sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Análise Técnica Aplicada a Criptomoedas

O mercado de criptomoedas opera extremamente volátil no dia de hoje. Algumas altcoins como o Iota chegaram a perder 80% do valor no período mais crítico mas se recuperam neste início de manhã. O bitcoin vale agora 14.300 dólares depois de ter marcado topo em 19.600 dólares no dia 17/12/2017. O mais interessante é que alguns gráficos se transformaram em uma pintura de livro com o último topo servindo de suporte para o movimento de queda.


 Gráfico do Iota: Topo de agosto serviu como suporte para a queda de hoje.


 Gráfico do Monero: Topo de agosto serviu como suporte para a queda de hoje.


Gráfico do Bitcoin: A moeda mais forte do mercado também apresentou queda expressiva mas não atingiu os topos anteriores. Ainda poderá atingir?!

Acompanhe aqui em tempo real a recuperação das principais criptomoedas do mercado.


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Finansfera Brasileira no Exterior

O colega blogueiro AA40 que escreve no excelente blog Aposente aos 40 acabou de levar nossa comunidade de finanças para o exterior. Através de uma belíssima entrevista concedida à blogueira FireCracker que escreve no site Millennial Revolution, o AA40 falou sobre diversos assuntos como independência financeira, aposentadoria precoce, investimentos, alocação de ativos, ETFs, ações, inflação, títulos públicos, custo de vida, dentre outros assuntos.


To which my response was: There’s a FIRE community in Brazil?!? Turns out: yeah! There’s a small but vibrant community of FIRE bloggers in Brazil who are pursuing FI in their own unique way, with the added challenge of being mostly Portuguese-speaking only, meaning many of them can’t read the plethora of FI blogs in North America, hence guys like my emailer who were trying to run around and translate English-language articles into Portuguese for the Brazilian community.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Megafazendas

Fiz este post em 2014 mas acabei de atualizá-lo no site Abacus Liquid com dados atualizados. Acessem.

O Agronegócio no Brasil tem uma expressiva participação na economia do país e representou aproximadamente 22,15% do PIB em 2012. Nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos cresceu 37% e produção, mais de 176%. Atualmente o país ocupa notável posição mundial na produção agroindustrial.

- 1º produtor mundial de café, açúcar e laranja.
- 1º exportador mundial de carne bovina e de aves.
- 1º produtor de cana e açúcar e líder na exportação de açúcar e etanol.
- 2º produtor mundial de soja.

O Brasil é um país com vocação natural para o agronegócio devido às suas características e diversidades. Com seus 8,5 milhões de km o Brasil é o país mais extenso da América do Sul e o quinto do mundo com potencial de expansão de sua capacidade agrícola sem necessidade de agredir o meio ambiente.

O aumento da população e a consequente demanda por alimentos são fatores que contribuem para que o Brasil se consolide como líder mundial no agronegócio e seja conhecido como “celeiro do mundo”.

Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicam perspectivas positivas para o setor nos próximos dez anos. Além da ampliação das lavouras e do crescimento da produção de grãos, é destaque o aumento da produção de carnes – bovina, suína e aves.

Segundo o relatório Projeções do Agronegócio - Brasil 2012/23 a 2022/23, o setor deverá crescer 35% no período. De acordo com o estudo, o responsável pela expansão será o crescimento do consumo, sobretudo interno.


Pelas previsões, em relação aos números deste ano, mais 9,3 milhões de toneladas de carnes serão produzidas no país em dez anos, com o total passando de 26,5 milhões de toneladas para 35,8 milhões de toneladas. Quanto ao consumo de carnes, o relatório projeta aumento de 3,6% ao ano, no período 2013-2023.

As carnes fazem parte de uma cesta mais diversificada, que começa a se formar com o aumento de renda das populações, tanto da população mundial quanto da população local. O produto está diretamente relacionado ao aumento da renda.

O relatório vê possibilidade de crescimento nos demais setores do agronegócio: a produção de grãos deverá passar de 184,2 milhões de toneladas em 2012/13 para 222,3 milhões em 2023, com potencial de produção que pode chegar a 274,8 milhões de toneladas. Isso significa um acréscimo à oferta entre 20,7% e 49,2% na próxima década.

 
A área plantada de grãos deverá expandir-se entre 8,2% e 30,3%, passando de 53 milhões de hectares em 2013 para 57,3 milhões de hectares em 2023. De acordo com o relatório, no limite extremo, a área plantada iria para 69 milhões de hectares. Já a área total plantada com lavouras deverá passar de 67 milhões de hectares em 2013 para 75,5 milhões em 2023. A expansão está concentrada no crescimento da soja, 6,71 milhões de hectares, e de cana-de-açúcar, 2,2 milhões. O milho também deve ter expansão de área de por volta de 1 milhão de hectare.

Megafazendas


Um novo conceito no agronegócio nacional e mundial está sendo cada vez mais estudado e explorado, são as chamadas 'Megafazendas', ou seja, grupos empresariais formados por fundos, investidores ou grandes produtores com metas ambiciosas de exploração de terras para a agricultura.
  
Estes grupos geralmente tem ações negociadas em Bolsa, controle difuso, gestão profissionalizada e planejamento estratégico. Por oferecer mais garantias aos credores, possui também acesso maior a recursos financeiros do que as fazendas tradicionais, permitindo-a investir em estudos hidrológicos, de análise de solo e no desenvolvimento de pessoas.

O maior benefício, porém, é o da escala pois, para formar uma boa margem, é preciso comprar bem os insumos e vender bem a commodity. Em outras palavras, com maior poder de barganha se faz melhor as duas coisas.

A onda de investimentos ganhou força a partir de 2000, com a alta das commodities, principalmente na nova fronteira agrícola brasileira, área conhecida como Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), onde o plantio de soja cresceu mais de 100% na última década.

Além do lucro na operação, as empresas ganham com a valorização da terra. Segundo a Informa Economics FNP, o preço da terra de alta produtividade em Uruçuí (PI), uma das principais áreas do Mapitoba, subiu 256% de 2003 a 2013.

Por serem maiores, as novas empresas do agronegócio conseguem negociar melhor o valor do aluguel das terras, além de obter a preferência dos proprietários por apresentarem menor risco.

Análise 


No quadro abaixo listo os três principais grupos que possuem ações negociadas na bolsa. Ao se analisar os múltiplos vemos que o grupo SLC Agrícola se destaca entre os três. A BrasilAgro também apresenta bons números considerando que a empresa está em pleno processo de estruturação e crescimento. Já a Vanguarda Agro é um grupo que, apesar dos números negativos, deve ser colocado no holofote nos próximos anos.


Este mês realizei um pequeno aporte na AGRO3 e devo manter aportes mensais fixos neste grupo nos próximos meses. Além das perspectivas de crescimento considero que o preço do papel está bem descontado e inclusive abaixo do valor patrimonial da empresa. Pretendo também realizar 3 compras com valores mais elevados no papel SLCE3 na carteira de crescimento, no momento só aguardando uma diminuição no preço dos papéis que subiram muito nos últimos meses.

