sábado, 28 de dezembro de 2019

O Google me Deu um Carro Novo

Foi um bom ano. Apesar de um grande revés que tive nos sites abacusliquid e webinformado, deu para faturar um bom valor com os sites. Recebi com monetização dos sites em 2019 o valor de R$ 145.247,89 (brutos). Os três últimos meses foram os melhores, com a Black Friday e o Natal o CPC aumenta muito. Contudo, agora teremos queda de faturamento, os meses de janeiro e fevereiro são fracos.


Em 2018 o faturamento foi de 102.439, portanto tive um aumento de cerca de 43% em 2019. Não foi fácil alcançar este resultado. Em 2019 ocorreram uma série de updates nos algoritmos de busca do Google, o que fez o tráfego dos sites abacusliquid e webinformado despencarem. Até então estes eram meus sites com maior fluxo. Minha sorte é que tinha colocado no ar mais 3 sites, e um deles performou muito bem este ano. Até quando vai continuar bem não sei, na internet nada é eterno. Confira no gráfico abaixo a drástica queda de tráfego na site abacusliquid.


Respondendo dúvidas dos leitores

 

recomenda alguma bibliografia ou curso sobre como ganhar dinheiro na internet com publicidade?

Não recomendo pois nunca fiz, mas sugiro ver todos os vídeos destes canais:
https://www.youtube.com/channel/UCk_803JFTku1ycwoAwF3xfg
https://www.youtube.com/channel/UCIrRa4r-pyyPJNPDKUzsm8w
https://www.youtube.com/channel/UCWnPYXKHjlV3tvQM7iKgGaA
https://www.youtube.com/channel/UCvAjEWE6MmvzF6GkgdDzy-w
https://www.youtube.com/channel/UCg3u9ZpO0-r0LoZ_mtFaHiw
https://www.youtube.com/channel/UCDF1GCRYvZ0QLpB1gJmTzdg
https://www.youtube.com/channel/UCYouY3ew4tUTny2bTlKyTeg
https://www.youtube.com/channel/UCGVU93Bc4tbTj1Cu7ngb8AA


Fala Uo, tenho conseguido alguma renda extra na internet desde o inicio do ano(alguns meses ela superou a principal, mas se Deus quiser ano que vem inicio com um boom na principal). Eu te pergunto, como achar um nicho para ganhar com o Adsense igual você anda ganhando? Abraços meu mano!

Achar um nicho é igual procurar agulha no palheiro. Sinceramente nem sei se existem nichos hoje em dia, está tudo dominado. O jeito é ir experimentando.

Quantos sites para tirar isso tudo e qual o valor por hora que consegue? Estas métricas sao mais importantes do que o valor final. Se dedica 60 horas/semana ou 5 horas por semana é totalmente diferente. - Roberto

5 sites. Trabalho em média 3 horas por dia nos sites.


Obrigado pelo post D'uó, estou atras de uma renda extra na internet também. Você já divulgou em algum momento quais são seus sites?

Estão todos no meu blogroll.


Eu não consigo nem chegar aos US$100,00 kkk Essa renda de Adsense é com o Abacus e o Web Informado?

Como disse no post, até março quando começaram ocorrer os updates do Google o grosso da renda vinha do Abacus e do Web Informado, mas isto mudou e deve continuar mudanco, a internet é muito dinâmica.


Amigo, qual o layout desse seu site?
Ele influencia nos ganhos?
Quantos sites vc tem??

Layout influencia sim.  O site que fatura mais usa o layout Architect Lite.


Excelente 2020 a todos!

sábado, 14 de dezembro de 2019

Quais Ações Comprar?

Fala Finansfera!
Tudo bem com vocês?

Acredito que sim. Nós que estamos aqui nesta labuta diária de investimentos na bolsa de valores brasileira nunca vivemos um momento como este. Acredito que nos últimos dias novos milionários tenham surgido na blogosfera de finanças. Sinceramente nunca vi tanta valorização no HB, e olha que estou nesta luta desde maio de 2008.

Mas não estou muito animado não, quanto mais a bolsa sobe menos margem de segurança vejo na compra dos ativos. O Stock Picking está cada vez mais difícil. Sobrou pouca coisa para comprar.

Eu tenho um radar de ações lá no Abacus onde monitoro as ações que mais gosto na bolsa. E neste radar as ações que ainda animo comprar são BRKM5, MDIA3, ODPV3, SLCE3, TUPY3 e LEVE3.


E vocês caros colegas, quais ações estão comprando na bolsa de valores?

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ame da Americanas Não Funcionou na Black Friday!

Chegou o grande dia do ano! A Black Friday está aí. Você é um consumidor nato? Então hoje é seu dia, vá às compras!

Eu não sou muito de comprar, mas este ano de 2019 foi o que mais comprei na vida. Nunca gastei tanto. E a maior parte das minhas compras neste ano foi nas Americanas.com usando o Ame. Mas hoje ele não funcionou, tive que comprar pelas vias normais e perdi 130 reais de cash back. Mesmo assim valeu esperar a Black Friday.


Um dos produtos da minha lista ficou esgotado e não pude comprar. Outro subiu de preço e resolvi esperar outra oportunidade. Dois produtos mantiveram o preço mas comprei assim mesmo. Os demais caíram de valor e comprei.

Na Black Friday do ano passado comprei pouca coisa (relembre aqui), mas nesta gastei mais de 3 mil reais. Nada muito exorbitante, mas bem acima do ticket médio estimado em R$ 626 para a Black Friday deste ano.

Para 2019, espera-se um aumento de 15% em compras quando comparado ao mesmo período do ano passado, podendo chegar a 4,91 milhões de pedidos.

E você, o que está comprando aí neste momento? Não perca tempo. Sou acionista da LAME3, VVAR3 e MGLU3, meus dividendos agradecem, rs.

domingo, 3 de novembro de 2019

Renda Extra na Internet: Quais Opções eu Uso?

A internet é sem dúvida uma maravilha, a maior invenção dos últimos tempos depois da roda. É a verdadeira "mão na roda" com o perdão do trocadilho. O que muitos não sabem é que a internet é uma tremenda fonte de renda extra e, para alguns, a própria renda principal. Se você usa a internet só para diversão, pode ser que esteja perdendo tempo. Veja, os números são alarmantes...


Neste mês de outubro atingi uma marca que vinha buscando há tempos: atingir uma renda extra média mensal de 15 mil reais. Veja na planilha abaixo a evolução:


Mas o que considero renda extra? Toda renda que não seja proveniente da minha empresa nem dos meus investimentos. A renda da minha empresa eu considero renda principal e a renda dos investimentos (dividendos, JSCP e distribuições de FIIs) eu chamo de renda postergada. Não chamo de renda passiva (relembre aqui meu conceito) pois é uma renda ativa resultado de uma troca intertemporal.

Escolha Intertemporal ou Troca Intertemporal é o estudo que avalia as escolhas de cada indivíduo e como elas podem afetar outros momentos da sua vida. São decisões entre qual será o melhor momento para se antecipar um beneficio que trará um custo futuro ou pagar o custo pra desfrutar da recompensa posteriormente. São trocas entre o presente e o futuro, o que e quando fazer em vários pontos no tempo optando entro o custo e benefício. Essas decisões estão ligadas a todas as aéreas de vida dos seres humanos, profissional, financeira, emocional, espiritual, física e assim por diante. 

Há uma infinidade de possibilidades de se obter renda extra na internet. Eu optei por duas: publicidade em sites e operações com derivativos no mercado financeiro. Os mais puristas vão dizer que "trading" não é renda extra na internet. Mas se estou usando a internet para ganhar dinheiro sem sair de casa então é renda de internet, oras. Apesar de ser a minha menor renda hoje, é a que mais tenho prazer em fazer.

Próximo nível? Atingir uma renda mensal média nos sites de 15 mil reais (hoje está em 10.532) e uma renda mensal média nos trades de 10 mil reais (hoje está em 5.203).

E você, qual renda extra está buscando? Conte aí na área de comentários. Se ainda não tem renda extra, lembre-se que "quem tem apenas um não tem nenhum".

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Como Aumentar o Salário?

Você está satisfeito com seu salário? Não precisa responder, já sei que você não está satisfeito com seu salário. Mas ninguém está mesmo, nada de errado, ninguém deve estar satisfeito com seu salário, você deve querer mais, sempre mais. Mas como aumentar o meu salário? A pergunta não deveria ser esta, deveria ser algo do tipo: "Como ter uma renda ativa além do meu salário?", "Como não precisar do meu salário?", "Como conseguir monetizar ao máximo minha força de trabalho?"


Apenas para fazer um preâmbulo a este post, tenho que mostrar a diferença entre satisfação e gratidão. Iniciei o artigo dizendo que você não deve estar satisfeito com o seu salário, mas deve estar grato pelo seu salário. Satisfação e gratidão são coisas diferentes. A gratidão é um sentimento poderoso e você deve praticar isto. As vidas das pessoas costumam ser medíocres por pura falta de gratidão. Você deve ser grato a tudo: a você mesmo, às pessoas, à natureza, à vida como um todo.

A cada dia você deve olhar para trás e agradecer o que conquistou e o que ganhou. Deve olhar para o lado e fazer a mesma coisa. A gratidão é um sentimento genuíno, fundamental, engrandecedor. Portanto, seja grato sempre!

Mas voltando ao tema do salário, você já parou para pensar a respeito do seu "valuation"? Sei que já parou para analisar o valuation das empresas da qual você é sócio, mas empresas nada mais são que pessoas trabalhando. No fundo você está calculando o valuation de um grupo de pessoas que executam certas atividades. Mas qual o seu valuation? Até quanto de $$$ você pode chegar?

