Nas últimas semanas tenho dedicado um esforço extra para colocar minha carteira de ações no prumo. Já realizei o 'enxugamento' do número de ativos monitorados de 40 para 20 e, como não entrará dinheiro novo nas corretoras nos próximos 3 meses (aumento do colchão de segurança em função do filho que está chegando), então terei mais algumas semanas para realizar novas análises antes de retomar os aportes periódicos.
A carteira de ações segue então caminhando a passos lentos em função da sua baixa rentabilidade muito provavelemte devido à alta diversificação da mesma. Porém, tenho verificado uma rentabilidade extraordinária na carteira de renda fixa nos últimos meses o que tem segurado a rentabilidade geral dos investimentos.
Na figura abaixo apresento o desempenho geral dos títulos do tesouro que eu possuo (NTN-B Principal 2019 e NTN-B Principal 2035) no mês corrente:
Os aportes que realizei este ano estão apresentando rentabilidade bem interessante visto que este é um investimento de renda fixa:
03/12/13 - Preço 583 - Bruto atual: 16,81%
06/01/14 - Preço 606 - Bruto atual: 12,54%
04/02/14 - Preço 561 - Bruto atual: 21,57%
21/03/14 - Preço 574 - Bruto atual: 18,69%
Claro que é uma rentabilidade bruta momentânea uma vez que o objetivo é carregar o título até o seu vencimento e até lá teremos grande variação de preços.
O objetivo deste post foi apenas demonstrar ao investidor iniciante que investimentos em renda fixa, no caso em questão investimentos em tesouro direto, podem trazer uma grande variação de rentabilidade da carteira, tanto para cima quanto para baixo, de acordo com os momentos de mercado e aportes realizados.
É importante então que o investidor saiba onde está pisando e adote uma estratégia compatível com seus objetivos. Minha conduta no momento é de observação, meu último aporte na categoria foi em 21/03/14 e não momento não vejo novas entradas.
Um blog sobre investimentos, economia, política, futebol e outros assuntos de butequim...
terça-feira, 20 de maio de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
Resultado da Promoção 100.123!
Primeiro Lugar: Ricardo Falcão Maciel - Prêmio de R$ 30,00
Segundo Lugar: Vinícius Silva
Terceiro Lugar: Thiago
Quarto Lugar: Cachorro loko
Critério de desempate: Hora do print.
Obrigado a todos que participaram!
Segundo Lugar: Vinícius Silva
Terceiro Lugar: Thiago
Quarto Lugar: Cachorro loko
Critério de desempate: Hora do print.
Obrigado a todos que participaram!
sexta-feira, 18 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Bonificação em Ações - Como Declarar?
Pergunta do Internauta: Uó, Primeiro, valeu pela iniciativa. Esta série de posts está me ajudando na minha declaração. Uma coisa que não vi no seu guia é como declarar bonificação de ações. Poderia explicar?
Acabei não falando deste tema pois ainda não foi necessário na minha declaração e não sabia como fazer, mas pesquisando na internet à respeito, encontrei algumas informações muito úteis.
Antes de mais nada, preciso dizer que a foto aí em cima é meramente ilustrativa e não representa o que a bonificação é de fato. O investidor iniciante pode ser levado a pensar que está recebendo de presente dinheiro novo da empresa, mas no frigir dos ovos continuará a ter o mesmo valor em R$ do dia anterior à bonificação, isto porque o preço das ações originais são descontados do preço das novas ações recebidas.
Em termos técnicos, a bonificação é a distribuição de resultados da empresa através da emissão de novas ações, realizada quando da incorporação de reservas ao capital social. Os novos papéis são distribuídos aos acionistas na proporção da quantidade de ações que o já possuía. A bonificação acontece na proporção 1:X, onde X representa a quantidade de ações que serão bonificadas por ação tida na carteira no investidor (contribuição do Poney Investidor).
Em outras palavras a bonificação aumenta o capital social e a quantidade de ações da empresa, porém sem alterar o valor patrimonial líquido, já que as reservas fazem parte do patrimônio da empresa. Deste modo, não existe alteração no valor possuído por cada acionista, pois, na prática, a empresa não passa a valer mais.
