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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Mercado de Seguros no Brasil

Defendo a ideia de que toda carteira de ações de longo prazo precisa ter uma empresa do setor de seguros. Eu mesmo tenho realizado aportes em três seguradoras (BB Seguridade, Porto Seguro e Sulamérica). Vejo neste setor um grande potencial de crescimento para os próximos anos, desta forma, compilei neste artigo informações de várias fontes sobre o mercado de seguros no Brasil, dos primórdios aos tempos atuais.

seguro familia

Início da Atividade Seguradora no Brasil

A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a "Companhia de Seguros BOA-FÉ", em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por objetivo operar no ramo de seguro marítimo.

Naquele período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente em 1850, com a promulgação do "Código Comercial Brasileiro" (Lei n° 556, de 25 de junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulamentado em todos os seus aspectos.

O advento do "Código Comercial Brasileiro" foi de fundamental importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamente previsto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre.

Até mesmo a exploração do seguro de vida, proibido ipsis litteris pelo Código Comercial, foi autorizada em 1855, sob o fundamento de que esta norma só proibia o seguro de vida quando feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por volta de 1862, as primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior.

Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros de vida. A norma determinava que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos.

O século XIX também foi marcado pelo surgimento da "previdência privada" brasileira, pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado - proposto pelo então Ministro da Justiça, Barão de Sepetiba, que. Pela primeira vez um produto oferecia planos com características de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída através da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923.

hostoria mercado seguros

O Contrato de Seguro no Código Civil Brasileiro

Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o "Código Civil Brasileiro", com um capítulo específico dedicado ao "contrato de seguro". Os preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro.

Esses preceitos fixaram os princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro.

A Primeira Empresa de Capitalização

A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de "Sul América Capitalização S.A". Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de capitalização através do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria de Seguros.

O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: "As únicas sociedades que poderão usar o nome de "capitalização" serão as que, autorizadas pelo Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, à pessoa que subscrever ou possuir um título, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no mesmo título".

Criação do IRB e da SUSEP

Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro". Em consequência, por meio do Decreto n° 5.901, de 1940, foram criados os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas físicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), e em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), através do Decreto-Lei n° 1.186. As sociedades seguradoras ficaram obrigadas a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua capacidade de retenção própria.

O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes, visando a criar condições de competitividade para o surgimento e o desenvolvimento de seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção e a criação do chamado excedente único. Com a adoção de baixos limites de retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos instrumentadas tecnicamente – como era o caso das empresas de capital nacional – passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que tinham assegurada a cobertura automática de resseguro.

Com o passar do tempo, entretanto, o modelo monopolista e centralizador começou a dar mostras de esgotamento, e de já não atender plenamente às novas exigências do mercado. Idealizado para ser fundamentalmente uma instituição ocupada com o resseguro, o IRB vinha ultrapassando os limites de suas funções originárias e assumindo um caráter de órgão fiscalizador.

Em 1966, com a edição do Decreto-Lei nº 73, o governo instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados, criando o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão controlador e fiscalizador da constituição e funcionamento das sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência privada. Dotada de poderes para apurar a responsabilidade e apenar corretores de seguros que atuam culposa ou dolosamente em prejuízo das seguradoras ou do mercado, a SUSEP assume, pela primeira vez no Brasil, a tutela direta dos interesses dos consumidores de seguros.

O IRB, que até então praticamente exercera funções hegemônicas na definição dos modos de operação de seguros no Brasil, passa a dividir com a SUSEP atribuições que, embora distintas nos termos da legislação, por quase duas décadas acabaram se superpondo em importantes aspectos. No final da década de 60, três sinistros quase quebraram o mercado – os incêndios que destruíram a TV Paulista, a fábrica de biscoitos Marilu e a fábrica da Volkswagen em São Bernardo –, o que chamou a atenção das autoridades para a necessidade de fortalecer as seguradoras. Tem início, então, um processo de fusões e aquisições, incentivado pelo governo, que reduziu o número de seguradoras de 176, em 1970, para 97, em 1974.