Sei que este conceito agora é novo para você, então pare para pensar por um momento, reflita.

(pausa para pensar)

Bom, eu já refleti sobre isto. Cheguei à conclusão de que meu valuation é 10 mil dólares mensais. Claro, estou chutando um valor, redondo, mas na real não vai fugir muito disto não. Então, se eu explorar minhas potencialidades ao máximo, sem com isto me abdicar do meu "life style", poderia chegar a um "salário" de 10 mil dólares mensais.

E porque não recebo isto hoje? O que me trava? Quais as dificuldades?

Primeiro precisamos considerar que o ser humano é ineficiente por natureza, por mais que tenha potencialidades, nunca conseguirá explorá-las ao máximo. Existem por aí cursos de "alta performance" mas desconfie, somos seres muito preguiçosos, que tendem naturalmente a ir para a zona de conforto.

Mas tenho que me contentar com minha situação atual então? Não. Não tem, você precisa se esforçar.

Voltando ao meu caso, vou me usar como exemplo. Acredito que poderia sim chegar nos 10 mil dólares, não estou muito longe disto. Não tenho salário, nunca tive, mas tenho renda ativa. Somando tudo dá algo em torno de 6 mil dólares mensais. Estou falando na média, porque tem mês que recebo 4 mil, outros 8 mil, e vai variando.

Porque estou dolarizando meu salário? Recebo em dólares? Apenas parte dos meus rendimentos é dolarizada, algo em torno de 35%. Mas como este é um post que ficará para a história e alguém poderá ler isto daqui algumas décadas, então ficará menos distorcido em termos de correção monetária. E eu gosto de pensar em dólares. Por enquanto é uma moeda forte, rs.

Por que limitei meu valuation em 10 mil dólares? Não poderia ser 60, 80, 100? Poder até que poderia, mas para isto teria que abdicar do meu estilo de vida atual. Estou aqui de short e sem camisa escrevendo este post em uma manhã de sexta feira. Acredito que para receber mais do que 10 mil teria que esta no mínimo vestido de calça e camisa social e enfurnado em uma sala de reunião neste momento. Teria que ter funcionários trabalhando para mim. Teria que ter preocupações com causas trabalhistas. Preocupações com o custo Brasil. Viagens a trabalho desgastantes e enfadonhas. etc.

Estou em uma fase que quero ver meu filho crescer. Não quero perder estes momentos únicos. Só tenho um filho e é o único que terei, não há dinheiro que compre isto.

Tenho um custo de vida relativamente baixo. Graças a um estilo de vida frugal meus gastos médios giram em torno de 2 mil dólares. Com este valor dá para ter uma vida digna, sem maiores luxos, mas confortável. Então, considerando a minha renda de 6 mil dólares que ainda se soma à renda da minha esposa que é funcionária pública, tenho uma vida pra lá de confortável. Mas isto não me satisfaz, vou me esforçar para chegar aos 10 mil, ainda tenho potencialidades não exploradas que posso aproveitar. Além disto posso ser mais eficiente, gastando menos tempo com redes sociais por exemplo.

Vou ficando por aqui. Depois me conte na área de comentários qual é seu valuation. Daqui uns 4 anos vou revisitar este post, para saber o que aconteceu comigo e com você.

Bom fds!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

3Fs: Family, Friends and Fools

No mundo do empreendedorismo e das startups existe um conceito muito difundido: 3 F’s - Family, Friends and Fools...


Family, Friends and Fools é uma expressão muito utilizada no âmbito do empreendedorismo e das startups e representa o conjunto de pessoas a quem o empreendedor pode recorrer em primeiro lugar para obter recursos quando pretende desenvolver uma ideia de negócio. Geralmente são pessoas com quem se têm laços familiares e/ou de amizade e que acreditam no potencial da sua ideia de negócio.

O motivo pelo qual os tolos (fools) estarem neste grupo está relacionado ao risco associado a empréstimos ou investimentos em um negócio ainda incipiente. Geralmente, esses indivíduos não são investidores sofisticados, ao contrário, investem de maneira tola ou extravagante.

O dinheiro proveniente do grupo 3F é comumente chamado de "love money". Em contrapartida, o dinheiro proveniente de investidores profissionais é chamado de "smart money". O dinheiro do amor (love money) é recebido principalmente das pessoas no ambiente de fundadores, como amigos e familiares, enquanto o dinheiro inteligente (smart money) está um passo adiante e fornece, além do dinheiro, conhecimento e know-how importante.

Os investidores de smart money geralmente são pessoas de negócios sofisticadas, que trazem uma compreensão dos mercados financeiros, redes fortes e uma intuição para identificar tendências antes de outras pessoas. Em contrapartida, as vantagens do dinheiro do love money são óbvias: boas taxas, padrões de crédito brandos e a chance de investidores FFFs participarem do sucesso do empreendedor iniciante.

No entanto, existem algumas desvantagens notáveis no love money que também devem ser consideradas. Primeiramente, as relações podem sofrer. A conexão pessoal pode levar os investidores amorosos a ignorar a incerteza de um empreendimento comercial de alto risco. As expectativas em relação ao reembolso, por exemplo, podem ser muito altas, o que leva à decepção, se o amigo ou membro da família não tiver sido claro sobre os possíveis riscos.

Outro problema pode ser a falta de documentação. Se um acordo não for muito claro e não for devidamente documentado, poderá causar problemas mais tarde. Além disso, se os termos e condições estiverem documentados, outro obstáculo em potencial pode estar deixando de segui-los. A melhor papelada é inútil, se você não se importa com a supervisão.

3Fs no Dia-a-Dia


Podemos extrapolar este conceito dos 3Fs e levá-lo para o dia-a-dia das pessoas comuns. Se você é um leitor deste blog, trabalhador, poupador, estudioso, planejador e investidor consciente provavelmente tem hoje uma vida financeira equilibrada e livre de grandes riscos.

A realidade nua e cura é que você faz parte de um percentual muito pequeno da população do nosso país. Isto é, a maior parte das pessoas em sua volta são "Family and Friends" em risco financeiro eminente. E neste contexto fatalmente você terá que entrar com algum recurso para socorrer alguém deste grupo.

Então onde fica o Fool neste história? Ao acordar de manhã e for lavar o rosto no banheiro você estará olhando para ele. Este é o ônus das pessoas financeiramente equilibradas. Vez ou outra deverá encarnar o papel do Fool para socorrer algum Family or Friend em situação financeira caótica.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Você é Um Acumulador Compulsivo? Conheça a História da Bernadeth!

No meu último post, o colega Calvin que escreve no Blog do Calvin deixou o seguinte comentário...


Fico feliz de escrever algo que toca uma determinada pessoa em um determinado momento da sua vida. Muitas vezes a pessoa está angustiada com alguma situação mas na verdade está apenas precisando ouvir algo para que as coisas passem a fazer sentido.

Esta questão do aporte, da acumulação, é algo que aflige quem está em busca da liberdade financeira no futuro próximo. Mas temos que ter em mente que nem sempre será possível aportar o que queremos. E qual o problema disto? Nenhum.

Eu mesmo já fiquei, em alguns momentos da minha vida, meses e meses sem aportar nenhum tostão nas corretoras. Nem por isto deixei de viver. O importante é termos a consciência de entender que a vida é composta de momentos diferentes e, se não estamos ganhando dinheiro, com certeza estaremos ganhando experiência de vida. Afinal, dinheiro é apenas um papel pintado, experiência de vida vale muito mais do que isto.

Mas sim, precisamos acumular. A dúvida que surge é: em qual medida? 10%? 20%? 60% dos rendimentos? Não há resposta, aporte o que der, o que sobrar. Não pode é cair na cilada da acumulação compulsiva, despropositada, patológica.

Me lembrei agora de um caso curioso, que foi mostrado em uma reportagem do Fantástico. Transcreverei abaixo parte da reportagem:

Imagine uma pessoa guardar objetos de todos os tipos dentro de casa. Mas de todo tipo mesmo, milhares de coisas empilhadas até o teto. E, no meio dessa confusão, dólares e barras de ouro.

Uma funcionária pública aposentada do Rio Grande do Sul fazia exatamente isso: escondia um tesouro no meio de uma bagunça gigantesca. Mas, enquanto ela estava viva, ninguém sabia. A verdade só surgiu depois que a mulher morreu. Uma morte misteriosa, que intriga a família e os amigos.

Bernadeth se formou em medicina veterinária. Passou em um concurso público e se tornou fiscal do ministério da Agricultura. Foram 24 anos de carreira, até se aposentar. Bernadeth era solteira, não tinha filhos e escondia um grande segredo. “Ninguém tinha acesso à casa dela. Ela não abria a porta para ninguém”, diz a amiga de Bernadeth

A aposentada tinha um transtorno psiquiátrico: era uma acumuladora compulsiva de objetos.

Os três quartos do apartamento estão cheios de roupas, malas, cobertores, sacolas e outros objetos. Mas o mais impressionante é o banheiro. O box está lotado. Não é possível nem entrar para tomar banho. “A pessoa perde a noção de higiene, não se alimenta adequadamente. Isso vai em uma bola de neve até que você se isola do mundo”, afirma Patrícia Picon.

Amigos e parentes dizem que Bernadeth não fazia nenhum tipo de tratamento médico. “Ela juntava coisas na rua, no lixo. Mas ela sempre dizia que era para doar para alguém”, conta a vizinha que não quis ser identificada.