Fontes: http://www.ecoagro.agr.br http://exame.abril.com.br/economia/noticias/agronegocio-no-brasil-crescera-35-em-10-anos-diz-relatorio?page=1 http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352463-megafazendas-lideram-crescimento-no-cerrado.shtml

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Grupo da Finansfera no Facebook

Colegas blogueiros e leitores. Gostaria de convidá-los para participar do grupo da Finansfera no Facebook. Criei este grupo para promover uma maior interação entre os integrantes desta comunidade, tanto blogueiros quanto leitores. Lá poderemos discutir as ideias e estratégias que costumamos publicar aqui nos nossos blogs de uma forma mais dinâmica e participativa. Aproveito também para avisar que um novo mapeamento da blogosfera, agora com 208 blogs, já está disponível lá o Abacus.

http://abacusliquid.com/blogosfera/mapeamento/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ações para Evitar na Bolsa de Valores

Qual é a ação que mais te decepcionou na Bolsa de Valores? Qual ação você comprou e se arrependeu amargamente? Pode me responder estas questões na área de comentários? Uma enquete similar foi realizada recentemente no grupo da Suno do Facebook. Veja qual foi o resultado no gráfico abaixo:


Como pode ser visto no gráfico acima, Cemig, Petrobras e Eternit são as ações que mais decepcionaram os investidores. Veja a lista completa:

CMIG 16
PETR 15
ETER 13
CESP 8
MGLU 7
MOVI 7
SAPR 7
OGXP 6
ELPL 5
EMBR 5
VLID 5
CSAN 4
BBTG 3
BSEV 3
FJTA 3
GFSA 3
HBOR 3
JBSS 3
LAME 3
MMXM 3
OIBR 3
TCSA 3
TIET 3
USIM 3
VALE 3
ABCB 2
AGEN 2
AMAR 2
BRFS 2
CARD 2
GOAU 2
LLXL 2
PDGR 2
PFRM 2
POMO 2
SHUL 2
ABEV 1
AFLT 1
AGRO 1
BBRK 1
BMEB 1
BPNM 1
BRCR 1
CCXC 1
CIEL 1
CRFB 1
DIRR 1
ENEV 1
ESTR 1
FIBR 1
GGBR 1
HRTP 1
INEP 1
JHSF 1
KROT 1
LAEP 1
LEVE 1
LIGT 1
LOGN 1
LPSB 1
ODPV 1
PPLA 1
PRFM 1
RCSL 1
RNEW 1
SLED 1
TAEE 1
TCNO 1
TPIS 1
TRPL 1
UNIP 1
VVAR 1
Saiba também quais foram as ações preferidas dos investidores lendo o post completo no site Web Informado.

http://webinformado.com.br/melhores-investimentos-na-bolsa-de-valores/

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Como Ganhar Dinheiro Alugando Ações


Atendendo ao pedido do leitor Rodrigo, irei falar hoje sobre aluguel de ações. Você irá aprender como ganhar dinheiro alugando as suas ações de longo prazo.

aluguel de ações

O aluguel de ações é uma alternativa simples para quem investe em carteiras de ações de longo prazo e deseja rentabilizar ainda mais seus investimentos. A ideia principal de um aluguel de ações é a mesma de um aluguel comum, seja de carro ou imóvel. Ou seja, quem possui, aluga mediante o pagamento de uma taxa pré-determinada em contrato. Quem necessita, procura a melhor oferta que atende a sua necessidade, mediante o depósito de uma margem de garantia na operação.

Sendo o Doador (que disponibiliza suas ações em aluguel) essa operação é destinada a investidores de longo prazo, que não pensam em vender as ações no momento. Não possui custo fixo.

Sendo o Tomador (quem aluga a ação) essa operação é utilizada por investidores que querem realizar operações de curto prazo a fim de tirar proveito com a queda do mercado, vendendo o ativo e recomprando-os mais barato. Possui o custo fixo de 0,25% sobre o volume da operação.

Aluguel de Ativos

O aluguel de ativos é uma operação através da qual os investidores proprietários dos títulos disponibilizam os mesmos para empréstimos e os investidores interessados os tomam mediante aporte de garantias.

Trata-se de uma operação segura. Os riscos de se alugar ações são mínimos, uma vez que a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) atua como reguladora da operação e, com a intermediação das Corretoras, garante os negócios.

O aluguel de ativos é um serviço da B3 que oferece as seguintes vantagens aos investidores em geral, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, inclusive instituições financeiras:

- Remuneração adicional acertada no início do contrato para o investidor que aluga seus ativos;

- Quem empresta os ativos não deixa de receber eventuais proventos (juros sobre o capital próprio e dividendos, por exemplo) concedidos pela companhia emissora mesmo que seus ativos estejam temporariamente nas mãos de terceiros;

- O tomador do aluguel garante sua necessidade temporária de ter um ativo para implantar suas estratégias de investimento.

O acesso ao serviço se dá por meio de um sistema eletrônico. Para efetivar a operação o tomador do aluguel se compromete a pagar ao doador do ativo uma taxa livremente pactuada entre as partes e o emolumento cobrado pela B3. No final do prazo acordado o tomador deve devolver os ativos alugados ao proprietário.

O aluguel de ativos torna os mercados mais líquidos, aumentando sua eficiência e flexibilidade, beneficiando investidores com estratégias de curto e longo prazo. A Bolsa atua como contraparte central e garante as operações.

Como Funciona o Aluguel de Ações

A operação de aluguel consiste na transferência de títulos da carteira do investidor (doador ou locador) para satisfazer necessidades temporárias de um investidor tomador (tomador ou locatário).

aluguel de ações

O investidor que empresta suas ações receberá o aluguel, enquanto o investidor que toma emprestado poderá utilizar estas ações para realizar vendas descobertas:

O primeiro passo para quem deseja alugar seus ativos é procurar a sua corretora ou agente de custódia. São eles que disponibilizam os ativos, sejam próprios ou de clientes que tenham expressamente autorizado o aluguel através do Termo de Adesão da B3.

Já os tomadores do aluguel atuam por meio de corretoras, sob a responsabilidade de um agente de compensação (corretoras, bancos comerciais ou múltiplos, bancos de investimento, distribuidoras e outras instituições a critério da B3).

A B3, como contraparte de todos os contratos registrados de aluguéis, só autoriza as operações depois do depósito das garantias do tomador na B3. A movimentação das garantias é de responsabilidade do participante de negociação ou agente de compensação, no caso de cliente qualificado.

Os ativos aceitos pela B3 como garantia são definidos e revisados periodicamente (alguns exemplos: moeda corrente nacional, títulos públicos, privados e negociados em mercados internacionais, ações pertencentes à carteira do Índice Bovespa e outros). Consulte a relação de ativos e os limites máximos aceitos para cada tipo de garantia.

Assim como as operações de aluguel registradas, as garantias depositadas são segregadas por investidor final e suas posições são atualizadas em tempo real. O total exigido de garantias para uma operação de aluguel é de 100% do valor dos ativos mais um intervalo de margem específico para cada ativo.

