segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

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Oscar 2016 - Os Vencedores

Antigamente fazia algumas coisas que hoje não faço mais, como por exemplo ficar acordado de madruga para ver corridas de Fórmula 1 ou ficar acordado para ver entrega de Oscar. No caso da Fórmula 1 a coisa perdeu completamente o sentido para mim, não só porque já não temos um representante de expressão na categoria há anos mas por passar a enxergar aquele circo como uma vitrine para empresas de publicidade e montadoras de carros cuja habilidade dos pilotos é deixada em segundo plano, basta ver as ordens que recebem diretamente do box. Somando a isto tem também a questão ecológica da coisa, um monte de gente queimando borracha, óleo e combustível a troco de nada (dica da minha esposa).


No caso do Oscar, mesmo se tratando de uma festa provinciana como já disse o Arnaldo Jabor, ainda mantenho certo interesse e sempre dou uma olhadinha na lista de ganhadores no dia seguinte. A relação de filmes concorrentes e ganhadores acaba servindo como um guia de possíveis filmes a serem vistos ao longo do ano. E da lista de indicados vencedores de 2016 só vi Stars Wars até o momento, péssima escolha diga-se de passagem. Nem mesmo Big Short, que trata de um assunto que gosto muito, assisti ainda (veja trailer no final do post). Fiquei bastante interessado em assistir o novo Mad Max, talvez comece por ele.

FILME
"A Grande Aposta"
"Ponte dos Espiões"
"Brooklyn"
"Mad Max: Estrada da Fúria"
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"O Quarto de Jack"
"Spotlight – Segredos Revelados" - VENCEDOR
DIREÇÃO
Adam McKay, "A Grande Aposta"
George Miller, "Mad Max: Estrada da Fúria"
Alejandro G. Iñarritu, "O Regresso" - VENCEDOR
Lenny Abrahamson, "O Quarto de Jack"
Tom McCarthy, "Spotlight: Segredos Revelados"
ATOR
Bryan Cranston, "Trumbo - Lista Negra"
Leonardo DiCaprio, "O Regresso" - VENCEDOR
Eddie Redmayne, "A Garota Dinamarquesa"
Michael Fassbender, "Steve Jobs"
Matt Damon, "Perdido em Marte"
ATRIZ
Cate Blanchett, "Carol"
Brie Larson, "O Quarto de Jack" - VENCEDORA
Jennifer Lawrence, "Joy: O Nome do Sucesso"
Charlotte Rampling, "45 Anos"
Saoirse Ronan, "Brooklyn"
ATOR COADJUVANTE
Christian Bale, "A Grande Aposta"
Tom Hardy, "O Regresso"
Mark Ruffalo, "Spotlight - Segredos Revelados"
Mark Rylance, "Ponte dos Espiões" - VENCEDOR
Sylvester Stallone, "Creed: Nascido Para Lutar"

ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Jason Leigh, "Os Oito Odiados"
Rooney Mara, "Carol"
Rachel McAdams, "Spotlight"
Alicia Vikander, "A Garota Dinamarquesa" - VENCEDORA
Kate Winslet, "Steve Jobs"

ROTEIRO ORIGINAL
"Ponte dos Espiões"
"Ex-Machina: Instinto Artificial"
"Divertida Mente"
"Spotlight: Segredos Revelados" - VENCEDOR
"Straight Outta Comptom -– A História de N.W.A."
ROTEIRO ADAPTADO
"A Grande Aposta" - VENCEDOR
"Brooklyn"
"Carol"
"Perdido em Marte"
"O Quarto de Jack"
ANIMAÇÃO
"Anomalisa"
"O Menino e o Mundo"
"Divertida Mente" - VENCEDOR
"Shaun, o Carneiro"
"As Memórias de Marnie"
DOCUMENTÁRIO
"Amy" - VENCEDOR
"Cartel Land"
"The Look of Silence"
"O Que Aconteceu, Miss Simone?"
"Winter on Fire"
FILME ESTRANGEIRO
"O Abraço da Serpente" (Colômbia)
"Cinco Graças" (França)
"O Filho de Saul" (Hungria) - VENCEDOR
"Theeb" (Jordânia)
"A War" (Dinamarca)
CANÇÃO ORIGINAL
"Earned It", de "Cinquenta Tons de Cinza" (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio)
"Manta Ray", de "A Corrida contra a Extinção" (J. Ralph/Antony Hegarty)
"Simple Song #3", de "Juventude" (David Lang)
"Til It Happens To You", de "The Hunting Ground" (Diane Warren/Lady Gaga)
"Writing's On The Wall", de "007 contra Spectre" (Jimmy Napes/Sam Smith) - VENCEDOR
TRILHA SONORA ORIGINAL
"Ponte dos Espiões" (Thomas Newman)
"Carol" (Carter Burwell)
"Os Oito Odiados" (Ennio Morricone) - VENCEDOR
"Sicário: Terra de Ninguém" (Jóhann Jóhannsson)
"Star Wars: O Despertar da Força" (John Williams)
FOTOGRAFIA
"Carol" (Ed Lachman)
"Os 8 Odiados" (Robert Richardson)
"Mad Max: Estrada da Fúria" (John Seale)
"O Regresso" (Emmanuel Lubezki) - VENCEDOR
"Sicário: Terra de Ninguém" (Roger Deakins)
MONTAGEM
"A Grande Aposta" (Hank Corwin)
"Mad Max: Estrada da Fúria" (Margaret Sixel) - VENCEDORA
"O Regresso" (Stephen Mirrione)
"Spotlight: Segredos Revelados" (Tom McArdle)
"Star Wars: O Despertar da Força" (Maryann Brandon e Mary Jo Markey)
FIGURINO
"Carol" - Sandy Powell
"Cinderella" - Sandy Powell
"A Garota Dinamarquesa" - Paco Delgado
"Mad Max: Estrada da Fúria" - Jenny Beavan - VENCEDORA
"O Regresso" - Jacqueline West
DESIGN DE PRODUÇÃO
"Ponte dos Espiões"
"A Garota Dinamarquesa"
"Mad Max: Estrada da Fúria" - VENCEDOR
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
MAQUIAGEM E CABELO
"Mad Max: Estrada da Fúria" (Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin) - VENCEDOR
"The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared" (Love Larson e Eva von Bahr)
"O Regresso" (Siân Grigg, Duncan Jarman e Robert Pandini)
EFEITOS VISUAIS
"Ex Machina" - VENCEDOR
"Mad Max: Estrada da Fúria"
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"Star Wars: O Despertar da Força"
EDIÇÃO DE SOM
"Mad Max: Estrada da Fúria" - VENCEDOR
"Perdido em marte"
"O Regresso"
"Sicário: Terra de Ninguém"
"Star Wars: O Despertar da Força"
MIXAGEM DE SOM
"Ponte dos Espiões"
"Mad Max: Estrada da Fúria" - VENCEDOR
"Perdido em Marte"
"O Regresso"
"Star Wars: O Despertar da Força"
CURTA DE ANIMAÇÃO
"Bear Story" - VENCEDOR
"World of Tomorrow"
"Prologue"
"We Can't Live Without Cosmos"
"Os Heróis de Sanjay"
DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
"Body Team 12"
"Chau, beyond the Lines"
"Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah"
"A Girl in the River: The Price of Forgiveness" - VENCEDOR
"Last Day of Freedom"
CURTA-METRAGEM
"Ave Maria"
"Day One"
"Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)"
"Shok"
"Stutterer" - VENCEDOR


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sábado, 27 de fevereiro de 2016

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Imposto de Renda 2016 - Guia do Investidor

Acesse o novo site clicando aqui

Poupança

Poupança em banco é algo que a maior parte dos brasileiros possui e, apesar da sua baixa remuneração, sua principal característica é ter rendimentos isentos de imposto de renda, que beleza né?! Então o investidor precisará acessar a ficha de declaração "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" conforme mostra o destaque 1 da figura a seguir.