A vida secreta da aposentada só foi descoberta depois que ela morreu, em julho de 2012, aos 67 anos. A Dona Bernadeth dormia em um quarto, que tem uma coleção de jarros, copos, pilhas de papéis, livros, dezenas de almofadas de todos os tipos e tamanhos. É difícil até de caminhar dentro. E ela foi encontrada morta no quarto ao lado, embaixo de uma pilha de roupas que, segundo a perícia, chegava a quase dois metros de altura.

As roupas cobriam o corpo dela. Os laudos da polícia gaúcha apontaram que o apartamento não foi arrombado, que a aposentada estava morta havia de três a cinco dias e que o corpo não apresentava sinais de violência.

No apartamento, no meio de toda essa bagunça, a aposentada guardava mais de três quilos de ouro e 37 mil dólares, que equivalem a cerca de R$ 115 mil. Uma fortuna que estava dentro de potes de café. Somando isso tudo e mais imóveis e aplicações financeiras, Dona Bernadeth tinha um patrimônio estimado em R$ 2 milhões. 


Então amigo, cuidado para não se tornar uma Bernadeth. Acumular é importante mas deve ser o meio e não o objetivo. Sei que é difícil encontrar um equilíbrio entre o gasto e a acumulação. Mas encontrei um jeito simples: eu alterno meu pensamento de tempos em tempos. Hora faço coisas como se eu fosse morrer amanhã, hora me comporto como se fosse morrer com 100 anos de idade, assim consigo abranger os dois espectros comportamentais, do carpe diem ao frugal life style (risos).

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Não Existe Renda Passiva!

Fala galera da Finansfera!

Tudo bem com vocês?

Já tem bastante tempo que não posto algo útil aqui neste blog, e nem sei se o que postarei hoje será útil para alguém, mas andei pensativo nos últimos dias sobre esta tal de Independência Financeira que todo mundo por aqui está em busca.

Por coincidência me deparei com o post do grande colega André "Independência financeira passiva ou ativa? Qual se ajusta mais a você?" que por sua vez fez o post motivado pelo colega "Frugal Não existe independência financeira passiva".

Os assuntos que eles trataram vieram de encontro a algumas elucubrações minhas, à respeito de rendas. Afinal o que é renda? Claro que todo mundo tem uma noção do que se trata, mas não custa revisitarmos o conceito:

Renda, segundo a economia clássica, é a remuneração dos fatores de produção: salários (remuneração do fator trabalho), aluguéis (remuneração do fator imóvel), juros e lucros (remuneração do capital). 

Como podemos ver, renda nada mais é que a forma de remuneração por algo que se tem. Seja sua força de trabalho, seja uma propriedade, seja seu dinheiro alocado em algo.

Existe particularidades em cada tipo de renda. Por exemplo, quando você recebe um salário por sua força de trabalho na verdade você está recebendo uma renda que advém da venda do seu tempo. Isto mesmo, você está trocando tempo de vida por dinheiro. Por isto que existe a célebre frase "tempo é dinheiro".

Quando você recebe um aluguel por um imóvel, na verdade você está trocando um uso por dinheiro. Algo que a princípio deveria ser usado por você é então usado por outra  pessoa e você recebe uma renda por isto.

E quando você recebe juros por um investimento, na verdade você está sendo remunerado pela sua abdicação daquele capital. Quanto mais tempo você suporta não ter aquele capital em mãos maior será a remuneração que você recebe (a mágica dos juros compostos). A remuneração também poderá ser proporcional ao risco que você tem de não receber aquele capital de volta (relação risco x retorno).

Definições feitas, vamos voltar então ao tema do post. Existe então renda passiva? Existe uma forma de você ser remunerado por algo passivamente? Sim existe, mas só existe uma: a mesada que você recebeu do seus pais. Se você nunca recebeu mesada na vida, sinto dizer mas você nunca mais terá renda passiva na sua pobre vida.

Renda passiva então, é toda a remuneração que você recebe sem ter que fazer nada. OK, você então vai me dizer que acumulou 3 milhões de dólares e que seu dinheiro está todo aplicado em bonds americanos, REITs e ações das melhores empresas americanas e não precisa se preocupar com nada. Apenas dar uma olhadinha nos relatórios anuais e fazer um rebalanceamento ou outro.

Aí podemos entrar na discussão que o André pontuou no seu texto. Tipo, você tem um enorme prazer em ler relatórios financeiros e isto para você não é trabalho, é diversão. OK. Tudo bem. Você não está mais trabalhando, está se divertindo. Mas pera aí, como você conseguiu acumular 3 milhões de dólares?

A não ser que recebeu uma farta herança ou ganho em alguma loteria, este capital foi o resultado de anos e anos de trabalho. Ele nada mais é do que o resultado da sua força de trabalho e da sua abdicação pelo uso daquele recurso no momento em que recebeu. etc

Na minha forma de ver, visão esta que poderá ser tranquilamente refutada por você pois é algo que depende de ponto de vista próprio, você simplesmente pegou parte da remuneração pela venda do seu tempo e jogou para o futuro. No final das contas, quem gasta todo o salário hoje ou pega metade dele e aplica para gastar no futuro está na verdade gastando a mesma renda, ou seja, a renda ativa.

Em outras palavras, a renda continua sendo ativa de toda forma pois demanda tempo mantê-la saudável, mesmo que você ame fazer isto, como ela continua sento ativa pois você teve que vender grande parte do seu tempo de vida em função daquele acumulo de capital.

Mas onde quero chegar com este bla bla bla? Em lugar nenhum. Apenas farei uma pontuação: o importante é viver a vida com satisfação. O resto é resultado de bons hábitos e maus hábitos. Você não deve focar no fim e sim no meio, na trajetória. Tá, isto é mensagem motivacional de coach, mas é a mais pura verdade.

Vejamos o caso do nosso saudoso colega Viver de Construção. Ele tinha uma obstinação pelo primeiro milhão, por IF, etc. Infelizmente se foi muito jovem. Mas será que valeu a pena acumular o tal do milhão com tanta obstinação e não ter usufruído nada disto? Acredito que sim, pelo pouco que sei dele era uma pessoa que vivia bem a vida, inclusive teve o problema enquanto jogava futebol com amigos. Era casado com uma boa pessoa, tinha um bom carro, fazia boas viagens, etc.

Por outro lado, se ele estivesse se matando de trabalhar, sem convívio com as pessoas queridas, sem praticar esportes, etc, teria valido a pena acumular o primeiro milhão? Sei que você já tem a resposta, e sei também que você, mesmo sabendo a resposta, pode estar pecando em algum ponto da sua vida com maus hábitos. Quem nunca?

Resumo da história: preocupe-se menos com independência financeira e renda passiva. Se você está obstinado com isto é porque sua vida atual está muito fodida. Amigo, a vida é o que acontece agora, não é o que acontecerá nos 40 ou 50 anos. Tenha bons hábitos, simples assim. Sem excessos, sem exageros, equilíbrio sempre.

Claro, não vá deixar de focar nas suas rendas ativas de hoje, para dormir tranquilo tenha pelo menos uma renda extra. Minha vó já dizia que quem tem um não tem nenhum. Dormir todo dia com o fantasma da falta de renda no mês seguinte não faz bem pra ninguém. Eu estou dando meus pulos aqui. Além da minha renda principal que advém da minha empresa de T.I., tenho hoje uma renda extra que é 7x a renda média do brasileiro. Sim, não é algo que se atinge do dia da noite, tenho perseguido isto há uns 4 anos, mas com o tempo as coisas começam a dar certo. Na planilha abaixo você poderá ver a evolução...

Renda dos sites e das operações de swing e day trade com mini-contratos de índice e dólar.

Somando a renda da minha empresa, dos meus dividendos e aluguéis de FIIs com esta renda extra tenho então uma renda ativa que nunca pensei em ter na vida. E o que é mais legal, a cada dia que passa aumenta mais. Claro que tem muito trabalho envolvido, muito tempo desprendido, mas não posso reclamar de nada pois faço tudo dentro da minha casa e tenho o imenso prazer de poder almoçar com meu filho todo dia, levá-lo para escolinha, parar tudo para ir na apresentação da sua turma e outras coisas do cotidiano.

Neste momento, por exemplo, parei tudo para escrever este post. E escrevo este post sem camisa pois tá fazendo um calor infernal e não tenho ar condicionado. Mas você acha que isto me incomoda? Estaria mais incomodado se estivesse em um escritório com um ar condicionado gelado, com um monte de gente enfurnada nas suas baias em volta, e um chefe despreparado que não conhece nada de motivação, fazendo um serviço chato pra cacete só para poder receber meu salário no final do mês para acumular e chegar na minha independência financeira aos 40 anos e assim obter aquela maravilhosa renda passiva que de passiva não tem nada.

E a mensagem final? Mesmo que você conseguiu acumular seus 3 milhões de dólares, com muito suor e privações, se você não fizer mais nada de útil na vida tudo perderá sentido. O que move o ser humano é o medo. Se você não tem mais medo de nada então você morreu. Achar que a renda "passiva" te dará a felicidade plena de vida é um baita equívoco. Você ficará entediado e poderá até desenvolver uma depressão. Termino aqui e deixo este vídeo para você refletir...


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Redes Sociais

Olá pessoal,  

Passando por aqui hoje só para dizer que também estou no Instagram. Continuo mais atuante no Twitter que é minha rede social preferida mas postarei algumas coisas no Insta. Passe lá para trocarmos uma ideia sobre investimentos, economia e outros assuntos...

instagram.com/abacusliquid/



twitter.com/uorrembife/

segunda-feira, 29 de julho de 2019

B3, Ambev, Weg, Renner e Rumo para o Longuíssimo Prazo...

