quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Reformulação do Blog


Em busca da simplicidade e eficiência da navegação dos usuários, estou inaugurando um novo layout aqui no blog. Podem me dar feedbacks de como ficou no desktop e no mobile? Grato!


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ações para Evitar na Bolsa de Valores


Qual é a ação que mais te decepcionou na Bolsa de Valores? Qual ação você comprou e se arrependeu amargamente? Pode me responder estas questões na área de comentários? Uma enquete similar foi realizada recentemente no grupo da Suno do Facebook. Veja qual foi o resultado no gráfico abaixo:


Como pode ser visto no gráfico acima, Cemig, Petrobras e Eternit são as ações que mais decepcionaram os investidores. Veja a lista completa:

CMIG 16
PETR 15
ETER 13
CESP 8
MGLU 7
MOVI 7
SAPR 7
OGXP 6
ELPL 5
EMBR 5
VLID 5
CSAN 4
BBTG 3
BSEV 3
FJTA 3
GFSA 3
HBOR 3
JBSS 3
LAME 3
MMXM 3
OIBR 3
TCSA 3
TIET 3
USIM 3
VALE 3
ABCB 2
AGEN 2
AMAR 2
BRFS 2
CARD 2
GOAU 2
LLXL 2
PDGR 2
PFRM 2
POMO 2
SHUL 2
ABEV 1
AFLT 1
AGRO 1
BBRK 1
BMEB 1
BPNM 1
BRCR 1
CCXC 1
CIEL 1
CRFB 1
DIRR 1
ENEV 1
ESTR 1
FIBR 1
GGBR 1
HRTP 1
INEP 1
JHSF 1
KROT 1
LAEP 1
LEVE 1
LIGT 1
LOGN 1
LPSB 1
ODPV 1
PPLA 1
PRFM 1
RCSL 1
RNEW 1
SLED 1
TAEE 1
TCNO 1
TPIS 1
TRPL 1
UNIP 1
VVAR 1
Saiba também quais foram as ações preferidas dos investidores lendo o post completo no site Web Informado.

http://webinformado.com.br/melhores-investimentos-na-bolsa-de-valores/

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Eternit Está Barata?!


Qual padrão comportamental leva um investidor a comprar um determinado ativo, digamos assim, ruim, e defender com unhas e dentes esta tomada de posição? Qual força mental o impele tentar justificar o injustificável para si mesmo e para os demais? Se você colega leitor já não passou por isto, tenho certeza que já viu alguns casos assim por aí...

Lendo o excelente livro de Robert Cialdini “As Armas da Persuasão - Como influenciar e não se deixar influenciar” me deparei com um capítulo “Compromisso e coerência” que veio de encontro à questão levantada acima. Neste capítulo ele pontua um estudo realizado por uma dupla de psicólogos canadenses (Knox e Inskster, 1968) que mostrou algo fascinante sobre os apostadores de corridas de cavalos: logo após fazerem suas apostas, eles estão muito mais confiantes nas chances de vitória do que antes. Claro que nada muda nas chances reais do cavalo, mas na mente desses apostadores, as perspectivas melhoram substancialmente depois de adquirido o bilhete de aposta.

Este padrão comportamental é explicado por nosso desejo de ser (e parecer) coerentes com o que já fizemos. Depois que escolhemos uma determinada opção ou tomamos uma posição, deparamos com pressões pessoais e interpessoais exigindo que nos comportemos de acordo com o compromisso. Tais pressões nos fazem reagir de forma a justificar as decisões. Simplesmente nos convencemos de que fizemos a escolha certa na busca silenciosa por um bem-estar, mesmo que falso, quanto à decisão tomada.