Na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" o investidor deverá escolher a opção "8 - Rendimentos de cadernetas de poupança e letras hipotecárias" conforme mostrado no destaque 2 da figura abaixo. Feito isto será exibido o quadro auxiliar para transporte de valor através do qual o investidor irá lançar seus saldos de poupança apurados no final do ano-calendário.


Através do formulário "Dados do Bem" exibido a seguir o investidor deverá selecionar a opção "41 - Caderneta de poupança" e a localização (geralmente Brasil ou algum paraíso fiscal, rs)


No campo "Discriminação" o texto é livre mas eu costumo colocar o nome do banco/CNPJ, número da agência e conta. Nos campos "Situação em ..." o investidor deverá lançar os valores no final do ano anterior ao ano-calendário e no final do ano-calendário.

Conta Corrente

Dinheiro em conta corrente no fim do ano deve ser declarado como bens na ficha "Bens e Direitos" conforme mostrado na figura abaixo. O investidor deve lançar o valor no final do ano anterior ao ano-calendário e no final do ano-calendário.


Recebimento de Trabalho Assalariado

Recebimento de trabalho assalariado deve ser declarado na ficha "Rend. Trib. Receb. de Pessoa Jurídica" conforme mostrado na figura abaixo.


É importante que o trabalhador tenha o seu informe de rendimentos fornecido pela fonte pagadora onde todos os dados necessários estarão disponíveis.

Despesas Médicas

Despesas com médicos, dentistas, planos de saúde, etc, devem ser declaradas na ficha "Pagamentos Efetuados" conforme mostrado no destaque 1 da figura abaixo.


Na ficha "Dados do Pagamento" o pagador deverá lançar as informações conforme comprovante fornecido pelo profissional médico ou então Plano de Saúde conforme mostrado na próxima figura.


Informe de Rendimentos de Instituições Financeiras (Exemplo)

Todas as instituições financeiras onde o investidor possui ativos devem fornecer o Informe de Rendimentos Financeiros do último ano-calendário. Geralmente são enviados por correio ou podem ser acessados nos sites das instituições. Logo abaixo temos um exemplo de um informe:


No destaque 1 estão os CNPJs relacionados à instituição financeira. O investidor deve tomar cuidado pois os rendimentos apresentados logo estão vinculados à apenas um dos CNPJs.

No destaque 2 são apresentados os saldos das posições financeiras no ano-calendário anterior e no destaque 3 os saldos das posições no ano-calendário em questão.

No destaque 4 são apresentados os rendimentos de cada aplicação financeira, tais como poupança e títulos do tesouro.

Informe de Rendimentos do Trabalhador Assalariado (Exemplo)

O trabalhador que recebe salário de uma pessoa jurídica (empresa por exemplo), deve ter em mãos o informe de rendimentos para a declaração dos valores recebidos. A seguir é apresentado um exemplo de informe.


Neste documento são apresentados os valores recebidos pelo trabalhador ao longo do ano-calendário, tais como salários, férias, 13.o e prêmios de produtividade.

Tesouro Direto

Ganhos

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva". (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva" selecionar a opção 06 - Rendimentos de aplicações financeiras. (Ver destaque 2 da figura a seguir)

3 - Na janela "Quadro auxiliar para transporte de valor" clicar o botão "Novo" para inserir um novo rendimento. (Ver destaque 3 da figura a seguir)

4 -Na janela "Rendimentos" deve-se digitar no campo "Especificação" a descrição do rendimento contendo a corretora/CNPJ e se desejar o tipo do título. No campo "Valor" deve-se digitar o valor líquido recebido:


Saldo no Final do Ano

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Bens e Direitos" como mostrado no destaque 1 da figura a seguir.

2 - Na ficha "Bens e Direitos" clicar o botão "Novo" para incluir uma nova posição de tesouro direto ou "Editar" para modificar uma posição já lançada. O formulário de edição será exibido conforme destaque 2 na figura abaixo:

 
No formulário "Dados do Bem" o investidor deverá especificar os seguintes campos:

Código: Selecionar a opção "45 - Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros)"
Localização (País): Selecionar a opção "105 - Brasil"
Discriminação: O texto é livre mas deve-se especificar "Tesouro Direto" ou o título se preferir, o nome da corretora e CNPJ, adicionalmente pode-se especificar a quantidade de títulos
Situação em 31/12/2014: Se os títulos foram adquiridos no ano de 2015 então este campo deve ser mantido zerado, se adquiridos em anos anteriores a 2015 então o valor do campo deve ser preenchido à partir da declaração anterior
Situação em 31/12/2015: Preencher com o valor de compra de todos os títulos especificados sem considerar as taxas de negociação, custódia e administração da corretora.

Dicas para não Cair na Malha Fina

Cair na malha fina da Receita Federal e, consequentemente, ter protelada para o fim da fila a restituição do Imposto de Renda é uma das principais preocupações de quem está fazendo a declaração. Segundo balanço da Receita Federal do IR 2014, a omissão de rendimento é responsável por 52% dos contribuinte que caem em malha fina, seguida pela declaração de recibos médicos (20% das retenções).

No ano passado minha esposa caiu na malha fina porque paguei erroneamente uma DARF de imposto sobre venda de ações com o meu CPF em vez do dela. Mesmo sendo um valor muito pequeno, este simples erro de digitação foi suficiente para colocá-la na malha fina. Abaixo listo algumas dicas importante para fugir da malha fina.

Cuidado com a digitação: Muitos erros passam pelo arredondamento de centavos ou erro de CNPJ. Se o número não bater com o que consta na Receita, o sistema acusa inconsistência.

Não omita rendimentos: É importante lançar todos, inclusive dos dependentes. Quem aluga algum tipo de imóvel também não pode deixar de declarar.

As despesas precisam conferir: As médicas devem ser lançadas de acordo com as notas fiscais ou recibos, pois a Receita costuma utilizar esses dados para fazer cruzamento de informações.

Não esqueça das aplicações: É preciso listar todas as instituições financeiras nas quais o contribuinte possui conta bancária ou investimento. Além dos saldos, é preciso informar os rendimentos.

Lembre-se dos bens: Devem ser declaradas ações ou cotas de empresas cujo custo de aquisição seja maior que R$ 1 mil, estoque de ouro ou ativo financeiro (a partir de R$ 1 mil) e todos bens móveis cujo valor de aquisição seja superior a R$ 5 mil.

Bem vendido, ganho declarado: Os bens vendidos ou doados durante o ano devem ser apresentados na declaração. A venda de imóveis com ganho de capital está sujeita à alíquota de 15%.

Aposentados seguem o mesmo padrão: Um erro comum é que aposentados com mais de 65 anos declararem na ficha de rendimentos isentos e não tributáveis valores que superem ao permitido. Esses valores devem ser declarados como tributáveis

Informe todas as fontes pagadoras: O contribuinte com mais de uma fonte pagadora não pode deixar de informar todos os valores recebidos (salários, pró labore, aluguéis etc), pois a Receita Federal fica sabendo com antecedência qual foi a renda de cada um.