Fonte 1
Fonte 2

Raio X da Indústria de Seguros

O mercado de seguros no Brasil é fortemente concentrado em três sub-ramos: seguro saúde, seguros de pessoas (vida, acidentes e previdência) e automóveis. Juntos estes seguros detiveram 84,4% da receita no ano de 2013. No entanto, o mercado tem crescido significativamente em ramos não tradicionais como patrimonial, transporte, riscos financeiros, habitacional, rural e outros.


indústria de seguros

Ramo Vida

O ramo vida, que engloba seguros de pessoas e contribuições de previdência, é um dos mais importantes do mercado, com 34,9% da receita total de prêmios. Mas existem importantes diferenças dentro desse grupo. O produto mais importante é o que agrega seguro de vida e plano de previdência, chamado Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

seguros ramo vida

Ramo Não Vida

No ramo não vida, o seguro mais importante em termos de receitas é o de saúde, seguido do seguro automóvel e do seguro patrimonial. O seguro de automóveis já foi o mais importante do país, mas nos últimos anos perdeu participação para outros ramos. Isso está relacionado ao crescimento da demanda por produtos de previdência e ao aumento da competição entre as seguradoras de automóveis, o que barateou os prêmios e diminuiu a receita.

O seguro saúde é um produto bastante importante no ramo não vida, com 66,0% do total de seguros desse ramo. Obteve um crescimento de 83% entre 2008 e 2013. O seguro patrimonial protege o segurado contra riscos de incêndio e roubo de seu imóvel, bem como dos conteúdos. A apólice compreensiva residencial ou empresarial adiciona outras coberturas. É um seguro pouco vendido no Brasil quando comparado com o que ocorre nos Estados Unidos e na Europa. A razão é que para muitos brasileiros, o risco maior no que se refere a bens é o roubo e acidentes de automóvel.

seguros ramo não vida

Ramos não tradicionais

Alguns ramos não tradicionais tiveram rápido crescimento nos últimos anos. É o caso do seguro de garantia estendida para eletrodomésticos, que, inexistente em 2004, arrecadou prêmios de mais de R$ 2,9 bilhões em 2013 e dos seguros de riscos financeiros, rural e habitacional, cujas receitas de prêmios aumentaram, entre 2008 e 2013, respectivamente, 74%, 199% e 208%.

A razão disso prende-se à retomada do crescimento econômico com expansão do crédito, aos excelentes resultados da agricultura e à criatividade do mercado segurador em oferecer novos produtos mais adequados às necessidades e perfis de risco dos consumidores.

O seguro de riscos financeiros protege os contratantes (empresários, locatários etc) contra perdas derivadas de desrespeito a cláusulas contratuais, uma preocupação que aumenta à medida que a economia se reativa.

O seguro rural é um importante instrumento de política agrícola, por permitir ao produtor proteger-se contra perdas decorrentes, principalmente, de fenômenos climáticos adversos. Tal seguro teve grande avanço com a criação do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural no qual de 40% a 70% do prêmio do seguro são garantidos pelo governo federal.

O seguro habitacional é uma garantia fundamental para o crédito imobiliário, com benefícios para todas as partes envolvidas. Garante que a família permaneça com o imóvel na falta do mutuário por morte ou invalidez permanente. E para a instituição financeira que concedeu o financiamento, a quitação da dívida. Também garante a indenização ou a reconstrução do imóvel, caso ocorram danos físicos causados por riscos cobertos.

seguros não tradicionais

Resseguro

O resseguro é o seguro do seguro e tem papel fundamental para o desenvolvimento do mercado. Numa seguradora, o risco excedente ao limite técnico deve ser transferido a outra empresa via operações de cosseguro e/ou resseguro e retrocessão, no caso dos resseguradores. Até 1939, o resseguro no Brasil era feito quase totalmente no exterior, de forma direta ou via empresas estrangeiras que operavam no país.

