quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

-LINX3 +CAML3: Realocação na Carteira de Ações

Realocação na carteira de longo prazo: diminuindo exposição na Linx (LINX3) e aumentando na Camil (CAML3). Nada a ver com fundamentos ou realocação entre setores (ambas empresas continuam promissoras e com bons fundamentos), apenas diminuindo a exposição na Linx que dobrou nos últimos 3 meses e aumentando na Camil, ação esta que o mercado ainda não encontrou mas encontrará em breve, rs. Confira as últimas notícias sobres as duas empresas:

Linx


A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar sua mais nova solução, o Linx Pay. A oferta tem como objetivo garantir mais flexibilidade e precisão aos varejistas no recebimento de pagamentos tanto no ambiente físico quanto em lojas virtuais, sem abrir mão da segurança. Este é o primeiro lançamento da Linx Pay Hub, unidade de negócio especializada em serviços financeiros que foi criada recentemente para simplificar conexões e acelerar negócios.

Pensada para ser a oferta de pagamento mais completa do mercado, a Linx Pay é um pacote de serviços que disponibiliza ao varejista soluções 100% integradas às plataformas de gestão da Linx que vão desde a captura, gerenciamento e liquidação de transações, até emissão de cupons fiscais, gateway de pagamentos, entre outros. Dentre os principais diferenciais do lançamento está a função ‘split de pagamento’, com a qual o lojista consegue repassar os custos a seus fornecedores no ato da transação - operação que atualmente costuma demorar dias e é feita manualmente -, antecipação customizável de recebíveis, na qual o varejista poderá acionar a Linx e, dependendo do caso, poderá receber o valor até no mesmo dia. 



Desde que anunciou sua entrada no mercado de meios de pagamento em meados de outubro, as ações da Linx subiram mais de 90% – um dos casos de re-rating mais instantâneos da Bolsa. Agora, o mercado está tentando entender quanto de fato vale a oportunidade e se a ação tem potencial para continuar subindo.

Para o BTG, por exemplo, a resposta é um sonoro 'sim'. Os analistas do banco aumentaram o preço-alvo do papel de R$ 22 para R$ 36, depois de chegar a um valor justo de R$ 14 por ação apenas para o Linx Pay, a divisão que concentra as soluções de pagamento. E isso numa estimativa conservadora.Na análise mais otimista – em que todas as previsões da Linx para o Pay se tornam realidade – o BTG chega a um preço-alvo de R$ 71 por ação, com a divisão de pagamento sozinha valendo R$ 49/ação.

A Goldman Sachs também se debruçou sobre os números da fintech, e o resultado foi mais conservador: o banco atribuiu um preço-justo de R$ 30/ação, em linha com o valor da empresa na Bolsa. A diferença: em seu cenário-base a Goldman considerou que o Linx Pay capturaria apenas 30% de seu mercado potencial e que o ‘take-rate’ seria ainda mais baixo, de 0,6%.

Num evento com investidores promovido pela Goldman na semana passada, a direção da Linx sinalizou que o Linx Pay começou com o pé direito. "Eles estão animados com os resultados iniciais e disseram que, desde o lançamento, tiveram uma taxa de 80% [na conversão de clientes abordados]", escreveram os analistas do banco.

Já o Credit Suisse atribuiu um valor ainda maior para a fintech de pagamentos: segundo o banco, a Linx Pay sozinha vale R$ 18 por ação – mais da metade do valor justo total atribuído à empresa, de R$ 35. O CS considerou um ‘take-rate’ de 0,7% e R$ 37 bilhões em transações em 2021.

Para além do potencial do negócio de meios de pagamento, a Linx se tornou um alvo óbvio para as grandes adquirentes, que tem buscado completar sua oferta de serviço para fidelizar os clientes – o que contribui para a alta do papel.

Fonte

Camil


A Camil Alimentos anunciou a aquisição de 100% da SLC Alimentos Ltda. Dona das marcas Namorado, Butuí, Bonzão e Americano, a SLC Alimentos registrou faturamento líquido de R$ 512 milhões (2017) e foi avaliada em R$ 308 milhões. A empresa atua na industrialização e comercialização de arroz, feijão e lentilha e está presente nas cinco regiões do Brasil, além de exportar para mais de 20 países. Segundo nota oficial da Camil, a compra da SLC Alimentos está alinhada com a estratégia de crescimento da companhia, que consiste em ampliar a liderança no mercado brasileiro de arroz e feijão e realizar aquisições estratégicas que agreguem escala ao modelo de negócios. Representa ainda uma oportunidade de crescimento nos mercados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, bem como adiciona ao portfólio da Camil Alimentos marcas com relevância de mercado, aumentando a competitividade no segmento Ocupação.

"Temos um histórico consistente de crescimento tanto de maneira orgânica como por meio de aquisições estratégicas. Desde a abertura de capital, realizada em 2017, estávamos em busca de uma companhia que complementasse a atuação da Camil e agregasse participação em mercados estratégicos. Temos marcas líderes, nas quais investimos continuamente. Faz todo o sentido adquirimos uma marca relevante como Namorado", afirma Luciano Quartiero, CEO da Camil Alimentos. A aquisição da SLC Alimentos também inclui as cinco unidades fabris - localizadas em Alegrete (RS), Capão do Leão (RS), Jaboatão dos Guararapes (PE), Paraíso do Tocantins (TO) e Tatuí (SP) - além de seis centros de distribuição em Brasília (DF), Conceição do Araguaia (PA), Caucaia (CE), Jandira (SP), Porto Alegre (RS) e Simões Filho (BA).