O intervalo de margem representa a oscilação possível do preço desse ativo em dois dias úteis consecutivos. Essa relação é revisada regularmente e pode ser consultada na seção de Administração de Risco. As garantias depositadas na B3 permanecem em nome do investidor final, não sendo incorporadas ou vinculadas ao patrimônio da B3.

Ao custo do tomador são adicionados os emolumentos da B3. O doador recebe a remuneração pelo aluguel já deduzida do imposto de renda (cobrado nas mesmas bases das operações de renda fixa.

FAQ

1 - Como posso obter informações sobre as taxas praticadas pelo mercado e quais são os ativos mais negociados nas operações de aluguel?

A B3 disponibiliza informações e consultas diariamente:

- Posições em Aberto: mostra o estoque total de ativos transacionados, permitindo aos usuários acompanhar a evolução diária das ofertas disponibilizadas por ativo, e fazer consultas retroativas.

- Aluguéis registrados: traz o somatório das operações de cada um dos ativos nos últimos três dias. É um importante recurso para os investidores acompanharem e identificarem tendências do mercado. São apresentados dados sobre número de contratos, quantidade de ativos, volume financeiro alugado e as taxas médias (anualizadas) recebidas pelos doadores e as pagas pelos tomadores (note que as taxas dos tomadores são maiores pois incluem também a comissão que pagam para as corretoras)

2 - Existe taxa fixa para remuneração do doador?

Não. As taxas são livremente pactuadas entre as partes. O sistema BTC acompanha as taxas registradas e pode excluir aquelas que apresentem variações significativas em relação às taxas normalmente praticadas no mercado para um determinado período ou ativo.

3 - No caso de aluguel de ação com direito a voto, quem passa a deter o direito?

Durante a vigência do aluguel, é o tomador — caso o mesmo não tenha vendido a vista as ações objeto do aluguel — que passa a deter o direito de participação em assembleia e voto. É importante observar que no registro das operações de aluguel as ações são transferidas para a titularidade do tomador, ou seja, pertencem ao tomador até final do processo.

4 - O doador corre o risco de não receber os ativos de volta no vencimento?

- Recálculo diário das necessidades de garantia e quando necessário exige que o tomador as deposite na B3 (chamada de garantias).

- Execução de garantias do tomador, quando necessário.

- Emissão de uma ordem de compra para que os ativos devidos ao doador sejam comprados no mercado.

- Aplicação de multa de 0.2% ao dia no caso de atraso na entrega.

Adicionalmente, o tomador será responsável por remunerar o doador com o dobro da taxa originalmente contratada, até a data da efetiva devolução dos ativos.

5 - Quais são os custos das operações de aluguel de ativos?

O tomador deve pagar a remuneração devida ao doador, a comissão da corretora e a taxa de registro da B3 (0,25% a.a.) sendo o mínimo de R$10,00. No caso de aluguéis compulsórios, fechados automaticamente pelo sistema BTC para o tratamento de falhas do mercado a vista, a taxa de registro da B3 será de 0,50% a.a. e não há mínimo.

A B3 não cobra tarifa do doador (aquele que aluga seus ativos), mas as corretoras podem cobrar taxas do mesmo, dependendo da política de tarifação de cada instituição. Consulte sua corretora.

6 - As operações de aluguel são tributáveis?

Para o doador há incidência de imposto de renda na fonte sobre o rendimento da operação de aluguel, tratada como uma operação de renda fixa. As alíquotas aplicadas são:

Investidor residente (Pessoa física e jurídica) e Investidor Paraíso Fiscal:

Até 180 dias - 22,5%
De 181 a 360 dias - 20%
De 361 a 720 dias - 17,5%
Acima de 720 dias - 15%

Investidor estrangeiro - 15%

Instituição financeira – isento

Para o tomador, o custo da operação de aluguel pode ser incorporado ao custo da operação subsequente.

7 - Quando o doador recebe a remuneração paga pelo tomador? Qual é a base de cálculo?

A data em que os rendimentos deverão ser debitados do tomador e creditados ao doador é fixada no fechamento da operação de aluguel. Lembre-se: só existe prazo mínimo de um dia para as operações, outros períodos podem ser fixados livremente entre as partes (mais de um dia, semanal, mensal etc.). A base de cálculo do rendimento também é estabelecida no registro da operação, podendo ser a cotação média do dia anterior ao registro da operação de aluguel ou a cotação média do dia anterior do vencimento da operação.

8 - As operações de aluguel não deprimem as cotações dos ativos no mercado a vista?

Esta questão requer que alguns pontos sejam analisados:

O mercado necessita de instrumentos que equilibrem as forças responsáveis pela justa formação de preço (mecanismo de arbitragem).

São fixados limites máximos de posição por investidor, por intermediário e para todo o mercado, de forma a evitar a concentração de posição.

São submetidas a leilão todas as operações a vista registradas na B3, cuja quantidade seja considerada atípica em relação à quantidade média negociada no mercado ou que representem parcela significativa do capital da empresa.

O estoque das operações de aluguel em aberto é divulgado diariamente no site da B3.

As ações mais líquidas negociadas na Bolsa também são negociadas em mercado internacional principalmente através dos programas de American Depositary Receipts (ADRs: certificados emitidos e negociados no mercado de capitais dos EUA, com lastro em ações de uma empresa não norte-americana). Essa negociação em diferentes mercados tende a corrigir desequilíbrios nos preços.

No vencimento, o tomador deverá atuar no mercado a vista comprando ativos que serão devolvidos ao doador, empregando desta forma a força inversa à realizada no momento da venda dos ativos alugados.

9 - O doador pode solicitar a devolução de seus ativos antes do vencimento das operações de aluguel?

Só se no momento de inserir a oferta o doador tiver optado pela possibilidade de solicitar os ativos antes do vencimento acordado. Nestes casos o tomador terá um prazo de três dias úteis após a data da solicitação (D+4) feita pelo doador para realizar a devolução dos ativos objeto do contrato de aluguel.

10 - É possível renovar um contrato de aluguel?

No fechamento das operações de aluguel existe a opção de renovação do contrato. Apenas os contratos deste tipo são passíveis de renovação, que poderá ser solicitada tanto pelo tomador quanto pelo doador. Para que os contratos de aluguel sejam renovados é necessária a manifestação da contraparte do solicitante, que poderá rejeitar ou aprovar.

11 - O doador tem direito aos proventos emitidos pela companhia?

Formalmente, no aluguel o doador deixa de ser o titular dos ativos e não recebe o provento da companhia. No entanto, o sistema BTC se encarrega de reembolsar o doador na mesma data e no mesmo montante, como se os ativos ainda estivessem custodiados em seu nome. Isso é, faz um crédito financeiro correspondente ao provento já ajustado às suas condições fiscais na data estipulada pela companhia emissora. Por outro lado, o sistema BTC debita o tomador nas mesmas bases (montante financeiro e data). Note que os valores distribuídos pela companhia emissora reembolsados ao doador são considerados restituição do valor alugado originalmente, e não rendimento, portanto não são tributados.