Sempre bom ouvir o Florian... disse que tem planos para vir para o Twitter mas não o fez por falta de tempo para fazer bem feito. Disse que gosta da B3, Ambev, Weg, Renner e Rumo para o longuíssimo prazo. Ficaria fora de meios de pagamento (Cielo). Confira a entrevista do gestor.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Para Aonde Vai o Bitcoin?

Este post é do ano passado. O primeiro objetivo foi atingido. Na próxima vez vou acreditar mais na minha própria análise (vendi tudo em 6 mil dólares e deixei de ganhar mais 6 mil dólares de alta). Estou fora do mercado de criptos, provavelmente não voltarei mais, foi bom enquanto durou.

Posso estar errado - e geralmente estou mesmo - mas o mercado de criptos está se preparando para mais um ciclo de alta. Daqueles violentos, virulentos e borbulhentos (efeito bolha) que vimos ano passado. Desde fevereiro deste ano, estou transferindo todos os dólares que recebo do Google para Bitcoins e Litecoins. Já foram 6 aportes no total. Como é um dinheiro proveniente de renda extra então nem me preocupo em colocar em algo tão arriscado e incerto. O plano é vender 1/3 da posição por volta de 12 mil dólares e vender mais 1/3 em torno de 19 mil dólares. O restante vender quando chegar em 90 mil dólares, kkk.


Gráfico do Bitcoin: Cada Vez Mais Bonito!

domingo, 26 de maio de 2019

Dinheiro Preso na Negocie Coins: Golpe ou Bug?!

Estava tudo indo bem. A estratégia funcionou conforme planejado. Foi feito um aporte de 6 mil reais em uma exchange para a compra de uma criptomoeda. O objetivo era surfar uma onda de alta de uns 200% no mínimo. Foram realizados então 3 compras de 2 mil reais. Bastaria aguardar o próximo pump no mercado de criptos, que de fato ocorreu neste mês de maio. Operação encerrada na última segunda feira. Bastava então solicitar o resgate (em reais) para a conta bancária e embarcar para uma viagem de férias no nordeste e torrar o lucro da operação. #SQN...

https://www.infomoney.com.br/mercados/bitcoin/noticia/8344488/bitcoin-banco-denuncia-golpe-de-r-50-mi-em-exchanges

Agora estou com 20 mil reais presos nesta exchange. Pediram um prazo de 48 horas que não foi respeitado. Mas o discurso mudou, falam agora de um prazo até o final do mês. A exchange tinha a melhor reputação dentre todas no site ReclameAqui, e este foi um dos motivos pelo qual escolhi para fazer esta operação.


Contudo as reclamações explodiram nos últimos dias. A maioria relativa a saque não realizado...


A empresa alega que sofreu um golpe de retirada em duplicidade, no qual teve um prejuízo de 50 milhões de reais. De fato foi constatada uma falha na plataforma (link aqui). Um bug primário do sistema permitia o saque simultâneo quando usados dois computadores diferentes. Como é mostrado no vídeo do link, bastava você logar na conta em dois computadores e solicitar o saque simultaneamente. É um erro de software grotesco para não dizer infantil. O fato é que pessoas inescrupulosas descobriram esta vulnerabilidade no sistema e aproveitaram para realizar diversos saques em duplicidade. Pelo menos é o que está sendo ventilado nas redes sociais até o momento. Segue nota do Portal Bitcoin...

Segundo o comunicado do Bitcoin Banco, o crime foi cometido por pelo menos 30 pessoas foi denunciado à delegacia de Estelionato de Curitiba. O caso ficará a cargo do delegado Emanoel David, que deve abrir um inquérito.

A investigação interna do grupo de Curitiba vem sendo feita desde a semana passada, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre o golpe. Os técnicos da área de TI identificaram súbito aumento de patrimônio de alguns clientes, decorrente de operações suspeitas de trade (compra e venda de criptomoeda).

De acordo com a nota, para evitar mais prejuízos com saques fraudulentos, o Bitcoin Banco adotou a operação manual dos pagamentos solicitados, o que gerou lentidão no atendimento aos clientes desde 16/5.

Ainda conforme o comunicado, a empresa conseguiu monitorar cada pedido feito e começar a identificar os fraudadores. O ritmo mais lento, por sua vez, acabou provocando um acúmulo atípico de solicitações de saques e até mesmo o cancelamento de algumas ordens de venda. Operações que levavam até 24 horas passaram a demorar, em alguns casos, até 96 horas, situação agravada nesta semana com o encerramento da conta das corretoras pelo banco Brasil Plural.

A empresa afirmou que não haverá qualquer prejuízo para os clientes. As operações de trade e transferências interexchanges serão mantidas.


O Grupo Bitcoin Banco


O Grupo Bitcoin Banco pode ser considerado uma holding com diversos negócios dentre eles a exchange Negocie Coins. Começou fazer barulho no mercado poucos meses atrás com os altíssimos volumes de negociação na exchange. Em evento realizado recentemente com a presença de famosos e celebridades, Claudio Oliveira, presidente do grupo, reuniu 100 convidados, entre investidores, fornecedores e amigos, para fazer anúncios importantes do grupo. "Estamos passando por uma fase bem arrojada na empresa, onde daremos um passo fora do Brasil para mostrar que temos um sistema de criptomoedas descentralizado e organizado", afirmou o empresário.


Claudio Oliveira recebe convidados famosos em noite de gala. Fonte

Sediado em Curitiba, o Grupo Bitcoin Banco afirma ser líder nacional em movimentação de bitcoins e uma das vinte maiores do segmento no mundo. "Vamos transformar a criptomoeda e deixá-la disponível para todos, não só para os apaixonados", disse ele para uma plateia de fãs do assunto e por interessados em investir na moeda. Um deles é o apresentador Ratinho, convidado da noite, ao lado do também apresentador Amaury Jr. "Tenho um filho, o Gabriel, que já investe em bitcoin e sempre tive interesse de saber mais", disse o apresentador do SBT.

Quem é Cláudio Oliveira?


O empresário Claudio Oliveira está à frente da Financeira CLO, que é proprietária do Grupo Bitcoin Banco. Hoje mora me Curitiba onde fica a sede da empresa que comanda mas aos 17 anos foi para a Suíça estudar e lá ficou anos morando. Formou-se em engenharia financeira e sempre atuou no mercado financeiro. Fez fortuna no mercado financeiro tradicional e hoje concentra todo foco no mercado de criptomoedas.


Claudio Oliveira e sua cachorrinha em uma das sua viagens no seu jato particular - Fonte

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Apê de Homem Solteiro

Fala pessoal!

Ando meio sumido aqui do blog, mas ainda estou vivo. Estou mais presente lá no Twitter, apareçam por lá e me dêm um toque que adiciono ao grupo da finansfera. Passando aqui hoje para divulgar três blogs novos que acabei de adicionar ao feed e também para divulgar um canal de arquitetura bem bacana. Ele é de uma arquiteta aqui de BH que conheci dias destes ao pesquisar sobre reformas de ambientes. Não é propaganda, nem a conheço, é só uma forma de retribuir as ideias legais que peguei lá.

https://garotadeinvestimento.blogspot.com/
https://www.dozeroaomilhão.com/
https://lucrandonabolsa.com.br/

segunda-feira, 18 de março de 2019

Empiricus: Vale a Pena?

A Empiricus está novamente no centro das atenções, com o viral da Bettina, a empresa tem alcançado uma audiência acima da média. Nada que se compare à matadora campanha "O Fim do Brasil", mas o reboliço gerado no mercado financeiro foi grande. Alguns leitores não sabem mas na finansfera também temos uma Bettina. Semanas atrás ela deixou um comentário lá no Abacus...


Imagino que seja a Fernanda que escrevia nestes blogs:

http://fernandainvestidora.blogspot.com/
http://mulherinvestidora-oretorno.blogspot.com/

Veja agora a resposta do CEO às críticas...



Aproveitando o momento, estou republicando este post que fiz sobre a Empiricus tempos atrás para quem não teve a oportunidade de ler...


Nas minhas andanças pelas redes sociais nos últimos dias, tenho me deparado com uma chamada que dá título a este post: “O Fim do Brasil”. Primeiramente não dei muita bola pensando se tratar apenas de mais uma projeção acerca de uma possível reeleição da presidenta ou então mais uma “tempestade perfeita” se formando nos céus do Brasil - bem que estamos precisando de chuva, não seria de todo ruim. Mas adentrando um pouco mais nos links, percebi se tratar de uma “carta aberta aos brasileiros” proveniente de uma empresa de análise de investimentos chamada Empiricus. Vamos aos fatos...

A Empiricus Research


Trata-se de uma casa de pesquisa independente voltada a investimentos do Brasil. O negócio principal da empresa é a venda de relatórios destinados a pequenos investidores. Segundo palavras da própria empresa: “Fornecemos recomendações amparadas em estudos financeiros e econômicos, privilegiando a linguagem simples e direta.”

A empresa ficou então conhecida recentemente por projetar a ‘morte econômica’ do Brasil em caso de reeleição de Dilma Rousseff. Em anúncio na internet lançam um diagnóstico atual da economia brasileira, formulam algumas projeções catastróficas com base no diagnóstico, e, ao final do texto, apresentam outros relatórios (pagos) onde o investidor encontrará informações valiosas para se proteger da inflação, do governo propriamente dito, aprender a “regra dos 100%” que é um segredo para “fazer” dinheiro quando os mercados estão arriscados, e por último, prometem apresentar ao investidor o único ativo capaz de proteger sua família do caos. Que ativo é este? Fiquei deveras curioso.

Segundo o colunista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, o autor do relatório Felipe Miranda, um dos sócios da Empiricus, é bom de marketing. Mas sua peça é contra a decência e com ela se credencia a ser mais um colunista da Veja ou da Folha: Basta falar mal do PT e o resto não importa.

