terça-feira, 14 de agosto de 2018

Ranking da Finansfera e Aniversário do VdC

Bom dia a todos!

A edição do ranking da finansfera deste mês é dedicada ao nosso amigo blogueiro Viver de Construção que partiu para um novo plano no dia 10 do mês passado (relembre aqui). Nesta semana, o VdC estaria completando 32 anos de vida. Por isto coloquei no título do post uma chamada para seu aniversário. Infelizmente ele se foi muito jovem, deixando uma grande saudade para parentes e amigos.

O VdC era um dos principais entusiastas deste ranking. Ele sempre me pedia para atualizar. Seus sites estavam indo muito bem na comunidade e ele gostava de ver seu desempenho. Nesta edição, mesmo sem atualizações, o viverdeconstrucao.com ocupa o décimo lugar. Recentemente ele havia criado o informaremos.com e estava muito empolgado com o novo projeto. Dei umas pequenas dicas para ele no início e hoje reli um post e vi quanto ele ficou grato por isto.


O último email que troquei com o VdC foi no dia 6 de julho (um dia antes do jogo de futebol em que ele teve o mal súbito). Neste contato, falei algumas coisas para ele mudar no informaremos.com. Mas depois disto ele sumiu e também não implementou as modificações que eu havia falado. Achei estranho o sumiço e só depois descobri o motivo.

Nestas últimas semanas, muito se especulou sobre o falecimento do VdC. Muitas pessoas ainda não acreditam. Recebi emails de colegas pedindo foto, informações, perfil de Facebook, etc. Mas em respeito à memória dele e prezando pela segurança da família não dei maiores informações.

Andei estudando sobre esta questão do "luto sem corpo" pela qual a finansfera passou com o falecimento do VdC. Me lembrei do episódio do voo da Malásia que até hoje não teve um desfecho. Encontrei esta reportagem que retrata muito bem a confusão e fantasia que se formou da finansfera:

Perder uma pessoa amada é uma das experiências mais dolorosas que o ser humano pode sofrer. Mas, e quando a notícia da morte não vem acompanhada de um corpo? O colapso emocional e a incredulidade em volta da morte podem resultar um processo de luto turbulento e marcar uma família, com danos físicos e psicológicos. Não saber como o familiar enfrentou os últimos momentos de vida e ainda não ter acesso aos restos mortais podem gerar confusão e até a fantasia de que aquilo não aconteceu.

Para especialistas, é fundamental viver o tradicional ritual com o velório e enterro, ou seja, ser capaz de se despedir do ente querido. Nos casos em que isso não é possível, como em desaparecimentos ou mortes violentas, o sofrimento pode perdurar por décadas. Um exemplo disso é o drama vivido pelas famílias dos 457 mortos e desaparecidos políticos, segundo a Comissão Nacional da Verdade, no período da ditadura militar no Brasil.

“[Se não tem um corpo] as pessoas se mantêm em suspensão. Elas fazem as coisas, mas é muito difícil viver sem fechar a equação. Como criar essa conclusão sem o corpo?”, explicou ao Delas Maria Helena Pereira Franco, pesquisadora especialista em luto da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na teoria, defendida por ela, o luto é uma reação natural e acontece quando o vínculo com aquilo que se ama é rompido. Não tem fases pré-estabelecidas e muito menos pode ser programado. Ela conta que cada um vive o processo de uma maneira diferente.

Nestas últimas semanas, andei pensando em como poderia trazer tranquilidade de espírito para os colegas da blogosfera, principalmente para aqueles que mais gostavam do VdC. Pensei em até ir lá no cemitério e tirar uma fotografia da lápide (por coincidência da vida o VdC foi sepultado a poucos metros da minha casa). Mas achei por bem deixar o assunto como está. Para aqueles que ainda tem dúvida que este trágico evento ocorreu, infelizmente não posso fazer mais nada além de deixar aqui meu relato.

Na tabela abaixo, é apresentado o ranking dos blogs da finansfera. A três primeiras posições ficaram inalteradas. O Pobre Poupador conseguiu subir 7 posições e ocupa agora o quarto lugar. O Viver de Dividendos subiu uma posição. O André do Viagem Lenta perdeu duas posições. O Geração 65 subiu impressionantes 75 posições. O Guilherme do Valores Reais perdeu 3 posições. O blogspot mais bem colocado é o Não Surfa Nada. E o Viver de Construção fecha a lista dos 10 mais bem colocados.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Adeus ao Colega VdC


Neste sábado tive um dos melhores dias da minha vida, não só por ter feito um passeio maravilhoso, mas por ter me libertado de medos que cercavam a minha vida... (VdC - 23/10/16)

Já tinha semanas que não entrava aqui no blog e também não navegava pelo blogroll da finansfera, mas neste início de semana, sem nenhum motivo, resolvi entrar aqui. E me deparei com uma notícia muito triste: o falecimento do nosso colega Viver de Construção.