No caso de um provento em ativos (bonificação, grupamento etc.), o investidor doador recebe os ativos-objeto do aluguel com as quantidades ajustadas.

Se houver opção de subscrição no período de aluguel, o sistema BTC garante ao doador a possibilidade de subscrever as ações a que tem direito sob as mesmas condições que teria caso estivesse com as ações em custódia (valores financeiros e datas). É importante ressaltar que durante o aluguel, pelo fato do doador deixar de ser acionista formal da companhia, os direitos de subscrição não serão gerados em sua conta de custódia.

Caberá ao tomador optar em devolver os direitos ou recibos de subscrição ou ações correspondentes à subscrição. No caso do recibo de subscrição ou novas ações o doador arcará com os custos relativos à subscrição. O acompanhamento do processo de subscrição via sistema BTC é realizado por sua equipe de monitoração juntamente com a equipe da corretora ou agente de custódia responsável pelas operações de aluguel de ações do investidor.

12 - Quais são as modalidades de aluguel de ações?

Existem 3 tipos:

Reversível ao Tomador

É o mais conhecido e permite que o tomador encerre o contrato a qualquer momento, tendo de pagar somente a taxa de aluguel, proporcional ao tempo utilizado, e as taxas da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Reversível ao Doador

O doador também pode encerrar o contrato a qualquer momento e o tomador tem 4 dias a contar da solicitação para devolver as ações. Ou seja, encerrar a posição vendida ou procurar um novo doador no mercado de títulos.

Vencimento Fixo

O tomador e o doador permanecem com o contrato vigente durante o período pré-estabelecido, e deve-se pagar a taxa de aluguel do período e as taxas da CBLC definidas previamente.

13 - Quais são as vantagens do aluguel de ações?

Vantagens para o doador

- O doador é remunerado pela cessão do papel
- Recebe juros e dividendos mesmo com as ações alugadas
- É uma a negociação de baixo risco para o doador, pois a operação é garantida pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) que atua como contraparte no processo
- Possibilidade de maior rentabilidade da carteira sem que o doador tenha que se desfazer das ações

Vantagens para o tomador

- Possibilidade de ganhar com a oscilação do mercado
- Fazer operações no mercado com tendência de baixa
- Fazer operações na expectativa de queda dos preços
- Usar as ações como garantia nas opções de compra

Meu Operacional de Aluguel de Ações

Como explicado acima, o investidor poderá realizar operações de doação de ações ou operações de tomada de ações. Irei explicar neste post qual é o meu operacional para realizar as operações de doação de ações. Não poderei detalhar o operacional de empréstimos de ações pois não trabalho com swing trade de ações na ponta vendida. Como pode ser visto na tabela de proventos abaixo, o percentual mensal de aluguéis recebidos sobre o capital alocado em ações é de 0,03%.

como alugar acoes

Para um investidor que possui um milhão de reais investidos em ações e considerando um retorno médio mensal de 0,03%, o obtido em operações de aluguel como doador seria algo em torno de 300 reais mensais em média. Um bom dinheiro não é mesmo? Já paga o cineminha do mês.

Religiosamente, toda segunda-feira, realizo uma verificação do da carteira livre através do canal eletrônico do investidor no site da B3.

aluguel de ações

As ações livres deverão então ser ofertadas para aluguel. Tenho ações em três corretoras diferentes e em cada uma delas o procedimento de doação é diferente. A corretora que oferece a melhor ferramenta de doação é a Rico. A figura abaixo apresenta a janela de oferta.

aluguel de ações

Para definir a taxa de aluguel eu consulto as ofertas já registradas como mostrado na figura abaixo:

aluguel de ações

Geralmente coloco uma oferta inferior à menor oferta. Na figura acima a menor oferta é de 0,2% para o papel OGXP3, então eu definiria uma taxa de 0,15% por exemplo. A desvantagem da corretora Rico é que um percentual adicional é lançado sobre a taxa definida. Já as corretoras Mirae e MyCap não lançam taxa adicional.

Se o investidor não possui um Home Broker que possibilita visualizar as taxas vigentes, poderá então consultar no site BTC ou então consultar o site Dados da Bolsa como mostrado na figura a seguir...

aluguel de ações

A figura a seguir apresenta ofertas de aluguel já lançadas...

aluguel de ações

O investidor poderá acompanhar os contratos em andamento através do canal do investidor como mostrado na figura abaixo...

aluguel de ações

Na corretora Mirae o processo de oferta não é realizado através do HB e sim através do site da corretora. A figura abaixo apresenta a interface...

aluguel de ações

A corretora MyCap não disponibiliza canal de oferta no HB e nem no site, o investidor precisa enviar um e-mail para o atendimento especificando os dados da oferta de aluguel.

Aconselho ao investidor de B&H alugar sua ações periodicamente pois é mais uma forma de rentabilizar a carteira. Por preguiça o investidor poderá não realizar este procedimento considerando o baixo retorno. Mas penso que qualquer centavo que entra na conta já é muito bom, no final do ano o montante será considerável.

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

No vídeo abaixo, Tiago Reis, fundador da Suno Research, conversa com Carlos Calsavara, especialista em BTC, sobre aluguel de ações.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Melhores Ações da Bolsa (com ou sem crise)

Estudo da Credit Suisse Hedging Griffo mostra quais são as melhores e piores opções na bolsa, com ou sem crise:

 
1 - Oligopólios: Empresas que possuem uma participação relevante nos segmentos em que atuam. Não por acaso, a capacidade de influenciar nos preços de mercado e a possibilidade de impor barreiras fortes à entrada de novos concorrentes são um bom negócio.

2 - Empresas de Qualidade: Termo difícil de definir, qualidade, na pesquisa da Credit Suisse Hedging Griffo, é a capacidade de uma empresa de oferecer uma rentabilidade de investimentos consistentemente superior a seu custo de capital. Empresas assim reconhecidas são as queridinhas do mercado, e suas ações são muito valorizadas. O interessante é a confirmação de que, mesmo sendo papéis caros, eles costumam ter um desempenho muito bom.

3 - Estatais: Não fizeram uma figura tão ruim quanto as pré-operacionais e as pechinchas. Cabe aqui um alerta de que essa é uma média simples, ou seja, empresas menores são comparadas com Petrobras e Banco do Brasil, alguns dos papéis mais negociados do mercado.

4 - Empresas “Deep Value”: Nome bonito para as pechinchas de mercado. São ações negociadas a preços inferiores ao valor patrimonial.

5 - Empresas Turnaround: Vendidas pelos consultores como uma panaceia, as reestruturações não têm agregado valor aos acionistas.

6 - Empresas “Dream Cap”. Sãos as empresas pré-operacionais. Independentemente da qualidade da empresa, estabelecer um preço justo para as ações é difícil, o que amplia os riscos.