Estratégias de marketing à parte, o fato é que a empresa está faturando alto com a venda dos seus relatórios. Dados de uma reportagem de maio deste ano, já antigos portando, apontavam que 10 mil pessoas já compraram pelo menos um relatório da empresa e havia 5 mil assinantes dos periódicos da casa. 

Os críticos costumam dizer que a Empiricus faz muita graça com coisas sérias. Alguns os comparam a humoristas. Também já houve momentos em que a credibilidade da casa foi posta à prova. Em um deles, os críticos não gostaram da ideia de que a Empiricus também tivesse uma gestora de fundos. Para eles, haveria, no mínimo, um conflito de interesses.

Um Pouco de História - Iguatemi Galleas FIA

A Empiricus destaca que “a análise é o começo, meio e fim do nosso negócio”. Mas a empresa já foi gestora de um fundo de investimento, o Empiricus Galleas. A administração deste fundo foi passada à Gradual em meados de 2011 mas a escolha dos ativos do fundo continuou a cargo dos analistas da Empiricus. Em 2013 o fundo foi rebatizado para Iguatemi Galleas e, em seguida, encerrado com um prejuízo total de R$ 45 milhões aos seus cotistas.

O gráfico abaixo apresenta o tamanho do rombo que o fundo deixou. Conforme a lâmina do FIA que pode ser acessada aqui o objetivo era superar o Ibovespa com grande diferença no longo prazo, a partir de seleção de ações com disparadores de valor, como incremento do fluxo de  caixa acima do estimado ou de eventos corporativos, ou de antecipação de tendência de indústria. Mas a coisa não saiu conforme esperado...


Me coloquei no lugar dos investidores deste fundo e fiquei um pouco desconfortável imaginando como deve ser a sensação de perder tanto dinheiro pela má gestão de um fundo de investimento. Na carta derradeira da gestora aos cotistas foi escrito:

“O terceiro trimestre de 2013 marca o fim da trajetória do Fundo Iguatemi Galleas. Nosso principal caso, a HRT, falhou em materializar seu valor potencial tanto nas empreitadas de Solimões com na Namíbia. (...) Com o esvaziamento do case HRT, encontramo-nos sem opções para reverter a rentabilidade do Fundo no curto e médio prazo. A combinação de cotas depreciadas e de resgates constantes fez com que o Fundo diminuísse muito de tamanho, ficando economicamente inviável mantê-lo na forma atual.”

Em carta anterior, de março de 2013, a gestora mostrava-se ainda otimista quanto ao case:

“Estamos particularmente otimistas com o mês de abril. Primeiro, por um ponto bastante óbvio: no momento em que estas linhas são escritas, as ações de HRT acumulam alta de 30% no mês. Entendemos que esse é apenas o começo de um movimento mais extenso de recuperação. Entre o final de abril e o início de maio, HRT pode anunciar os primeiros resultados de suas duas perfurações em curso, uma na Bacia do Solimões (HRT-11, no prospecto Cajazeira) e outra na Namíbia (prospecto Wingat), sobretudo se optar por anunciar resultados intermediários dos reservatórios.”

“Ademais, diante da iminência do resultado das duas perfurações, este é o momento mais apropriado para atrair-se investidores para o capital de HRT interessados na materialização do racional de qualquer oil junior company, de destravamento de valor associado a eventuais descobertas e muita assimetria entre perdas e ganhos potenciais.”

Convenhamos, um fundo de ações apostando em uma empresa pré-operacional é algo corriqueiro de encontrar por aí (pelo menos era antes da decorrada do império X), mas apostar mais de 50% do capital é algo que pode ser considerado bizarro. Esta história não poderia mesmo terminar bem.

Meu Passado me Condena

A Empiricus foi uma das casas que mais apostaram no potencial da OGX. Até 2012 ainda recomendavam a compra de ações da empresa. Em um momento quando o preço da ação estava em R$ 6,25, após já ter caído 73,26% desde seu topo histórico de R$ 23,37, a casa emitiu um relatório ao mercado destacando: “Encontramos bastante atratividade no valuation da companhia”.

A carteira recomendada da casa de research referente a julho de 2012 também indicava compra das ações da companhia, mesmo após uma queda de 40% em uma semana anterior ao relatório. Nesta época, outras casas já estavam retirando a recomendação de compra da OGX de forma permanente dos seus relatórios: “Embora o sistêmico ainda desfavorável a cases de óleo e gás - especialmente os de alto componente de pré-operacionalidade, e a crise de confiança instaurada sobre a empresa, entendemos que o mercado exagerou (...)”.

Outro momento de crença da Empiricus na empresa foi em 2011. Após um relatório da OGX sobre reservas de poços que frustrou o mercado, casas como Bank of América e Citi cortaram a recomendação da companhia mas a Empiricus reforçou. Um dos analistas da empresa, na ocasião, em entrevista a um portal de notícias recomendou as ações da OGX para investidores com “estômago para volatilidade”.

Recuando um pouco mais no tempo, no auge da febre X, em fins de 2009, as ações da OGX estavam cotadas em torno de R$ 16,00. A Empiricus, naquele momento, destacou que a empresa tinha potencial para subir mais de 100%.

"Gradativamente mais confiantes em OGX: Recomendamos a compra de OGX na última terça-feira. Na semana, as ações acumulam valorização superior a 15%. Reforçamos nosso otimismo com a empresa após mais uma notícia positiva ontem. Em Fato Relevante, a companhia disse que: “identificamos um intervalo com hidrocarbonetos na seção aptiana no poço 1-OGX-2A-RJS, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos”. A OGX tem 100% de participação neste bloco. O X-Men Paulo Mendonça comentou que os resultados até o momento dão mais confiança de que a companhia encontrou uma nova província petrolífera na parte sul da Bacia de Santos, em mais uma belíssima demonstração de sua capacidade de comunicação com o mercado. Gostamos disso. Reconhecemos que o downside não é pequeno, mas o potencial de valorização é muito maior - a assimetria aqui joga a seu favor, meu caro. Pode ser uma grande porrada em Bolsa caso as coisas continuem dando certo como estão."

Com notícias deste tipo se espalhando, muita gente comprou ações da OGX (sabem de nada inocentes). E as ações subiram um pouco num primeiro momento, pela própria procura, para em seguida começar a grande queda. O resto da história todos já conhecem. Devo confessar que eu também comprei ações da OGX, só que lá na casa dos 20 centavos, era um trade meio loco que acabou me dando um bom lucro, mas acabei ficando com um residual na carteira para contar história para os netos, rs.

Meu Passado me Condena 2

Outro grande equívoco da equipe de analistas da Empiricus foi a aposta na empresa HRT. Em maio de 2012, em um momento em que as ações da empresa apresentavam forte desvalorização, a Empiricus afirmava ser um bom ponto de entrada no papel.

Em relatório, os analistas da Empiricus afirmavam que o desempenho negativo das ações já era esperado, mas que ele se devia apenas a uma “interpretação equivocada e enviesada de curtíssimo prazo, colocando sob uma mesma cesta coisas bastante distintas”.

Escarafunchando um pouco mais sobre o flerte fatal da Empiricus com a HRT encontrei no blog da casa um post do analista Felipe Miranda (sim, o mesmo que prega o “fim do brasil” e diz ter a fórmula para se proteger disto). Neste texto, o analista faz um desabafo apontando os principais erros em relação ao case:

“No caso de HRT, ao menos do ponto de vista superficial e mais pragmático, errei duplamente. Na posição de analista, sugeri ações que posteriormente vieram a cair. Como investidor, comprei os papéis e perdi dinheiro. Poderia até dizer que triplamente, posto que referendei as ações a amigos e meu sogro, o que me confere constrangimento quando das reuniões em família.”

O Fim do Brasil

Polêmicas à parte, considero que o relatório da Empiricus foi bem costurado e conseguiu reunir de forma clara e detalhada tudo o que temos lido e ouvido no decorrer destes últimos anos de sofrimento econômico. Resolvi copiar os pontos mais interessantes para colocar aqui no blog, mas o leitor poderá ter acesso ao relatório completo neste link e realizar seu próprio julgamento.

Fim do Brasil: A Profecia

Esta esperada crise encontra suas raízes no colapso do sistema financeiro de 2008 (...). Para tentar neutralizar impactos do tsunami externo por aqui, o Brasil abandonou os pilares tradicionais de política econômica e seguiu uma série de medidas heterodoxas, com implicações trágicas (...).

Para nosso caso, os problemas a ser vistos nos próximos meses serão muito piores do que os vivenciados em 2008 (...).

Adiantando um pouco, tão logo haja catálise do que eu projeto, teremos disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar.

Fim do Brasil: A Ofensa

As palavras a serem ditas aqui gerarão polêmica. Elas podem ofender bastante gente. Esquerdistas, direitas, petistas, tucanos e qualquer outra classificação semelhante. (...).

Minha sensação é de que, ao ler o começo desta carta, você dirá: “Não há espaço para isso acontecer. Não aqui. Não agora.”

A poupança de milhões de pessoas será dizimada. A mudança vai afetar seus negócios e seu emprego. Veremos impactos dramáticos sobre as poupanças, os investimentos e as aposentadorias.

Além de outras implicações menores, mas também importantes. Os destinos de viagem serão alterados, a escola dos filhos pode ser revista, local e forma sua família faz compras talvez mude.

Mais especificamente, faço referência à volta de condições anteriores ao Plano Real. Os mais antigos sabem do tamanho do problema. Os mais jovens podem perguntar a seus pais.

