domingo, 3 de novembro de 2019

Renda Extra na Internet: Quais Opções eu Uso?

A internet é sem dúvida uma maravilha, a maior invenção dos últimos tempos depois da roda. É a verdadeira "mão na roda" com o perdão do trocadilho. O que muitos não sabem é que a internet é uma tremenda fonte de renda extra e, para alguns, a própria renda principal. Se você usa a internet só para diversão, pode ser que esteja perdendo tempo. Veja, os números são alarmantes...


Neste mês de outubro atingi uma marca que vinha buscando há tempos: atingir uma renda extra média mensal de 15 mil reais. Veja na planilha abaixo a evolução:


Mas o que considero renda extra? Toda renda que não seja proveniente da minha empresa nem dos meus investimentos. A renda da minha empresa eu considero renda principal e a renda dos investimentos (dividendos, JSCP e distribuições de FIIs) eu chamo de renda postergada. Não chamo de renda passiva (relembre aqui meu conceito) pois é uma renda ativa resultado de uma troca intertemporal.

Escolha Intertemporal ou Troca Intertemporal é o estudo que avalia as escolhas de cada indivíduo e como elas podem afetar outros momentos da sua vida. São decisões entre qual será o melhor momento para se antecipar um beneficio que trará um custo futuro ou pagar o custo pra desfrutar da recompensa posteriormente. São trocas entre o presente e o futuro, o que e quando fazer em vários pontos no tempo optando entro o custo e benefício. Essas decisões estão ligadas a todas as aéreas de vida dos seres humanos, profissional, financeira, emocional, espiritual, física e assim por diante. 

Há uma infinidade de possibilidades de se obter renda extra na internet. Eu optei por duas: publicidade em sites e operações com derivativos no mercado financeiro. Os mais puristas vão dizer que "trading" não é renda extra na internet. Mas se estou usando a internet para ganhar dinheiro sem sair de casa então é renda de internet, oras. Apesar de ser a minha menor renda hoje, é a que mais tenho prazer em fazer.

Próximo nível? Atingir uma renda mensal média nos sites de 15 mil reais (hoje está em 10.532) e uma renda mensal média nos trades de 10 mil reais (hoje está em 5.203).

E você, qual renda extra está buscando? Conte aí na área de comentários. Se ainda não tem renda extra, lembre-se que "quem tem apenas um não tem nenhum".

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Como Aumentar o Salário?

Você está satisfeito com seu salário? Não precisa responder, já sei que você não está satisfeito com seu salário. Mas ninguém está mesmo, nada de errado, ninguém deve estar satisfeito com seu salário, você deve querer mais, sempre mais. Mas como aumentar o meu salário? A pergunta não deveria ser esta, deveria ser algo do tipo: "Como ter uma renda ativa além do meu salário?", "Como não precisar do meu salário?", "Como conseguir monetizar ao máximo minha força de trabalho?"


Apenas para fazer um preâmbulo a este post, tenho que mostrar a diferença entre satisfação e gratidão. Iniciei o artigo dizendo que você não deve estar satisfeito com o seu salário, mas deve estar grato pelo seu salário. Satisfação e gratidão são coisas diferentes. A gratidão é um sentimento poderoso e você deve praticar isto. As vidas das pessoas costumam ser medíocres por pura falta de gratidão. Você deve ser grato a tudo: a você mesmo, às pessoas, à natureza, à vida como um todo.

A cada dia você deve olhar para trás e agradecer o que conquistou e o que ganhou. Deve olhar para o lado e fazer a mesma coisa. A gratidão é um sentimento genuíno, fundamental, engrandecedor. Portanto, seja grato sempre!

Mas voltando ao tema do salário, você já parou para pensar a respeito do seu "valuation"? Sei que já parou para analisar o valuation das empresas da qual você é sócio, mas empresas nada mais são que pessoas trabalhando. No fundo você está calculando o valuation de um grupo de pessoas que executam certas atividades. Mas qual o seu valuation? Até quanto de $$$ você pode chegar?

Sei que este conceito agora é novo para você, então pare para pensar por um momento, reflita.

(pausa para pensar)

Bom, eu já refleti sobre isto. Cheguei à conclusão de que meu valuation é 10 mil dólares mensais. Claro, estou chutando um valor, redondo, mas na real não vai fugir muito disto não. Então, se eu explorar minhas potencialidades ao máximo, sem com isto me abdicar do meu "life style", poderia chegar a um "salário" de 10 mil dólares mensais.

E porque não recebo isto hoje? O que me trava? Quais as dificuldades?