Convido o leitor atento a listar as principais representantes de cada grupo.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Teste do Copo: O Diabo Mora nos Detalhes

Minha esposa me apresentou este teste que ela recebeu dias atrás no Whats App. Tentei descobrir qual copo se encheria primeiro. Não é uma questão de adivinhação e sim de lógica. Primeiro disse que era o copo 4 por estar mais baixo do que os demais. Estava errado. Depois disse que era o copo 5. Errei novamente. Este teste bobinho me deixou um questionamento: Estamos ignorando os pequenos detalhes o tempo todo?


Existe um velho provérbio que diz: "o diabo mora nos detalhes", ou "Deus está nos detalhes". Não sei qual dos dois é o certo. Mas não importa, o que quero dizer é que muitas vezes nos deparamos com um problema de fácil solução mas tentamos dar a solução mais elaborada quando na verdade a resposta está em um pequeno detalhe que nos passa desapercebido. Só porque não damos a importância devida às pequenas questões.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Ganhe Mais com AdSense Usando Anúncios Nativos

Ontem à noite a Google transmitiu uma live muito interessante onde abordou a categoria de anúncios nativos do AdSense. Para quem está à procura de técnicas para diminuir o efeito da "cegueira de anúncios" muito comum entre os usuários de internet, vale à pena ver este vídeo.

anuncios nativos adsense

Os anúncios nativos combinam com a aparência do seu site e proporcionam uma experiência do usuário melhor aos seus visitantes. Eles são diferentes dos anúncios padrão, pois foram projetados para se encaixar perfeitamente no caminho do usuário no seu site. Os visitantes sabem que se trata de um anúncio. No entanto, ele é exibido com ótima aparência ao lado do seu conteúdo. Os anúncios nativos são personalizáveis ​​e usam elementos de anúncio de alta qualidade, como imagens de alta resolução. O Google AdSense oferece os seguintes produtos nativos:

Anúncios nativos In-article
Anúncios nativos In-feed
Conteúdo correspondente nativo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Regulamentação da Profissão Blogueiro: Urgente, Se Você Tem um Blog Precisa Ver Isto!

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados tem por objetivo regulamentar a profissão de blogueiros. Este é um tema muito delicado e de extrema importância para todos que são produtores de conteúdo. O Deputado Federal Lindomar Garçon - PRB/RO, apresentou o PL 8569/2017 que dispõe acerca da regulamentação da profissão de blogueiro. 

profissão blogueiro

Segundo a justificativa, a regulamentação da profissão de blogueiro, reforçará a proteção de direitos e de garantias fundamentais daqueles que exercem essa atividade. Para aquele profissional que divulga conteúdo jornalístico com habitualidade, poderá requerer a carteira de jornalista, em conformidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal que a exigência de diploma e registro profissional dessa categoria atentam ao direito de livre comunicação. Por outro lado a presente lei, em consonância com o novo Marco Civil da Internet, estabelece os princípios a serem observados no exercício dessa atividade. Mais detalhes neste link.

O deputado reconhece que não há unanimidade entre a categoria acerca da necessidade de regulamentação da profissão, mas esclarece algumas pontos sobre uma eventual regulamentação:
  • Não serão criados Sindicatos de Blogueiros, visto que nem todo grupo profissional necessita de um ente representativo;
  • Não há necessidade de pagamento de taxa ou imposto algum para exercer tal atividade, a não ser que haja ganho financeiro com a atividade, e nesse caso o imposto deverá ser pago de qualquer maneira, com a regulamentação ou não;
  • Não haverá cerceamento da atividade, muito pelo contrário, a lei que propomos vem justamente a garantir a liberdade de expressão, prevista no Marco Civil da Internet, tão necessária ao exercício dessa atividade.
Veja o alerta do colega blogueiro Marcos Lemos.

domingo, 1 de outubro de 2017

Carteira Viver de Renda é Questionada

A carteira de investimentos do colega blogueiro Viver de Renda foi questionada hoje no Twitter por um analista de investimentos muito conhecido no mercado. Será que ele tem razão? Uma carteira previdenciária deveria ter alta exposição em moedas digitais como bitcoins? O que você acha da alocação desta carteira de investimentos?


Fiz um comentário no post explanando que a história não é bem assim, já que o investimento do colega Viver de Renda foi relativamente baixo se comparado com seu capital total. Talvez o que assusta quem se depara com a carteira hoje é a alta alocação em relação aos demais ativos. Mas considerando que a maior parte do valor atual é proveniente de valorização, então a história muda. O Viver de Renda deveria "realizar lucro" para rebalancear a carteira? Dê sua opinião nesta discussão.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Alta da Bolsa Brasileira Está com Dias Contados!

A alta da bolsa de valores do Brasil está com os dias contados. Não sou eu quem está falando nem o cachorrinho da foto abaixo. Quem está dizendo isto é o analista indiano Sandy Jadeja que ficou mundialmente conhecido por antecipar o "Flash Crash" da bolsa americana em 24 de agosto de 2015.

alta da bolsa de valores

O analista é tão famoso que eu nunca tinha ouvido falar seu nome. Também nem lembrava deste "Flash Crash". De qualquer forma é bom ficar atento a este tipo de previsão pois o próximo "crash" uma hora vai ocorrer, pode ser amanhã, mês que vem, ano que vem ou no próximo século.


Como pode ser visto no gráfico acima, estamos na sexta onde de alta da Bolsa de Valores. A regra é a seguinte: temos uma onda de alta e um ondinha de queda, mais uma onda de alta e outra ondinha de queda, desta forma o gráfico vai formando topos e fundos ascendentes, formação esta que os analistas técnicos denominam de tendência de alta.

A pergunta que todos fazem neste momento é quando a tendência será invertida de alta para queda. Isto é, quando a sequência de topos e fundos passará a ser descendente. Pelo que tenho ouvido por aí, isto não ocorrerá tão cedo. Podemos estar ainda apenas no início do movimento, como foi observado na última grande alta da bolsa brasileira...


Os analistas são unânimes em dizer que apenas um driver previsível pode interromper esta sequência de alta: a volta da esquerda ao poder nas próximas eleições. Veja que eu disse "previsível", pois cines negros sempre aparecem de tempos em tempos.

Continuo altamente exposto na Bolsa de Valores, não tenho valores atualizados mas minha alocação em renda variável está acima de 93%. Para me proteger tenho vendido índice e comprado dólar. Caso um black swan apareça apareça conseguirei travar parte da queda.

E você, o que tem feito para proteger os ganhos recentes?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Investimento em NTNB Principal

Fico lendo posts antigos e percebo como minha estratégia de investimento muda ao longo dos anos. Se é que posso chamar isto de estratégia. Ao ler este post de março de 2014 lembrei da época em que comprava NTN-B Principal para "aposentadoria". Naquela época acreditava piamente que ia me aposentar de NTN-Bs. Hoje já não tenho mais nenhum título público em carteira, life changes...

21/03/2014: Comprando NTNBs com taxa de 7%...

Seguindo a estratégia de investimento em NTN-B Principal 2035 para longuíssimo prazo (aposentadoria) que estabelece aportar nesta modalidade nos momentos de taxas de juros elevadas, já estou apto a comprar títulos no atual momento. Conforme mostra a tabela a seguir, já temos 3 dias com as taxas acima de 7%.