Tomemos como ilustração um determinado investidor que tenha feito um aporte, por exemplo, na empresa Eternit (hoje a cotação da ação chegou em 1 real - valor mais baixo da história). Não necessariamente na época em que a empresa era a queridinha dos caçadores de dividendos, talvez em uma época posterior quando a mesma já estava chafurdando na lama. Neste ponto, o investidor já considerava a empresa ‘barata’ e pactuou consigo mesmo: “bom, esta empresa já foi muito boa no passado recente, olha só como a cotação dela caiu, então agora é um bom momento de comprar, se ela já foi boa e pagou muitos dividendos então ela voltará a ser como antes, vamos pensar  positivo.” À partir do momento em que tal investidor executa a famigerada ordem de compra o mesmo está iniciando uma relação de amor e ódio com a companhia.

Se questionado por algum colega à respeito da tomada de posição ele a defenderá com unhas e dentes, procurará sempre pontuar os aspectos positivos que o levaram àquela escolha, ou seja, buscará ser (e parecer) coerente perante à sua decisão, mesmo que para isto tenha que travar diariamente batalhas mentais para sustentar tal posição e manter-se confortável com a mesma.

Para entender porque o desejo de coerência é tão latente no ser humano devemos analisar o seu oposto. A incoerência é comumente vista como um traço de personalidade indesejado. A pessoa cujas crenças, palavras e ações não condizem é vista como confusa, hipócrita, volúvel e até mentalmente doente. Por outro lado, um alto grau de coerência costuma estar associado à força pessoal e intelectual. É a base da lógica, da racionalidade, da estabilidade e da honestidade.

Na maior parte das vezes, nos sairemos melhor se a nossa abordagem dos fatos estiver acompanhada de coerência. Caso contrário, os argumentos tornam-se instáveis, dúbios e desconexos.

Compromisso como Arma de Persuasão

Fugindo um pouco do tema “investimento”, mas ainda discorrendo sobre o incrível poder da coerência em direcionar a ação humana, uma questão que o escritor Cialdini lança no seu livro é: “Como este padrão comportamental pode ser usado para influenciar pessoas?” Segundo ele, os psicólogos sociais acham que sabem a resposta: compromisso. Se consigo levar você a assumir um compromisso, que seja tomar uma posição ou expressar uma opinião, terei preparado o terreno para sua coerência automática e imponderada com aquele compromisso anterior. Bingo!


A má notícia é que os psicólogos não são os únicos a entender a ligação entre o compromisso e a coerência. As estratégias de compromisso são usadas contra nós por todo tipo de profissional da persuasão - os chamados Vendedores. Os procedimentos que visam à criação de compromissos assumem diversas formas. Alguns são mais diretos, outros mais sutis. Por exemplo, uma técnica ardilosa foi desenvolvida por solicitantes de contribuições para caridade por telefone. O solicitante (agente de persuasão) inicia a conversa indagando sobre sua saúde e bem estar. Seu intuito não é parecer cordial e atencioso, é fazer com que você responda de forma educada mas superficial “Tudo bem, obrigado!”. Depois da sua declaração fica mais fácil para o solicitante induzi-lo a ajudar aqueles que não estão bem mais ou menos assim: “Graças a Deus. Fico contente em ouvir isto porque estou ligando para perguntar se o senhor poderia fazer uma doação para ajudar as vítimas de...”.

Se o exemplo acima não lhe pareceu convincente, então veja este mais perverso ainda, tomemos o exemplo do pai que, após diversos pedidos do filho, resolve assumir o compromisso com este de que irá comprar um novo brinquedo moderno e caro que a mídia bombardeia insistentemente na época próxima ao natal.

Após assumir o compromisso com o filho, este se prepara para não tardar muito na compra devida a possibilidade de os estoquem esgotarem, mas, mesmo se planejando é surpreendido nas lojas que informam que o estoque acabou e, mesmo tentando insistentemente até o natal, recebe sempre a mesma notícia de que o brinquedo veio com pouco estoque e já acabou. Frustrado com a impossibilidade de atender o desejo do filho, este compra um outro brinquedo na mesma faixa de valor e, negocia com o filho que logo no inicio do ano comprará o tão desejado brinquedo que, volta em estoque ao final do ano.