Primeiro precisamos considerar que o ser humano é ineficiente por natureza, por mais que tenha potencialidades, nunca conseguirá explorá-las ao máximo. Existem por aí cursos de "alta performance" mas desconfie, somos seres muito preguiçosos, que tendem naturalmente a ir para a zona de conforto.

Mas tenho que me contentar com minha situação atual então? Não. Não tem, você precisa se esforçar.

Voltando ao meu caso, vou me usar como exemplo. Acredito que poderia sim chegar nos 10 mil dólares, não estou muito longe disto. Não tenho salário, nunca tive, mas tenho renda ativa. Somando tudo dá algo em torno de 6 mil dólares mensais. Estou falando na média, porque tem mês que recebo 4 mil, outros 8 mil, e vai variando.

Porque estou dolarizando meu salário? Recebo em dólares? Apenas parte dos meus rendimentos é dolarizada, algo em torno de 35%. Mas como este é um post que ficará para a história e alguém poderá ler isto daqui algumas décadas, então ficará menos distorcido em termos de correção monetária. E eu gosto de pensar em dólares. Por enquanto é uma moeda forte, rs.

Por que limitei meu valuation em 10 mil dólares? Não poderia ser 60, 80, 100? Poder até que poderia, mas para isto teria que abdicar do meu estilo de vida atual. Estou aqui de short e sem camisa escrevendo este post em uma manhã de sexta feira. Acredito que para receber mais do que 10 mil teria que esta no mínimo vestido de calça e camisa social e enfurnado em uma sala de reunião neste momento. Teria que ter funcionários trabalhando para mim. Teria que ter preocupações com causas trabalhistas. Preocupações com o custo Brasil. Viagens a trabalho desgastantes e enfadonhas. etc.

Estou em uma fase que quero ver meu filho crescer. Não quero perder estes momentos únicos. Só tenho um filho e é o único que terei, não há dinheiro que compre isto.

Tenho um custo de vida relativamente baixo. Graças a um estilo de vida frugal meus gastos médios giram em torno de 2 mil dólares. Com este valor dá para ter uma vida digna, sem maiores luxos, mas confortável. Então, considerando a minha renda de 6 mil dólares que ainda se soma à renda da minha esposa que é funcionária pública, tenho uma vida pra lá de confortável. Mas isto não me satisfaz, vou me esforçar para chegar aos 10 mil, ainda tenho potencialidades não exploradas que posso aproveitar. Além disto posso ser mais eficiente, gastando menos tempo com redes sociais por exemplo.

Vou ficando por aqui. Depois me conte na área de comentários qual é seu valuation. Daqui uns 4 anos vou revisitar este post, para saber o que aconteceu comigo e com você.

Bom fds!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

3Fs: Family, Friends and Fools

No mundo do empreendedorismo e das startups existe um conceito muito difundido: 3 F’s - Family, Friends and Fools...


Family, Friends and Fools é uma expressão muito utilizada no âmbito do empreendedorismo e das startups e representa o conjunto de pessoas a quem o empreendedor pode recorrer em primeiro lugar para obter recursos quando pretende desenvolver uma ideia de negócio. Geralmente são pessoas com quem se têm laços familiares e/ou de amizade e que acreditam no potencial da sua ideia de negócio.

O motivo pelo qual os tolos (fools) estarem neste grupo está relacionado ao risco associado a empréstimos ou investimentos em um negócio ainda incipiente. Geralmente, esses indivíduos não são investidores sofisticados, ao contrário, investem de maneira tola ou extravagante.

O dinheiro proveniente do grupo 3F é comumente chamado de "love money". Em contrapartida, o dinheiro proveniente de investidores profissionais é chamado de "smart money". O dinheiro do amor (love money) é recebido principalmente das pessoas no ambiente de fundadores, como amigos e familiares, enquanto o dinheiro inteligente (smart money) está um passo adiante e fornece, além do dinheiro, conhecimento e know-how importante.

Os investidores de smart money geralmente são pessoas de negócios sofisticadas, que trazem uma compreensão dos mercados financeiros, redes fortes e uma intuição para identificar tendências antes de outras pessoas. Em contrapartida, as vantagens do dinheiro do love money são óbvias: boas taxas, padrões de crédito brandos e a chance de investidores FFFs participarem do sucesso do empreendedor iniciante.

No entanto, existem algumas desvantagens notáveis no love money que também devem ser consideradas. Primeiramente, as relações podem sofrer. A conexão pessoal pode levar os investidores amorosos a ignorar a incerteza de um empreendimento comercial de alto risco. As expectativas em relação ao reembolso, por exemplo, podem ser muito altas, o que leva à decepção, se o amigo ou membro da família não tiver sido claro sobre os possíveis riscos.

