrimônio com diferentes valores de retirada com a taxa de juros de 1% a.a.). Exemplo: Para retirada de 10.000 com taxa de juros de 1% a.a., quanto duraria o patrimônio?

      Uma quarta alternativa seria um misto de buscar um aumento na taxa de juros e aumento da retirada impactando o principal (necessita simulações também). Ex.: para retirada de 10.000 com taxa de juros de 2% a.a., quanto duraria o patrimônio. E diferentes taxas de juros?

      Respondendo sua última pergunta sobre a equivalência em vender ativos para gerar a renda ou receber esta através de proventos, na verdade não fiz simulações complexas, mas como já disse anteriormente, não vejo muita necessidade em fazê-las. Vou dar uma resposta estilo Bastter, veja:

      Você tem patrimônio de R$ 100. A rentabilidade média é de 4% ao ano, não importando se é composto por ações de crescimento ou dividendos:

      Considerando que seja uma empresa de crescimento, ao final do primeiro ano você terá 104,00 fruto da valorização da ação, você vai lá e vende 4,00 para usar para renda e fica com 100,00.

      Se for uma empresa de dividendos, ao final do primeiro ano, em teoria, você terá os 100,00 mais 4,00 em dinheiro recebido de dividendos.

      No próximo ano (2), os 100 viram novamente 104 e você retira vendendo ativos ou por proventos, e assim sucessivamente.

      Na teoria é a mesma coisa. Fazer uma simulação prática envolveria colocar custos de corretagem, imposto de renda, etc, o que poderia impactar os resultados, mas dependendo do montante envolvido, não haveria impacto significativo.

      Abraços

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    5. E.I., obrigado pelo depoimento. Por motivos de simplificação não tracei cenários nesta primeira simulação, mas em momento oportuno irei aprofundar no assunto e levarei em conta estes cenários que você está citando. Irei analisar também esta questão de viver de proventos e viver vendendo ativos acumulados.

      Grande abraço!

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  4. Uo

    Sempre achei muito complicado esse número mágico de 4%.

    Penso em algo tão mais simples que as vezes acho que estou sendo até simplório...

    Se você pretende ser independente financeiramente e pretende ter 10k por mês, pensemos assim: que tal ter 3.600.000 aplicados (veja não de patrimônio mas aplicados) gerando uma renda real (acima da inflação) na ordem de 0,3% ao mês.

    Isso gerará 10,8 K ao mês, independente do tempo e você ainda tem o patrimônio corrigido pela inflação para dar de herança ao Uózinho!

    Abraços e me diga se estou equivocado

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    1. Seu Guarda, você não está equivocado. Acho que o caminho é por aí mesmo. Minha dúvida no momento é saber o que será mais eficiente no momento da aposentadoria, por exemplo, ter uma carteira de FIIs no valor de 3.600.000 gerando 29.000 por mês e eu gastando parte deste valor. Ou ter uma carteira de ações gerando 18.000 e eu gastando parte deste valor. Ou ter uma carteira de títulos do governo. Ou ter uma cesta de investimentos. O que você acha?

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    2. Acho que teria que ter um misto né Uó...

      Parte em Renda Fixa - diversificando entre TD, CDB (como forma de investimento com liquidez), LCI/LCA, eventualmente algumas debentures interessantes.
      Parte em RV : Ações e FIIs.

      Meu receio dos FIIs para o longo prazo (fins de aposentadoria) é a isenção hoje de IR não mais existir, caso este mercado cresça, e com ele o olho do governo em novas fontes.

      Assim, e levando-se em conta que a ideia é usar o dinheiro na terceira idade e ter um pouco mais de segurança, talvez eu tentaria algo como :

      45% em RF
      20% em FIIs
      30% em ações
      5% Hedge (dolar)

      O que pensa?

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    3. Guardião,

      Acho muito boa uma composição como essa que colocou:

      45% em RF
      20% em FIIs
      30% em ações
      5% Hedge (dolar)

      Tenho dúvidas sobre FIIs, mas estes poderiam ser substituídos por um ou mais imóveis que gerem renda de aluguel.

      Abraços

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    4. Hoje penso em concentrar nos FIIs para a geração de renda passiva. Vejo as ações apenas como um meio de alavancar o capital para futuros gastos e não se aposentadoria. E renda fixa sempre é importante ter um percentual. Já o câmbio previso pensar mais, dependendo do timing o hedge pode virar dor de cabeça, rs.

      Valeu pessoal!