Como o leitor pode imaginar, compromissos com filhos são difíceis ou quase impossíveis de se furar e, aqui vemos uma sorrateira prática de lojas de brinquedos para persuadir, com o princípio do compromisso e coerência, grande parte dos pais a gastar mais em seus estabelecimentos.

Apesar dos aspectos negativos em certas situações, o principio coerência-compromisso faz parte dos padrões comportamentais do ser-humano é deve ser visto como algo natural, pois, se em todas as ocasiões tivéssemos que analisar detalhadamente cada decisão pelo risco de estarmos sendo manipulados, viveríamos à beira da insanidade. Porém o perigo está nas posições exageradas, nos dogmas internos e no desejo recorrente de provarmos a nós mesmos que tomamos as decisões realmente certas.

Agora você leitor, que tem ações da Eternit, me diga por que comprou. Logo após sua resposta terei uma oferta irrecusável para você, rs.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Como Ganhar Dinheiro Alugando Ações



Atendendo ao pedido do leitor Rodrigo, irei falar hoje sobre aluguel de ações. Você irá aprender como ganhar dinheiro alugando as suas ações de longo prazo.

aluguel de ações

O aluguel de ações é uma alternativa simples para quem investe em carteiras de ações de longo prazo e deseja rentabilizar ainda mais seus investimentos. A ideia principal de um aluguel de ações é a mesma de um aluguel comum, seja de carro ou imóvel. Ou seja, quem possui, aluga mediante o pagamento de uma taxa pré-determinada em contrato. Quem necessita, procura a melhor oferta que atende a sua necessidade, mediante o depósito de uma margem de garantia na operação.

Sendo o Doador (que disponibiliza suas ações em aluguel) essa operação é destinada a investidores de longo prazo, que não pensam em vender as ações no momento. Não possui custo fixo.

Sendo o Tomador (quem aluga a ação) essa operação é utilizada por investidores que querem realizar operações de curto prazo a fim de tirar proveito com a queda do mercado, vendendo o ativo e recomprando-os mais barato. Possui o custo fixo de 0,25% sobre o volume da operação.

Aluguel de Ativos

O aluguel de ativos é uma operação através da qual os investidores proprietários dos títulos disponibilizam os mesmos para empréstimos e os investidores interessados os tomam mediante aporte de garantias.

Trata-se de uma operação segura. Os riscos de se alugar ações são mínimos, uma vez que a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) atua como reguladora da operação e, com a intermediação das Corretoras, garante os negócios.

O aluguel de ativos é um serviço da B3 que oferece as seguintes vantagens aos investidores em geral, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, inclusive instituições financeiras:

- Remuneração adicional acertada no início do contrato para o investidor que aluga seus ativos;

- Quem empresta os ativos não deixa de receber eventuais proventos (juros sobre o capital próprio e dividendos, por exemplo) concedidos pela companhia emissora mesmo que seus ativos estejam temporariamente nas mãos de terceiros;

- O tomador do aluguel garante sua necessidade temporária de ter um ativo para implantar suas estratégias de investimento.

O acesso ao serviço se dá por meio de um sistema eletrônico. Para efetivar a operação o tomador do aluguel se compromete a pagar ao doador do ativo uma taxa livremente pactuada entre as partes e o emolumento cobrado pela B3. No final do prazo acordado o tomador deve devolver os ativos alugados ao proprietário.

O aluguel de ativos torna os mercados mais líquidos, aumentando sua eficiência e flexibilidade, beneficiando investidores com estratégias de curto e longo prazo. A Bolsa atua como contraparte central e garante as operações.