Eu mantinha contato frequente com ele por email, inclusive sabia sua identidade, sempre estávamos conversando sobre estratégias de SEO e ajudando um ao outro no crescimento dos nossos sites. Mas já tinha alguns dias que não recebia emails dele, infelizmente agora fiquei sabendo o motivo.

VdC era um cara muito bacana, sempre solicito e prestativo. Uma pessoa que veio de origem humilde mas que cresceu na vida com muito estudo e trabalho. Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mesmo morando na mesma cidade, infelizmente faltou esta oportunidade.

Neste momento, o vazio que ficou na sua família (pais, irmão, tios, esposa) deve ser enorme, não é fácil perder uma pessoa querida, aqui na blogosfera muitos sentirão sua falta, mas sempre que bater uma saudade mais forte poderemos entrar nos seus sites e ler seus posts.

É o segundo colega blogueiro que nos deixa, o primeiro foi o Investidor Matuto, na ocasião eu senti uma tristeza grande também. É estranho como criamos vínculos com pessoas que nem conhecemos pessoalmente, e quando elas se vão cedo demais a dor é real.

  
É tão estranho
os bons morrem jovens
assim parece ser
quando me lembro de você
que acabou indo embora
cedo demais.


...

vai com os anjos! vai em paz.
era assim todo dia de tarde
a descoberta da amizade
até a próxima vez.


Legião Urbana

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Onde me Encontrar...

Fala galera da finansfera!

Sei que ando meio sumido da comunidade e inclusive das postagens aqui neste blog. Estou passando por aqui hoje só para informar que estou mais presente lá no Twitter. Aproveito para fazer um convite a todos os colegas da blogosfera de finanças que ainda não estão no Twitter para aparecerem por lá. Diariamente tenho contado com os colegas Investidor Inglês, Investidor Internacional, BPM, VdD, dentre outros. Seria interessante conversar com vocês por lá. Recentemente criei um grupo da Finansfera no Facebook mas a ideia não vingou, acredito que no Twitter conseguiremos interagir mais.

https://twitter.com/uorrembife

https://twitter.com/uorrembife

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Um Impasse Mexicano?


De volta a 2013. Após algumas vitórias pontuais, a então “fervura” de processos judiciais entre Matias e Desalinho se arrefeceu, tornando-se uma mistura insossa e fria de atos processuais sem nenhum desfecho permanente.

Uma série de recursos tomou de assalto as instâncias superiores, e, assim, uma procissão, de joelhos, subiria as escadas dos tribunais brasileiros por anos, senão décadas.

Desalinho era devedora, no fim das contas, mas de apenas uma pequena fração do que lhe era cobrado. Todas as cartas estavam na mesa, e de certa forma, depois que as contas foram acertadas, ainda que provisoriamente, permaneceu inerte, aguardando o veredito final, e permaneceria  desse jeito se não fosse a derrocada econômica de Matias.

As disputas judiciais com o meu cliente acendeu o alerta dos parceiros comerciais de Matias, que começaram a desconfiar da lisura dos negócios e a obter também decisões judiciais desfavoráveis a ele. Um ciclo vicioso de derrotas, com teses e documentos sendo replicados nesses processos subsequentes, que comprovavam a má-fé e o modo de operação das trapaças de Matias e Henrique.

Matias colocou a arma na cabeça da Desalinho, contudo não poderia puxar o gatilho sem sair ileso. Isso é o que se chama de “impasse mexicano”, e que povoa os filmes americanos de faroeste.

Não tardou muito para que, enfim, Henrique entrasse em contato, flamejando para mim uma bandeira branca, numa tentativa desesperada de pôr fim ao bombardeio sofrido em todos os flancos e receber o que era devido logo. Marcamos uma reunião para o dia seguinte na casa de Matias, em vez do escritório da empresa. Essa era a única condição.

Avisei na sequência o novo representante do cliente sobre o início da tentativa de acordo, que não sabia do que se tratava. Da minha parte, era um alívio poder pensar em me livrar daquilo tudo, principalmente por causa do desinteresse que tomou conta com o passar do tempo, sem falar da baixa remuneração. Porém a história ganha um certo tom bizarro a partir daqui.