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    5. Não consegui entender esses 4%, mas acho complicado pensar em uma porcentagem fixa inclusive porque estamos em um país instável. Aqui não é impossível acontecer tanto uma inflação de 6% ao ano como de 6% ao mês! Outra coisa importante é a insegurança criada por conta de políticos irresponsáveis, especialmente da esquerda. 30 anos de IF é muito tempo e pode acontecer um desastre nesse caminho. Imaginem se resolvem taxar "fortunas" a partir de 1 milhão. A esquerda odeia quem acumula patrimônio, para eles não existe a questão de mérito para ter chegado nesse valor.
      Acho mais importante ao atingir um patamar de patrimônio é protege-lo, mesmo que para isso perca uma certa rentabilidade. Na fase de acumulação dá para arriscar e concentrar bem mais, mas na fase de desfrutar da IF na minha opinião tem que diversificar MUITO.
      seth

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  5. Uó,

    Em 2012 eu escrevi um post sobre isto. Não sei se vc já leu.

    Não acredite na taxa de retirada de 4% para aposentar! Pense, estude e aja financeiramente bem!
    http://investidordefensivo.blogspot.com.br/2012/04/nao-acredite-na-taxa-de-retirada-de-4.html

    Abs!

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  6. Eu fiz esta planilha há uns dois ou três anos atrás. A ideia era começar com 700 e, a cada novos 700, colocar mais um contrato. Hoje em dia meu manejo é um pouco diferente, mas ainda segue o mesmo raciocínio.

    No caso da foto, está calibrado para 1000 pontos por mes (50 pontos por dia em média).

    http://i.imgur.com/flol40w.jpg

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    1. Legal sua planilha Gustavo. Mas para meu caso ela tem uma alavancagem maior do que estou planejando.
      Inicialmente pensei em aumentar 1 contrato no dólar e 3 contratos no índice a cada 5.000 acumulados. Agora já estou pensando em fazer este aumento a cada 12 meses, independente do capital acumulado. Meu limite seria 10 contratos no dólar e 30 no índice daqui 10 anos. O que você acha?

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  7. Parabéns pelo estudo, Uó!

    Eu já fiz algumas simulações, de onde surgiram muitas dúvidas e uma única certeza: não depender de um planejamento que tenha como premissa o recebimento da previdência oficial, tampouco a dilapidação do patrimônio.

    Tendo isso em vista, não saberia te dizer qual o percentual necessário para alcançar este objetivo daqui ~30 anos, mas precisa ser algo que assegure rendimentos = 2x despesas futuras.

    Abraço!

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    1. Rendimentos de 2x as despesas futuras é um bom ponto de partida LdL. Estou trabalhando com um fator de 3x. Mas o que você considera rendimentos? Taxas acima da inflação? Dividendos de ações ou FIIs?

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    2. Na minha concepção, rendimento é tudo aquilo que o patrimônio acumulado produzir - descontado o IR.

      Não deduzo a inflação deste valor - na verdade, o que faço é aumentar o objetivo de rendimento passivo à medida que meu custo de vida sobe.

      Abraço!

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  8. Caramba Uó se eu economizo 3k por mês então 36k por ano sem considerar rentabilidade eu precisaria de 100 anos de aporte para chegar nos 3.600.000,00 quero dizer nunca atingirei isto pois tenho 40 anos e precisaria viver pelo menos 140 anos para começar a desfrutar da I.F, tá louco!!!!

    Son of gun

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    1. Não se iluda son of gun. Você tem baixas perspectivas de ser independ finan. com essa renda

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    2. Son, se vc está economizando 3K por mês, e se economizar isto durante os próximos 20 anos (de 40 a 60) corrigindo pela inflação, então podemos considerar que será mais ou menos este o valor que vc irá retirar como aposentado durante 20 anos (de 60 a 80). O que acha?

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    3. Tem razão, é duro ver a realidade que me espera, talvez empreender seja a solução, mas entro no paradoxo dar um passo para trás para dois a frente, não queria retirar o que tenho aportado e já me gera pouco mais de 1K mês.

      Um abraço a todos,
      Son of gun

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    4. Diminuir os gastos tb é uma opção.

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  9. Esse estudo dos 4% considera que você vai se aposentar e parar totalmente de trabalhar

    De fato, várias pessoas quando se aposentam tomam essa decisão, mas caso você simplesmente arrume um outro trabalho, ou gaste menos do que você gastava antes de se aposentar (por exemplo, se mudando para uma cidade mais barata) você já consegue que o dinheiro se perpetue ainda mais no tempo

    Outra coisa importante e que já também foi falada nos comentários, os juros brasileiros reais são absudarmente altos, no médio prazo (10 anos) a tendência é que isso permaneça, o que faria que ao invés de você depletar as suas riquezas você acabasse por aumentá-las!

    Outro fator adicional que você deve levar em consideração ao fazer uma conta de aposentadoria é o risco iminente de bolivarianismo que paira sobre nós. O congresso conseguiu freiar o governo agora, mas vai conseguir lá na frente?

    3 gerações de pessoas doutrinadas por marximo já são o suficiente para ter maioria, indepedentemente do estado da economia, vide argentina. Cabe a nós ensinarmos a nossos filhos os reais valores da sociedade ocidental e torcer para que isso faça diferença no no longo prazo.. porque se continuar do jeito que está, saíremos do trabalho direto para a cova

    Abraço!