Como Funciona o Aluguel de Ações

A operação de aluguel consiste na transferência de títulos da carteira do investidor (doador ou locador) para satisfazer necessidades temporárias de um investidor tomador (tomador ou locatário).

aluguel de ações

O investidor que empresta suas ações receberá o aluguel, enquanto o investidor que toma emprestado poderá utilizar estas ações para realizar vendas descobertas:

O primeiro passo para quem deseja alugar seus ativos é procurar a sua corretora ou agente de custódia. São eles que disponibilizam os ativos, sejam próprios ou de clientes que tenham expressamente autorizado o aluguel através do Termo de Adesão da B3.

Já os tomadores do aluguel atuam por meio de corretoras, sob a responsabilidade de um agente de compensação (corretoras, bancos comerciais ou múltiplos, bancos de investimento, distribuidoras e outras instituições a critério da B3).

A B3, como contraparte de todos os contratos registrados de aluguéis, só autoriza as operações depois do depósito das garantias do tomador na B3. A movimentação das garantias é de responsabilidade do participante de negociação ou agente de compensação, no caso de cliente qualificado.

Os ativos aceitos pela B3 como garantia são definidos e revisados periodicamente (alguns exemplos: moeda corrente nacional, títulos públicos, privados e negociados em mercados internacionais, ações pertencentes à carteira do Índice Bovespa e outros). Consulte a relação de ativos e os limites máximos aceitos para cada tipo de garantia.

Assim como as operações de aluguel registradas, as garantias depositadas são segregadas por investidor final e suas posições são atualizadas em tempo real. O total exigido de garantias para uma operação de aluguel é de 100% do valor dos ativos mais um intervalo de margem específico para cada ativo.

O intervalo de margem representa a oscilação possível do preço desse ativo em dois dias úteis consecutivos. Essa relação é revisada regularmente e pode ser consultada na seção de Administração de Risco. As garantias depositadas na B3 permanecem em nome do investidor final, não sendo incorporadas ou vinculadas ao patrimônio da B3.

Ao custo do tomador são adicionados os emolumentos da B3. O doador recebe a remuneração pelo aluguel já deduzida do imposto de renda (cobrado nas mesmas bases das operações de renda fixa.

FAQ

1 - Como posso obter informações sobre as taxas praticadas pelo mercado e quais são os ativos mais negociados nas operações de aluguel?

A B3 disponibiliza informações e consultas diariamente:

- Posições em Aberto: mostra o estoque total de ativos transacionados, permitindo aos usuários acompanhar a evolução diária das ofertas disponibilizadas por ativo, e fazer consultas retroativas.

- Aluguéis registrados: traz o somatório das operações de cada um dos ativos nos últimos três dias. É um importante recurso para os investidores acompanharem e identificarem tendências do mercado. São apresentados dados sobre número de contratos, quantidade de ativos, volume financeiro alugado e as taxas médias (anualizadas) recebidas pelos doadores e as pagas pelos tomadores (note que as taxas dos tomadores são maiores pois incluem também a comissão que pagam para as corretoras)

2 - Existe taxa fixa para remuneração do doador?

Não. As taxas são livremente pactuadas entre as partes. O sistema BTC acompanha as taxas registradas e pode excluir aquelas que apresentem variações significativas em relação às taxas normalmente praticadas no mercado para um determinado período ou ativo.

3 - No caso de aluguel de ação com direito a voto, quem passa a deter o direito?

Durante a vigência do aluguel, é o tomador — caso o mesmo não tenha vendido a vista as ações objeto do aluguel — que passa a deter o direito de participação em assembleia e voto. É importante observar que no registro das operações de aluguel as ações são transferidas para a titularidade do tomador, ou seja, pertencem ao tomador até final do processo.

4 - O doador corre o risco de não receber os ativos de volta no vencimento?

- Recálculo diário das necessidades de garantia e quando necessário exige que o tomador as deposite na B3 (chamada de garantias).

- Execução de garantias do tomador, quando necessário.

- Emissão de uma ordem de compra para que os ativos devidos ao doador sejam comprados no mercado.