A casa de Matias é um verdadeiro palacete, e muito bem localizada em São Paulo. Havia lá empregados diversos para a manutenção da casa e a prestação de serviços domésticos, e até uma secretaria, que o auxiliava em pequenas tarefas, por exemplo, para usar o celular e preencher uma agenda, um daqueles cadernos compridos de capa preta.

A secretaria nos guiou da porta até uma sala enorme, onde o representante destacado da Desalinho e eu aguardávamos a audiência.

Na sala, um relógio enorme de madeira marcava 4:14 horas, com o pêndulo parado, todavia. Parecia alguma espécie de relíquia, que se somava a pinturas diversas na parede e a outros móveis cujo preço incluísse talvez valores históricos. Tudo disposto de maneira aleatória, como em um museu itinerante, prestes a zarpar. Não sei se mirei muito a escrivaninha, ou se isso fazia parte do guia de visita, mas a secretaria explicou, pacientemente, a história do luxuoso móvel, refeito a partir da porta da casa de alguém ilustre, que viveu há muitos séculos. De fato, depois percebi que a mesa possuía um certificado emoldurado sobre a procedência, algo mesmo de exagerada pompa para se ostentar na sala de casa.

Passados alguns minutos, finalmente os anfitriões nos receberam. Matias vestia um robe, como um desses milionários caricaturados, parecia o Sr. Burns. Nesse momento deixei escapar um sorriso, a cena era bastante cômica. Ainda bem que o sorriso provavelmente foi interpretado como sinal de cordialidade. Cumprimentei Matias e Henrique, e todos nós entramos em uma espécie de sala de reuniões improvisada com equipamentos médicos.

Matias logo propôs um acordo rápido, que favorecia ambas as partes, como um desabafo, ao mesmo tempo que tentava manter o ar de arrogância costumeiro. Henrique era lacônico, como um réu confesso. O acordo era parte da tentativa de Matias salvar o próprio legado, e quando o representante da Desalinho recusou a proposta, pôs-se a contar sobre a parte gloriosa de sua epopeia ao Brasil. Nada disso mudou o número previamente calculado por analistas e aprovado pelos escalões competentes da Desalinho.

A parte podre das histórias de Matias surgiu em um momento mais reservado, em reuniões seguintes, em que discutíamos como promover um acordo que fosse mais benéfico à Desalinho, indiferente aos apelos do, agora visivelmente, moribundo. Como a velhice estava sendo cruel a Matias. Uma dessas doenças degenerativas lhe corroía impiedosamente o corpo, a sanidade e os reflexos, à medida que o palacete era depenado e mutilado por dentro pelos credores.

Com o impasse no acordo, cada vez mais as reuniões se transformavam em confessionários. Depois de um tempo, embora injustificáveis, as paranoias, a maldade, a exploração alheia e a canalhice pareciam fazer sentido. Afinal, aquele império de outrora somente se manteve unido, em pé, por causa dessa fórmula maligna. Velho e doente, Matias não dispunha mais dos ingredientes necessários para manter tudo o que criou, tomou e reuniu intacto.

As reuniões se tornaram cada vez menos frequentes, até que Matias morreu, levando consigo a história sem furos. A notícia da morte chegou com a aceitação da proposta, por Henrique, quem enganou Matias, e cuja pena era cumprida pelo casamento com a filha do chefe, Margarida, uma pena perpétua, que abraçou voluntariamente.

Henrique, “o milionário”, recebeu muito dinheiro em nome de Matias e de sua família pelo acordo feito com a Desalinho, e continuou a viver a vida que sempre quis, dessa vez sem a sombra do sogro.

E, das prateleiras, os autos do processo foram encaminhados ao arquivo.

Dr. Honorários
Abril de 2018

sábado, 21 de abril de 2018

Viver de Blog é Possível?

Conforme falei neste post, a partir deste mês passarei a fazer o fechamento mensal em duas partes. Na primeira parte, intitulada Viver de Bolsa, apresentarei a evolução dos meus investimentos em Bolsa se Valores. Na segunda parte, intitulada Viver de Blog, apresentarei a evolução dos meus investimentos em sites. Sei que os nomes são um pouco apelativos, mas esta série "Viver De" é bem forte nos meios digitais, afinal já temos o Viver de Construção, Viver de Dividendos, Viver de Renda, Viver de Curso, Viver de Aluguel, Viver de Propina, etc...