A criação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re), como autarquia estatal monopolista nas operações de resseguro e retrocessão, teve como objetivos fortalecer as seguradoras nacionais através da maximização de sua capacidade de retenção e manter no Brasil prêmios de resseguro antes repassados a outros países. Tal situação começou a mudar com Emenda Constitucional nº 13, de 1996, que aprovou a quebra do monopólio exercido pelo IRB, e foi sacramentada pela Lei Complementar n° 126, de 2007, que abriu o mercado de resseguro.

Os prêmios de resseguro das resseguradoras locais tiveram alta de 29,5% entre 2008 e 2013. A sinistralidade subiu no mesmo período de comparação, indo de 75,8% para 88,2%. O índice combinado caiu de 107,9% em 2008 para 103,2% em 2013. O resultado financeiro teve queda de 13,7% e o resultado patrimonial foi de R$ 56,7 milhões (+691,05%). Desse modo, o setor passou de um lucro liquido de R$ 416 milhões em 2008 para um lucro de R$ 271 milhões em de 2013, ou seja, queda de 35,0%.

A rentabilidade do patrimônio líquido cresceu 5,8% em 2013. Os prêmios de resseguros do mercado brasileiro (auferidos pelas locais, admitidas e eventuais) cresceram 117,2% entre 2008 e 2013. Com isso, a retenção geral de prêmios no mercado de seguros diminuiu de 91,1% para 90,4%.

resseguro

Fonte

Estabilidade e Crescimento

Entre meados da década de 70 e fins da década de 80, o mercado de seguros, previdência privada e capitalização se encontrava estagnado. Inflação elevada, regulação inibidora da competição e cultura nacional desacostumada com os seguros constituíam os principais entraves.

De 1990 para cá, o mercado mudou bastante. Os governos concederam às seguradoras maior liberdade de fixação de preços e demais condições das apólices, diversas companhias internacionais passaram a operar no Brasil, a oferta de produtos se diversificou e a maior concorrência trouxe benefícios para os consumidores na forma de queda de prêmios.

Com as reformas dos primeiros anos da década de 90, teve início um período de crescimento que foi ainda mais acentuado depois do sucesso da estabilização monetária de 1994 que acabou com a hiperinflação.

Os principais indicadores do mercado segurador mais que dobraram: a receita anual com prêmios de seguros e contribuições a planos de previdência passou de US$ 32 por habitante, em 1990, para US$ 443 em 2013 e o quociente dessa receita contra o PIB subiu de 1,2% para 4,0% no mesmo período (excluído saúde suplementar).

evolução anual indústria seguros

evolução anual indústria seguros

Porém, no Brasil a indústria de seguros ainda possui baixo nível de penetração como pode ser visto nos gráficos comparativos a seguir. Em outras palavras, há ainda muito mercado a se explorar.

penetração mercado seguros

penetração mercado seguros

Estatísticas Atualizadas

Este breve resumo estatístico exibe informações relevantes sobre o Mercado Segurador e seus diversos segmentos, a partir de dados públicos da SUSEP e ANS, além de fontes auxiliares como BCB e IBGE. Estas informações serão atualizadas periodicamente, sempre que houver a divulgação de novos dados pela Susep ou ANS. Estatísticas mais detalhadas de cada segmento são encontradas em área equivalente do sítio eletrônico da FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde  e FenaCap, conforme o caso.

mercado de seguros - arrecadação por segmento

mercado de seguros - arrecadação pib

mercado de seguros - arrecadação per capta

mercado de seguros - evolução

Fonte

Principais Seguradoras

A tabela a seguir apresenta as maiores seguradoras em atividade no país sob o ponto de vista do Patrimônio Líquido Ajustado.

Fonte: SUSEP

A figura a seguir apresenta o RSPL (resultado por patrimônio líquido) das principais seguradoras do mercado.

RSPL seguradoras

A figura a seguir apresenta a participação das principais seguradoras do mercado no primeiro trimestre de 2016.

participação mercado seguradoras

Perspectivas para 2016

O mercado de seguros projeta um 2016 mais desafiador do lado operacional, com aumento da sinistralidade como reflexo da crise no país, mas ainda assim espera sustentar expansão de prêmios de dois dígitos no ano. Haverá, de qualquer forma, uma desaceleração desses prêmios e o resultado financeiro crescerá de modo mais contido, obrigando as companhias do setor a serem mais competitivas em preço, mesmo que essa postura signifique sacrificar um pouco as margens do segmento.