- Aplicação de multa de 0.2% ao dia no caso de atraso na entrega.

Adicionalmente, o tomador será responsável por remunerar o doador com o dobro da taxa originalmente contratada, até a data da efetiva devolução dos ativos.

5 - Quais são os custos das operações de aluguel de ativos?

O tomador deve pagar a remuneração devida ao doador, a comissão da corretora e a taxa de registro da B3 (0,25% a.a.) sendo o mínimo de R$10,00. No caso de aluguéis compulsórios, fechados automaticamente pelo sistema BTC para o tratamento de falhas do mercado a vista, a taxa de registro da B3 será de 0,50% a.a. e não há mínimo.

A B3 não cobra tarifa do doador (aquele que aluga seus ativos), mas as corretoras podem cobrar taxas do mesmo, dependendo da política de tarifação de cada instituição. Consulte sua corretora.

6 - As operações de aluguel são tributáveis?

Para o doador há incidência de imposto de renda na fonte sobre o rendimento da operação de aluguel, tratada como uma operação de renda fixa. As alíquotas aplicadas são:

Investidor residente (Pessoa física e jurídica) e Investidor Paraíso Fiscal:

Até 180 dias - 22,5%
De 181 a 360 dias - 20%
De 361 a 720 dias - 17,5%
Acima de 720 dias - 15%

Investidor estrangeiro - 15%

Instituição financeira – isento

Para o tomador, o custo da operação de aluguel pode ser incorporado ao custo da operação subsequente.

7 - Quando o doador recebe a remuneração paga pelo tomador? Qual é a base de cálculo?

A data em que os rendimentos deverão ser debitados do tomador e creditados ao doador é fixada no fechamento da operação de aluguel. Lembre-se: só existe prazo mínimo de um dia para as operações, outros períodos podem ser fixados livremente entre as partes (mais de um dia, semanal, mensal etc.). A base de cálculo do rendimento também é estabelecida no registro da operação, podendo ser a cotação média do dia anterior ao registro da operação de aluguel ou a cotação média do dia anterior do vencimento da operação.

8 - As operações de aluguel não deprimem as cotações dos ativos no mercado a vista?

Esta questão requer que alguns pontos sejam analisados:

O mercado necessita de instrumentos que equilibrem as forças responsáveis pela justa formação de preço (mecanismo de arbitragem).

São fixados limites máximos de posição por investidor, por intermediário e para todo o mercado, de forma a evitar a concentração de posição.

São submetidas a leilão todas as operações a vista registradas na B3, cuja quantidade seja considerada atípica em relação à quantidade média negociada no mercado ou que representem parcela significativa do capital da empresa.

O estoque das operações de aluguel em aberto é divulgado diariamente no site da B3.

As ações mais líquidas negociadas na Bolsa também são negociadas em mercado internacional principalmente através dos programas de American Depositary Receipts (ADRs: certificados emitidos e negociados no mercado de capitais dos EUA, com lastro em ações de uma empresa não norte-americana). Essa negociação em diferentes mercados tende a corrigir desequilíbrios nos preços.

No vencimento, o tomador deverá atuar no mercado a vista comprando ativos que serão devolvidos ao doador, empregando desta forma a força inversa à realizada no momento da venda dos ativos alugados.

9 - O doador pode solicitar a devolução de seus ativos antes do vencimento das operações de aluguel?

Só se no momento de inserir a oferta o doador tiver optado pela possibilidade de solicitar os ativos antes do vencimento acordado. Nestes casos o tomador terá um prazo de três dias úteis após a data da solicitação (D+4) feita pelo doador para realizar a devolução dos ativos objeto do contrato de aluguel.

10 - É possível renovar um contrato de aluguel?

No fechamento das operações de aluguel existe a opção de renovação do contrato. Apenas os contratos deste tipo são passíveis de renovação, que poderá ser solicitada tanto pelo tomador quanto pelo doador. Para que os contratos de aluguel sejam renovados é necessária a manifestação da contraparte do solicitante, que poderá rejeitar ou aprovar.