Falo de inflação alta, perda da metade do poder de compra do salário ao longo do mês, congelamento de preços, problemas de desabastecimento, falta de produtos nas prateleiras, impossibilidade de planejamento por consumidores e empresários.

Fim do Brasil: O Colapso

Eu acredito que nós, como brasileiros, estamos prestes a observar um verdadeiro colapso no nosso sistema econômico (...).

Basicamente, há cerca de cinco anos, o Governo brasileiro mudou dramaticamente sua política econômica. (...) Abandonamos o pilar ortodoxo para nos render à maior intervenção do Estado na Economia, a uma economia pautada no assistencialismo e ao estímulo excessivo ao consumo.

Qual o resultado? Falência das contas públicas e impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo nesta velocidade.

O Brasil tem queimado caixa de maneira sistemática. O total de suas despesas supera suas receitas. Pior ainda, a diferença em desfavor das receitas tem aumentado. O déficit nominal brasileiro, que mede esta relação, mira os 4% ao ano e as contas públicas tiveram em maio seu pior resultado da história, mesmo com uma contabilidade nacional bastante criativa e uma porção de receitas extraordinárias.

Sem confiança, os empresários simplesmente não investem. A relação Investimento sobre PIB, que nunca foi uma maravilha, vem caindo de maneira consistente: depois de atingir o ápice de 19,5% no fim de 2010, recuou para apenas 18,1%.

Fim do Brasil: O PIBinho

O crescimento médio do PIB no governo Dilma, se confirmadas as projeções de consenso para 2014, deve ser de 1,8% ao ano. Veja: esse é o pior resultado desde o governo Collor. Temos a primeira evidência empírica e incontestável de que retornamos as condições anteriores a 1994. 


“Mas este crescimento mais baixo desde a Era Collor não é resultado de uma conjuntura internacional desfavorável?”

A simples observação da imagem abaixo comprova a resposta negativa. O gráfico compara a evolução do PIB brasileiro nos governos Dilma, Lula, FHC, Itamar e Collor, contextualizando com o resto do mundo, os países emergentes/pobres e nossos vizinhos latino-americanos. Eis o resultado:



Fim do Brasil: O Dragão da Inflação

A inflação tem sido persistentemente alta e acima do centro da meta, de 4,5% ao ano. Simplesmente, temos ignorado esses 4,5% e observado, de maneira sistemática, uma inflação beirando o teto da meta.
 

Sim, há coisas ainda mais desagradáveis a respeito da inflação. Já teríamos estourado o teto da meta não fosse pelo controle de preços. Ou seja, estamos artificialmente maquiando a inflação, ao represar alguns preços, com exemplos mais claros nos setores de energia e combustíveis.

Sem desonerações, a inflação ronda 8,50% ao ano.

O represamento de preços tem consequências conhecidas e desastrosas, como sugestão de maior inflação futura, desalinhamento de preços relativos e destruição de determinados setores.

O setor de etanol foi simplesmente destruído pelo controle deliberado do preço da gasolina. Veja o que diz matéria do jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho de 2014:

“A indústria de etanol do Brasil enfrenta tanto pressões de aumento do custo da terra e da mão de obra, como tornou-se uma vítima não intencional do controle de preços da gasolina para frear a inflação, avalia a Agência Internacional de Energia.”

E completa:

“No Brasil, a AIE nota que o aumento da capacidade de produção de etanol estagnou, várias plantas foram fechadas e mais capacidade pode estar em risco.”

Esses dois primeiros pontos já seriam suficientes para provarmos o argumento do quão grave é o problema atual. Combinamos simplesmente baixíssimo crescimento econômico e inflação alta.

Temos, portanto, o mais negativo dos mundos, a chamada estagflação.

Mas, calma. Há coisas graves ainda pela frente, capazes de reforçar o prognóstico de algo simplesmente catastrófico para os próximos 12 meses. Falamos de inflação que pode chegar a 15% ao ano, forte redução do poder de compra, aumento do desemprego para 10% e interrupção súbita do crédito, com consequente dificuldade das famílias em arcar com suas obrigações financeiras.

Fim do Brasil: A Deterioração das Contas Públicas

As contas públicas estão completamente desajustadas, de tal sorte que o Governo brasileiro vai, em breve, encontrar grandes dificuldades para se financiar. Ou seja, as taxas de juro devem subir com vigor, impactando fortemente o orçamento das famílias e a capacidade de crédito.

Nossa economia para pagar dívida e juros, o chamado superávit primário, foi, na média, de 3,1% do PIB no intervalo de 2001 a 2008, sem considerar aqui receita de dividendos e concessões.

Considerando agora o intervalo de 2009 a 2013, esse percentual caiu para 1,5% do PIB. Para 2014, devemos terminar com menos de 1% do PIB, algo que é, obviamente, insuficiente para estabilizar dívida bruta ou líquida.


Isso sem nenhum incremento significativo do investimento público. O que tem aumentado é o consumo do governo – esta métrica bateu 22% do PIB, o nível mais alto da série histórica iniciada em 1995.

Fim do Brasil: O Déficit da Conta Corrente

O resultado de nossas relações com o resto do mundo, que já era péssimo, fica cada vez pior. O chamado déficit em transações correntes, medida do saldo de nossas contas com o exterior sem considerar as movimentações de capital, vem crescendo sistematicamente e atinge níveis preocupantes.

Em maio, o déficit brasileiro em conta corrente montou a US$ 6,635 bilhões, o mais alto para um mês de maio em toda a série histórica.

O desempenho é inclusive pior do que projetado pelo próprio BC, em US$ 6 bilhões. Soma-se ao já delicado resultado apresentado até abril, conforme demonstrado por gráfico abaixo:


Qual o problema disso?

Para que não haja saída líquida de dólares do Brasil e perda de reservas internacionais, precisamos da entrada de moeda estrangeira por meio da conta de capital.

Por sua vez, a conta de capital possui, grosso modo, duas subdivisões: i) Investimento Estrangeiro Direto (IED); e ii) Investimentos de portfólio.

O ponto nevrálgico aqui é que o IED está inferior ao déficit em conta corrente. Portanto, para fechar nosso balanço com o resto do mundo, estamos dependendo do investimento em portfólio, que é muito volátil e sensível à menor das mudanças das condições da economia mundial.

Por enquanto, com o Brasil oferecendo um juro estratosférico e os Bancos Centrais mundiais mantendo juro zero, parece não haver grande problema.

Mas a situação está próxima de mudar. O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa de juro em 2015, voltando a atrair recursos para os títulos dos EUA hoje presentes nos mercados emergentes.
Neste momento, vai faltar dólar no Brasil. Teremos uma disparada da taxa de câmbio, com impactos diretos sobre a inflação, sobre os importadores e sobre as empresas com dívida em dólar.

Fim do Brasil: O Enfraquecimento do Mercado de Trabalho

A criação líquida de postos de trabalho em maio foi de 58.836, segundo dados do Caged. Trata-se do pior mês de maio desde 1992. Estamos com novo argumento de situação sem precedentes desde o Plano Real.
Por que o desemprego, então, ainda não aumentou?

Simplesmente, por uma questão de forma de se medir. Só é considerado desempregado quem está procurando emprego, mas não encontra.

O desemprego não aumenta simplesmente porque as pessoas têm desistido de procurar emprego.

Fim do Brasil: O Último que Sair Apaga a Luz

Os analistas do banco Brasil Plural escreveram relatório recentemente apontando uma pequena chance de 100% de racionamento de energia ainda em 2014. De acordo com eles, o nível dos reservatórios chegará a 10% em novembro, a se manter o atual ritmo.

Sejamos justos aqui. Há um único culpado para o nível tão baixo dos atuais reservatórios: São Pedro. Agora, a falta de planejamento, a concentração da matriz energética e o impedimento ao aumento da capacidade de oferta de energia é culpa total e irrestrita do Governo.

Em setembro de 2012, foi anunciada a famosa MP 579, que alterou as regras para concessões de energia, com o objetivo de reduzir as tarifas de eletricidade – de novo, o tal controle de preços.

A medida destruiu a rentabilidade de empresas de energia, adicionou incerteza jurídica ao  marco regulatório do setor e, portanto, afastou iniciativas em prol de novos investimentos.

Além disso, desrespeitou contratos existentes.

O exemplo de Cemig é emblemático. A companhia tinha concessões vencendo em 2015, com renovação automática prevista para mais 20 anos, conforme definido em contrato inicial.

Quando se fala em renovação automática de qualquer contrato, supõe-se, obviamente, preservação das mesmas condições iniciais.

Então, veio a MP 579 propondo condições completamente diferentes para a renovação das concessões, ferindo com clareza o pressuposto de “automática”.

O resultado foi a devolução, pela Cemig, das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, por não aceitar a aplicação das novas regras.

Fim do Brasil: O Petróleo é Nosso

O gráfico acima apresenta a evolução das ações da Petrobras nos últimos cinco anos.


O patrimônio nacional sendo simplesmente reduzido a 1/3 de seu valor. Quem tinha R$ 40 mil em ações da Petrobras chegou à mínima de R$ 12.570.

Além de ser historicamente motivo de orgulho, Petrobras tem em sua base de acionistas milhares de brasileiros, de forma direta ou através da aplicação de seu FGTS.

Estamos mexendo com a poupança do cidadão comum.

Chegamos a essa situação simplesmente porque a empresa tem o preço de seus produtos controlado pelo Governo. Quando impede-se o reajuste de preço da gasolina, Petrobras se vê obrigada a comprar produtos por um preço superior a seu preço de venda.

O resultado? Queimas sucessivas de caixa, num momento em que a companhia tem um ambicioso plano de investimento para tocar, e explosão de sua dívida líquida.

