terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Não Ganhei na Mega da Virada 2019

Não ganhei na mega da virada, então já estou começando o ano trabalhando. Aqui em casa já são 11 da manhã e está todo mundo dormindo devido à festa de ontem, mas já estou aqui fazendo post. Tá, isto aqui não é bem um trabalho, nem mesmo monetizo este blog, mas comecei 2019 fazendo uma retrospectiva de como foi o ano de 2018 para minha rede de sites na internet.

2018 foi um ano de crescimento forte, foi um ano em que comecei a colher os frutos do trabalho de 2016 e 2017. Foi também um ano de muito aprendizado em SEO e otimização de sites. Graças a inúmeros testes que realizei, consegui desenvolver algumas estratégias muito interessantes para geração de tráfego. A mais efetiva delas foi a técnica do posicionamento antecipado (relembre aqui).

Graças a esta simples técnica, consegui ter um tráfego elevado em alguns momentos de comoção nacional como as Eleições 2018. Ontem mesmo, consegui trazer para o Abacus mais de 40 mil page views e com isto consegui fechar o ano com chave de ouro. Na noite de ontem, apenas um artigo trouxe 34 mil page views para o site. Se você está curioso em saber qual foi o assunto tratado, basta ler o título deste post, rs.

Por outro lado, foi um ano que tive alguns dissabores. Me deparei com alguns sites que estão copiando meu conteúdo na íntegra sem citar a fonte. Copiam tudo, desde o título até as imagens dos meus posts. O nível de copy-paste está tão grande que em apenas um site encontrei mais de 20 artigos copiados. Encontrei também sites que estão copiando as ideias dos meus artigos mais populares. Estes tomam mais cuidado, eles não copiam o texto, fazem até um texto melhor que o meu, mas se descuidam um pouco mantendo o título do post igual e copiando algumas imagens que eu crio.

Enfim, internet é isto, uma terra sem lei. Mas como disse um colega lá no Twitter, o plágio nada mais é que uma forma de homenagem ao criador. rs.


O Abacus teve 8,2 milhões de page views em 2018, crescimento de 203% em relação a 2017


O W.I. teve 3,3 milhões de page views em 2018, crescimento de 189% em relação a 2017


Este blog que vos fala teve 144 mil page views em 2018


Os sites novos estão demorando um pouco para crescer, mas um deles já está trazendo bons resultados, mas está faltando tempo para dedicar a estes novos projetos

O faturamento total com publicidade em 2018 foi de R$ 107.646, valor quase 3x superior aos R$ 36.638 que recebi em 2017. Tirando o I.R. e as despesas para manter os sites no ar, vai dar algo em torno de R$ 73.000. 


Faturamento dos sites com publicidade

Para 2019, não estou esperando um crescimento tão grande em termos de tráfego e faturamento. Mas se conseguir manter o nível de 2018 ficarei satisfeito. Em função de um grande projeto que estou começando na minha empresa de T.I., precisarei reduzir o tempo de dedicação nos sites de 3 horas para 1 hora diária.

E no campo dos investimentos, como foi meu ano? Amiguinhos, nem me perguntem pois parei de calcular a rentabilidade dos meus investimentos há mais de 1 ano. Mas acredito que tenha sito muito bom. Tenho hoje 90% do meu patrimônio investido na bolsa de valores e 2018 foi um bom ano para a renda variável. Os próximos anos prometem ser bons também, apesar da desaceleração prevista nas nações desenvolvidas, o Brasil voltou a ser a bola da vez entre os emergentes (semana passada escrevi sobre isto no Abacus, veja aqui). 

Sobre resoluções de ano novo que não podem faltar em todo início de ano, tenho apenas duas: menos padaria e menos distração.