Nos gráficos a seguir podemos visualizar de forma mais clara a evolução das taxas no decorrer do ano:




Ontem o mercado apresentou uma interessante taxa de 7,11% e hoje iniciou o dia com uma taxa de 7,02%. Ainda não constatei nos agentes de mídia o motivo da ligeira diminuição verificada no dia de hoje mas acompanharei o noticiário para definir os critérios de aportes para este mês.

Edição (porque caiu no dia de hoje): Sem susto com IPCA-15 de março, juros futuros caem - Depois de uma rodada expressiva de alta ao longo da semana, em meio ao agravamento das preocupações com a inflação, os juros futuros recuaram hoje na BM&F. Investidores aproveitaram a apreciação do real e o IPCA-15 de março levemente abaixo do esperado para embolsar lucros e reduzir parte dos prêmios elevados carregados pelos DIs. Fonte: http://www.valor.com.br/financas/3489646/sem-susto-com-ipca-15-de-marco-juros-futuros-caem

Ainda conheço pouco sobre o funcionamento do mercado de juros futuros e a correlação deste com as taxas praticadas pelo governo no tesouro direto, mas pelo que notei existe uma relação direta entre os juros futuros e as taxas definidas pelo governo. O leitor que puder dar mais informações a respeito será bem vindo no espaço de comentários.

De qualquer forma acredito que a alta das taxas de juros nas últimas semanas está fortemente relacionada à expectativa de inflação maior no mês de março bem como à questão nebulosa do setor elétrico.

A título de curiosidade realizei uma pesquisa nestes primeiros meses do ano tentando correlacionar a evolução das taxas de juros com o cenário econômico. O gráfico abaixo pontua os principais acontecimentos do ano e o próprio leitor poderá tirar suas conclusões.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bolsa, Alimentos e Decisão de Investimento...

Este post foi ao ar em fevereiro de 2014, naquela ocasião estava sentindo a necessidade de comprar ações do setor de alimentos na bolsa. Infelizmente temos poucas empresas deste setor com capital aberto. Na ocasião estava na dúvida entre a M. Dias Branco e a BRF. a MIDIA3 apresentava melhores múltiplos fundamentalistas, e continua apresentando. Mas a BRF também era atrativa. Acabei comprando as duas. Por ironia do destino, a MDIA caiu uns 15% depois da minha compra mas depois subiu mais de 100%. Já a BRF subiu 80% depois da minha compra e depois caiu tanto que agora estou no zero a zero. Assim funciona o mercado de renda variável meu amigo.

O texto do post original está mais embaixo, estou repostando este artigo pois estou fazendo uma faxina no blog, eliminando os posts ruins e republicando os posts bons. Mas antes quero falar uma coisa, uma curiosidade. Já que estamos discorrendo sobre o setor de alimentos, quero lhe dizer que você está consumindo os alimentos mais caros do mundo sem saber. Vou dar dois exemplos...

Baconzitos 

bolsa de alimentos

Confesso que desde criança sou um consumidor voraz destes salgadinhos. Mas hoje consumo muito menos, já fui mais fanático. Hoje substituí o clássico Baconzitos por outros de marcas mais desconhecidas que custam quase metade do preço.

De qualquer forma, tenho plena ciência que os preços destes salgadinhos são fora da realidade. Vamos entender a questão. Veja no anúncio acima que este pacotinho de 55 g está sendo vendido por R$ 3,79. Fazendo uma continha rápida, vamos chegar a um valor de R$ 68,91 por quilo. Se você considerar que o quilo do bacon real está em torno de R$ 20,00 então chegará à conclusão de que um salgadinho de farinha que imita o sabor do bacon custa quase 4 vezes o valor do bacon natural. Não é algo surreal?!

Ou seja, o alimento imitação é muito mais caro do que o alimento "in natura".

Orégano


alimentos na bolsa

O caso do orégano é ainda mais gritante. Também sou um consumidor frequente de orégano, e não é apenas em pizza. Uso orégano em sanduíches e também nos pratos de comida normal.

Vamos então fazer uma continha para saber quanto custo o quilo do orégano. Considerando que um pacotinho de 15 g está custando R$ 5,49, podemos concluir que o quilo do orégano custa R$ 366,00!!! Ou seja, esta folhinha é mais cara que cocaína.

Especiarias como o orégano são alimentos valiosíssimos desde a época em que Portugal traçou um ambicioso plano marítimo para chegar à Índia.

"As especiarias eram, desde sempre, consideradas o ouro das Índias. A canela, o gengibre, o cravo, a pimenta e açafrão eram produtos difíceis de obter, pelos quais se esperavam caravanas e mercadores experientes vindos do Oriente. Dos mercados de Veneza e Génova só então eram espalhadas para toda a Europa estas especiarias, acrescidas imensamente no seu custo, e sem chegada garantida. Em 1453, com a tomada da cidade de Constantinopla pelos Otomanos, as trocas comerciais de Veneza e de Génova ficaram muito reduzidas. O proveito dos portugueses em estabelecer uma rota marítima, portanto praticamente isenta de assalto — não obstante, coberta de perigos no mar —, mostrava-se recompensador e esboçava no futuro um grande rendimento à Coroa. Portugal iria ligar diretamente as regiões produtoras das especiarias aos seus mercados na Europa."


M. Dias Branco ou BRF?


Preciso fazer um rebalanceamento na minha carteira de ações, retirando do portfólio a ARZZ3 (ficarei apenas com a GRND3 no setor de calçados e a HGTX3 no setor de vestuário) para incluir uma empresa da área de alimentação. Gostaria da opinião dos colegas entre BRFS3 e MDIA3. Aceito também outras sugestões neste setor. Seguem alguns números (dados de fevereiro de 2014):

BRFS3



Lucro

ROE

MDIA3



Lucro 

ROE

terça-feira, 12 de setembro de 2017

IBOV Deflacionado e Covariância IBOV x Dólar

Uma combinação de fatores positivos no mercado financeiro fez com que o IBOVESPA rompesse os 74 mil pontos, deixando para trás o topo histórico de 73.516 pontos, registrado no dia 20 de maio de 2008. Com a alta de 1,70% de ontem, o principal índice da bolsa renovou a máxima, ao alcançar os 74.319 pontos. Como fatores catalisadores, destaque para a perspectiva de queda da taxa básica de juros para perto dos 7% ao ano, menor nível da história, e os sinais de crescimento consistente, ainda que lento, num ambiente de inflação controlada. Neste post iremos revisitar o gráfico do IBOV deflacionado.

ibov deflacionado

Como pode ser visto no gráfico acima, apesar do índice ter superado ontem sua máxima histórica, ao aplicarmos a correção da inflação (IGP-DI) vemos que ainda estamos bem longe do topo.