Outro problema pode ser a falta de documentação. Se um acordo não for muito claro e não for devidamente documentado, poderá causar problemas mais tarde. Além disso, se os termos e condições estiverem documentados, outro obstáculo em potencial pode estar deixando de segui-los. A melhor papelada é inútil, se você não se importa com a supervisão.

3Fs no Dia-a-Dia


Podemos extrapolar este conceito dos 3Fs e levá-lo para o dia-a-dia das pessoas comuns. Se você é um leitor deste blog, trabalhador, poupador, estudioso, planejador e investidor consciente provavelmente tem hoje uma vida financeira equilibrada e livre de grandes riscos.

A realidade nua e cura é que você faz parte de um percentual muito pequeno da população do nosso país. Isto é, a maior parte das pessoas em sua volta são "Family and Friends" em risco financeiro eminente. E neste contexto fatalmente você terá que entrar com algum recurso para socorrer alguém deste grupo.

Então onde fica o Fool neste história? Ao acordar de manhã e for lavar o rosto no banheiro você estará olhando para ele. Este é o ônus das pessoas financeiramente equilibradas. Vez ou outra deverá encarnar o papel do Fool para socorrer algum Family or Friend em situação financeira caótica.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Você é Um Acumulador Compulsivo? Conheça a História da Bernadeth!

No meu último post, o colega Calvin que escreve no Blog do Calvin deixou o seguinte comentário...


Fico feliz de escrever algo que toca uma determinada pessoa em um determinado momento da sua vida. Muitas vezes a pessoa está angustiada com alguma situação mas na verdade está apenas precisando ouvir algo para que as coisas passem a fazer sentido.

Esta questão do aporte, da acumulação, é algo que aflige quem está em busca da liberdade financeira no futuro próximo. Mas temos que ter em mente que nem sempre será possível aportar o que queremos. E qual o problema disto? Nenhum.

Eu mesmo já fiquei, em alguns momentos da minha vida, meses e meses sem aportar nenhum tostão nas corretoras. Nem por isto deixei de viver. O importante é termos a consciência de entender que a vida é composta de momentos diferentes e, se não estamos ganhando dinheiro, com certeza estaremos ganhando experiência de vida. Afinal, dinheiro é apenas um papel pintado, experiência de vida vale muito mais do que isto.

Mas sim, precisamos acumular. A dúvida que surge é: em qual medida? 10%? 20%? 60% dos rendimentos? Não há resposta, aporte o que der, o que sobrar. Não pode é cair na cilada da acumulação compulsiva, despropositada, patológica.

Me lembrei agora de um caso curioso, que foi mostrado em uma reportagem do Fantástico. Transcreverei abaixo parte da reportagem:

Imagine uma pessoa guardar objetos de todos os tipos dentro de casa. Mas de todo tipo mesmo, milhares de coisas empilhadas até o teto. E, no meio dessa confusão, dólares e barras de ouro.

Uma funcionária pública aposentada do Rio Grande do Sul fazia exatamente isso: escondia um tesouro no meio de uma bagunça gigantesca. Mas, enquanto ela estava viva, ninguém sabia. A verdade só surgiu depois que a mulher morreu. Uma morte misteriosa, que intriga a família e os amigos.

Bernadeth se formou em medicina veterinária. Passou em um concurso público e se tornou fiscal do ministério da Agricultura. Foram 24 anos de carreira, até se aposentar. Bernadeth era solteira, não tinha filhos e escondia um grande segredo. “Ninguém tinha acesso à casa dela. Ela não abria a porta para ninguém”, diz a amiga de Bernadeth

A aposentada tinha um transtorno psiquiátrico: era uma acumuladora compulsiva de objetos.

Os três quartos do apartamento estão cheios de roupas, malas, cobertores, sacolas e outros objetos. Mas o mais impressionante é o banheiro. O box está lotado. Não é possível nem entrar para tomar banho. “A pessoa perde a noção de higiene, não se alimenta adequadamente. Isso vai em uma bola de neve até que você se isola do mundo”, afirma Patrícia Picon.

Amigos e parentes dizem que Bernadeth não fazia nenhum tipo de tratamento médico. “Ela juntava coisas na rua, no lixo. Mas ela sempre dizia que era para doar para alguém”, conta a vizinha que não quis ser identificada.