11 - O doador tem direito aos proventos emitidos pela companhia?

Formalmente, no aluguel o doador deixa de ser o titular dos ativos e não recebe o provento da companhia. No entanto, o sistema BTC se encarrega de reembolsar o doador na mesma data e no mesmo montante, como se os ativos ainda estivessem custodiados em seu nome. Isso é, faz um crédito financeiro correspondente ao provento já ajustado às suas condições fiscais na data estipulada pela companhia emissora. Por outro lado, o sistema BTC debita o tomador nas mesmas bases (montante financeiro e data). Note que os valores distribuídos pela companhia emissora reembolsados ao doador são considerados restituição do valor alugado originalmente, e não rendimento, portanto não são tributados.

No caso de um provento em ativos (bonificação, grupamento etc.), o investidor doador recebe os ativos-objeto do aluguel com as quantidades ajustadas.

Se houver opção de subscrição no período de aluguel, o sistema BTC garante ao doador a possibilidade de subscrever as ações a que tem direito sob as mesmas condições que teria caso estivesse com as ações em custódia (valores financeiros e datas). É importante ressaltar que durante o aluguel, pelo fato do doador deixar de ser acionista formal da companhia, os direitos de subscrição não serão gerados em sua conta de custódia.

Caberá ao tomador optar em devolver os direitos ou recibos de subscrição ou ações correspondentes à subscrição. No caso do recibo de subscrição ou novas ações o doador arcará com os custos relativos à subscrição. O acompanhamento do processo de subscrição via sistema BTC é realizado por sua equipe de monitoração juntamente com a equipe da corretora ou agente de custódia responsável pelas operações de aluguel de ações do investidor.

12 - Quais são as modalidades de aluguel de ações?

Existem 3 tipos:

Reversível ao Tomador

É o mais conhecido e permite que o tomador encerre o contrato a qualquer momento, tendo de pagar somente a taxa de aluguel, proporcional ao tempo utilizado, e as taxas da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Reversível ao Doador

O doador também pode encerrar o contrato a qualquer momento e o tomador tem 4 dias a contar da solicitação para devolver as ações. Ou seja, encerrar a posição vendida ou procurar um novo doador no mercado de títulos.

Vencimento Fixo

O tomador e o doador permanecem com o contrato vigente durante o período pré-estabelecido, e deve-se pagar a taxa de aluguel do período e as taxas da CBLC definidas previamente.

13 - Quais são as vantagens do aluguel de ações?

Vantagens para o doador

- O doador é remunerado pela cessão do papel
- Recebe juros e dividendos mesmo com as ações alugadas
- É uma a negociação de baixo risco para o doador, pois a operação é garantida pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) que atua como contraparte no processo
- Possibilidade de maior rentabilidade da carteira sem que o doador tenha que se desfazer das ações

Vantagens para o tomador

- Possibilidade de ganhar com a oscilação do mercado
- Fazer operações no mercado com tendência de baixa
- Fazer operações na expectativa de queda dos preços
- Usar as ações como garantia nas opções de compra

Meu Operacional de Aluguel de Ações

Como explicado acima, o investidor poderá realizar operações de doação de ações ou operações de tomada de ações. Irei explicar neste post qual é o meu operacional para realizar as operações de doação de ações. Não poderei detalhar o operacional de empréstimos de ações pois não trabalho com swing trade de ações na ponta vendida. Como pode ser visto na tabela de proventos abaixo, o percentual mensal de aluguéis recebidos sobre o capital alocado em ações é de 0,03%.

como alugar acoes

Para um investidor que possui um milhão de reais investidos em ações e considerando um retorno médio mensal de 0,03%, o obtido em operações de aluguel como doador seria algo em torno de 300 reais mensais em média. Um bom dinheiro não é mesmo? Já paga o cineminha do mês.