 IBOV Deflacionado

Através da contribuição do leitor Gustavo cheguei a um interessante artigo elaborado Jonas Faga Jr. e apresentado neste endereço. Abaixo vemos o IBOV tal qual nos é apresentado em termos de pontos (IBOV nominal):


Neste gráfico o autor assinalou os principais eventos macros mundiais para pontuar as principais reversões:

1 – Primeiro fundo após a estabilização do Plano Real – (1995)
2 – Topo atingido no auge da bolha dos mercados emergentes – (1997)
3 – Fundo atingido após o estouro da crise asiática, russa e brasileira – (1999)
4 – Topo atingido no auge da bolha das pontocom – (2000)
5 – Fundo atingido imediatamente após os ataques ao WTC – (2001)
6 – Fundo atingido em meio ao pessimismo pós WTC e pré guerra contra o terrorismo – (2002)
7 – Topo atingido no auge da bolha imobiliária e de crédito nos EUA – (2008)
8 – Fundo atingido após o crash da bolha de crédito nos EUA – (2008)
9 – Topo atingido após a injeção de maciços estímulos pós 2008 – (em 2010)

A intenção do autor foi apresentar o IBOV deflacionado pelo valor do grama de ouro na BM&F, contrato de 250 gramas (OZ1D). Aplicando este fator deflacionário, o histórico canal de alta do IBOV transforma-se em uma longa congestão:


Covariância IBOV x Dólar

O autor apresenta ainda, em outro post, um artigo onde o mesmo mostra a covariância Dólar x IBOV que pode ser ilustrada através do grafico abaixo:


Neste post o autor procurou apresentar um método teórico de alocação de ativos a partir de duas perspectivas complementares: ações (IBOV) e fundos cambiais (Dólar). Basicamente o autor define uma alocação inicial de equilíbrio onde os ativos estão alocados meio a meio. Na medida que desvios são percebidos na carteira, os mesmos são corrigidos através da realocação entre ações e fundos cambiais.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Blogroll da Finansfera

O que fazer na hora do café? A sugestão é acompanhar os blogs da finansfera. São quase 200 blogs para você acompanhar no seu dia-a-dia. Aqui no Blog d'Uó mantenho o blogroll da finansfera sempre atualizado. Caso conheça algum blog que não esteja ainda nesta lista por favor me informe.


No site Abacus Liquid você poderá ainda acompanhar os principais sites de finanças do país.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Fundos de Investimentos em Participações (FIP): XPOM11

Esta postagem foi ao ar no dia 18/07/2014, na época este FIP estava cotado no 80 reais. Não tenho pais este Fundo de Investimento em Participações em carteira, de qualquer forma fica aí uma estudo detalhado sobre o tema.

 xpom11

Há pouco tempo me deparei com uma modalidade de investimento ainda pouco conhecida pelo investidor comum: os chamados FIP (Fundos de Investimento em Participações). São fundos caracterizados, principalmente, pela participação ativa nas empresas ou negócios em que investe.

Segundo a instrução 391 datada de 2003 da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), um FIP deve ser constituído em forma de condomínio fechado e os recursos sob sua administração devem ser destinados à aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da companhia investida.

A maioria dos FIPs investe em empresas fechadas, praticando aquilo que também é conhecido como Private Equity. Um FIP pode ser utilizado para comprar empresas endividadas, pode ser um fundo mezanino - que fica por um tempo pré-determinado participando da empresa - ou até mesmo investir em empreendimentos imobiliários. A intenção do fundo é tirar proveito do potencial de crescimento de tais investimentos.

fip

Diferenciais

Uma vantagem de investir neste tipo de fundo é que o cotista participa do crescimento dos negócios em carteira, sejam de capital fechado ou aberto. Este tipo de fundo oferece grandes oportunidades de ganho em relação aos fundos tradicionais de ações, pois buscam investimentos com alto potencial de maturação e retorno.

Um FIP pode ser montado por um investidor que quer investir em empresas iniciantes, sem que o aporte precise ser direto, e também é uma forma de abrir a empresa para investidores. É vantajoso em relação ao investimento direto pela sua transparência e sua governança corporativa, pois tem custodiante e auditoria obrigatórios. Para a empresa também é bom, pois ela pode começar a ter contato com o mercado de capitais e se ela quiser fazer um IPO já terá níveis elevados de governança corporativa.

Outra vantagem é o fato de este tipo de fundo ser obrigado a participar ativamente da administração dos negócios, o que trás mais chances de retorno. Por outro lado o risco também é maior, e tudo vai depender da qualificação do gestor.

Se o fundo investir em empresas fechadas, ele traz a vantagem de estar apostando em negócios com grande potencial de expansão, pois as empresas ainda não são tão maduras quanto as que já são listadas na bolsa, que é a grande diferença entre investir em ações e investir num FIP.

Fundos de Investimentos em Participações com Cotas Negociadas em Bolsa

Apesar de pouco conhecidos no Brasil, os Fundos de Investimento em Participações com cotas negociadas em bolsa tem chamado a atenção dos investidores de varejo, especialmente por seu elevado potencial de ganho e outras vantagens fiscais.

Em geral, os FIPs são fundos criados para se investir ativamente através da compra de participações em empresas ou empreendimentos específicos. Assim como os Fundos Imobiliários (FII), esses FIPs funcionam como um condomínio fechado que administra recursos.

Hoje em dia, muitos FIPs também são criados com objetivos bem exatos como a aquisição de imóveis ou de pequenas centrais hidroelétricas, sendo montados na forma de Sociedade de Propósito Específico (SPE). Como os FIPs podem investir em praticamente qualquer coisa, ter seus propósitos bem esclarecidos torna mais fácil compreender os riscos e reduzir a complexidade de acompanhamento das operações do fundo.

Abaixo uma lista extraída do site da BM&FBOVESPA com os FIPs que hoje estão listados na bolsa. Fiz uma busca rápida no HB da minha corretora em cada um destes e percebi que apenas o XPOM tem apresentado negócios diários. Fiquei na dúvida se os demais têm as cotas negociadas no mercado.

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FIP-IE XP Omega I (XPOM11)

Este FIP tem se tornado o queridinho dos pequenos investidores. Como é negociado em bolsa então está disponível para quem tem em investir em uma empresa de capital fechado com bom potencial de crescimento e de quebra receber rendimentos semestrais isentos de Imposto de Renda.

Diferenciais do FIP apontados pela gestora:

•    Receita: contratos de longo prazo acima de 10 anos com empresas de grande porte;
•    Inflação: contratos ajustados anualmente protegendo o capital da inflação;
•    Conjuntura Setorial: demanda crescente por energia e alta liquidez nos contratos favorece o setor;
•    Ativos: ativos operacionais com desempenho comprovado, assim como nas grandes companhias elétricas, além de contar com uma gestão profissional;
•    Benefício fiscal: rendimentos (isento de IR) e ganhos de capital no mercado secundário (15% ao invés dos 27,5% do IR tradicional) com vantagem fiscal;
•    Liquidez: com as cotas negociadas em bolsa espera-se boa liquidez com facilidade de resgate do capital aplicado.