Não omita nenhum rendimento: Lançar todos os rendimentos, inclusive dos dependentes, independentemente dos valores auferidos, é uma das etapas mais importante na hora de declarar. Quem aluga algum tipo de imóvel também não pode deixar de declarar os valores recebidos. A sonegação fiscal não apenas é crime contra a ordem tributária, como também é punido com multa de 150% (podendo chegar a 225% caso o contribuinte não colabore com a fiscalização). Além disso, desde 2012, a utilização de recursos oriundos da sonegação pode ser entendida como lavagem de dinheiro, que é outro crime.

Informe rendimentos de dependentes: O contribuinte não pode informar uma pessoa como dependente quando ela já está como dependente em outra declaração do IR. É importante não esquecer também de lançar os rendimentos dos dependentes. Muitos contribuintes não observam as condições estabelecidas pela Receita para que possam ser declarados dependentes.

Não informe despesas médicas diferentes dos recibos: Embora não haja limite para dedução deste item, as despesas médicas devem ser lançadas de acordo com as notas fiscais ou recibos, pois a Receita costuma utilizar esses dados para fazer cruzamento de informações. Por exemplo, você declara que pagou ao seu dentista R$ 6 mil, e o profissional declara que recebeu apenas R$ 2 mil. A empresa declara que te pagou como profissional liberal R$ 20 mil  você declara que recebeu apenas R$ 5 mil. Vale lembrar ainda que valores reembolsados pelos planos de saúde não podem ser abatidos.

Não inclua gastos que estejam fora da lista de deduções: Algumas despesas não são dedutíveis do IR e por isso não devem ser lançadas como, por exemplo, gastos com cursos de idiomas, tratamentos estéticos e despesas médicas de terceiros que não sejam seus dependentes, entre outras.

Declare bens e doações: É obrigatório lançar todos os bens e direitos, detalhadamente. Pelas regras, devem ser declarados: contas bancárias e aplicações financeiras maiores que R$ 140;  todos os veículos automotores; ações ou cotas de empresas cujo custo de aquisição seja maior que R$ 1 mil;  estoque de ouro ou ativo financeiro, a partir de R$ 1 mil; e todos bens móveis cujo valor de aquisição seja superior a R$ 5 mil. Automóveis doado pelos pais a seus filhos também devem ser declarados. Ele lembra ainda que as doações devem ser declaradas tanto pelo doador como pelo recebedor. Elas estão isentas de imposto de renda, porém podem estar sujeitas a tributação estadual, imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos.

O crescimento patrimonial deve ser compatível com a renda: A Receita leva em conta que parte da renda declarada é consumida em gastos declarados e outros despesas necessário à manutenção e sobrevivência do contribuinte e de sua família. Nesse sentido, o aumento do patrimônio precisa ser compatível com o da renda. Se uma pessoa declara ter tido uma renda anual total de R$ 60 mil, e seu crescimento patrimonial foi de R$ 58 mil, por exemplo, há uma chance grande de sua declaração ir para a malha fina para ela se explicar como conseguiu viver o ano inteiro com R$ 2 mil.

Casal que tem rendimentos de aluguel e declara a renda 50% para cada um, sem elaborar o contrato de locação correto nas imobiliárias: Caso a imobiliária não seja avisada que cada componente do casal vai declarar 50% dos rendimentos em sua declaração e coloque o valor total recebido em apenas um CPF na DIMOB, gera conflito de informações e a Receita deixa em malha fina. Nesse caso, a imobiliária tem de informar os dois CPFs e 50% de recebimento de aluguel de cada um. Se o locatário não tiver imobiliária intermediando o aluguel, precisa recolher carnê-leão mensalmente, cada um informando 50% do rendimento.

Contribuintes que apresentam rendimentos recebidos de pessoas físicas ou pensão alimentícia acima do valor de isenção do IR (R$ 1.787,77 por mês) e não faz o recolhimento mensal, conhecido como carnê-leão: Para quem paga a pensão (homologada na Justiça) essa é um despesa dedutível e é paga em dinheiro. Quem recebe a pensão, precisa recolher o carnê-leão mensalmente, informando que recebeu de pessoa física aquele valor. Se o valor estiver acima do limite de isenção da tabela mensal (R$ 1.787,77), a pessoa que recebe a pensão estará sujeita ao recolhimento do IR via carnê-leão e deve apresentar essa informações na declaração, com o código 01-90. Só valores recebidos em dinheiro devem ser declarados no carnê-leão por quem recebe.

Quando o declarante não informa o valor correto de seus pagamentos de planos de Previdência Privada PGBL e VGBL: A Receita cruza as informações prestadas pelo contribuinte com as informações sobre os pagamentos feitos no ano, que as Seguradoras e Empresas de Previdência Privada informam na DIRF à Receita Federal. Coutinho indica que, caso isso aconteça, o declarante deverá solicitar à seguradora ou empresa de previdência privada o extrato anual com os valores de suas contribuições para os planos de Previdência e retificar a sua declaração, informando o valor correto.

Quando o cliente de planos de previdência não informa de forma separada os valores pagos ao seu próprio plano e os de seus dependentes: Segundo Coutinho, o Fisco possui informações dos titulares de planos de previdência e de seus pagamento durante o ano calendário, estas informações devem bater com os pagamentos feitos a título de Previdência privada do próprio e de seus dependentes. Para esse problema, o declarante deverá retificar a sua declaração informando separadamente os valores pagos a título de Previdência complementar próprio e de seus dependentes individualmente.

Quando o cliente de planos de VGBL não declara o seus pagamentos na linha de "Bens e Direitos"  indicando o investimento efetuado durante o ano: A Receita Federal possui as informações dos pagamentos pelo contribuinte a título de VGBL e cruza estas informações com a declaração do contribuinte. Neste caso, explica Coutinho, o declarante deverá retificar a sua declaração informando na Ficha "Bens e Direitos" os valores pagos a título de VGBL.

Omissão de salários de antigos empregadores: Se você mudou de trabalho ao longo de 2014, não se esqueça de declarar também os salários recebidos do antigo empregador. Como as fontes pagadoras são obrigadas a prestar essa informação ao Fisco, as chances de o leão identificar eventuais sonegações são altas.

Pessoa incluída em duas declarações ao mesmo tempo: O CPF de uma pessoa não pode aparecer em mais de um formulário do IR. Portanto, se dois contribuintes dividem as despesas de avós, pais ou filhos, a família deve conversar para decidir qual deles irá incluir o dependente na declaração. Apenas essa pessoa poderá deduzir os gastos do dependente. As despesas pagas por outros familiares não poderão ser abatidas. A única exceção ocorre quando uma pessoa deixa de ser dependente de um contribuinte para passar a ser dependente de outro. Nesse caso, ela pode ser incluída em duas declarações ao mesmo tempo no ano seguinte ao da mudança. Um filho que era dependente da mãe e se casou em 2014, passando a ser dependente da esposa, por exemplo, pode ser declarado por ambas no IR 2015. No entanto, cada titular só poderá deduzir as despesas referentes ao período em que essa pessoa era sua dependente. A mãe poderia deduzir os gastos com o filho até junho, por exemplo, e a esposa passaria a declarar as despesas de julho em diante.