Segundo o IBGE, a renda do trabalhador brasileiro diminui entre 2016 e 2017. De acordo com a PNAD Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios Contínua, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita caiu 14 reais. Em 2017, o brasileiro recebia, em média, 1.271 reais contra 1.285 reais em 2016. Em 2017, as pessoas que tinham algum rendimento (de todas as fontes) recebiam, em média, 2.112 reais contra 2.124 reais em 2016. Ou seja, o trabalhador médio brasileiro vive com cerca de 650 dólares mensais considerando o câmbio atual.

Este valor mensal de renda do trabalhador brasileiro é bem diferente do trabalhador americano. Nos EUA, o trabalhador recebe por mês cerca de 3.714 dólares. Metade dos trabalhadores ganha acima deste valor e a outra metade ganha abaixo. Homens recebem em média 4.099 dólares e mulheres 3.332 dólares.Veja mais detalhes sobre o salário do trabalhador americano neste link. Este valor mensal do trabalhador americano é bem próximo, por exemplo, do trabalhador japonês que recebe em média 3.250 dólares por mês. Na Alemanha, este valor é de 3.096 dólares.

salarios de trabalhadores pelo mundo

Salários dos trabalhadores no mundo. Fonte: Trading Economics

Considerando então que o trabalhador brasileiro vive em média com 650 dólares mensais e considerando também que mais de metade dos trabalhadores brasileiros recebe menos do que este valor médio, podemos concluir que metade desta população ativa poderia esta vivendo de blog. Ok, Ok, aproximação bem esdrúxula esta, não faria sentido dizer para estas pessoas: pare de trabalhar e crie um blog! Afinal, isto acabaria com a economia do país. Mas a grande questão que fica é: até que ponto vale a pena largar seu emprego de salário miserável e investir na criação de sites?

Esta é uma questão que não tem resposta única. Cada pessoa tem uma realidade de vida. Grande parte das pessoas hoje em dia seque possuem uma internet de qualidade nas suas residências. Conhecimentos mais aprofundados de informática também não são de domínio geral. De qualquer forma, digo que é algo factível, principalmente considerando que alcançar uma renda média mensal de 640 dólares com um site não é nada de outro mundo. Inclusive você pode conseguir isto sem deixar seu emprego atual, basta dedicar umas duas horas do seu dia para esta empreitada.

A partir deste, mês passo então a divulgar em detalhes minha evolução renda proveniente dos meus sites/blogs. Não divulgarei valores absolutos, mas quem já me acompanha há algum tempo sabe que recebo um valor mensal considerável com meus sites. Valor este que cresce a cada dia. Esta é a mágica: rendimentos crescentes ano a ano. Investir em um site é como investir em uma empresa, é uma atividade empreendedora, muito diferente de uma atividade assalariada. Você é dono do seu negócio, tem liberdade para criar o que quiser, e receberá 100% pelos seus esforços.

Estatísticas dos Sites

 

Em março, o Abacus Liquid registrou 1.033.496 visualizações de páginas. Um aumento de 258% em relação ao mesmo período do ano passado:

viver de blog vale a pena

Nos últimos 12 meses, o Abacus Liquid registrou 3.932.649 visualizações de páginas.

viver de blog

Em março, o Web Informado registrou 294.073 visualizações de páginas. Um aumento de 225% em relação ao mesmo período do ano passado:

viver de site

Nos últimos 12 meses, o Web Informado registrou 1.518.742 visualizações de páginas.


Somando os três blogs (Abacus Liquid, Web Informado e este blog que vos escreve), o total de visualizações de páginas em março foi de 1.339.569. Considerando os últimos 12 meses, o total de visualizações é de 5.595.391.

Viver de Renda de Blog

 

Atualmente preciso de cerca de 2 mil dólares para viver. A palavra mais adequada seria "sobreviver". Não estão incluídos neste valor gastos com viagens, troca de automóvel, e outras coisas digamos assim "supérfluas". Incluo aí contas a pagar, despesas médicas, alimentação, moradia, transporte básico, despesas com instrução bem como as despesas para manutenção dos sites. Portanto, precisaria receber mensalmente um valor médio mensal de cerca de 3 mil dólares já considerando o imposto de renda de 27% e alguma margem de segurança. Este é um valor que levarei alguns anos para atingir, mas acredito ser perfeitamente factível. No gráfico abaixo apresento a evolução dos proventos brutos dos sites em relação aos meus gastos nos últimos 12 meses.


O acumulado de proventos brutos médios em 12 meses equivale a 67,4% dos gastos médios dos últimos 12 meses. Em tese, poderia "viver de blog" caso este valor fosse de 200%. Considero uma margem de 100% acima dos gastos, suficiente para pagamento de impostos sobre rendimentos e para sobras mensais a título de reinvestimentos.