Apesar disso, nem tudo está perdido para o crescimento, embora ele seja muito mais modesto, há sim oportunidades que podem ser aproveitadas, principalmente porque a crise leva a coberturas de menor valor. É possível que negociações grandiosas fiquem em segundo plano, mas transações menores têm ótimas perspectivas.

"Teremos um crescimento um pouco mais modesto, mas o Brasil ainda tem espaço para crescer em seguros", avalia o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Um dos responsáveis pela desaceleração mais rápida do setor, conforme demonstram as projeções da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, é o ramo de saúde complementar.

Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), explica que a crise econômica e também a Lava Jato, que resultou em várias demissões nas empresas envolvidas, afetam diretamente o setor, que ainda assim mostra "resiliência" pelo fato de o plano de saúde ser um dos últimos itens a entrar na lista de ajuste das famílias.

O segmento também será afetado, conforme Coriolano, em termos de sinistralidade, uma vez que as pessoas que engordam a lista do desemprego tendem a utilizar mais o plano. Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, observa, porém, que o mercado está mais bem preparado sob o ponto de vista de gestão de sinistros.

"Em 2009, não estávamos preparados e o mercado também não. Agora, as empresas estão mais conscientes, o desenho dos planos mudou, os funcionários participam mais com co-participação", admite o executivo. Já na área de seguro de automóvel, o mercado prevê leve aceleração. A CNseg espera expansão de 3,9% em 2016.

Como estímulo para o segmento, a despeito da queda nas vendas de automóveis, o presidente do conselho de administração da Porto Seguro e também interino da CNseg, Jayme Garfinkel, cita o seguro popular, que permite a utilização de peças usadas no conserto de carros segurados, atualmente em consulta pública.

"51,9 milhões de veículos com mais de cinco anos de uso não têm seguro. É um mercado que pode passar a ser explorado a partir do seguro popular, que deve ser realidade no ano que vem", avalia ele. Garfinkel admite, entretanto, que a sinistralidade tende a piorar no segmento, assim como as fraudes, por conta do ambiente atual, mas não projeta um "aumento dramático".

mercado seguro projeção 2016

Para a CNseg, o ano de 2016 deve apresentar um crescimento de 10,5% em um cenário otimista. Em 2015, a expectativa foi maior, fechando em 11% de prêmios emitidos, contra 12% estimados para 2014. Roberto Westenberguer, superintendente da Susep alerta que é preciso ter cautela, “mas o Brasil ainda tem espaço para crescer em seguros”.

Na área de Seguro de Automóvel, por exemplo, o mercado está em aceleração de 3,9%. Houve um estímulo para esse segmento por conta da queda nas vendas dos veículos e pela aprovação do Seguro Popular, onde é permitido a utilização de peças usadas no conserto de carros segurados. Mas, a Fundação Proteste, órgão de defesa do consumidor, alerta ao consumidor que assegure a garantia e o bom estado da peça de segunda mão e a forma como será instalada no veículo.

O aumento da sinistralidade também vem como reflexo da crise. Estatísticas da CNseg revelam que um dos responsáveis pela desaceleração do setor é o ramo de saúde. A crise econômica afetou diretamente o setor, que ainda assim mostra capacidade de se recuperar, pois o plano de saúde acaba sendo uns dos últimos itens a entrar na lista de ajuste das famílias brasileiras, uma vez que o grande número de pessoas desempregadas tende a utilizar mais o plano.

A maneira da distribuição de seguros, principalmente através de plataformas digitais, também preocupa o mercado segurador, pois além de estreitarem o relacionamento com os clientes, vêm ampliando os canais de venda para conquistar novos públicos. No entanto, apesar de se tornar uma tendência cada vez mais real e próxima, o segmento ainda precisa de uma base sólida, pois a figura do Corretor de Seguros ainda é de extrema importância.

