ENBR3 - EDP Energias do Brasil: História, Estrutura Societária e Composição Acionária

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A EDP Energias do Brasil, controlada pela EDP Portugal - uma das principais operadoras europeias no setor energético, é uma holding que detém investimentos no setor de energia elétrica e consolida ativos destinados a geração, distribuição e comercialização de energia no mercado brasileiro. No segmento de geração está presente em sete estados (Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Ceará, Pará e Amapá), e detém 2,7 GW de capacidade instalada. No segmento de distribuição atua em dois estados (São Paulo e Espírito Santo) e atende um total de 3,3 milhões de clientes.

História

1996 

Iniciam-se as operações do Grupo EDP no Brasil, com a aquisição de uma participação minoritária na Cerj (hoje Ampla).

1997 

Grupo EDP no Brasil realiza seu primeiro investimento na área de geração no país ao assumir 25% da hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (Lajeado), no Tocantin

1998 

Aquisição do controle da Bandeirante Energia, em conjunto com a CPFL, no âmbito do processo de desestatização do setor elétrico paulista.

1999 

Aquisição de participação direta e indireta na Iven, veículo controlador da Escelsa e da Enersul.

2000 

Criação da EDP Brasil.

2001

- Concessão para construir a usina de Peixe Angical (TO), com potência de 452 MW, é adquirida.
- Cisão da Bandeirante Energia, com a saída da CPFL do capital social da empresa, a Bandeirante Energia passa a ser controlada unicamente pela EDP Brasil.

2002

Hidrelétrica Lajeado entra em operação plena, com potência de 902,5 MW.

2003

- Peixe Angical retoma obras e Furnas adquire participação de 40% na Enerpeixe, com financiamento do BNDES e de um “pool” de bancos.
- Como primeiro passo de sua reestruturação societária, a então EDP Brasil passa a deter o controle direto da Iven S.A.

2004

Tem início a segunda fase da reestruturação societária, que prepara a migração dos acionistas minoritários das distribuidoras.

2005

- O nome da empresa passa a ser EDP Energias do Brasil.
- Companhia abre o capital mediante oferta pública de ações no Novo Mercado da BM&F Bovespa e capitalização das dívidas em dólar da Escelsa, em operação de quase R$ 1,2 bilhão, a maior do gênero no ano.
 - Processo de reestruturação societária é concluído.
- Negócios de geração e distribuição são segregados no processo de desverticalização dos ativos.

2006

- Obras do aproveitamento hidrelétrico Peixe Angical, no Estado de Tocantins, chegam ao final, com a entrada em operação do primeiro conjunto gerador da usina no mês de junho e o início do funcionamento da última turbina em setembro, totalizando 452 MW de capacidade instalada.
- Iniciada, em outubro, a operação comercial da quarta máquina da UHE Mascarenhas, no Espírito Santo, que passou a adicionar 50 MW de capacidade instalada à usina.
- Ações da Energias do Brasil ingressam no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&F Bovespa.

2007

- Em parceria com a MPX Mineração, adquire a Usina Termelétrica Pecém I, no Ceará, com participações iguais no investimento de US$ 1,3 bilhão, e prevê aumento de 35% na capacidade instalada do grupo.
- PCH São João (29 MW) é inaugurada no Espírito Santo e PCH Santa Fé (25 MW) começa a ser construída no mesmo Estado.

2008

- EDP Energias do Brasil conclui troca de ativos com Grupo Rede adicionando 653 MW à sua capacidade instalada, ao assumir 73% do capital votante da Investco, empresa que opera a Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães (Lajeado), localizada no Rio Tocantins, e, cede ao Grupo Rede a distribuidora Enersul.
- EDP Energias do Brasil e EDP Renováveis criam subsidiária e definem primeiro investimento eólico no país.

2009

- EDP inicia um ciclo marcado pelo foco de investimento em Geração, pelo reforço da qualidade e eficiência na Distribuição e pela criação de mais valor na Comercialização e Gestão de Energia.
- Ações da EDP Energias do Brasil mantêm-se no índice de sustentabilidade empresarial (ISE) da BM&FBovespa.
- No Espírtito Santo é inaugurada a Usina de Santa Fé; no Tocantins, a licença de operação da Investco é renovada.

2010 

- Como parte do projeto pioneiro de mobilidade elétrica da EDP Energias do Brasil, postos de recarga de veículos são instalados nas cidades de Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari e Cariacica (ES) e em Guarulhos, São José dos Campos e Mogi das Cruzes (SP). Bicicletas elétricas são doadas a órgãos de segurança pública.
- Terceira unidade geradora da UHE Mascarenhas, localizada no Espírito Santo, passa por repotenciação.
- Inaugurado, em outubro, o Centro de Operação da Geração (COG) em Serra, no Espírito Santo. Com tecnologia avançada, o COG centraliza o comando e controle das operações de 14 usinas hidrelétricas de médio e pequeno porte da empresa, que juntas somam 199,30 MW de potência instalada.