Deixar de recolher imposto sobre ganhos com ações: Quem teve ganho líquido na venda de ações por valores acima de 20 mil reais em um único mês não deve apenas lançar esse ganho na Declaração de Ajuste Anual. O imposto sobre o ganho com essa operação deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte ao da venda dos papéis (veja como declarar ações).

Confiar cegamente em alguém que faz a declaração para você: Pagar um profissional para fazer sua declaração, ou pedir ajuda a alguém de confiança não significa que os dados declarados não devem ser checados. Mesmo se o erro for deles, a responsabilidade pelos é 100% do contribuinte. Busque sempre checar as informações inseridas na declaração e em caso de dúvida procure solucioná-la no site da Receita, na seção Perguntão, pelo Receita fone (146 para ligações do Brasil) ou então busque uma segunda fonte de informação.

Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar Ações
Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar FIIs
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Imposto de Renda 2016 - Como Declarar FIIs

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Saldo

No programa para preenchimento da declaração IRPF devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Bens e Direitos" uma vez que cotas de fundos são consideradas bem e portanto devem ser declaradas. (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Bens e Direitos" clicar o botão "Novo" para incluir uma nova posição de FII ou "Editar" para modificar uma posição de FII já lançada. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Para inclusão ou modificação será utilizado o formulário "Dados do Bem" apresentado na figura abaixo:


4 - No formulário "Dados do Bem" o investidor deverá especificar os seguintes campos:

Código: Selecionar a opção "73 - Fundo de Investimento Imobiliário"
Localização (País): Selecionar a opção "105 - Brasil"
Discriminação: O texto é livre mas deve-se especificar a quantidade de cotas, o nome ou código do fundo, CNPJ e a corretora utilizada para a compra
Situação em 31/12/2014: Se o fundo foi adquirido no ano de 2015 então este campo deve ser mantido zerado, se o fundo foi adquirido em anos anteriores a 2015 então o valor do campo deve ser preenchido à partir da declaração anterior
Situação em 31/12/2015: Preencher com o valor de compra de todas as cotas especificadas. (Se foram realizadas mais de uma compra então multiplicar o preço médio pela quantidade de cotas. O investidor pode também acrescentar as despesas das operações de compra no valor total)
 
Lucro/Prejuízo de Vendas de Cotas 

O investidor que realizou vendas de cotas de FIIs no ano de 2015 deverá declarar o resultado consolidado destas vendas, mês a mês, tendo elas gerado lucro ou não. Todos os resultados mensais deverão ser lançados, independente do valor vendido (para FIIs não há a regra do limite de 20K que existe para as vendas de ações).

É recomendado que o investidor apure suas vendas mensalmente de forma a recolher no mês subsequente ao mês da venda o imposto devido no caso de lucro auferido. A alíquota atual estabelecida pela Fazenda é de 20% sobre o lucro, independente do tempo de permanência com as cotas.

A fórmula para o cálculo do imposto a ser pago é a seguinte:

Lucro = Valor de Venda - Valor de Compra - Taxas (corretagens e emolumentos)
Se Lucro > 0 Então: Imposto a Pagar = Lucro * 0,2

Por outro lado os prejuízos devem ser abatidos dos lucros. Tanto os ganhos quanto as perdas devem então ser declarados justamente para que essa compensação possa ser feita. É possível compensar perdas em operações comuns com ganhos em operações day trade e vice-versa, uma vez que a alíquota é a mesma.

Contudo, prejuízos com a venda de cotas de FIIs só podem abater ganhos com FIIs, não sendo possível abater ganhos com ações, por exemplo. O oposto também não é possível.

O recolhimento do imposto de renda sobre os ganhos com fundos imobiliários é de responsabilidade do cotista, e deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte à operação, por meio de DARF, código 6015. O documento pode ser preenchido no próprio internet banking ou por meio do programa Sicalc, da Receita. Em caso de DARF em atraso, é preciso usar o Sicalc, uma vez que o programa já calcula a multa e os juros automaticamente.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a opção "Operações Fundos Invest. Imob." na seção "Renda Variável". (Ver destaque 1 da figura a seguir)


2 - No formulário "Ganhos Líquidos ou Perdas" do titular ou dependente (dependerá de quem possui as cotas) o investidor deverá lançar as informações mensais apuradas no ano de 2015. Na coluna "Resultado Líquido do Mês" (Ver destaque 2 da figura acima) deverão ser lançados os lucros e prejuízos mensais.

3 - Na coluna "Resultado Negativo até o Mês Anterior" relativa ao mês de janeiro (Ver destaque 3 da figura acima), deverá ser lançado o resultado negativo de dezembro/2014 se este existir.

4 - Na coluna "Imposto Pago" (Ver destaque 4 da figura acima) deverão ser lançados os valores de impostos pagos mês a mês.

Distribuições de Rendimentos

São isentas de imposto de renda, porém devem ser declaradas, as distribuições de rendimentos de FIIs com cotas negociadas exclusivamente em bolsa e com mais de 50 cotistas para investidores pessoa física com menos de 10% do total de cotas.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" uma vez que a distribuição de rendimento de FII é isenta de imposto. (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" selecionar a opção 24 (Outros) pois não existe uma opção específica para este tipo de rendimento. (Ver destaque 2 da figura a seguir)
 

3 - Será exibido o "Quadro Auxiliar para Transporte de Valor" como mostrado na figura abaixo:

 
4 - Este quadro possibilita a inclusão de rendimentos através do botão "Novo" bem como a modificação de um rendimento já lançado através do botão "Editar" e a exclusão através do botão "Excluir".

5 - Para incluir ou modificar uma declaração de rendimento é utilizada a janela "Rendimentos" apresentada na figura a seguir:


6 - Nesta janela o investidor deve especificar os seguintes campos (todos obrigatórios):

- Tipo de beneficiário (Escolher entre Titular e Dependente de acordo com o possuidor do FII)
- Beneficiário (Se for o titular não necessita selecionar esta opção pois a mesma é automática)
- CPF/CNPJ da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos recebido via correio, geralmente é o CNPJ da administradora e não o do FII. Caso não tenha recebido o informe via correio o investidor pode solicitar o envio via e-mail)
- Nome da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos recebido)
- Descrição (O texto é livre, particularmente escrevo "Distribuição de Rendimentos do FII...")
- Valor (Especificar de acordo com o informe de rendimentos recebido)

Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar Ações
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Imposto de Renda 2016 - Como Declarar Ações

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Saldo

No programa para preenchimento da declaração IRPF devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Bens e Direitos" uma vez que cotas de fundos são consideradas bem e portanto devem ser declaradas. (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Bens e Direitos" clicar o botão "Novo" para incluir uma nova posição de FII ou "Editar" para modificar uma posição de FII já lançada. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Para inclusão ou modificação será utilizado o formulário "Dados do Bem" apresentado na figura abaixo:


4 - No formulário "Dados do Bem" o investidor deverá especificar os seguintes campos:

Código: Selecionar a opção "31 - Ações (inclusive as provenientes de linha telefônica)"
Localização (País): Selecionar a opção "105 - Brasil"
Discriminação: O texto é livre mas deve-se especificar a quantidade de de ações, o nome da empresa/tipo do papel e CNPJ, adicionalmente pode-se especificar a corretora utilizada para a compra e o preço médio se desejar
Situação em 31/12/2014: Se a ação foi adquirida no ano de 2015 então este campo deve ser mantido zerado, se a ação foi adquirida em anos anteriores a 2015 então o valor do campo deve ser preenchido à partir da declaração anterior
Situação em 31/12/2015: Preencher com o valor de compra de todas as ações especificadas. (Se foram realizadas mais de uma compra então multiplicar o preço médio pela quantidade de ações. O investidor pode também acrescentar as despesas das operações de compra no valor total)

Pergunta do Internauta:  No dia 11/12/2015 eu possuía ações alugadas como doador de ações. Ou seja, as ações são minhas porém no dia 31/12/2015 elas não estavam na minha custódia. Preciso declarar essas ações? Se sim, como?