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    1. excelente comentário do anon 09:32

      acho que a própria aposentadoria do governo eh uma estratégia comunista porque estimula as pessoas a gastarem acreditando estarem com o futuro garantido (pois estao pagando o INSS em dia) ao invés de formarem patrimonio que seria passado para a geraçao seguinte e assim por diante perpetuando-se indefinidamente na familia (teoricamente). O comunismo forma uma elite - politburo - cujas famílias vivem nababescamente com um super patrimônio (ex. família LULA) enquanto o resto da maioria da população não forma patrimônio e ainda por cima destrói a própria família seja por multiculturalismo, divórcios, filhos fora do casamento, união homosexual etc. Ou seja, aceitar a doutrina marxista é, como dito na bíblia, trocar o cetro de patriarca por uma prato de lentilhas (ou um pão com mortadela dado pelo governo kkk).

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    2. "3 gerações de pessoas doutrinadas por marximo já são o suficiente para ter maioria, indepedentemente do estado da economia, vide argentina. Cabe a nós ensinarmos a nossos filhos os reais valores da sociedade ocidental e torcer para que isso faça diferença no no longo prazo."

      Exato, cabe a nós. Temos de divulgar estes valores não só para nossos filhos, e sim para o máximo de pessoas que conseguirmos. Óbvio que não fará diferença para os já deformados, mas precisamos educar os neutros neste aspecto. Deus me livre de aguentar mais um governo esquerdista depois dessa Dilma...

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    3. não adianta fugir para outro país porque o processo é o mesmo, eu morei 5 anos no Japão e vi como o marxismo cultural também está presente destruindo a cultura de lá. A diferença é que em alguns pontos estamos mais adiantados ou atrasados nessa agenda comunista ou da nova ordem mundial. Perguntem para um americano como ele ve o Obama, ele visto da mesma forma que nós vemos a Dilma aqui, eles se sentem como numa panela de pressão, exatamente como nos sentimos aqui.

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    4. Eu quero parar de trabalhar obrigado, mas continuarei trabalhando por opção.

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  10. Sempre pensei nisso como:
    Taxa de retirada mensal: Rentabilidade REAL histórica/12
    Exemplo: Rentabilidade histórica anual da carteira: 10%. Inflação anual media 4%.
    Rentabilidade REAL anual de 6%
    6/12 taxa de retirada mensal de 0,5% ao mês.
    Se meu yeld mensal da carteira for se 1% então metade eu sacarei e o restante reinvestirei.

    PS: Estou digitando do celular. Desculpa-me se o comentário ficar desorganizado.

    Abraço

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    1. Yield mensal de 1% é um sonho de todos, mas entendi seu comentário.
      Abraço!

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  11. Muito útil a postagem, mas para mim, sinceramente, não funciona. Projetar algo que pode mudar tanto ao longo do tempo. Faço contas de padaria para os próximos 5 anos, mais do que isso me parece imponderável, apenas isso.

    Isso não quer dizer que não faço o colchão onde irei dormir na velhice.

    excelente blog!

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    1. Talvez a melhor politica seja esquecer as simulações e investir pelo menos metade do salário em bons ativos durante alguns anos. O tempo se encarrega do resto, rs

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  12. Só digo uma coisa: Vamos Viver de Dividendos rsrs

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  13. Querer prever qualquer coisa no Brasil no longuíssimo prazo é puro achismo.

    As coisas mudam todo ano. A volatilidade de juros, inflação e variação cambial é imensa.

    A insegurança jurídica e tributária tb.

    Você pode fazer tudo certo e na véspera de aposentar, o governo resolve garfar 20% do seu patrimônio e bye bye.

    Abçs!

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    1. Voces parecem que nao compreendem o que significa investir e a relacao risco vs retorno. O Roi no Brasil é alto porque é arriscado. Se voces querem nao ter risco, vao investir em titulos do governo americano, lá eles pagam 0,25% a.a. Tudo tem seu preco, portanto parem de chorar.

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    2. Concordo com o Anom, chega de mimimi.

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  14. clone do blog do pobretão com comentários liberados: http://pobredevidaruim.blogspot.com.br/

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  15. Pessoal,
    Com a alta expressiva nestas 2 semanas, vocês acham que o Ibovespa volta aos 40.000 pts ainda este ano?
    Obrigado!

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  16. Excelente postagem, Uó!

    Aproveito para te convidar a passar lá no meu blog.

    Publicamos recentemente uma análise sobre o Fundo Imobiliário RNGO11 (http://www.pobrepoupador.com/2015/10/rngo11.html) e emitimos uma opinião sobre o curso Tesouro Direto Descomplicado, do Rafael Seabra (http://www.pobrepoupador.com/2015/10/tesouro-direto-descomplicado.html)

    Assim que tiver um tempo, dê uma volta por lá!

    Abração!

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  17. Ah cara, não vale a pena. Vou deixar o país me criar.

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