Religiosamente, toda segunda-feira, realizo uma verificação do da carteira livre através do canal eletrônico do investidor no site da B3.

aluguel de ações

As ações livres deverão então ser ofertadas para aluguel. Tenho ações em três corretoras diferentes e em cada uma delas o procedimento de doação é diferente. A corretora que oferece a melhor ferramenta de doação é a Rico. A figura abaixo apresenta a janela de oferta.

aluguel de ações

Para definir a taxa de aluguel eu consulto as ofertas já registradas como mostrado na figura abaixo:

aluguel de ações

Geralmente coloco uma oferta inferior à menor oferta. Na figura acima a menor oferta é de 0,2% para o papel OGXP3, então eu definiria uma taxa de 0,15% por exemplo. A desvantagem da corretora Rico é que um percentual adicional é lançado sobre a taxa definida. Já as corretoras Mirae e MyCap não lançam taxa adicional.

Se o investidor não possui um Home Broker que possibilita visualizar as taxas vigentes, poderá então consultar no site BTC ou então consultar o site Dados da Bolsa como mostrado na figura a seguir...

aluguel de ações

A figura a seguir apresenta ofertas de aluguel já lançadas...

aluguel de ações

O investidor poderá acompanhar os contratos em andamento através do canal do investidor como mostrado na figura abaixo...

aluguel de ações

Na corretora Mirae o processo de oferta não é realizado através do HB e sim através do site da corretora. A figura abaixo apresenta a interface...

aluguel de ações

A corretora MyCap não disponibiliza canal de oferta no HB e nem no site, o investidor precisa enviar um e-mail para o atendimento especificando os dados da oferta de aluguel.

Aconselho ao investidor de B&H alugar sua ações periodicamente pois é mais uma forma de rentabilizar a carteira. Por preguiça o investidor poderá não realizar este procedimento considerando o baixo retorno. Mas penso que qualquer centavo que entra na conta já é muito bom, no final do ano o montante será considerável.

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

No vídeo abaixo, Tiago Reis, fundador da Suno Research, conversa com Carlos Calsavara, especialista em BTC, sobre aluguel de ações.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Melhores Ações da Bolsa (com ou sem crise)


Estudo da Credit Suisse Hedging Griffo mostra quais são as melhores e piores opções na bolsa, com ou sem crise:

 
1 - Oligopólios: Empresas que possuem uma participação relevante nos segmentos em que atuam. Não por acaso, a capacidade de influenciar nos preços de mercado e a possibilidade de impor barreiras fortes à entrada de novos concorrentes são um bom negócio.

2 - Empresas de Qualidade: Termo difícil de definir, qualidade, na pesquisa da Credit Suisse Hedging Griffo, é a capacidade de uma empresa de oferecer uma rentabilidade de investimentos consistentemente superior a seu custo de capital. Empresas assim reconhecidas são as queridinhas do mercado, e suas ações são muito valorizadas. O interessante é a confirmação de que, mesmo sendo papéis caros, eles costumam ter um desempenho muito bom.

3 - Estatais: Não fizeram uma figura tão ruim quanto as pré-operacionais e as pechinchas. Cabe aqui um alerta de que essa é uma média simples, ou seja, empresas menores são comparadas com Petrobras e Banco do Brasil, alguns dos papéis mais negociados do mercado.

4 - Empresas “Deep Value”: Nome bonito para as pechinchas de mercado. São ações negociadas a preços inferiores ao valor patrimonial.

5 - Empresas Turnaround: Vendidas pelos consultores como uma panaceia, as reestruturações não têm agregado valor aos acionistas.

6 - Empresas “Dream Cap”. Sãos as empresas pré-operacionais. Independentemente da qualidade da empresa, estabelecer um preço justo para as ações é difícil, o que amplia os riscos.

Convido o leitor atento a listar as principais representantes de cada grupo.