Resposta: Mesmo que suas ações estejam alugadas, as mesmas não foram alienadas logo continuam fazendo parte do seu patrimônio. Por isto devem ser declaradas normalmente em Bens e Direitos pelo preço de aquisição.

Pergunta do Internauta: Como devo lançar as ações que eu já possuía antes de 2015. Por exemplo, se eu já tivesse 100 ações de determinada empresa e em 2015 comprei mais 100 ações. Como deve ficar o campo “situação em 31/12/2014″ e o campo “situação em 31/12/2015″ supondo que apenas comprei e não vendi?

Resposta: Se você já possuía as ações antes de 2015 então estas deveriam estar declaradas pelo preço de custo no IRPF 2015. Supondo que você investiu R$ 11.234,56 em ações no ano de 2014, e no ano de 2015 investiu mais R$ 543,21 (já incluindo os custos), então o saldo em 31/12/2015 passa a ser de R$ 11.234,56 + R$ 543,21 = R$ 11.777,77.

Pergunta do Internauta:  Quando se faz várias compras e vendas de uma mesma ação ao longo do ano, no final, qual o preço de compra deve ser declarado no saldo de 31/12?

Resposta: A forma mais fácil de se calcular o saldo de uma ação no final do ano é multiplicar a quantidade de ações em custódia no dia 31/12 pelo preço médio de compra das ações. Como o preço médio não é alterado em cada venda, então o investidor deve recalcular o preço médio à cada compra realizada ao longo do ano e o usar o último preço médio para encontrar o saldo no final do ano.

Ganhos com Vendas Mensais Abaixo de R$ 20.000

Pergunta do internauta: No mês de agosto/2015 vendi 200 ações TAEE11 a 22,02 e 400 ações DIRR3 a 12,12 ambas com lucro. Além destas vendas realizei a compra de 1000 ações POMO4 a 5,76 com parte do dinheiro das vendas no mesmo dia. Qual é a forma correta de declarar este mês no Imposto de Renda considerando que os papéis vendidos estavam em minha posse já há alguns meses?

Resposta: Como o valor total da venda foi de aproximadamente R$9.252,00 (abaixo de R$ 20.000) e a operação não foi day-trade então o internauta está isento de pagar imposto de renda no mês subsequente. Ganhos isentos com alienação (venda) de ações no mercado à vista devem ser declarados como rendimentos isentos e não tributáveis no imposto de renda. Para lançamento, o internauta deverá realizar o cálculo do lucro das operações de venda, para isto deverá calcular a diferença entre o valor de venda e o valor de compra, considerando também as despesas com corretagem e emolumentos.

No programa para preenchimento da declaração IRPF devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" selecionar a opção 18 - Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações em bolsas de valores nas alienações realizadas até R$ 20.000,00, em cada mês, para o conjunto de ações. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Será exibido o quadro "Ganhos Líquidos/Ganho de Capital" como mostrado na figura abaixo:


4 - Este quadro possibilita a inclusão de ganhos através do botão "Novo" bem como a modificação de um ganho já lançado através do botão "Editar" e a exclusão através do botão "Excluir".

5 - Para incluir ou modificar uma declaração de ganhos é utilizada a janela "Rendimentos" apresentada na figura a seguir:


6 - Nesta janela o investidor deve especificar os seguintes campos (todos obrigatórios):

- Tipo de beneficiário (Escolher entre Titular e Dependente de acordo com o possuidor da ação)
- Beneficiário (Se for o titular, não necessita selecionar esta opção pois a mesma é automática)
- Valor (Especificar o valor total dos lucros de todos os meses em que o valor vendido se enquadra na categoria de isenção. Algumas pessoas preferem realizar um lançamento para cada mês mas para simplicidade eu prefiro lançar o valor anual total) 

Ganhos com Vendas Mensais Acima de R$ 20.000 e com operações Day-Trade

Pergunta do internauta: No mês de novembro/2015 vendi algumas ações que possuía em carteira com lucro de R$1.110 no mercado à vista. Realizei também uma operação de day-trade que me deu um lucro de R$ 220,00. Como deverei declarar estes ganhos no imposto de renda?

Resposta: O internauta não especificou o valor total da venda mas se este foi superior a R$ 20.000 então o lucro total do mês (descontando as operações negativas) deverá ser declarado como ganho de operações comuns na opção de renda variável do programa de declaração. Já a operação de day-trade, independente do valor da venda, deverá também ser declarada como ganho de operações day-trades na opção de renda variável do programa de declaração. O critério estabelecido pela Receita é que o investidor lance no programa de declaração todos os ganhos com operações comuns e day-trades, mês a mês, bem como os impostos pagos e retidos.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a opção "Operações Comuns / Day-Trade" na seção "Renda Variável" conforme mostrado em destaque na figura abaixo:


2 - Selecionar o mês desejado conforme destaque 1 da figura a seguir. Em seguida realizar o lançamento do lucro total mensal de operações comuns (destaque 2) e operações day-trade (destaque 3).


3 - Na seção "Consolidação do Mês" lançar o IR retido de day-trade (destaque 1 na figura abaixo), o IR retido de operações comuns (destaque 2) e o imposto pago no mês subsequente (destaque 3).


Observação: O formulário do programa mostrado acima permite o lançamento de operações no mercado de opções, mercado futuro e mercado a termo. Permite também o lançamento de outros tipos de ativos como ouro e índices. Optei por não descrever o lançamento de operações deste tipo já que não são de meu conhecimento.

Prejuízo com Vendas de Ações

Pergunta do internauta: No ano de 2015 não tive muita sorte no mercado e a maior parte das minhas operações de venda de ações no mercado à vista, comuns e de day-trade, deram erradas e fiquei no prejuízo. Os únicos meses que tive lucro positivo foram agosto e setembro, com isto terminei o ano no negativo. Como devo declarar estes prejuízos? O valor negativo no final de dezembro poderá ser usado em 2016 para abatimento de futuros lucros?

Resposta: Sim internauta, você pode e deve usar o resultado negativo final do ano de 2015 quando for realizar sua declaração no próximo ano. Só tome cuidado pois o programa não importa este valor automaticamente quando você executa a opção de leitura de dados do ano anterior. Você deverá transportar o valor manualmente como será explicado a seguir. Em relação aos meses em que você apurou prejuízo, os mesmos deverão ser declarados como será explicado abaixo.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a opção "Operações Comuns / Day-Trade" na seção "Renda Variável" conforme mostrado em destaque na figura a seguir. Entre com os valores dos prejuízos em cada mês como mostrado no destaque 2 (operações comuns) e/ou day-trade (destaque 3):


Para transportar o resultado negativo de um ano para outro o investidor terá que ter em mãos o valor do ano anterior que pode ser consultado no relatório do imposto como mostrado no destaque abaixo:


Em seguida deve lançar o valor correspondente no campo "Resultado negativo até o mês anterior" na guia do mês de janeiro como mostrado em destaque na figura a seguir:


Dividendos

Os dividendos recebidos durante o ano devem ser informados pelas respectivas companhias através de informes de rendimentos via correio. Caso não tenha recebido estas informações, deve-se entrar em contato com a área de RI (Relações com Investidores) e solicitar segunda via do demostrativo. Se preferir poderá consultar no Canal Eletrônico do Investidor da BM&FBovespa ou mesmo nos extratos das corretoras.