Como Declarar
O guia mais simples e mais didático à respeito deste tema eu encontrei no blog do AdP neste post. No item "6. Bonificação" o AdP explica que é necessário acessar a opção "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" e escolher o item "Incorporação de reservas ao capital / Bonificação em ações". Lá no post o leitor poderá encontrar maiores informações.
No site da Exame encontrei a seguinte questão:
Dúvida do internauta: No ano passado, recebi bonificação de uma empresa onde tinha 600 ações, compradas por 16,20 reais cada. A bonificação foi de 1,92% em ações, ou seja, acabei recebendo 11 ações. Que valor declaro como custo de aquisição dessas 11 ações? As ações recebidas como bonificação foram vendidas no mesmo ano de 2011, permanecendo as 600 ações que eu já possuía. No demonstrativo enviado pelo banco depositário não consta nenhuma informação de bonificação. Apenas são informadas a posição acionária de 600 ações no dia 31 de dezembro de 2011. Como as bonificações são tratadas no IR, já que as 600 ações permaneceram até 31/12/2011?
Resposta: O custo de aquisição dessas 11 ações é zero, mas o contribuinte deve verificar eventual ganho tributável no mês da venda, caso tenha sido uma alienação acima de 20.000 reais. Com relação às 600 ações que permaneceram na data de 31/12/2011, deverão ser informadas na ficha de Bens e Direitos da Declaração de Ajuste Anual pelo seu custo de aquisição (no seu caso, 16,20 reais por ação). Lembrando que esse valor deve ser mantido na declaração até o momento da venda dos papéis
Caso CEMIG
Recentemente tivemos o caso da bonificação da CEMIG que gerou muitos questionamentos em vários sites de finanças. Em 26/12/13 a empresa aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital de R$ 1,480 bilhão que foi realizado por meio de emissão de 296,2 milhões de ações preferenciais a serem entregues aos acionistas como forma de bonificação. Cada investidor recebeu 30% da quantidade de ações que já possuía.
O pagamento da bonificação foi realizado em 03/01/14. Todos os acionistas que possuíam papéis até o dia 26/12/13 receberam o bônus. O Governo do Estado de Minas Gerais, principal acionista da companhia, com 50,97% do capital votante, foi o maior beneficiado. Para ele, foram emitidos 64,3 milhões de títulos. Como os papéis da bonificação não dão direito a voto, o governo poderá vendê-los sem perder o controle da empresa.
Então, o investidor que possuía em 26/12/13 1.000 ações CMIG3 ou CMIG4 recebeu na bonificação 307,65 ações CMIG4. É importante salientar que a parte fracionária do cálculo não é distribuída na forma de ações e sim de dinheiro creditado em conta. Para isto são realizados leilões para venda dos fracionários dos diversos investidores de forma agrupada.
Aquele investidor que não vender no ano de 2014 as ações CMIG4 recebidas como bônus, deverá então lançar na declaração exercício 2015 / ano-calendário 2014 na seção de bens, de preferência em separado das ações compradas em pregão, "X ações da Cia. Energética de Minas Gerais recebidas como bonificação".
Já o valor correspondente ao fracionário e creditado em conta deverá ser somado com o valor total das ações recebidas e lançado em "Rendimentos Isentos e não Tributáveis - Incorporações de Reservas/Bonificações". Para calcular o valor em R$ recebidos com as ações bônus o investidor deverá multiplicar o número de ações recebidas pelo valor nominal das ações recebidas, no caso em questão R$5,00.
Para complicar um pouco mais a questão a CEMIG lançou o seguinte comunicado em 29/01/14: No melhor entendimento da Companhia, de acordo com disposto no §1º do Artigo 47 da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil n.º 1.022/2010, o custo unitário de aquisição atribuído às ações bonificadas é de R$0,00 (zero reais), visto tratar-se de bonificação oriunda da capitalização de reserva de capital “não tributada”
Em outras palavras, à partir deste comunicado ficou estabelecido que o custo de aquisição das ações bônus seria zero. Ou seja, caso o investidor resolva vender as ações recebidas no ano de 2014 (que foi o meu caso) o lucro da operação será o valor total da operação subtraído das despesas.
