quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Efeito Manada - Mercado Irracional


Já é conhecido no mercado o comportamento que observamos quando um ativo começa cair em queda livre. As grandes quedas são sempre mais fulminantes do que as grandes altas. Por fatores psicológicos já estudados antes, quando temos um grande movimento de vendas em um papel o preço deste tende a cair rapidamente, de forma quase irracional. O mesmo não se observa nas grandes altas, com algumas poucas exceções como as observadas recentemente (LUPA3 e OGXP3).

Observemos a última grande queda da ETER3 no gráfico abaixo:


Veja que até o dia 15/08 os vendedores e compradores estavam satisfeitos em negociar o papel em torno dos 9.60. Pela análise técnica clássica um movimento forte de alta ou queda poderia ocorrer nos próximos dias já que as bandas de bollinger vinham se estreitando. A média de período mais curto (linha verde) já tinha cruzado a média de período intermediário (linha vermelha) para baixo reforçando uma fraqueza do ativo. Então foi divulgada uma notícia negativa na imprensa, se não me falhe a memória que a Eternit teria que pagar um indenização bilionária (fato este que nem se concretizou semanas depois) e os vendedores entraram em polvorosa. Foram então 4 dias de queda livre do papel, queda de mais de 20% em relação ao último topo.

Durante uma queda como esta podemos observar vários tipos de comportamentos: as sardinhas vendendo porque leram a notícia triste no jornal, o traders profissionais alugando o papel e entrando na ponta vendida, grandes fundos aproveitando o momento para entrar ou para sair da posição, etc. O fato é que cria-se um efeito manada e o mercado torna-se irracional. Digo irracional porque nada mudou nos fundamentos da empresa, uma simples notícia foi suficiente para desencadear uma explosão dos preços para baixo.

Então o que ocorre no dia 22/08? O papel atinge o valor de 7.80 e não há mais compradores abaixo disto. Os vendedores começam a desmontar duas posições vendidas para realizar lucros. Um cardume de sardinhas começa a aparecer para comprar o papel 'barato'. Grandes fundos aproveitam a pechincha para montar posição em uma boa empresa que está descontada no mercado, e por aí vai... O fato é que o preço começa a subir e hoje já estamos negociando a 9.60 novamente.

Vamos agora à análise de um caso atual (STBP11):


Comparem o gráfico acima com o gráfico da Eternit no período da grande queda. A seta amarela indica o ponto de fraqueza do papel. A seta vermelha indica o momento da notícia negativa (resultado trimestral abaixo do esperado). E a seta azul indica o dia de hoje.

Não vou dizer que a STBP11 irá realizar um movimento parecido com o da ETER3. Primeiro porque AT não prevê o futuro, e sim apresenta uma probabilidade de algo acontecer. Segundo porque a natureza das notícias negativas são distintas.

O fato é que estamos presenciando mais um efeito manada do mercado e isto é indiscutível. Em movimentos como este o investidor pode tomar duas atitudes: ficar de longe observando a dança das cadeiras para ver quem vai ficar por último, ou entrar no meio da confusão para tentar segura a famosa faca que cai.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

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Abertura da Temporada de Balanços (3T2013)


Para não perder o posto de primeirona, a Localiza fez questão mais uma vez de ser a primeira a divulgar o balanço de trimestre. Os números vieram muito bons conforme resumo abaixo:

O lucro líquido consolidado da Localiza (BOV:RENT3) no terceiro trimestre de 2013 foi 43% maior do que o registrado no mesmo período de 2012, em virtude do aumento de volume de venda e de preço médio de veículos usados. Para a alegria ainda maior de seus acionistas, a empresa irá pagar, em novembro, juros sobre capital próprio no valor de R$0,069967873 por ação.

Também nos seminovos, o aumento nas vendas foi de 19,5% mais que no mesmo período de 2012, e atingiu 18.039 carros para renovação da frota. Segundo o diretor financeiro da Localiza, Roberto Mendes, a empresa aproveitou o aumento de preço dos novos para vender mais sem abrir mão do valor médio, que também subiu.

A divisão de locação, explica o diretor, é afetada pelo crescimento econômico e o nível de investimentos em infraestrutura abaixo do esperado. A receita liquida com aluguel de carros cresceu 6,8%.