Os dividendos são tributados na própria empresa e estão líquidos de impostos. Portanto devem ser declarados como rendimentos isentos e não tributáveis.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" selecionar a opção 5 - Lucros e dividendos recebidos pelo titular e pelos dependentes. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Será exibido o "Quadro Auxiliar para Transporte de Valor" como mostrado na figura abaixo:


4 - Este quadro possibilita a inclusão de rendimentos através do botão "Novo" bem como a modificação de um rendimento já lançado através do botão "Editar" e a exclusão através do botão "Excluir".

5 - Para incluir ou modificar uma declaração de dividendos é utilizada a janela "Rendimentos" apresentada na figura a seguir:


6 - Nesta janela o investidor deve especificar os seguintes campos (todos obrigatórios):

- Tipo de beneficiário (Escolher entre Titular e Dependente de acordo com o possuidor da ação)
- Beneficiário (Se for o titular, não necessita selecionar esta opção pois a mesma é automática)
- CPF/CNPJ da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos)
- Nome da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos)
- Valor (Especificar de acordo com o informe de rendimentos)
  O estatuto social de uma empresa deve especificar um percentual mínimo do lucro líquido que deve ser pago aos acionistas a título de dividendo mínimo obrigatório, que pode também ser pago sob a forma de

Juros Sobre Capital Próprio

Os juros sobre capital próprio são tributados diretamente na fonte. Sendo assim, o investidor recebe em sua conta de corretora o valor líquido. Como se trata de um rendimento recebido, o mesmo deve ser declarado.

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva". (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva" selecionar a opção 10 - Juros Sobre Capital Próprio. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Será exibido o "Quadro Auxiliar para Transporte de Valor" como mostrado na figura abaixo:


4 - Este quadro possibilita a inclusão de JSCP através do botão "Novo" bem como a modificação de um JSCP já lançado através do botão "Editar" e a exclusão através do botão "Excluir".

5 - Para incluir ou modificar uma declaração de JSCP é utilizada a janela "Rendimentos" apresentada na figura a seguir:


6 - Nesta janela o investidor deve especificar os seguintes campos (todos obrigatórios):

- Tipo de beneficiário (Escolher entre Titular e Dependente de acordo com o possuidor da ação)
- Beneficiário (Se for o titular, não necessita selecionar esta opção pois a mesma é automática)
- CPF/CNPJ da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos recebido via correio ou consultar no site da BM&FBovespa. Caso não tenha recebido o informe via correio o investidor pode consultar na sua corretora ou mesmo no Canal Eletrônico do Investidor da BM&FBovespa)
- Nome da Fonte Pagadora (Especificar de acordo com o informe de rendimentos)
- Valor (Especificar de acordo com o informe de rendimentos)

E se o JSCP não Tiver sido Creditado no Ano Calendário em Questão?

Neste caso o investidor deverá lançar os dados da mesma forma como citado acima, mas deverá também lançar o valor como Bens a receber. Deve-se então seguir os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Bens e Direitos" uma vez que cotas de fundos são consideradas bem e portanto devem ser declaradas. (Ver destaque da figura a seguir)


2 - Na ficha "Bens e Direitos" clicar o botão "Novo" para incluir uma nova posição. Será apresentado o formulário "Dados do Bem" apresentado na figura abaixo:


3 - No formulário "Dados do Bem" o investidor deverá especificar os seguintes campos:

Código: Selecionar a opção "99 - Outros bens e direitos"
Localização (País): Selecionar a opção "105 - Brasil"
Discriminação: O texto é livre mas deve-se especificar a empresa e CNPJ
Situação em 31/12/2014: Manter zerada
Situação em 31/12/2015: Preencher com o valor a receber

Dúvida no Internauta: Na declaração de 2015 (ano-calendário 2014), na relação de Bens e Direitos fiz o lançamento de juros sobre capital creditados e não pagos. Em 2015 ocorreu a efetivação do pagamento. Como devo lançar no IRPF 2016 (ano-calendário 2015)?

Resposta: Na ficha “Bens e Direitos”, da declaração do ano-calendário de 2014, exercício de 2015, devem ter sido informados os juros sobre o capital próprio a receber. Esse mesmo valor deve ter sido informado como rendimentos. Portanto, na declaração do ano-calendário de 2015, exercício de 2016, simplesmente realize a baixa dos juros na referida ficha “Bens e Direitos”. Os valores recebidos a título de juros sobre o capital próprio em 2015 não precisam constar novamente em nenhum campo da declaração referente a esse ano.

Recebimento de Aluguel

No programa para preenchimento da declaração devem ser executados os seguintes passos:

1 - Selecionar a ficha de declaração "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva". (Ver destaque 1 da figura a seguir)

2 - Na ficha "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva" selecionar a opção 6 - Rendimentos de aplicações financeiras. (Ver destaque 2 da figura a seguir)


3 - Será exibido o "Quadro Auxiliar para Transporte de Valor" como mostrado na figura abaixo:


4 - Este quadro possibilita a inclusão de rendimentos através do botão "Novo" bem como a modificação de um rendimento já lançado através do botão "Editar" e a exclusão através do botão "Excluir".

5 - Para incluir ou modificar uma declaração de rendimento é utilizada a janela "Rendimentos" apresentada na figura a seguir:


6 - Nesta janela o investidor deve especificar os seguintes campos (todos obrigatórios):

- Especificação: Texto livre, geralmente especifico "Aluguel de Ações – BM&FBovespa S.A., CNPJ 09.346.601/0001-25". (Já vi pessoas instruindo para lançar os valores recebidos por papel e lançando o CNPJ da empresa correspondente, de qualquer forma penso que é mais simples e efetivo lançar o valor total recebido no ano em conjunto com CNPJ da BM&FBovespa que é a fonte proveniente do dinheiro creditado)
- Valor: Valor líquido total recebido no ano.

Bonificação 

O guia mais simples e mais didático à respeito deste tema eu encontrei no blog do AdP neste post. No item "6. Bonificação" o AdP explica que é necessário acessar a opção "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" e escolher o item "Incorporação de reservas ao capital / Bonificação em ações". Lá no post o leitor poderá encontrar maiores informações.

No site da Exame encontrei a seguinte questão:

Dúvida do internauta: No ano passado, recebi bonificação de uma empresa onde tinha 600 ações, compradas por 16,20 reais cada. A bonificação foi de 1,92% em ações, ou seja, acabei recebendo 11 ações. Que valor declaro como custo de aquisição dessas 11 ações? As ações recebidas como bonificação foram vendidas no mesmo ano de 2011, permanecendo as 600 ações que eu já possuía. No demonstrativo enviado pelo banco depositário não consta nenhuma informação de bonificação. Apenas são informadas a posição acionária de 600 ações no dia 31 de dezembro de 2011. Como as bonificações são tratadas no IR, já que as 600 ações permaneceram até 31/12/2011?