Mais uma conquista para o Brasil: Petrobras hoje apresenta a maior dívida corporativa de todo o mundo. A evolução abaixo resume a questão.


Com inveja da Petrobras, a Eletrobras, outra estatal relevante, também foi destruída.

Eletrobras nunca foi exemplo de eficiência. A empresa é historicamente reduto do PMDB, possui rentabilidade sobre o patrimônio baixa e entra em projetos ruins, para atender anseios políticos.

Sempre foi assim. E a empresa, de uma forma ou de outra, se virava. Mas a situação degringolou a partir da MP 579. O gráfico abaixo traz a trajetória das ações de Eletrobras nos últimos cinco anos. Não é muito diferente de Petrobras:


A situação de Eletrobras é ainda mais complicado do que aquela apresentada acima para Cemig. A empresa também foi exposta a condições piores (e de baixíssima rentabilidade) para renovar concessões.

Mas, diferentemente de Cemig e de outros participantes de mercado, Eletrobras aceitou termos que implicavam retornos negativos para determinados projetos.

Isso porque era do interesse da União (principal acionista e que votou proporcionalmente às suas ações em Assembleia) manter as concessões pouco rentáveis.

A resposta foi imediata. Suas ações simplesmente derreteram em Bolsa.

Fim do Brasil: A Desindustrialização


A produção industrial brasileira está simplesmente atônita. Isso num Governo que supostamente tinha uma política industrial explícita.

O tal Plano Brasil Maior, lançado em 2011, tinha objetivos muito bem definidos para 2014. Eram eles:

- Aumentar a taxa de investimento dos 18,4% vistos em 2010 para 22,4% do PIB;
- Elevar dispêndio empresarial de Pesquisa e Desenvolvimento como percentual do PIB de 0,59% para 0,90%; e
- Diversificar a pauta de exportações, aumentando a participação brasileira no comércio internacional de 1,36% para 1,60%.

Pronto. Chegamos em 2014, o que nos dá a prerrogativa de analisar se atingimos os resultados. A conclusão é assustadora. Não cumprimos nenhum dos três objetivos.

A relação Investimento sobre PIB não somente descumpriu a meta de 22,4%, como inclusive caiu frente ao ponto inicial. Dos 18,4%, batemos vergonhosos 18,1%.

Sobre o investimento em P&D, ainda não há dados muito atualizados. Mas pesquisas feitas para 2011 apontaram uma enorme subida da razão gastos em P&D sobre PIB de 0,49% para 0,50%. Alguém, em sã consciência, admitiria um crescimento dessa relação para 0,90% em três anos?

A respeito das exportações, a coisa fica ainda mais pitoresca. Não diversificamos nossa pauta, tampouco aumentamos nossa representatividade na corrente de comércio mundial.  A participação dos produtos manufaturados nas exportações era de 39,4% em 2010. Passou a 38,7% em 2013. Tínhamos 1,35% da exportação mundial em 2010. Encerramos o ano passado em 1,29%.

Fim do Brasil: O Tripé Econômico Ficou Manco

O Brasil, tal qual nós conhecemos hoje, nasceu em 1994, com a estabilização da economia.

Antes disso, tínhamos um outro país, em que famílias, amedrontadas com a inflação, corriam para o supermercado tão logo recebiam seus salários, empresários não investiam por conta da falta de confiança na moeda e da incerteza jurídica, consumidores não compravam porque a inflação era galopante e não existia crédito.

O Plano Real marca, inequivocamente, um novo Brasil. Com isso, até mesmo o maior dos radicais, de esquerda ou direita, há de concordar.

A inflação desabou com o real.

Em paralelo, houve vigoroso crescimento econômico, sob empurrão da demanda reprimida, confiança nos negócios e recomposição dos salários reais.

O crescimento da economia em 1994 foi de 5,9%. A indústria andou muito bem e também a agropecuária, cuja evolução foi de 5,5%, rendendo-a o apelido de “âncora verde do real.”
O surto de crescimento durou pouco.

Para manter a inflação baixa, foi usada a chamada “âncora cambial”. O real foi forçadamente sobrevalorizado por meio de taxas de juros muito altas.

A consequência foi óbvia: baixo crescimento econômico e disparada das importações nos anos seguintes.

Para manter o câmbio apreciado e oferecer dólares ao mercado na taxa desejada, chegamos a perder US$ 1 bilhão de reservas internacionais por dia, durante vários dias.

Duas crises simultâneas como resultado: nas contas externas e nas contas públicas.

A semente da destruição estava plantada. O estouro do modelo era inevitável.

A resposta veio em 1999, quando inicia-se uma nova fase, marcada pelo famoso tripé macroeconômico. Abandona-se a âncora cambial, com o novo regime sendo detalhado em junho.

Ficaram definidos como elementos centrais da política econômica:

1 – câmbio flutuante;
2 – metas de superávit primário; e
3 – sistema de metas de inflação.

O tripé caracteriza o final do Governo FHC e também o primeiro mandato do Governo Lula.

Durante esse período, observamos dois ciclos de crescimento no Brasil. O primeiro veio do rali das commodities. O preço dos produtos que vendemos ao exterior ficou 40% mais caro frente ao preço dos produtos que compramos do setor.

Com 40% de ganho chegando de navio do exterior, pudemos distribui-los entre os cidadãos brasileiros.

E o segundo ciclo representou a explosão do consumo sob empurrão do crédito.

Qual o problema? Ambos acabaram.

As commodities andam de lado ou até mesmo caem desde a crise de 2008. E as famílias brasileiras, sem crescimento econômico, já muito endividadas e enfrentando juros muito altos, não conseguem mais crescer seu consumo.

Fim do Brasil: A Nova Matriz Econômica

Em resposta à crise de 2008, o Governo brasileiro abandonou o clássico tripé macroeconômico e adotou a chamada nova matriz econômica. Entre as medidas mais emblemáticas da nova política econômica, destaco:

- Aumento dos gastos públicos;
- Maior intervenção do Estado na Economia;
- Leniência no combate à inflação;
- Incremento da participação do BNDES, com estímulo à criação e ao fortalecimento de gigantes nacionais;
- Controle de preços;
- Atuações pesadas e frequentes no mercado de câmbio;
- Novo marco regulatório do setor petróleo e publicação da MP 579 (aquela do setor elétrico;
- Criatividade na contabilidade nacional; e
- Concessões mal feitas, fixando-se simultaneamente taxa de retorno e qualidade – é, óbvio, numa bivalência inatingível.

Em entrevista ao Valor em dezembro de 2012, Márcio Holland, secretário de Política Econômica, apresentou os pontos do novo tripé da seguinte forma: i) taxa de juro baixa; ii) taxa de câmbio competitiva; e iii) consolidação fiscal amigável ao investimento.

Sobre a taxa de juro, Holland destacou a queda de 5,25 pontos percentuais em 12 meses, num processo que permitiria aos agentes econômicos rever seus modelos de negócio e criar um ambiente favorável ao crescimento.

O governo Dilma havia começado com taxa Selic de 10,75% ao ano, levara o juro básico num primeiro momento a 12% para combater a inflação e logo implementara afrouxamento monetário vigoroso, levando o juro ao piso histórico de 7,25% ao ano.
Não há mentiras nisso. Mas há uma nuance de interpretação.

Atingimos a mínima histórica para os juros simplesmente por uma janela de oportunidade criada pelo contexto internacional, com juros reais negativos em todo mundo, como resposta dos Bancos Centrais desenvolvidos à quebra da Lehman Brothers em setembro de 2008.

Não houve qualquer novo equilíbrio de taxa de juro.

A Selic já é superior àquela do início do Governo Dilma. E deve subir (muito) mais para combater a inflação em 2015.

Fim do Brasil: A Fuga das Galinhas

A política cambial brasileira tem sido desastrosa. Simplesmente ignoramos o pressuposto do câmbio flutuante.

Primeiro, a tentativa do Governo era depreciar o real, para poder aumentar a competitividade das nossas exportações e estimular a indústria. Dá-lhe IOF e coisas parecidas.

Agora, o Banco Central usa o câmbio como instrumento de combate à inflação, deixando claro nas atas de suas reuniões que precisa do dólar a R$ 2,20 para manter a Selic no nível atual.

A turma de Alexandre Tombini vem sistematicamente vendendo dólares (de forma direta ou por meio de swaps cambiais) para impedir a inflação.

Com isso, reduz reservas internacionais num momento de farta liquidez global. Estamos queimando munição quando mais precisaríamos guardá-la.

Com isso, tornamo-nos cada vez mais frágeis às vésperas do início do ciclo de alta das taxas de juro pelo mundo. Quando efetivamente precisaremos vender dólares, estaremos com nível de reservas no limite. De novo, vai faltar dólar.

Para encerrar o ponto e combater em caráter definitivo a hipótese de taxa de câmbio competitiva, não há qualquer ganho de competitividade das exportações vindo da melhora dos fundamentos da economia brasileira.

A desvalorização do real nos últimos tempos é resultado exclusivo do elevado déficit externo e da falta de poupança pública.

Fim do Brasil: A Cereja do Bolo

Ficou para o final a questão fiscal. Não foi à toa. Aqui temos a cereja do bolo.

A política fiscal brasileira tem sido ultrajante, não havendo qualquer tipo de consolidação, muito menos amigável ao investimento. O governo tem, cada vez mais, ocupado o espaço do investimento privado, sem ele mesmo preencher adequadamente essa lacuna.

Na entrevista em questão, Márcio Holland foi categórico. “No ano que vem (2013), voltamos à meta de superávit cheia, sem desconto.” Ou seja, falávamos de um primário de 3,1% do PIB para 2013.