"Menos padaria" tem a ver com alimentação saudável. 2019 será um ano "hard" para mim pois estarei com nível de trabalho no máximo. Em função dos novos projetos na minha empresa e em função dos sites, precisarei trabalhar algo em torno de 10 horas diárias. E para manter a saúde em dia para dar conta de tudo isto precisarei melhorar minha alimentação. Já comecei cortar alimentos com farinha de trigo, açúcar, frituras, etc. Ou seja, quero distância de tudo aquilo que vendem das padarias, rs

"Menos distração" tem a ver com foco nas coisas realmente essenciais. Estou simplificando vários aspectos da minha vida para evitar gastar energia com coisas desnecessárias. Uma das grandes mudanças em 2018 foi a abolição dos controles financeiros. Hoje, a única coisa que controlo são as operações de compra e venda que faço na bolsa. Preciso fazer isto para poder declarar e pagar o imposto de renda em dia. Até mesmo a planilha de despesas eu eliminei. Antigamente eu anotava cada centavo que ganhava, fiquei anos fazendo isto, mas um belo dia percebi que não precisava mais disto. Minha vida financeira é tão equilibrada e frugal que não faz mais sentido ficar gastando tempo controlando gastos. Nem mesmo meu patrimônio eu controlo mais. Se você me perguntar qual é meu patrimônio hoje eu não saberia dizer. Esta informação só terei mesmo uma vez por ano, quando for declarar o meu imposto de renda e do da minha esposa.

Vocês também me verão pouco por aqui. Posts novos só se tiver algo muito importante para falar. Com isto vou gastar menos o meu tempo e menos o tempo de vocês. Já parou para pensar quanto tempo da sua vida você perde lendo bobagens por aí? Conte quantos minutos da sua vida você perdeu neste blog, rs. Também me verão cada vez menos nas redes sociais. Hoje uso apenas o Twitter para acompanhar uma galerinha lá do mercado financeiro e o Facebook para acompanhar os grupos de AdSense e de SEO. Ainda continuarei divulgando alguns artigos meus nestas duas redes sociais mas o farei mais por obrigação pois isto tem agregado muito pouco para os sites.

Então é isto caros colegas, 2019 começou e tem tudo para ser um ano incrível. 2018 foi um ano meio confuso e improdutivo em função de vários fatores como copa do mundo, eleições, greve de caminhoneiros, etc. Mas 2019 será o ano do trabalho e da retomada. Este é meu sentimento.

E o bitcoin vai subir hein?! Já tenho 3 btcs, quando chegar em 70 mil cada um vou vender tudo e comprar um Kia Sportage ou um Jeep Compass, kkk

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Este Ano Vai Ter Rally de Natal na Bolsa?!

Todo ano é a mesma coisa. Chega o mês de dezembro e todos os investidores começam a falar sobre o “rally de fim de ano”. Dizem que muitos investidores entram ou retornam para a bolsa de valores em dezembro proporcionando o famoso “rally de Natal” (chamado pelos americanos de Santa Claus Rally). É um fenômeno algumas vezes observado nas bolsas de valores ao redor do mundo, que se manifesta através de uma alta pronunciada dos ativos financeiros alguns dias antes do Natal, e tal movimento se estende até meados de Janeiro.



O termo rally é usado nos mercados financeiros para se referir a vigorosos movimentos de alta em ativos financeiros, especialmente após uma queda pronunciada ou um longo período de consolidação.

Mas será que este tal rally de Natal é fato ou fake aqui no Brasil? Pensando nisto, resolvi buscar os dados dos últimos dezembros na bolsa brasileira:


Como podemos observar na tabela acima (os valores estão arredondados para facilitar a visualização), Nos últimos anos, tivemos rally de Natal apenas em 2017 e 2012. Nos demais anos, a bolsa caiu ou ficou no zero a zero considerando os dias de dezembro até o Natal.

Se formos considerar todos os dias de dezembro, então a coisa melhora um pouco, temos então alta da bolsa em 2017, 2012, 2010 e 2009. Mas mesmo assim não é aquele "rallyzão" que todo mundo espera. Podemos então concluir que rally de fim de ano aqui no Brasil é fake, rs.

Bom amiguinhos, este é o último post do ano aqui no blog. Ainda irei fazer mais um post lá no Abacus Liquid, mas por aqui estou encerrando as atividades. Espero que os colegas blogueiros e demais leitores tenham tido um bom 2018. Foi um ano que entrou para a história.

Desejo um feliz natal, boas festas e um 2019 repleto de realizações e com muita saúde. Pois o que importa mesmo é saúde, o resto a gente corre atrás, como diz um youtuber por aí, rs.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Eike Batista Hoje

Acabei de ler hoje o estupendo livro "Eike Batista - Tudo ou Nada" da jornalista Malu Gaspar. Esta não é uma biografia qualquer, trata-se de um verdadeiro relato do que se passa nos bastidores do mundo corporativo e da indústria de IPOs do mercado financeiro brasileiro.