Mas cada caso é um caso. Existem bonificações onde as novas ações vem com custo a ser considerado para o cálculo do novo preço-médio. Exemplo recente disto foi com CIEL3 onde o custo por ação nova bonificada foi de 1,27. Este custo deve então ser usado para o cálculo do novo PM a ser utilizado na declaração de IRPF (contribuição do Poney Investidor).
Contribuição ao post do nosso colega LdL:
Eu declarei a bonificação do dia 26/12 nos bens, com o código 99 (créditos em trânsito) e o valor multiplicado pelos R$5,00 descontados da CMIG3. Segue o texto:
CREDITOS EM TRANSITO - BONIFICACAO EM ACOES A RECEBER EM 2014 DE CEMIG S.A. CNPJ 17.155.730/0001-64 X ACOES CMIG4 COM CUSTO UNITARIO DE AQUISICAO R$ 0,00, CFE ART. 47 DA INSTRUCAO NORMATIVA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL N. 1.022/2010, VISTO TRATAR-SE DE BONIFICACAO ORIUNDA DA CAPITALIZACAO DE RESERVA DE CAPITAL NAO TRIBUTADA
sábado, 12 de abril de 2014
Guia do Imposto de Renda 2018 Para Investidores
Até o momento postei aqui no blog algumas informações para declaração de ativos como ações, FIIs e Tesouro Direto. Não tenho a pretensão de elaborar nenhum guia de declaração de imposto de renda e sim compartilhar com os colegas o que consegui coletar de informações sobre a forma correta de declarar à Receita Federal os ativos que eu tenho em carteira.
Os seguintes posts foram realizados até agora:
Como Declarar Tesouro Direto
Como Declarar Ações - Saldo
Como Declarar Ações - Operações de Venda
Como Declarar Ações - Recebimento de Dividendos
Como Declarar Ações - Recebimento de Juros sobre Capital Próprio
Como Declarar Ações - Recebimento de Aluguel
Como Declarar Vendas de Fundos de Investimentos Imobiliários
Como Declarar Cotas de Fundos de Investimento Imobiliário
Como Declarar Rendimentos de Fundos de Investimento Imobiliário
Neste penúltimo post da série irei falar sobre itens de declaração básicos como poupança e conta corrente. No próximo e último post falarei sobre procedimentos operacionais como backup de dados e transmissão à receita.
Poupança
Poupança em banco é algo que a maior parte dos brasileiros possui e, apesar da sua baixa remuneração, sua principal característica é ter rendimentos isentos de imposto de renda, que beleza né?! Então o investidor precisará acessar a ficha de declaração "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" conforme mostra o destaque 1 da figura a seguir.
Na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" o investidor deverá escolher a opção "8 - Rendimentos de cadernetas de poupança e letras hipotecárias" conforme mostrado no destaque 2 da figura abaixo. Feito isto será exibido o quadro auxiliar para transporte de valor através do qual o investidor irá lançar seus saldos de poupança apurados no final do ano-calendário.
Através do formulário "Dados do Bem" exibido a seguir o investidor deverá selecionar a opção "41 - Caderneta de poupança" e a localização (geralmente Brasil ou algum paraíso fiscal, rs)
No campo "Discriminação" o texto é livre mas eu costumo colocar o nome do banco/CNPJ, número da agência e conta. Nos campos "Situação em ..." o investidor deverá lançar os valores no final do ano anterior ao ano-calendário e no final do ano-calendário.
Conta Corrente
Dinheiro em conta corrente no fim do ano deve ser declarado como bens na ficha "Bens e Direitos" conforme mostrado na figura abaixo. O investidor deve lançar o valor no final do ano anterior ao ano-calendário e no final do ano-calendário.
Recebimento de Trabalho Assalariado
Recebimento de trabalho assalariado deve ser declarado na ficha "Rend. Trib. Receb. de Pessoa Jurídica" conforme mostrado na figura abaixo.
É importante que o trabalhador tenha o seu informe de rendimentos fornecido pela fonte pagadora onde todos os dados necessários estarão disponíveis.
Despesas Médicas
Despesas com médicos, dentistas, planos de saúde, etc, devem ser declaradas na ficha "Pagamentos Efetuados" conforme mostrado no destaque 1 da figura abaixo.
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