A vida secreta da aposentada só foi descoberta depois que ela morreu, em julho de 2012, aos 67 anos. A Dona Bernadeth dormia em um quarto, que tem uma coleção de jarros, copos, pilhas de papéis, livros, dezenas de almofadas de todos os tipos e tamanhos. É difícil até de caminhar dentro. E ela foi encontrada morta no quarto ao lado, embaixo de uma pilha de roupas que, segundo a perícia, chegava a quase dois metros de altura.

As roupas cobriam o corpo dela. Os laudos da polícia gaúcha apontaram que o apartamento não foi arrombado, que a aposentada estava morta havia de três a cinco dias e que o corpo não apresentava sinais de violência.

No apartamento, no meio de toda essa bagunça, a aposentada guardava mais de três quilos de ouro e 37 mil dólares, que equivalem a cerca de R$ 115 mil. Uma fortuna que estava dentro de potes de café. Somando isso tudo e mais imóveis e aplicações financeiras, Dona Bernadeth tinha um patrimônio estimado em R$ 2 milhões. 


Então amigo, cuidado para não se tornar uma Bernadeth. Acumular é importante mas deve ser o meio e não o objetivo. Sei que é difícil encontrar um equilíbrio entre o gasto e a acumulação. Mas encontrei um jeito simples: eu alterno meu pensamento de tempos em tempos. Hora faço coisas como se eu fosse morrer amanhã, hora me comporto como se fosse morrer com 100 anos de idade, assim consigo abranger os dois espectros comportamentais, do carpe diem ao frugal life style (risos).

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Não Existe Renda Passiva!

Fala galera da Finansfera!

Tudo bem com vocês?

Já tem bastante tempo que não posto algo útil aqui neste blog, e nem sei se o que postarei hoje será útil para alguém, mas andei pensativo nos últimos dias sobre esta tal de Independência Financeira que todo mundo por aqui está em busca.

Por coincidência me deparei com o post do grande colega André "Independência financeira passiva ou ativa? Qual se ajusta mais a você?" que por sua vez fez o post motivado pelo colega "Frugal Não existe independência financeira passiva".

Os assuntos que eles trataram vieram de encontro a algumas elucubrações minhas, à respeito de rendas. Afinal o que é renda? Claro que todo mundo tem uma noção do que se trata, mas não custa revisitarmos o conceito:

Renda, segundo a economia clássica, é a remuneração dos fatores de produção: salários (remuneração do fator trabalho), aluguéis (remuneração do fator imóvel), juros e lucros (remuneração do capital). 

Como podemos ver, renda nada mais é que a forma de remuneração por algo que se tem. Seja sua força de trabalho, seja uma propriedade, seja seu dinheiro alocado em algo.

Existe particularidades em cada tipo de renda. Por exemplo, quando você recebe um salário por sua força de trabalho na verdade você está recebendo uma renda que advém da venda do seu tempo. Isto mesmo, você está trocando tempo de vida por dinheiro. Por isto que existe a célebre frase "tempo é dinheiro".

Quando você recebe um aluguel por um imóvel, na verdade você está trocando um uso por dinheiro. Algo que a princípio deveria ser usado por você é então usado por outra  pessoa e você recebe uma renda por isto.

E quando você recebe juros por um investimento, na verdade você está sendo remunerado pela sua abdicação daquele capital. Quanto mais tempo você suporta não ter aquele capital em mãos maior será a remuneração que você recebe (a mágica dos juros compostos). A remuneração também poderá ser proporcional ao risco que você tem de não receber aquele capital de volta (relação risco x retorno).

Definições feitas, vamos voltar então ao tema do post. Existe então renda passiva? Existe uma forma de você ser remunerado por algo passivamente? Sim existe, mas só existe uma: a mesada que você recebeu do seus pais. Se você nunca recebeu mesada na vida, sinto dizer mas você nunca mais terá renda passiva na sua pobre vida.

Renda passiva então, é toda a remuneração que você recebe sem ter que fazer nada. OK, você então vai me dizer que acumulou 3 milhões de dólares e que seu dinheiro está todo aplicado em bonds americanos, REITs e ações das melhores empresas americanas e não precisa se preocupar com nada. Apenas dar uma olhadinha nos relatórios anuais e fazer um rebalanceamento ou outro.

Aí podemos entrar na discussão que o André pontuou no seu texto. Tipo, você tem um enorme prazer em ler relatórios financeiros e isto para você não é trabalho, é diversão. OK. Tudo bem. Você não está mais trabalhando, está se divertindo. Mas pera aí, como você conseguiu acumular 3 milhões de dólares?