A história principal, como todos já sabem, é a ascensão e queda do empresário Eike Batista, mas lendo este livro você irá conhecer um pouco mais sobre as ligações nada transparentes entre o mundo empresarial e o mundo político. Verá também como um seleto grupo de empresários e banqueiros ganharam milhões de dólares com as empresas X na bolsa de valores.

Não é um livro que você lerá em uma sentada, é uma obra extensa e detalhada em muitos aspectos, mas se você se propor a ler um capítulo por dia irá beber as quase 600 páginas em menos de duas semanas. É uma leitura longa mais muito saborosa. Recomendo fortemente para quem vive o mercado financeiro no dia-a-dia como eu.


Livros na fila para serem lidos após "Tudo ou Nada"

O império X desmoronou, Eike Batista disse que foi duro voltar para a "classe média". Atribuiu seus infortúnios ao grupo de executivos que o cercaram. Acredita piamente que as projeções do Dr. Oil foram um golpe mortal nos seus planos de se tornar o homem mais rico do mundo. Depois de ter alardeado para Deus e o povo que os campos tubarões estavam repletos de petróleo, veio a notícia derradeira: "Não tem óleo Eike!".

Com a queda da OGX caiu também a OSX. A OGX virou Dommo Energia. A LLX virou Prumo Logística. A MPX, talvez a menos problemática de todas, virou Eneva. Esta última, inclusive, coloquei recentemente no meu portfólio de ações (paguei 11,90 por ação). A MMX foi comprada pela Anglo American, que reclama na justiça ter sido enganada pelo Mr. X. Já a CCX é um mistério.

Ao ler o livro da Malu, consegui ter uma ideia muito clara de como surgiu cada uma destas empresas no Power Point do Eike. Tenho que admitir que o Sr Batista é muito bom em idealizar negócios e vender para investidores. Rodou o mundo, bateu na porta de centenas de fundos internacionais. Alguns compraram as ideias, outros não.

O livro relata ainda situações pitorescas da vida do mega empresário, como esta:

O livro revela que Eike chegou a batizar um projeto da mineradora MMX como Sagitarius, em “homenagem a uma boate de striptease de Belo Horizonte’’. E mais: há quatro anos, a queda por mulheres jovens e bonitas teria deixado o empresário numa posição delicada, quando a advogada Flávia Sampaio, com quem é casado, teria descoberto seu fetiche por prostitutas e o chantageado. Desconfiada das ausências do então namorado, Flávia foi ao escritório do empresário e acessou — com a ajuda de uma amiga funcionária de informática da empresa — o computador da secretária de Eike, onde teria encontrado “catálogos virtuais, com fotos de garotas de programas de diversos locais do Brasil”. Segundo o livro, Flávia encontrou mensagens das meninas e dos agenciadores perguntando se o “cliente” gostara do atendimento. Em troca do silêncio, Flávia teria sido instalada num apartamento na orla de Ipanema. Em outubro de 2010, ganhou também uma clínica de beleza para administrar, que consumiu R$ 15 milhões e fechou em 2012, sem dar lucro. Advogado de Eike, Sérgio Bermudes nega que o cliente tenha sido chantageado: — Ele está lendo o livro e ficou chocado com a grande quantidade de inverdades. Ele não foi chantageado pela mulher dele, mãe do filho. Nunca houve isso. Fonte 

Se é verdade eu não sei, mas onde há fumaça há fogo. Esta boate New Sagitarius aqui em BH é conhecida como destino certo dos altos executivos que por aqui passam. Outro episódio curioso que o livro relata foi a "consultoria" que Eike Batista contratou de uma esotérica. No auge da crise do grupo, o empresário tentou de tudo, e uma das dicas da consultora foi mandar mudar a rotação do sol que estampa o logotipo da holding.

