segunda-feira, 4 de abril de 2016

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CIEL3 - Cielo: Histórico e Composição Acionária


Histórico

A Companhia foi constituída em novembro de 1995, quando a Visa International, o Bradesco, o Banco do Brasil, o Banco ABN Amro Real (posteriormente incorporado pelo Santander) e o extinto Banco Nacional se reuniram para desenhar o que viria a ser a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento. A Companhia naquela época adotou o nome fantasia “Visanet”, que era uma marca licenciada pela Visa International.

O negócio de cartões no Brasil era viabilizado pelos bancos emissores em conjunto com as bandeiras, na qual cada instituição financeira lançava seus próprios cartões, soluções de captura, rede afiliada e ações de marketing próprias. A criação da Companhia teve como principal motivador a necessidade de administrar as relações com toda a rede de Estabelecimentos Comerciais afiliados ao sistema da Bandeira Visa no Brasil, uma vez que havia um relacionamento de unicidade entre a Visa e a Companhia, na época unificando e desenvolvendo novas soluções de captura e realizando a liquidação financeira das transações.

Além disso, a criação da Companhia viabilizou a segregação dos papéis desempenhados pelos Emissores da Bandeira Visa e as atividades de adquirência, por ela desenvolvidas, e alavancou significativamente o crescimento do mercado de cartões de pagamento e a oferta de produtos relacionados a este setor e tornou as transações com os cartões de pagamento da Bandeira Visa realizadas no Brasil mais seguras e eficientes.

Em 1996, a Companhia começou a operar com uma rede afiliada de mais de 100 mil Estabelecimentos que já mantinham relações comerciais com os bancos fundadores, oferecendo serviços de captura, processamento e liquidação relacionados apenas ao cartão de crédito.

Nos anos seguintes, a Companhia lançou serviços relacionados aos novos produtos Visa, tais como o cartão de débito Visa Electron, que consolidou o uso do dinheiro eletrônico; o Visa Vale Pedágio e a prestação de serviços para os cartões de benefícios refeição e alimentação Visa Vale, substituindo os tíquetes de papel utilizados para o pagamento de refeições e para compras no supermercado por cartões eletrônicos com chip e tarja magnética.

Além de gerir a rede de aceitação da Bandeira Visa no Brasil, a Companhia passou a disponibilizar soluções para monitoramento, captura e processamento para Companhia Brasileira de Soluções e Serviços, (CBSS ou Alelo), emissores de cartões Private Label Híbrido e empresas do setor de saúde através da Companhia Brasileira de Gestão de Serviços (CBGS ou Orizon).

Em junho de 2009, a Companhia realizou a maior oferta pública inicial de ações da história do Brasil até então, totalmente secundária, a qual alcançou o total de R$ 8.397.208.920,00, dando início à negociação das ações, à época com o código VNET3 e atualmente sob o código CIEL3.


A Companhia utilizou Visanet como nome até a sua alteração para Cielo, deliberada durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 14 de dezembro de 2009. A alteração da denominação da Companhia marcou o primeiro passo para a adequação ao Cenário Multibandeira, que seria instituído no ano seguinte.

Com a implementação do Cenário Multibandeira, em 01 de julho de 2010, a Companhia passou a capturar e processar transações originadas por cartões de outras bandeiras além da bandeira Visa. O portfólio de produtos da Cielo destaca as quatro bandeiras mais aceitas internacionalmente, Visa, MasterCard, American Express, Diners Club International, além da JCB (Japan Credit Bureau), da Elo e outras bandeiras de menor circulação.

Em 2011, a Cielo completou uma década de atuação no segmento de vouchers e lidera o mercado de alimentação fora do lar. O portfólio de vouchers da Companhia inclui Alelo, Sodexo, Sorocred, Policard, Good Card, Bônus CBA, Cabal Vale, Verocheque e Sapore Benefícios.

Em 2012, com a aquisição da Merchant e-Solutions através de uma subsidiária no exterior, a Cielo ganhou acesso e presença na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos da América, considerado o berço da inovação tecnológica no mundo e epicentro da chamada “revolução digital” dos meios de pagamento.

Composição Acionária

Atualmente, os acionistas controladores possuem 1.107.609.717 ações ordinárias o que representa 58,71% das ações já emitidas. A tabela abaixo apresenta o quadro de distribuição das ações em posse dos controladores. O Banco Bradesco, através da Columbus Holding S.A e da Tempo Serviços LTDA, é o controlador que possui a maior quantidade de ações (30,06%). Já o Banco do Brasil possui 28,65%. Em tesouraria existem 0,35% das ações.


Em circulação existem atualmente 41.03% das ações. O quadro abaixo apresenta o número de investidores atual.


Fonte 1
Fonte 2

12 comentários:

  1. Bacana!
    Ancioso para ver análise de ITUB e WEGE, empresas baguais.rsrs..

    Abraço

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  2. Tá ta tá
    E vai comprar ciel3 quando chegar a quanto agora?

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    1. depende de que cara pálida?

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    2. Vários fatores: caixa disponível, correção de mercado, cenário macro... por hora sem compra. Última compra segundo meu método foi anunciada aqui...
      http://www.blogdouo.blogspot.com.br/2016/02/cielo-deu-compra.html
      Agora é aguardar.

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  3. Bacana .... já gostei muito dessa empresa ... hj em dia nem tanto ... essa história de bb e bbdc no controle acionário é meio ... conflito de interesse ...

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    1. rs, tudo neste país tem conflito de interesse.

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  4. Gostei do início da série, ansioso por mais posts

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  5. Boa Uo

    E as tretas com os controladores ? Nada a declarar ?

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    1. Nem sei o que falar, rs. Mas estou deixando em aberto para discussões. Gosto de me ater aos números, sou péssimo em análise macro, falta conhecimento.

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