O FIP-IE XP Omega I é detentor de aproximadamente 34% do capital total da Asteri Energia S.A. (“Asteri”), uma sociedade holding que, por sua vez, detém 100% do parque eólico de Gargaú e 51% da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pipoca. A Omega Energia Renovável S.A. é sócia do XP Omega I na Asteri, sendo titular de aproximadamente 66% do capital total. O fundo atualmente detém 100% das ações preferencias de emissão da Asteri, que conferem direito ao recebimento de dividendo preferencial e cumulativo de IPCA+7,5% a.a. até 2032, o qual deverá ser pago semestralmente nos meses de maio e novembro.

O fundo passou a ser sócio da Omega Energia Renovável na Asteri Energia. A Asteri não precisava de recursos, porém tinha o interesse de vender parte de sua participação para financiar novos investimentos em projetos "greenfield".

A Omega tem entre seus principais sócios as gestoras Tarpon Investimentos e a Warburg Pincus. Pelo desenho do negócio, a Omega possui 100% das ações ordinárias da Asteri, ou 66% do capital total. O fundo da XP tem 100% das ações preferenciais recém emitidas da holding, ou 34% do capital. Essas preferenciais terão os moldes das "preferred shares" americanas. Terão prioridade no recebimento dos dividendos, que serão fixos e cumulativos até outubro de 2032.

Pipoca está localizada no rio Manhuaçu, em Minas Gerais, e tem capacidade instalada de 20MW. Gargaú está localizado em São Francisco do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e tem capacidade instalada de 28MW. Ambos os ativos estão em operação desde o último trimestre de 2010. Abaixo segue a estrutura acionária da Asteri após aquisição das ações preferenciais por parte do FIP Omega.

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Uma vantagem importante destes ativos é que ambos possuem contratos de longo prazo com contrapartes de excelente risco de crédito, indexados à inflação. Pipoca possui contratos até o ano de 2025 com consumidores de primeira linha e ainda conta com a Cemig como sócia estratégica no ativo.

Gargaú faz parte do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), programa do governo federal lançado em 2002 e implantado em 2004, com a finalidade de estimular investimentos em fontes alternativas de energia. Os contratos do Proinfa seguem um mesmo padrão, e por contarem com incentivos do governo federal possuem características extremamente favoráveis às empresas.

Para citar alguns exemplos destacamos: (i) o prazo de 20 anos, (ii) os preços, superiores a R$ 330/MWh a valores de hoje no caso de Gargaú, e (iii) as garantias, onde o governo federal, através da Eletrobrás, garante um piso de 70% da receita contratual durante toda a duração do financiamento, que vai até 2026 no caso de Gargaú.

Uma vez que esses ativos não possuem mais qualquer risco de construção, o principal risco do negócio passa a ser de ordem climática. Como lidamos com fontes renováveis de energia, a geração de caixa consolidada da Asteri depende do regime de chuvas (caso de Pipoca) e do regime de ventos (caso de Gargaú).

XPOM11 no Mercado Secundário

Percebe-se que, recentemente, o preço no mercado secundário do FIP Omega tem sofrido, atingindo patamares abaixo dos R$ 90,00 / cota (R$ 83,15 no fechamento de 17/07/14). Acredita-se que isso ainda se deve a um entendimento incompleto por parte do mercado.

xpom11

O FIP Omega é um investimento de longo prazo, com um fluxo de distribuição crescente nos primeiros anos até o momento em que todo o dividendo das ações preferenciais acumulado é distribuído e o fluxo anual é estabilizado no patamar de IPCA + 7,5% a.a. A razão que esse dividendo não está sendo distribuído  integralmente se deve à restrições contábeis e cláusulas contratuais com o BNDES. Com o passar do tempo e à medida que essas restrições diminuem, todo o dividendo acumulado devido às ações PNs desde a liquidação do IPO serão pagos. Vale lembrar, que este saldo ainda não pago é corrigido à IPCA + 7,5% a.a. até o momento de sua distribuição integral. Ou seja, o valor econômico do investimento está preservado.

Carta do Gestor (Análise do Primeiro Trimestre de 2014)

O primeiro trimestre de 2014 foi bem relevante para o FIP-IE XP Omega I. Aproximadamente 9 meses após a captação do Fundo, chegamos em Março com a segurança de que os ativos comprados indiretamente pelo Fundo (Gargaú e Pipoca) são sólidos e vêm apresentando desempenhos acima de nossas expectativas.

Pipoca, mesmo que marginalmente, vem conseguindo se beneficiar dos altos preços de energia no mercado spot, uma vez que possui pequeno percentual de sua energia assegurada descontratada (hedge hidrológico natural). Gargaú teve um início de ano excepcional, com geração física de energia 25% acima de nossa expectativa. Com isso, o caixa da Asteri segue robusto, e passa a ser questão de tempo para que este caixa possa migrar aos cotistas do Fundo, regularizando assim seu fluxo de recebimentos no tempo.

Gostaríamos de usar este espaço para falar sobre um assunto que julgamos de extrema importância para o investidor de longo prazo do FIP Omega: o valor estratégico dos ativos geradores de energia. Todos sabem que os níveis dos reservatórios no Brasil (principalmente no Sudeste) estão em patamares preocupantes. A proximidade do calendário eleitoral prejudica a discussão do assunto, estando o mesmo demasiadamente politizado. Com isso, não fazemos o que devíamos, agravando o problema e o “empurrando” para frente. Estamos entrando no período seco, saindo do chuvoso, e a situação dos reservatórios no SE/CO chega ao final de Abril com 38,16%*.

xpom11

Já falamos em relatórios passados de como essa escassez de energia acaba aumentando o custo marginal da mesma, e com isso, aumenta também o valor estratégico de longo prazo dos ativos de geração. Mas tivemos um fato novo em Abril que vale destacar. O Governo decidiu fazer um leilão (Leilão A de 2014) para entrega imediata de energia e com prazo de 5 anos (até Dezembro de 2019). O preço teto do contrato durante todo o prazo foi estipulado em R$271/MWh (ajustado pela inflação), bem acima das sinalizações passadas. Ainda assim, o leilão não conseguiu suprir integralmente a demanda das distribuidoras. Ao que tudo indica, os donos dos ativos de geração de energia estão com outra visão do que seria um preço interessante para contratar sua energia, hoje descontratada.

O que isso significa para nós? Bom, primeiro que o valor estratégico de Gargaú e Pipoca aumenta no tempo. Segundo, que os preços de energia livre no futuro (após vencimentos dos  contratos atuais) deverão ser maiores do que aqueles que consideramos em nosso modelo quando da decisão de investimento.

Continuaremos sempre trabalhando para fornecer maior transparência e informações para nossos cotistas, ajudando o desenvolvimento e divulgação do FIP Omega para o mercado. E desde já, nos colocamos à disposição para esclarecermos quaisquer dúvidas.

Link de InteresseParque Eólico de Gargaú

Fontes  do Artigo:

BM&FBOVESPA
XP Investimentos
UOL Economia
Melhores Fundos
Plancorp