O diagnóstico foi claro: o sol que reluz nas marcas de todas as empresas do grupo estava girando para a esquerda. Obviamente, segundo a consultora, isso teria que ser alterado. E foi. Na sexta-feira, um comunicado interno explicou: – A logomarca das empresas do grupo EBX passou por um ajuste. E rogou aos funcionários que ninguém perca tempo: – Na intranet você já encontra as novas logos e o arquivo para trocar a assinatura de e-mail. A colaboração de todos é essencial neste processo. Para os olhos de um leigo, contudo, a mudança é praticamente imperceptível. Então, ficamos combinados assim: os raios solares emitindo luz ao contrário têm o condão de fazer estragos bilionários nos resultados de um grupo empresarial.". Fonte


Como podemos perceber, não adiantou mudar a rotação do sol. Foi tanta "energia negativa" que o empresário chegou a ser preso tempos depois por suspeitas de ligações com o Cabral. Diz ele que eram apenas bons amigos, emprestava o jatinho Gulfstream apenas por camaradagem. Eike Hoje aguarda em liberdade o próximo julgamento. Disse recentemente ao repórter Cabrini que a principal vítima da queda do grupo X foi ele mesmo. Chegou até a chorar ao dar a entrevista. Mas ainda continua faturando alguns milhares de dólares mensalmente, graças a consultorias que vem dando a empresários em busca de suce$$o.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

-LINX3 +CAML3: Realocação na Carteira de Ações

Realocação na carteira de longo prazo: diminuindo exposição na Linx (LINX3) e aumentando na Camil (CAML3). Nada a ver com fundamentos ou realocação entre setores (ambas empresas continuam promissoras e com bons fundamentos), apenas diminuindo a exposição na Linx que dobrou nos últimos 3 meses e aumentando na Camil, ação esta que o mercado ainda não encontrou mas encontrará em breve, rs. Confira as últimas notícias sobres as duas empresas:

Linx


A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar sua mais nova solução, o Linx Pay. A oferta tem como objetivo garantir mais flexibilidade e precisão aos varejistas no recebimento de pagamentos tanto no ambiente físico quanto em lojas virtuais, sem abrir mão da segurança. Este é o primeiro lançamento da Linx Pay Hub, unidade de negócio especializada em serviços financeiros que foi criada recentemente para simplificar conexões e acelerar negócios.

Pensada para ser a oferta de pagamento mais completa do mercado, a Linx Pay é um pacote de serviços que disponibiliza ao varejista soluções 100% integradas às plataformas de gestão da Linx que vão desde a captura, gerenciamento e liquidação de transações, até emissão de cupons fiscais, gateway de pagamentos, entre outros. Dentre os principais diferenciais do lançamento está a função ‘split de pagamento’, com a qual o lojista consegue repassar os custos a seus fornecedores no ato da transação - operação que atualmente costuma demorar dias e é feita manualmente -, antecipação customizável de recebíveis, na qual o varejista poderá acionar a Linx e, dependendo do caso, poderá receber o valor até no mesmo dia. 



Desde que anunciou sua entrada no mercado de meios de pagamento em meados de outubro, as ações da Linx subiram mais de 90% – um dos casos de re-rating mais instantâneos da Bolsa. Agora, o mercado está tentando entender quanto de fato vale a oportunidade e se a ação tem potencial para continuar subindo.

Para o BTG, por exemplo, a resposta é um sonoro 'sim'. Os analistas do banco aumentaram o preço-alvo do papel de R$ 22 para R$ 36, depois de chegar a um valor justo de R$ 14 por ação apenas para o Linx Pay, a divisão que concentra as soluções de pagamento. E isso numa estimativa conservadora.Na análise mais otimista – em que todas as previsões da Linx para o Pay se tornam realidade – o BTG chega a um preço-alvo de R$ 71 por ação, com a divisão de pagamento sozinha valendo R$ 49/ação.

A Goldman Sachs também se debruçou sobre os números da fintech, e o resultado foi mais conservador: o banco atribuiu um preço-justo de R$ 30/ação, em linha com o valor da empresa na Bolsa. A diferença: em seu cenário-base a Goldman considerou que o Linx Pay capturaria apenas 30% de seu mercado potencial e que o ‘take-rate’ seria ainda mais baixo, de 0,6%.

Num evento com investidores promovido pela Goldman na semana passada, a direção da Linx sinalizou que o Linx Pay começou com o pé direito. "Eles estão animados com os resultados iniciais e disseram que, desde o lançamento, tiveram uma taxa de 80% [na conversão de clientes abordados]", escreveram os analistas do banco.