Segundo a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros, a Fenacor, o setor aguarda definições da economia da política nacional para marcar a retomada de suas expectativas positivas. Nos últimos seis meses, o cenário foi de pequenas oscilações e queda.

Fonte 1
Fonte 2

Perspectivas de Médio e Longo Prazo

Por segmentos específicos, hoje, em média, apenas 25% da frota brasileira de automóveis é segurada. Os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que estão mais amadurecidos, mas há ampla oportunidade de crescimento. A estimativa é de que esse mercado cresça acima de 9% ao ano.

No seguro de vida falta consciência da população para a importância dessa segurança, ou mesmo para contratar capitais de proteção que estejam em sinergia com suas verdadeiras necessidades. No que se refere às classes C e D, as seguradoras devem buscar criar produtos que tenham como ponto principal a forma de cobrança mais barata, evitando boletos bancários. Os seguros de vida e acidentes pessoais também podem crescer acima de 9% ao ano.

Já em previdência, o aumento do nível de conscientização, com educação eficiente, é que vai levar ao aumento do consumo. Nosso país tem carência de consumo de bens e serviços e a previdência ainda não é vista como uma prioridade nos orçamentos das pessoas. Estima-se que este setor pode crescer em média 10% ao ano.

Ainda falta consciência da população sobre a proteção da residência e há muito espaço para desenvolvimento, uma vez que o ticket médio é bem menor do que as pessoas imaginam. A dotação de serviços agregados, como assistência 24 horas e soluções de conveniência, pode ampliar a receptividade por esse ramo de seguro. A previsão é que os seguros patrimoniais em geral cresçam em média 7% ao ano.

No Brasil, o seguro de transporte é obrigatório, porém, calcula-se que mais de 50% das transportadoras ou 50% das cargas transportadas no Brasil não tenham seguro, e isso ocorre basicamente por falta de fiscalização eficiente. O desenvolvimento econômico do País deve impulsionar uma ampla conscientização nesse segmento, além de maiores investimentos em infraestrutura. O crescimento anual deste setor deve ficar entre 5% e 7%.

O seguro rural pode crescer acima de 12% a 20% ao ano, visto que o Brasil tende a se fortalecer como um grande  competidor mundial na produção de alimentos e bioenergia. Porém, depende dos governos aumentarem os subsídios para a consolidação desse seguro.

pirâmide Maslow

A Cultura do Seguro

O bônus demográfico é fato, e pode proporcionar um período de grande prosperidade – consta que a reconstrução da Europa e do Japão no pós-Segunda Guerra Mundial foi auxiliada pela larga faixa de população economicamente ativa para amparar o crescimento. Entretanto, é preciso que as condições socioeconômicas e o trabalho das empresas sejam direcionados para potencializar esse momento.

Do lado dos seguros, também é importante que as regras e resoluções permitam o desenvolvimento de produtos que atinjam públicos cada vez maiores, de diversos nichos e segmentos da população. Também precisa-se disseminar a cultura do seguro, tanto nos principais centros urbanos como em regiões menos centrais.

Os seguros são importantes instrumentos de tranquilidade e proteção dos sonhos e das conquistas da população, e devem ser disseminados da forma adequada para que os ganhos com o desenvolvimento econômico sejam protegidos agora, e no futuro.

evolução etária Brasil

Fonte

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Setor Automobilístico - Crise, Que Crise?!

Como diz o colega S. Guarda, "carro tem que ser japonês", e o brasileiro embarcou nesta onda...


Os funcionários da fábrica da Honda em Sumaré (SP) têm feito uma hora e 40 minutos de hora extra diariamente. A mudança veio depois da entrada do HR-V na linha de produção. Com isso, o volume diário aumentou de 540 para 652 veículos ao dia, dos quais 240 se referem ao novo SUV compacto. Com a ampliação da carga de trabalho, a fabricante japonesa afirma que a capacidade produtiva anual pode subir de 120 mil para 140 mil carros.

Neste ano, o volume de fabricação do Fit teve que ser reduzido devido à alta demanda pelo HR-V. Segundo a montadora, essa situação será regularizada em 2016 com a inauguração da planta de Itirapina, para onde o Fit será totalmente realocado. No total, R$ 1 bilhão foi investido no espaço, que terá 160 mil metros quadrados. Até o fim do ano, as duas fábricas operarão em dois turnos e somarão 3.500 funcionários.