Na primeira aquisição desde seu IPO, a Camil acaba de comprar a SLC Alimentos, dona das marcas de arroz e feijão Namorado, Butuí, Bonzão, e a quinta do País em faturamento e volume. A aquisição dá à Camil — que opera com a marca homônima no mercado premium — uma segunda marca de combate, a Namorado.

Hoje, a Camil opera uma marca de combate nacional — a Pop — e tem fortes marcas regionais que vieram com aquisições: o arroz Carreteiro (no Rio), Saman e Pai João (em Pernambuco e no Ceará) e o Bom Maranhense (adivinha onde). A Namorado, um pouco mais premium, tem presença nacional e deve permitir à companhia trabalhar mais pontos em sua curva de preço.

O namoro com a SLC era um caso antigo: as duas empresas já haviam conversado diversas vezes mas nunca chegaram a um acordo. A SLC pertence à família Logemann, que também controla a SCL Agrícola, e faturou R$ 512 milhões no ano passado, com um EBITDA de R$ 32 milhões.

Com a aquisição, a Camil passa a ter pouco mais que o dobro do volume do segundo colocado no mercado de arroz, a catarinense Urbano. A aquisição quadruplica a presença da Camil na região Sul (onde seu share vai de 1% para 4%), dá à empresa cinco pontos percentuais valiosos na Grande São Paulo (onde vai de 32% para 37%) e estabelece um posto avançado no coração do Brasil, a partir de uma fábrica em Tocantins capaz de atender todo o Centro Oeste e parte do Nordeste.

A Camil enfrentou problemas mais urgentes: logo depois do IPO, sobreveio uma tempestade perfeita, quando os preços do arroz, feijão e açúcar caíram simultaneamente. A deflação no preço dos alimentos penalizou a ação — que ainda negocia abaixo dos R$ 9 do IPO — e forçou a Camil à velha escolha de Sofia: preservar margens ou volumes?

No IPO da Camil, há pouco mais de um ano, o CEO Luciano Quartiero disse que a estratégia de crescimento teria três pilares: consolidar a presença nos mercados onde a companhia já atua; entrar em novas categorias como café e massas, que têm alto giro e muita sinergia com os negócios existentes; e ampliar sua presença na América Latina.

“Eu optei por defender margem,” Quartiero disse ao Brazil Journal. “Foi uma decisão dura de ser tomada, mas ainda acho que foi a correta. O mercado todo sofreu, mas a Camil sofreu menos que todos os concorrentes.”

Fonte

15 comentários:

  1. Fala, Uó! O que acha das ações LREN3 para longo prazo? Ainda compensa?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Segunda melhor empresa do varejo, só perde para Magazine Luiza, contudo, como toda empresa boa, preço tá lá em cima. Eu não compraria. Mas para quem segue o mantra "preço não importa", é um bom papel para o longo prazo.

      Excluir
    2. E quanto a MGLU3, Uó? Apesar do preço lá em cima ela continua a crescer. Você compraria?

      Excluir
  2. Ótimo post. É isso, para investir em ações é necessário conhecer as empresas e os seus modelos de negocio.

    Também uso a estrategia de realocação de ativos, vendendo parte das ações que sobem muito, (vendo sempre abaixo de 20 mil reais para ficar isento de IR) para comprar algumas ações que possam estar mais descontadas, ou para deixar em renda fixa com liquidez diaria a espera de uma oportunidade.

    Abraço e bons investimentos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Opa, sempre bom vender abaixo dos 20k. Tb faço isto.
      Abraço

      Excluir
  3. É aquela velha máxima de que tudo retorna à média. Linx subiu demais, Camil ainda não subiu.

    Se vai dar certo, são outros quinhentos.rs

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "tudo retorna a média" mais ou menos né? Nada impede Linx de continuar subindo e Camil de continuar NÃO subindo (ou até cair)

      Excluir
    2. Sim, de vez em quando a média busca o preço e não o preço busca a média, rs

      Excluir
  4. Como é a vida de um cidadão comum, conheço a linx, tenho amigos que trabalham lá e sou da área de TI, a Linx e a OKI Brasil (ex-Itautec), devem ter uma porcentagem grande no varejo com seus PDVs, e ao invés de integrar com outro meio de pagamento, porque não criar o seu próprio? grande sacada da Linx !

    ResponderExcluir
  5. Duas empresas que estão no meu radar e vão entrar na carteira em breve!

    ResponderExcluir
  6. Não sabia que vocẽ tinha uma carteira de longo prazo Uó (para mim você focava apenas em investimentos de trade).

    Já tinha ouvido falar que a Camil estava na Bolsa, mas nunca parei para olhar ela direitinho até agora. É uma empresa interessante, apesar das dívidas. Olhando o histórico de preços dela, ela está em queda ou de lado desde a IPO. Mas como é os dividendos dela? Paga bem?

    Quanto a LINX3, não sei muito o que pensar ainda. Ela tem bons lucros e nenhuma dívida, mas o CAGR dela é negativo e o P/L muito alto. Apesar que, visto a histeria em torno da ação, talvez esses dados não signifiquem nada e até dê para ganhar dinheiro com ela.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. opa,
      investimento é investimento, trade é trade. o dinheiro grande está no médio/longo prazo, trade é só pra passar o tempo, rs
      não sei dos dividendos, é algo que não olho.

      Excluir