A não ser que recebeu uma farta herança ou ganho em alguma loteria, este capital foi o resultado de anos e anos de trabalho. Ele nada mais é do que o resultado da sua força de trabalho e da sua abdicação pelo uso daquele recurso no momento em que recebeu. etc

Na minha forma de ver, visão esta que poderá ser tranquilamente refutada por você pois é algo que depende de ponto de vista próprio, você simplesmente pegou parte da remuneração pela venda do seu tempo e jogou para o futuro. No final das contas, quem gasta todo o salário hoje ou pega metade dele e aplica para gastar no futuro está na verdade gastando a mesma renda, ou seja, a renda ativa.

Em outras palavras, a renda continua sendo ativa de toda forma pois demanda tempo mantê-la saudável, mesmo que você ame fazer isto, como ela continua sento ativa pois você teve que vender grande parte do seu tempo de vida em função daquele acumulo de capital.

Mas onde quero chegar com este bla bla bla? Em lugar nenhum. Apenas farei uma pontuação: o importante é viver a vida com satisfação. O resto é resultado de bons hábitos e maus hábitos. Você não deve focar no fim e sim no meio, na trajetória. Tá, isto é mensagem motivacional de coach, mas é a mais pura verdade.

Vejamos o caso do nosso saudoso colega Viver de Construção. Ele tinha uma obstinação pelo primeiro milhão, por IF, etc. Infelizmente se foi muito jovem. Mas será que valeu a pena acumular o tal do milhão com tanta obstinação e não ter usufruído nada disto? Acredito que sim, pelo pouco que sei dele era uma pessoa que vivia bem a vida, inclusive teve o problema enquanto jogava futebol com amigos. Era casado com uma boa pessoa, tinha um bom carro, fazia boas viagens, etc.

Por outro lado, se ele estivesse se matando de trabalhar, sem convívio com as pessoas queridas, sem praticar esportes, etc, teria valido a pena acumular o primeiro milhão? Sei que você já tem a resposta, e sei também que você, mesmo sabendo a resposta, pode estar pecando em algum ponto da sua vida com maus hábitos. Quem nunca?

Resumo da história: preocupe-se menos com independência financeira e renda passiva. Se você está obstinado com isto é porque sua vida atual está muito fodida. Amigo, a vida é o que acontece agora, não é o que acontecerá nos 40 ou 50 anos. Tenha bons hábitos, simples assim. Sem excessos, sem exageros, equilíbrio sempre.

Claro, não vá deixar de focar nas suas rendas ativas de hoje, para dormir tranquilo tenha pelo menos uma renda extra. Minha vó já dizia que quem tem um não tem nenhum. Dormir todo dia com o fantasma da falta de renda no mês seguinte não faz bem pra ninguém. Eu estou dando meus pulos aqui. Além da minha renda principal que advém da minha empresa de T.I., tenho hoje uma renda extra que é 7x a renda média do brasileiro. Sim, não é algo que se atinge do dia da noite, tenho perseguido isto há uns 4 anos, mas com o tempo as coisas começam a dar certo. Na planilha abaixo você poderá ver a evolução...

Renda dos sites e das operações de swing e day trade com mini-contratos de índice e dólar.

Somando a renda da minha empresa, dos meus dividendos e aluguéis de FIIs com esta renda extra tenho então uma renda ativa que nunca pensei em ter na vida. E o que é mais legal, a cada dia que passa aumenta mais. Claro que tem muito trabalho envolvido, muito tempo desprendido, mas não posso reclamar de nada pois faço tudo dentro da minha casa e tenho o imenso prazer de poder almoçar com meu filho todo dia, levá-lo para escolinha, parar tudo para ir na apresentação da sua turma e outras coisas do cotidiano.

Neste momento, por exemplo, parei tudo para escrever este post. E escrevo este post sem camisa pois tá fazendo um calor infernal e não tenho ar condicionado. Mas você acha que isto me incomoda? Estaria mais incomodado se estivesse em um escritório com um ar condicionado gelado, com um monte de gente enfurnada nas suas baias em volta, e um chefe despreparado que não conhece nada de motivação, fazendo um serviço chato pra cacete só para poder receber meu salário no final do mês para acumular e chegar na minha independência financeira aos 40 anos e assim obter aquela maravilhosa renda passiva que de passiva não tem nada.

E a mensagem final? Mesmo que você conseguiu acumular seus 3 milhões de dólares, com muito suor e privações, se você não fizer mais nada de útil na vida tudo perderá sentido. O que move o ser humano é o medo. Se você não tem mais medo de nada então você morreu. Achar que a renda "passiva" te dará a felicidade plena de vida é um baita equívoco. Você ficará entediado e poderá até desenvolver uma depressão. Termino aqui e deixo este vídeo para você refletir...