De acordo com a Honda, a versão topo de linha do HR-V tem 100 dias de espera nas concessionárias. Batizada de EXL, custa R$ 88.700 e é responsável pela maior parcela do mix de vendas. A montadora diz também que a configuração de entrada, LX, de R$ 69.900, tem 30 dias de fila nas lojas autorizadas.

A Honda não é a única a manter boas vendas neste cenário turbulento. A Toyota opera em dois turnos com duas horas extras por dia nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba. De janeiro a abril, a Toyota vendeu 56,7 mil automóveis, 7% a mais que em igual período do ano passado. O mercado total vendeu 861,7 mil unidades, 18,4% menos que em 2014.

Por que Honda e Toyota estão Vencendo a Crise?

Os períodos de crise fazem surgir os verdadeiros campeões. Nos momentos de expansão do mercado, muitos parecem surfar tranquilamente e se beneficiar. Porém, quando os consumidores fogem e se tornam mais críticos e seletivos, as coisas mudam muito. Parece ser o caso do mercado automotivo no Brasil nos primeiros três meses do ano. As vendas de automóveis e comerciais leves tiveram queda de mais de 17% neste primeiro trimestre, com relação ao mesmo período do ano passado.

Mas a queda tem impactado as diferentes marcas em magnitudes muito diversas. Abordando apenas as marcas com maior volume de vendas, notamos que Citroën, Fiat e Volks estão se tornando os grandes perdedores com a diminuição das vendas, respectivamente, de cerca de 47%, 27% e 22%. Já outras marcas, como GM, Renault e Ford, estão perdendo moderadamente: queda de vendas de, respectivamente, cerca de 18%, 15% e 4%.

Mas há marcas que conseguiram não apenas ampliar sua fatia de mercado, como, e mais surpreendente ainda, exibir aumentos reais de vendas. É o caso da Toyota e da Honda, que parecem não sentir a crise como outras concorrentes. Ambas tiveram significativos aumentos em vendas neste primeiro trimestre.

A Toyota, por exemplo, vendeu 41.055 veículos no primeiro trimestre, crescimento de mais de 12% em comparação com mesmo período do ano anterior. Já a Honda, por sua vez, vendeu 32.857 unidades de janeiro a março, também apresentando um crescimento superior a 12%.

O que faz tais empresas conseguirem esses resultados tão expressivos em um período de enorme declínio? Ambas tem estratégias parecidas e sistemas de gestão semelhantes. Vejamos alguns dos elementos que as tornam tão especiais.

Em primeiro lugar, uma obsessão pela qualidade. Embora muitas outras empresas também se preocupam com a qualidade, acabam priorizando garantir os volumes de produção e vendas acima de tudo.

Entretanto, essas duas montadoras levam essa orientação a um novo patamar. Desde que começaram a comercializar e a produzir seus veículos no país, Toyota e Honda lideram as pesquisas de satisfação dos clientes, não apenas com os produtos em si e sua durabilidade, como também com os serviços oferecidos pelas concessionárias e elevado valor de revenda. Além disso, têm uma grande preocupação com a eficiência e custos, além de estabelecer relações de confiança de longo prazo com suas concessionárias e principais fornecedores.

As estratégias de investimentos focalizam em poucos produtos e em baixos volumes, com incrementos graduais, para poder garantir os elevados níveis de qualidade e eficiência e também enfrentar as oscilações do mercado. Desse modo, na contramão do setor, essas duas empresas estão ocupando plenamente a sua capacidade produtiva neste momento e, ainda, estão investindo em ampliações.

Tanto Toyota quanto Honda têm tido uma estratégia consistente de crescimento lento, com foco em valor para os clientes, e no desenvolvimento de capacitação local em manufatura, engenharia etc. Outras empresas cresceram mais rápido e até prosperaram. Mas na hora da crise, as diferenças de estratégia aparecem, e a superioridade do enfoque que valoriza qualidade e uma visão de longo prazo torna-se evidente.