E o que aconteceu, de fato? O superávit primário do ano passado foi de 1,9% do PIB, mesmo com as receitas extraordinárias do campo de Libra e do Refis. Filtrando por esses elementos, teríamos um primário pífio de 0,9% do PIB.

Alguém poderia argumentar que o primário foi menor porque o próprio governo resolveu fazer investimentos, tendo notado ausência desse componente no setor privado. Isso já seria ruim, per se, dado o impacto de queda média da produtividade. Mas nem sequer é verdadeiro.

Tirando as estatais, o investimento público da União passou de R$ 59,4 bilhões em 2012 (equivalente a 1,35% do PIB) para R$ 63,2 bilhões em 2013 (1,31% do PIB).

Então, pergunta-se: a que consolidação fiscal se refere o governo?

Fim do Brasil: O Sonhou Acabou

Há pouco tempo, o Brasil era destino certo do investidor estrangeiro. O queridinho entre os BRICs (grupo que reúne também Rússia, Índia e China).

Atraímos a Copa do Mundo, seremos sede das Olímpiadas. Em pouco tempo, ganharíamos posto da quinta maior economia do mundo, algo impensável antes.

Protagonizamos a capa da revista The Economist, talvez a mais importante do mundo sobre economia e finanças.


Pouco tempo depois, como resultado da desastrosa “nova matriz econômica”, aquele conjunto de medidas adotada pelo governo brasileiro em resposta à crise de 2008, as coisas haviam mudado completamente.


Exatos quatro anos depois, a mesma The Economist, também em reportagem de capa de 14 páginas, questionava: o Brasil estragou tudo?


Bastaram quatro anos para destruirmos todo o otimismo.

A ideia de quinta maior economia do mundo foi abandonada, a presença entre os BRICs foi até mesmo questionada e especialistas apontam legado nulo dos grandes eventos esportivos.

Talvez você ainda esteja anestesiado pelo futebol da Copa do Mundo. Mas peço que saia do escopo esportivo por um minuto.

Veja, por exemplo, o que diz matéria da CNBC publicada no dia 26 de junho:

“Especialistas em mercados emergentes estão pessimistas em investir no Brasil, a despeito da Copa do Mundo. (…) 

‘Não há potencial positivo algum neste Governo, mesmo se tudo der certo’, afirma Drausio Giacomelli, responsável por pesquisa de mercados emergentes do Deutsche Bank.

‘Não se trata de ganhar ou não a Copa. Falemos do que interessa: um Governo incapaz de entregar os anseios populares por educação, transporte e infraestrutura no geral. Eles podem entregar estádios, mas não o que realmente importa’, diz ele.


Giacomelli também critica a condução da política monetária na administração Dilma: ‘Eles fizeram tudo errado desde o começo. Colocaram-se na pior posição possível para um mercado emergente, de estagflação (baixo crescimento e alta inflação).”

O economista Ricardo Amorim, aquele que comenta no programa Manhattan Connection, foi outro que recentemente alertou.

Em matéria com o economista, o site InfoMoney, citando Amorim, trouxe o seguinte: “a inflação está alta e grávida. Os preços administrados terão de subir após as eleições porque os governos vêm represando todo tipo de tarifa pública há dois anos. A conta deverá ser parcelada porque, se subir tudo de uma vez, a inflação das tarifas pode chegar a 14% em 2015.”

Fim do Brasil: E Agora, José

A metáfora com a gravidez é clássica. Não existe inflação um pouco alta. Inflação necessariamente cresce. E deve crescer muito.

Marcio Garcia, professor de Economia da PUC-RJ, trouxe tese semelhante em resposta ao jornal Valor Econômico de 27 de junho: “A inflação não vai ficar parada nos 6,5%, há uma inflação represada de 1,5 ponto percentual; os [preços] monitorados vão ter que subir; o câmbio não pode ficar muito tempo nesse nível de R$ 2,20 porque o déficit em conta corrente continua crescendo e é elevado. Tudo isso vai colocar pressão na inflação. Se você não tiver um BC que leve a inflação de volta à meta, passamos por um outro regime. Um regime turco, argentino ou até venezuelano.”

Depois de represar preços por dois anos, o Governo precisará soltar as amarras em 2015.  Somente esse movimento, supondo uma liberação única, deve colocar a inflação brasileira em 10% ao ano.

O Banco Central norte-americano deve começar a subir sua taxa básica de juro justamente em 2015. Isso vai causar um grande retorno de recursos para os EUA, com maior demanda por dólar. Ou seja, a taxa de câmbio pode caminhar rapidamente para cima.

Temos dois problemas importantes derivados dessa subida de taxa de juro nos EUA.

O primeiro é a grande dificuldade para fechar nossas contas com o exterior. Lembre-se que estamos dependendo da conta de capitais para fechar o balanço – e observaremos justamente fuga de capitais. Pela terceira vez, faço o alerta: vai faltar dólar.

E o segundo relacionado ao reforço importante ao problema da inflação, através do famoso repasse cambial. A disparada do dólar significa aumento do preço dos produtos transacionados no mercado internacional, os chamados tradeables. Aos poucos, também os não tradeables, por uma questão de preços relativos, também vão reagindo. Em certo tempo, temos uma escalada generalizada dos índices de preços apenas por conta do efeito câmbio.

E toda essa disparada do dólar vai também impactar sobre a inflação.

Combinando o repasse integral das tarifas públicas represadas e a desvalorização esperada do câmbio, entendo que a inflação brasileira pode chegar a 12% ao ano, para uma meta de 4,5%.

Não há saída para uma inflação bem acima da meta. O Banco Central terá de subir a taxa Selic. E como a diferença entre a inflação projetada e a meta é grande, o movimento dos juros terá de ser expressivo.

Não haveria surpresa em vermos taxa Selic de 15% ao ano.

A implicação imediata de um juro básico desse tamanho é óbvia: recessão.

Imagino que você entenda esse conceito.

Se o Brasil cresce 1% ao ano com juro básico de 11% ao ano, quanto vai crescer com a Selic a 15%?
Falamos de estagnação da economia, queda dos salários, aumento dramático do desemprego, esgotamento do crédito, queda vertiginosa do preços dos imóveis (muito sensíveis às taxas de juro) e aumento do endividamento das famílias.

Tudo isso num ambiente de inflação alta.

Já temos: o menor crescimento econômico desde o Governo Collor, a menor criação de postos de trabalho para um mês de maio desde 1992, o pior resultado das contas públicas para um mês de maio de toda a série histórica e o maior déficit em conta corrente para um mês de maio em toda a série histórica do Banco Central.

E teremos: a maior taxa Selic desde 2006 e descumprimento da meta de inflação, com a maior variação de preços desde 2002.

Rasgamos o que foi construído em 1994 e aperfeiçoado em 1999, sob o pretexto de implementação de uma nova matriz econômica, heterodoxa.

Temos um único resultado prático: voltamos a 1993.

Se, metaforicamente, nasce um novo País em 1994, com a estabilização da economia, podemos dizer que a nova matriz econômica e suas consequências representam o falecimento desse Brasil.

O Ativo mais Valioso em Tempos de Crise


A título de curiosidade, encerro este post revelando qual é o ativo mais valioso em tempos de crise. Sinto lhe dizer que não são FIIs, ações, títulos de governo, ouro e muito menos dólar.

Na verdade, desde 1970, um ano antes do então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon anunciar o fim do padrão ouro para o dólar, encerrando o sistema monetário internacional de Bretton Woods que ajudou a tornar o dólar a moeda de reserva mundial, este investimento ultrapassou facilmente as ações e o ouro.

Veja o gráfico abaixo …


Então qual é este ativo mágico?

Estamos falando de terras agrícolas. O gráfico acima mostra o retorno total de terras agrícolas nos EUA contra o retorno total do mercado de ações (incluindo dividendos) e os retornos totais de ouro (o que, naturalmente, não paga dividendos).

Os retornos de terras agrícolas vêm de duas fontes: Cerca de metade dos retornos totais vêm da valorização da terra real. A outra metade vem do “aluguel” das terras. Você pode cultivar sua terra ou contratar alguém para fazer isso por você. Adicione estes componentes juntos, e é fácil ver por que os retornos totais de terras agrícolas ultrapassaram ouro e ações.

Alguns chamam terras “de ouro com yield”

Qual é a mágica?

Quando os preços dos alimentos sobem, os preços das terras agrícolas sobem. E mesmo em épocas de crise profunda não há falta de bocas para alimentar.

E com um benefício adicional: retornos de campos agrícolas têm pouca correlação com os retornos de ações e títulos. Terra não cai em um único trimestre durante a crise financeira.

Claro, terra tem um outro grande benefício, ela pode realmente salvar a sua família durante uma grave crise.

Barton Biggs, em seu excelente livro, Riqueza, Guerra, e Sabedoria , relata que terras eram a única coisa que salvou famílias na França ocupada, Polônia, Holanda, Alemanha e Itália.

Uma fazenda sem ostentação, e não uma grande propriedade, é provavelmente o melhor. Tijolos e argamassa, imobiliário podem ser desapropriados ou bombardeados, mas a terra sempre estará lá.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na maioria dos países ocupados, se você tivesse uma fazenda auto-suficiente, você poderia agachar sobre ela e, com sorte, esperar o desastre. No mínimo vocês foram abastecidos com alimentos em um país faminto.

E você o que acha? Seriam terras agrícolas o ativo mais valioso do mundo em tempos de crise?

Fonte: http://flyinggaruda.blogspot.com.br/2011/01/worlds-most-valuable-asset-in-time-of.html