Resposta: O custo de aquisição dessas 11 ações é zero, mas o contribuinte deve verificar eventual ganho tributável no mês da venda, caso tenha sido uma alienação acima de 20.000 reais. Com relação às 600 ações que permaneceram na data de 31/12/2011, deverão ser informadas na ficha de Bens e Direitos da Declaração de Ajuste Anual pelo seu custo de aquisição (no seu caso, 16,20 reais por ação). Lembrando que esse valor deve ser mantido na declaração até o momento da venda dos papéis

Caso CEMIG

Recentemente tivemos o caso da bonificação da CEMIG que gerou muitos questionamentos em vários sites de finanças. Em 26/12/13 a empresa aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital de R$ 1,480 bilhão que foi realizado por meio de emissão de 296,2 milhões de ações preferenciais a serem entregues aos acionistas como forma de bonificação. Cada investidor recebeu 30% da quantidade de ações que já possuía.

O pagamento da bonificação foi realizado em 03/01/14. Todos os acionistas que possuíam papéis até o dia 26/12/13 receberam o bônus. O Governo do Estado de Minas Gerais, principal acionista da companhia, com 50,97% do capital votante, foi o maior beneficiado. Para ele, foram emitidos 64,3 milhões de títulos. Como os papéis da bonificação não dão direito a voto, o governo poderá vendê-los sem perder o controle da empresa.

Então, o investidor que possuía em 26/12/13 1.000 ações CMIG3 ou CMIG4 recebeu na bonificação 307,65 ações CMIG4. É importante salientar que a parte fracionária do cálculo não é distribuída na forma de ações e sim de dinheiro creditado em conta. Para isto são realizados leilões para venda dos fracionários dos diversos investidores de forma agrupada.

Aquele investidor que não vender no ano de 2014 as ações CMIG4 recebidas como bônus, deverá então lançar na declaração exercício 2015 / ano-calendário 2014 na seção de bens, de preferência em separado das ações compradas em pregão, "X ações da Cia. Energética de Minas Gerais recebidas como bonificação".

Já o valor correspondente ao fracionário e creditado em conta deverá ser somado com o valor total das ações recebidas e lançado em "Rendimentos Isentos e não Tributáveis - Incorporações de Reservas/Bonificações". Para calcular o valor em R$ recebidos com as ações bônus o investidor deverá multiplicar o número de ações recebidas pelo valor nominal das ações recebidas, no caso em questão R$5,00.

Para complicar um pouco mais a questão a CEMIG lançou o seguinte comunicado em 29/01/14: No melhor entendimento da Companhia, de acordo com disposto no §1º do Artigo 47 da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil n.º 1.022/2010, o custo unitário de aquisição atribuído às ações bonificadas é de R$0,00 (zero reais), visto tratar-se de bonificação oriunda da capitalização de reserva de capital “não tributada”

Em outras palavras, à partir deste comunicado ficou estabelecido que o custo de aquisição das ações bônus seria zero. Ou seja, caso o investidor resolva vender as ações recebidas no ano de 2014 (que foi o meu caso) o lucro da operação será o valor total da operação subtraído das despesas.

Mas cada caso é um caso. Existem bonificações onde as novas ações vem com custo a ser considerado para o cálculo do novo preço-médio. Exemplo recente disto foi com CIEL3 onde o custo por ação nova bonificada foi de 1,27. Este custo deve então ser usado para o cálculo do novo PM a ser utilizado na declaração de IRPF (contribuição do Poney Investidor).

Contribuição ao post do nosso colega LdL:

Eu declarei a bonificação do dia 26/12 nos bens, com o código 99 (créditos em trânsito) e o valor multiplicado pelos R$5,00 descontados da CMIG3. Segue o texto:
CREDITOS EM TRANSITO - BONIFICACAO EM ACOES A RECEBER EM 2014 DE CEMIG S.A. CNPJ 17.155.730/0001-64 X ACOES CMIG4 COM CUSTO UNITARIO DE AQUISICAO R$ 0,00, CFE ART. 47 DA INSTRUCAO NORMATIVA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL N. 1.022/2010, VISTO TRATAR-SE DE BONIFICACAO ORIUNDA DA CAPITALIZACAO DE RESERVA DE CAPITAL NAO TRIBUTADA
 
Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar FIIs
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

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Imposto de Renda Pessoa Física 2016: Como Baixar e Instalar os Programas de Preenchimento e Envio

A Receita liberou ontem os programas para preenchimento e envio da declaração de imposto de renda pessoa física 2016 com ano base de 2015 (clique aqui para acessar a página de download). As versões liberadas ontem são para uso em computadores. As versões para tablets e smartphones estarão disponíveis somente a partir de 1º de março.

Os contribuintes já podem começar a preencher suas declarações, mas só poderão enviar os documentos a partir de 1º de março. Também será possível declarar diretamente na página da Receita Federal (com certificado digital) no processo que é conhecido como "online." Mas este serviço também só será liberado em março.

Os comprovantes de rendimento devem que ser entregues pelas fontes pagadoras até o dia 29 de fevereiro e a multa por atraso de entrega é de R$ 41,43 por documento. Até o momento não recebi nem 10% dos comprovantes que preciso para fazer a minha declaração e a da esposa, porém já irei iniciar o preenchimento neste fim de semana para adiantar o processo.

Neste ano, o prazo de entrega da declaração para as pessoas físicas vai de 1º de março a 29 de abril. Pretendo enviar a declaração da minha esposa o quanto antes para receber a restituição mais rápido. No ano passado recebemos no segundo lote. Já a minha declaração irei deixar para o final de março pois não recebo restituição uma vez que não sou assalariado.

Procedimentos para Baixar e Instalar os Programas

Acesse o site da Receita conforme figura abaixo...


Acesse a página de downloads conforme figura abaixo...


Baixe e instale os programas IRPF 2016 para preenchimento e ReceitaNet para envio. A figura abaixo mostra o IRPF 2016 já instalado e rodando...


Para importar sua última declaração selecione a opção Importar Dados IRPF 2015, na janela apresentada a seguir escolha a opção Declaração de Ajuste Anual...


Veja também: Imposto de Renda 2016 - Guia do Investidor
Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar Ações
Veja também: Imposto de Renda 2016 - Como Declarar FIIs
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

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Guardião da Blogosfera

Neste mês de fevereiro, o personagem da série "Blogueiros Notáveis" é o meu colega Seu Guarda, mais conhecido na blogosfera financeira como Guardião do Zé Mobral. No início achava que ele era o próprio Zé Mobral ou mesmo um personagem sem identidade própria, mas com o tempo ele se mostrou ser um dos blogueiros de maior expressão por aqui.

E por que o Guardião tem se destacado aqui na blogosfera? Além dos aportes acima da média (estão girando na ordem de 20K mês) o que mais impressiona é a sua elevada rentabilidade nos investimentos. No ano passado ele este no topo do ranking (relembre aqui) em todos os meses e no final perdeu apenas para o Viver de Dividendos que tem alta exposição ao Dólar e para o Catarrento que fez uma operação imobiliária bem sucedida. E agora em 2016 ele não está deixando por menos, basta ver o quadro abaixo com as rentabilidades colhidas em janeiro.