Hoje nossa querida BRMalls divulgou sua prévia operacional. Já é de praxe dela divulgar esta prévia nos primeiros dias da temporada de balanços (não sei porque não divulga logo o resultado completo, é estratégia de suspense? rs). O mercado gostou do que viu e o preço do ativo disparou. Segue o resumo da prévia:

O terceiro trimestre deste ano rendeu à BR Malls (BRML3) R$ 5,2 bilhões em vendas totais das lojas em seus shoppings, informou hoje em prévia operacional. Em relação ao mesmo período de 2012, o crescimento foi de 11,5%, e no acumulado dos nove meses de 2013 a alta foi de 11,8%, alcançando R$ 14,9 bilhões.

O patamar de vendas em “mesmas lojas” – lojas inauguradas há no mínimo 12 anos – subiu 8,1%, se tornando a maior alta do indicador em seis trimestres. O segmento de lazer foi o que mais cresceu no trimestre em “mesmas lojas”, com aumento de 13,1%. Em seguida, aparecem os crescimentos das lojas satélite (7,7%); âncoras (7,3%); e megalojas (7,1%).

O nível de aluguel recebido pela BR Malls subiu 9,3% nos três meses, afirmou a companhia, quando levado em conta também o conceito “mesmas lojas”. Houve leve aumento de 0,3 ponto percentual em um ano e de 1 ponto ante o segundo trimestre.

Por outro lado, informou a maior empresa de shoppings centers do país, a taxa de ocupação continua caindo: 97,6% no último trimestre, 97,7% há três meses e 97,9% de junho até setembro de 2012.

Fonte: http://br.advfn.com/noticias/ADVNEWS/
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domingo, 13 de outubro de 2013

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Megafazendas


Agronegócio

O Agronegócio no Brasil tem uma expressiva participação na economia do país e representou aproximadamente 22,15% do PIB em 2012. Nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos cresceu 37% e produção, mais de 176%. Atualmente o país ocupa notável posição mundial na produção agroindustrial.
- 1º produtor mundial de café, açúcar e laranja.
- 1º exportador mundial de carne bovina e de aves.
- 1º produtor de cana e açúcar e líder na exportação de açúcar e etanol.
- 2º produtor mundial de soja.

O Brasil é um país com vocação natural para o agronegócio devido às suas características e diversidades. Com seus 8,5 milhões de km o Brasil é o país mais extenso da América do Sul e o quinto do mundo com potencial de expansão de sua capacidade agrícola sem necessidade de agredir o meio ambiente.

O aumento da população e a consequente demanda por alimentos são fatores que contribuem para que o Brasil se consolide como líder mundial no agronegócio e seja conhecido como “celeiro do mundo”.

Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicam perspectivas positivas para o setor nos próximos dez anos. Além da ampliação das lavouras e do crescimento da produção de grãos, é destaque o aumento da produção de carnes – bovina, suína e aves.

Segundo o relatório Projeções do Agronegócio - Brasil 2012/23 a 2022/23, o setor deverá crescer 35% no período. De acordo com o estudo, o responsável pela expansão será o crescimento do consumo, sobretudo interno.


Pelas previsões, em relação aos números deste ano, mais 9,3 milhões de toneladas de carnes serão produzidas no país em dez anos, com o total passando de 26,5 milhões de toneladas para 35,8 milhões de toneladas. Quanto ao consumo de carnes, o relatório projeta aumento de 3,6% ao ano, no período 2013-2023.

As carnes fazem parte de uma cesta mais diversificada, que começa a se formar com o aumento de renda das populações, tanto da população mundial quanto da população local. O produto está diretamente relacionado ao aumento da renda.

O relatório vê possibilidade de crescimento nos demais setores do agronegócio: a produção de grãos deverá passar de 184,2 milhões de toneladas em 2012/13 para 222,3 milhões em 2023, com potencial de produção que pode chegar a 274,8 milhões de toneladas. Isso significa um acréscimo à oferta entre 20,7% e 49,2% na próxima década.


A área plantada de grãos deverá expandir-se entre 8,2% e 30,3%, passando de 53 milhões de hectares em 2013 para 57,3 milhões de hectares em 2023. De acordo com o relatório, no limite extremo, a área plantada iria para 69 milhões de hectares. Já a área total plantada com lavouras deverá passar de 67 milhões de hectares em 2013 para 75,5 milhões em 2023. A expansão está concentrada no crescimento da soja, 6,71 milhões de hectares, e de cana-de-açúcar, 2,2 milhões. O milho também deve ter expansão de área de por volta de 1 milhão de hectare.

Megafazendas

Um novo conceito no agronegócio nacional e mundial está sendo cada vez mais estudado e explorado, são as chamadas 'Megafazendas', ou seja, grupos empresariais formados por fundos, investidores ou grandes produtores com metas ambiciosas de exploração de terras para a agricultura.   