2011

- Entra em operação o terceiro parque eólico da EDP Energias do Brasil em parceria com a EDP Renováveis, a EOL Cidreira I em Tramandai - RS, com 70 MW.
- Tem início a construção da recém-adquirida  UHE Santo Antônio do Jari, com 373,4 MW, entre os estados do Pará e Amapá.
- Com demanda 4,5 vezes maior que a prevista, venda de 14% das ações da companhia detidas pela EDP de Portugal arrecada R$ 810,7 milhões.
- EDP Renováveis Brasil, empresa em que a EDP Energias do Brasil detém 45% de participação, vende 57,2 MW médios de energia nova no Leilão A-5, realizado em 20 de dezembro de 2011, por meio de quatro projetos de geração eólica: Baixa do Feijão I, II, III e IV, localizados no estado do Rio Grande do Norte.

2012

- Repotenciação de 4 MW eleva capacidade instalada de UHE Mascarenhas (ES) para 193,5 MW, com última repotenciação prevista para 2013 atingindo potência total de 198,8 MW.
- Anunciada a alienação da participação societária na prestadora de serviços de transmissão de energia Evrecy Participações Ltda., condicionada à obtenção de aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL.
- Em 01 de Dezembro de 2012, a Usina Termelétrica Porto do Pecém I recebe autorização da ANEEL para iniciar a operação comercial da primeira unidade geradora, com capacidade instalada de 360 MW. Sendo a EDP Energias do Brasil detentora de 50% do projeto.
- Em 14 de dezembro de 2012, a EDP Energias do Brasil vence no leilão A-5, realizado pela ANEEL, a concessão da Central Hídrica de Cachoeira Caldeirão que será construída no Estado do Amapá, no rio Araguari.

2013

- Repotenciação de 4,5 MW eleva capacidade instalada de UHE Mascarenhas (ES) para 198,0 MW, dessa forma, finalizando o processo de repotenciação da usina.
- Em 10 de maio de 2013, a Usina Termelétrica Porto do Pecém I recebeu autorização da ANEEL para iniciar a operação comercial da segunda unidade geradora, com capacidade instalada de 360 MW. Sendo a EDP Energias do Brasil detentora de 50% do projeto.
- Em 06 de agosto de 2013, a UHE Cachoeira do Caldeirão recebe a licença de instalação para iniciar a construção do empreendimento.
- Em 13 de dezembro de 2013 o Consórcio Terra Nova, constituído em parceria com a Companhia Furnas Centrais Elétricas S.A, vence no leilão A-5, realizado pela ANEEL, a concessão da Central Hídrica de São Manoel que será construída na divisa dos Estados do Mato Grosso e do Pará, no rio Teles Pires.
- Ainda neste leilão, a EDP Renováveis Brasil, empresa em que a EDP Energias do Brasil detém 45% de participação, vende 45 MW médios de energia nova, por meio de quatro projetos de geração eólica: Aroeira, Jericó, Umbuzeiros e Aventura I, localizados no estado do Rio Grande do Norte.

2014

- Assinado o Contrato de Compra e Venda para alienar 33,3% dos direitos de construção da UHE São Manoel para a CWEI Brasil, controlada integralmente pela China Three Gorges.
- UHE Jari entra em operação comercial com 3,5 meses de antecedência.
- Assina acordo de Compra de Ações com a Eneva, com objetivo de adquirir os 50% remanescentes do capital total votante da UTE Pecém I (operação sujeita aprovação).
- EDP Energias do Brasil assina MoU para venda da participação na EDP Renováveis Brasil.

2015

- Conclusão da Aquisição de 50% de Porto do Pecém I pertencentes à Eneva. A EDP Energias do Brasil passa a deter 100% do empreendimento.
- Conclusão da Aquisição da APS Soluções em Energia S.A.
- Conclusão da Venda dos 45% da participação da EDP Energias do Brasil na EDP Renováveis consolidando a posição da Companhia como operador hidrotérmico.

2016

Conclusão da Venda da Pantanal Energética.

Estrutura Societária


Composição Acionária

O grupo EDP é o controlador da empresa com 51% do total de ações. Este controle é constituído pela espanhola Energias de Portugal Investments and Services Sociedad Ltda que detém 35,3% das ações (168.185.223) e pela portuguesa Balwerk - Consultoria Economica e Participações Ltda que detém 15,7% das ações (74.786.742). Em tesouraria estão presentes 0,18% das ações (840.675).


Em circulação (free float) existem atualmente 48,8% das ações. O quadro abaixo apresenta o perfil dos investidores.


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Tenho um amigo que trabalha na EDP disse que depois da entrada dos Chineses acabaram as mordomias dos funcionários! Parabéns pelas informações.
[offtopic] E o minério de ferro será que continuará subindo?
Cara hoje eu me arrisquei, quase zerei minha posição na Vale, com a expectativa de um recuo da cotação para eu diminuir um pouco meu prejuízo kkkk.

delete 19 de abril de 2016 12:21
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Olá Uo!

Análise completa.

Fiquei surpreso com os números, empresa lucrativa!

Esta ação sempre me faz ficar confuso, eu lembro da Embraer (EMBR3) rsrs.

delete 19 de abril de 2016 16:45
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Uorrem Bife person

Cuidado com as expectativas...

delete 20 de abril de 2016 21:35
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Uorrem Bife person

Empresa tá boa mesmo.

delete 20 de abril de 2016 21:36
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Uorrem Bife person

Tb estou conhecendo agora, estudando o melhor momento para começar os aportes.

delete 21 de abril de 2016 06:52



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