Conheço muito pouco a respeito dele, não sei qual cidade mora, o que faz da vida ou que time ele torce. A única informação mais pessoal que tenho é que gosta de automóveis japoneses, rs.
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sábado, 20 de fevereiro de 2016

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Gastos de um Casal com um Filho

Uozinho e Srta. Bife

Ter um filho é algo indescritível, só quem tem sabe o quão gratificante é. Mas a chegada de uma boquinha a mais na casa muda todo o orçamento familiar. A grande questão que surge é quanto custa criar um filho, desde a geração até a fase adulta? Quando um casal decide ter um filho deve saber que durante os 25 anos seguintes uma boa quantia em dinheiro deverá ser desembolsada. Segundo estatísticas, essa quantia pode variar entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, de acordo com os objetivos de investimento para o futuro e condição econômica da família.

Até o Nascimento

Bem antes de nascer o filho já começar gerar gastos para os pais. São remédios que a mãe precisa tomar, consulta e exames durante o pré-natal, reforma na casa, compra de mobília/decoração do quarto do bebê, etc. Quando o filho é planejado os pais já se preparam antes para estes gastos, mas quando a gravidez vem de surpresa, os pais precisarão da ajuda de amigos e familiares para lidar com o orçamento, principalmente se forem solteiros.

Até os 5 anos

Os primeiros gastos que um filho demanda após o nascimento são sobre vestuário, farmácia e itens de higiene. Entre os gastos essenciais estão médicos, remédios, vacinas, fraldas, cremes, roupas, carrinho e cadeirinhas. Entre os opcionais, estão os brinquedos, babá eletrônica, berços e banheiras desmontáveis. Deve-se considerar também gastos com babá e escolinha maternal que costumam ser os mais pesados.

Até os 10 anos

A partir dos 5 anos a criança costuma ter desejos mais concretos. Atualmente, algo comum é o desejo por aparelhos eletrônicos. Cursos extracurriculares, como de idiomas, também costumam pesar no orçamento. Podem entrar no orçamento também escolinha de esportes como futebol e judô, curso de natação, etc.

Até os 15 anos

Na adolescência são adicionados gastos de lazer como cinema e passeio a shoppings, por isso as mesadas passam a ser comuns. Outros dos gastos podem incluir desde planos de telefonia e cotas em clubes.

A partir dos 15 anos

Durante essa idade, o adolescente começa a pensar sobre qual carreira seguirá. Custos com faculdade, pós-graduação e transporte podem surgir. Entre os custos opcionais está o intercâmbio no exterior. Para as famílias que moram no interior pode pesar também os custos com moradia para manter o filho estudando em uma capital, por exemplo.

Os Primeiros 20 Meses do Uozinho

Aqueles que me acompanham aqui no blog sabem que tenho um filho (relembre aqui). O Uozinho foi muito desejado mas exigiu muito planejamento e esforço até nascer. Ele é o que se costumava chamar antigamente de “bebê de proveta” já que foi gerado em laboratório através da técnica de fertilização in vitro. Graças a Deus ele nasceu saudável e é uma criança muito forte e inteligente. A cada dia que passa nos presenteia com novas habilidades e novas observações do mundo que o cerca.

Queria ficar falando do Uozinho mas o objetivo mesmo deste post é deixar aqui alguns números próprios que podem servir de referência para futuros papais e mamães se planejarem melhor para a chegada de uma criança. No gráfico abaixo mostro a evolução dos gastos desde o momento que demos início ao planejamento do nosso filho. Não estão incluídos todos os gastos da casa, apenas aqueles que tem relação direta com o planejamento da criança.


Como pode ser visto no gráfico acima, o planejamento foi iniciado em janeiro de 2010. A partir dali os gastos foram aumentando até chegar na média atual que está em torno de R$ 3.000 (linha pontilhada mais escura). Abaixo irei detalhar cada item deste orçamento, começando pelas despesas com gravidez e parto visualizadas no próximo gráfico.


Logicamente, como o Uozinho já nasceu, não temos mais estas despesas, mas até o seu nascimento foram as despesas mais pesadas do orçamento. No que diz respeito à gravidez, como optamos por fazer a concepção em clínica particular, foi necessário gastar algo em torno de R$ 30.000. Tivemos a sorte de conseguir logo nas primeiras duas tentativas mas tem casais que fazem até mais de 10 tentativas. Considerando que este processo custa hoje em média R$ 15.000 por tentativa, então é um valor considerável a se considerar. Para os casais que conseguem e gravidez por métodos naturais então é um valor a menos no orçamento, irão gastar apenas com exames e remédios durante o pré-natal.

Outra questão que deve-se ficar atento é quanto ao parto. Se o casal já tem um bom plano de saúde então não há muita preocupação, pode fazer o parto com o plantonista do hospital ou agendar com seu obstetra. Porém, como ocorreu no nosso caso, se o parto for de emergência então o obstetra irá cobrar por fora o valor do parto. Este valor saiu para nós em torno de R$ 7.000. Além disto, como nosso plano de saúde é de enfermaria, para ficarmos em um quarto separado no hospital foi necessário pagar à parte algo em torno de R$ 1.000 por duas diárias.

Logo abaixo apresento a evolução dos gastos com farmácia. Dentro destes gastos estão incluídos remédios, itens de higiene, fraldas e leite em pó.


Estes gastos começaram a aumentar durante o tratamento de gravidez. Tiveram um pico no mês em que o Uozinho nasceu. Atualmente estamos gastando em média R$ 700 por mês. A tendência é este valor diminuir quando não for mais necessário comprar fraldas e leite em pó, estes gastos são os que mais pesam (relembre aqui).

Quando se decide ter um filho é importante checar a questão do plano de saúde. Se o casal não tem um então é importante fazer. Nosso plano de saúde é particular mas não é um super plano (UNIMED Unipart Flex), porém nos atendeu bem durante a gestação e tem atendido agora para as consultas com pediatra. Como pode ser visto no gráfico a seguir, estamos pagando em média R$ 550 por mês para dois adultos e uma criança, incluindo plano dental para os dois adultos.


Muitos consideram Seguro de Vida um item opcional no orçamento familiar mas eu considero um item essencial. Já pensando na segurança financeira da família, contratei um plano para mim em janeiro de 2011. Em julho de 2012 contratamos também um para a esposa. Atualmente estamos pagando R$ 543 pelas duas proteções. A empresa escolhida para os planos foi a Prudential.


Quando a licença maternidade da mãe termina é que começam as grandes angústias do casal. E agora, quem irá cuidar da criança?! Antigamente isto não era uma preocupação já que a maior parte das mães não trabalhavam, mas hoje em dia a realidade mudou. E encontrar uma pessoa de confiança para cuidar do seu maior bem custa caro. Aqui tivemos a sorte de contar com um familiar para disponível. Não é um favor, estamos pagando mensalmente como se fosse uma pessoa de fora da família, mas isto nos dá uma segurança maior. Gastaremos em média R$ 1.500 mensais neste ano de 2015 com a babá. Ano que vem pretendemos colocar o Uozinho na escolinha em meio período, então estes gastos com cuidadora/escola devem aumentar um pouco.


Finalmente temos os gastos diversos que incluem vacinas, vestuário, brinquedos, festinhas, etc. Até que não estamos gastando muito pois estamos usando roupinhas de primos do Uozinho e raramente compramos presentes. Festinhas também não estão nos planos. O maior gasto está sendo com as vacinas particulares. Para maior proteção da criança estamos aplicando vacinas pagas que são bem caras, só a última custou R$ 600 a primeira dose.


Bom fim de semana, curta sua família, sua maior riqueza!
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