Estes grupos geralmente tem ações negociadas em Bolsa, controle difuso, gestão profissionalizada e planejamento estratégico. Por oferecer mais garantias aos credores, possui também acesso maior a recursos financeiros do que as fazendas tradicionais, permitindo-a investir em estudos hidrológicos, de análise de solo e no desenvolvimento de pessoas.

O maior benefício, porém, é o da escala pois, para formar uma boa margem, é preciso comprar bem os insumos e vender bem a commodity. Em outras palavras, com maior poder de barganha se faz melhor as duas coisas.

A onda de investimentos ganhou força a partir de 2000, com a alta das commodities, principalmente na nova fronteira agrícola brasileira, área conhecida como Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), onde o plantio de soja cresceu mais de 100% na última década.

Além do lucro na operação, as empresas ganham com a valorização da terra. Segundo a Informa Economics FNP, o preço da terra de alta produtividade em Uruçuí (PI), uma das principais áreas do Mapitoba, subiu 256% de 2003 a 2013.

Por serem maiores, as novas empresas do agronegócio conseguem negociar melhor o valor do aluguel das terras, além de obter a preferência dos proprietários por apresentarem menor risco.

Análise

No quadro abaixo listo os três principais grupos que possuem ações negociadas na bolsa. Ao se analisar os múltiplos vemos que o grupo SLC Agrícola se destaca entre os três. A BrasilAgro também apresenta bons números considerando que a empresa está em pleno processo de estruturação e crescimento. Já a Vanguarda Agro é um grupo que, apesar dos números negativos, deve ser colocado no holofote nos próximos anos.


Este mês realizei um pequeno aporte na AGRO3 e devo manter aportes mensais fixos neste grupo nos próximos meses. Além das perspectivas de crescimento considero que o preço do papel está bem descontado e inclusive abaixo do valor patrimonial da empresa. Pretendo também realizar 3 compras com valores mais elevados no papel SLCE3 na carteira de crescimento, no momento só aguardando uma diminuição no preço dos papéis que subiram muito nos últimos meses.

Fontes:
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

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Governo Infla a Bolha Imobiliária Mais Uma Vez (Repassando...)


Excelente reportagem do nosso amigo Rafael Seabra do Quero Ficar Rico. Vale à pena ler e tirar suas próprias conclusões. Daqui uns tempos as atenções de todos os investidores brasileiros será desviada das empresas X e passará a ser esta tal de bolha imobiliária. Muitos acreditam que ela existe, outros não, eu torço muito para que esta especulação se concretize e um dia tudo desabe para que eu possa comprar minha casa.
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

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Sangue Negro


Poucos dias atrás assisti em DVD ao filme Sangue Negro (There Will Be Blood) estreado por Daniel Day-Lewis e dirigido por  Paul Thomas Anderson. Este filme levou o oscar de melhor ator para o Daneil Day-Lewis que atuou de forma primorosa, como sempre, e ainda levou o oscar de melhor fotografia.


O filme é baseado no livro Petróleo! (Oil) publicado em 1927 por Upton Sinclair. A estória começa  na virada do século XIX para o século XX na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um trabalhador de minas de prata derrotado. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel resolve se mudar para lá e logo o seu primeiro poço de petróleo começa a jorrar. Outros poços são abertos logo em seguida o que lhes traz muita riqueza mas também uma série de conflitos com os habitantes da cidadezinha e com pessoas de fora da cidade que também estão interessados no petróleo.

Enfim, pode ser considerado um ótimo filme sobre empreendorismo e relações conflituosas em torno de dinheiro e sucesso, para quem ainda não viu fica a dica.

Não sei se nosso descobridor de poços mais falado do momento viu o filme, se viu deve ter ficado ainda mais inspirado nas suas peripécias, o fato é que a história real ainda não acabou, e como acabará ninguém sabe.

Fiquei observando por um tempo, de longe, todo este reboliço. E quem observa muito acaba entrando na história de gaiato. Não pretendo permanecer muito tempo nesta festa, amanhã mesmo já começo a sair de fininho. Se tem uma coisa que não gosto é comprar apenas usando análise técnica, quando tenho a análise fundamentalista apoiando me sinto muito mais seguro, o que não ocorre neste caso. Então porque entrei? Sexto sentido? Feeling? Jogatina? Aposta? Dificuldade em ver dinheiro parado na corretora? Acho que um misto de tudo isto, ninguém explica.


Pontos de entrada: 0.30, 0.24 e 0.20.
Pontos de saída: >= 0.25, >= 0.31, >=???

Capital: 5.760,00 (2% do capital total)
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