Já o Credit Suisse atribuiu um valor ainda maior para a fintech de pagamentos: segundo o banco, a Linx Pay sozinha vale R$ 18 por ação – mais da metade do valor justo total atribuído à empresa, de R$ 35. O CS considerou um ‘take-rate’ de 0,7% e R$ 37 bilhões em transações em 2021.

Para além do potencial do negócio de meios de pagamento, a Linx se tornou um alvo óbvio para as grandes adquirentes, que tem buscado completar sua oferta de serviço para fidelizar os clientes – o que contribui para a alta do papel.

Fonte

Camil


A Camil Alimentos anunciou a aquisição de 100% da SLC Alimentos Ltda. Dona das marcas Namorado, Butuí, Bonzão e Americano, a SLC Alimentos registrou faturamento líquido de R$ 512 milhões (2017) e foi avaliada em R$ 308 milhões. A empresa atua na industrialização e comercialização de arroz, feijão e lentilha e está presente nas cinco regiões do Brasil, além de exportar para mais de 20 países. Segundo nota oficial da Camil, a compra da SLC Alimentos está alinhada com a estratégia de crescimento da companhia, que consiste em ampliar a liderança no mercado brasileiro de arroz e feijão e realizar aquisições estratégicas que agreguem escala ao modelo de negócios. Representa ainda uma oportunidade de crescimento nos mercados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, bem como adiciona ao portfólio da Camil Alimentos marcas com relevância de mercado, aumentando a competitividade no segmento Ocupação.

"Temos um histórico consistente de crescimento tanto de maneira orgânica como por meio de aquisições estratégicas. Desde a abertura de capital, realizada em 2017, estávamos em busca de uma companhia que complementasse a atuação da Camil e agregasse participação em mercados estratégicos. Temos marcas líderes, nas quais investimos continuamente. Faz todo o sentido adquirimos uma marca relevante como Namorado", afirma Luciano Quartiero, CEO da Camil Alimentos. A aquisição da SLC Alimentos também inclui as cinco unidades fabris - localizadas em Alegrete (RS), Capão do Leão (RS), Jaboatão dos Guararapes (PE), Paraíso do Tocantins (TO) e Tatuí (SP) - além de seis centros de distribuição em Brasília (DF), Conceição do Araguaia (PA), Caucaia (CE), Jandira (SP), Porto Alegre (RS) e Simões Filho (BA).



Na primeira aquisição desde seu IPO, a Camil acaba de comprar a SLC Alimentos, dona das marcas de arroz e feijão Namorado, Butuí, Bonzão, e a quinta do País em faturamento e volume. A aquisição dá à Camil — que opera com a marca homônima no mercado premium — uma segunda marca de combate, a Namorado.

Hoje, a Camil opera uma marca de combate nacional — a Pop — e tem fortes marcas regionais que vieram com aquisições: o arroz Carreteiro (no Rio), Saman e Pai João (em Pernambuco e no Ceará) e o Bom Maranhense (adivinha onde). A Namorado, um pouco mais premium, tem presença nacional e deve permitir à companhia trabalhar mais pontos em sua curva de preço.

O namoro com a SLC era um caso antigo: as duas empresas já haviam conversado diversas vezes mas nunca chegaram a um acordo. A SLC pertence à família Logemann, que também controla a SCL Agrícola, e faturou R$ 512 milhões no ano passado, com um EBITDA de R$ 32 milhões.

Com a aquisição, a Camil passa a ter pouco mais que o dobro do volume do segundo colocado no mercado de arroz, a catarinense Urbano. A aquisição quadruplica a presença da Camil na região Sul (onde seu share vai de 1% para 4%), dá à empresa cinco pontos percentuais valiosos na Grande São Paulo (onde vai de 32% para 37%) e estabelece um posto avançado no coração do Brasil, a partir de uma fábrica em Tocantins capaz de atender todo o Centro Oeste e parte do Nordeste.

A Camil enfrentou problemas mais urgentes: logo depois do IPO, sobreveio uma tempestade perfeita, quando os preços do arroz, feijão e açúcar caíram simultaneamente. A deflação no preço dos alimentos penalizou a ação — que ainda negocia abaixo dos R$ 9 do IPO — e forçou a Camil à velha escolha de Sofia: preservar margens ou volumes?

No IPO da Camil, há pouco mais de um ano, o CEO Luciano Quartiero disse que a estratégia de crescimento teria três pilares: consolidar a presença nos mercados onde a companhia já atua; entrar em novas categorias como café e massas, que têm alto giro e muita sinergia com os negócios existentes; e ampliar sua presença na América Latina.

“Eu optei por defender margem,” Quartiero disse ao Brazil Journal. “Foi uma decisão dura de ser tomada, mas ainda acho que foi a correta. O mercado todo sofreu, mas a Camil sofreu menos que todos os concorrentes.”

Fonte

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Conhecer a História do Queen? Não Veja Bohemian Rhapsody!

Finalmente fui ao cinema ver Bohemian Rhapsody. É impressionante a bilheteria que este filme está tendo nos cinemas brasileiros. Em época de Anita e Pablo Vitar, pensei que ninguém mais se lembrava mais de bandas como esta. O filme está em cartaz há semanas e ainda continua atraindo público, é difícil ver isto acontecer no Brasil. Noto o interesse pelo filme principalmente no meu site Web Informado, pois fiz um post sobre o filme alguns meses atrás e a média de acessos tem sido em torno de 1.500 page views diários desde que estreou nos cinemas.


Mas confesso que não estava muito interessado no filme, por isto demorei tanto tempo para ir. Algo me dizia que este filme me traria alguma decepção, que de fato ocorreu. Para quem é fã do Queen e principalmente para o fã brasileiro, o filme soou quase como um sacrilégio. Freddie Mercury deve ter se contorcido na sepultura. O mais intrigante é que Brian May e Roger Taylor participaram ativamente do filme, chegando ao ponto de pedirem para demitir o primeiro diretor, e mesmo assim deixaram passar erros grotescos de cronologia da banda.

Mas tudo bem, o cinema tem licença poética não é mesmo? Sendo assim, se você não viu o filme ainda, não espere conhecer a história do Queen neste filme, há muitos documentários melhores por aí. O erro que mais me chamou atenção foi o fato do show do Rock in Rio se passar nos anos 70 no filme, sendo que na realidade o show foi em 85. É engraçado ver o Freddie relatando para sua namorada como a multidão cantou a música Love of My Life, e este relato no filme ocorre quando Freddie estava sem bigode, e se você for ver o show real verá o Freddie cantando com seu famoso bigodão.


Se você fizer uma pesquisa na internet verá diversos sites relatando os erros do filme, mas um erro em particular você não verá nestes sites, acho que só eu notei este erro, ou talvez tenha me enganado. Talvez um fã do Queen que more no Rio poderá me confirmar esta observação. Este erro ocorre quando é apresentada uma cena onde Freddie Mercury está hospedado no Rio, logo após o show do Rock in Rio. Nesta cena, ele está em um quarto de hotel, acompanhado de dois "amigos", e aparece na janela do quarto a imagem de uma praia. A praia mostrada neste filme é a de Ipanema, pois aparece ao fundo o morro Dois Irmãos. Não encontrei esta cena do filme na internet para mostrar aqui mas a visão é como esta da imagem abaixo:


Visão da praia de Ipanema

Contudo, todos nós sabemos que o Freddie se hospedou no Copacabana Palace, ou seja, além de terem adiantado o show do Rio em pelo menos uns 7 anos, também mudaram a praia onde o cantor se hospedou.


Visão da praia de Copacabana a partir do Copacabana Palace

Mas detalhes são detalhes, apesar destes erros, valeu o preço do ingresso só pela última cena do filme que reproduz com riqueza de detalhes o show Live Aid. Este é de fato o ponto alto do filme, confesso que escorreu uma lágrima vendo esta cena. Rami Malek chegou bem perto do Freddie, seria exigir muito do ator uma performance mais real. Outro Freddie Mercury nunca existirá. Difícil comparar com a encarnação de Ray Charles pelo ator Jamie Foxx, este sim um dos melhores filmes biográficos que já vi até hoje.


Freddie Mercury no Copacabana Palace 

Para finalizar, relembre a antológica entrevista que Freddie Mercury concedeu a Gloria Maria. Uma verdadeira aula histórica de como não entrevistar uma lenda do rock.