Muitas montadoras têm se dedicado a copiar algumas das técnicas e ferramentas de gestão desenvolvidas pioneiramente pela Toyota, seguidas, em grande medida, pela Honda. E, com isso, têm tido melhorias em seus desempenhos.

Porém, a mudança essencial na filosofia de gestão e no modo de pensar e fazer as coisas ainda não foi feita. Talvez este momento possa ser utilizado para a reflexão e a definição de uma nova etapa no sistema de gestão e na estratégia dessas outras montadoras. Para o bem delas e dos clientes.

Toyota e Honda têm tido seus percalços, equívocos e dificuldades no país. Não são empresas perfeitas, mesmo porque isso não existe. Mas seus desempenhos recentes contrastam radicalmente com o desempenho do setor.

Fonte

sábado, 22 de novembro de 2014

Melhores Setores para Investir

No início deste ano, a consultoria de investimentos Mercer divulgou uma pesquisa sobre cenários econômicos para 2014. O objetivo foi determinar os melhores setores e ações para investir em 2014. A pesquisa contou com a participação de 45 gestores de instituições como BlackRock, BNP Paribas, BTG Pactual, dentre outras.


De acordo com a pesquisa, entre os setores mais atrativos para 2014 estavam: Bancos, Mineração (ops!), Papel & Celulose, Serviços e Siderurgia (ops!). Destes, os bancos foram os que receberam a melhor avaliação, com 73% dos gestores o colocando entre os setores mais atrativos e nenhum no campo menos atrativo.

Em seguida veio as mineradoras e as empresas de celulose que foram colocadas como atrativas por 32% e 27% dos gestores, respectivamente, e como menos atrativa por nenhum deles. Já os setores de Serviços e Siderurgia, apesar de terem sido citados entre os mais atrativos, também figuraram entre os menos atrativos.

Já os setores apontados como os menos atrativos foram Petróleo, Energia Elétria, Varejo, Construção e Telecom que receberam avaliações negativas por 51%, 46%, 41%, 35% e 27% dos gestores, nesta ordem.

Dito isto, vamos fazer uma rápida análise através dos índices setoriais da bolsa, confrontando as visões dos gestores no início do ano com o realizado anual até o momento.

Setor de Bancos x Índice Financeiro

Podemos constatar que os gestores acertaram em cheio nesta previsão. O que vem contribuindo para este desempenho são os altos lucros auferidos pelos grandes bancos (Itaú, Bradesco e Banco do Brasil) trimestre a trimestre. Os bancos médios como ABC Brasil também não ficam para trás. Como podemos ver no gáfico abaixo, o setor teve um pico em agosto com as especulações em torno da vitória de Aécio. Agora o setor ganha força novamente com o anúncio do nome do novo ministro da fazenda.


Setor Elétrico x Índice de Elétricas

Podemos notar que as previsões negativas dos gestores para este setor estão se concretizando agora no final do ano. Empresas sólidas como CEMIG estão sendo colocadas na berlinda. Não podemos tirar conclusões neste setor pois temos também empresas que estão performando bem como Alupar. É um setor muito heterogêneo, como empresas boas e ruins, e o índice mostrado no gráfico abaixo não nos fornece muitos dados.


Setor Industrial x Índice Industrial

A pesquisa não fez referência clara ao setor industrial mas citou empresas de celulose e petróleo. Não conseguiremos tirar conclusões a partir da análise índice industrial mostrado abaixo. De qualquer vemos uma recuperação ao longo do ano. As quedas verificadas em janeiro e fevereiro foram praticamente anuladas nos meses subsequentes.


Setor de Serviços x Índice de Consumo

A pesquisa também não fez referência clara ao setor de consumo, porém citou o setor de serviços como promissor para 2014. Podemos observar pelo gráfico do setor mostrado abaixo que estamos rompendo topo histórico. Apesar disto ainda fica atrás do setor financeiro em termos de valorização no ano.

 
Setor de Construção x Índice Imobiliário

A pesquisa não citou diretamente o setor imobiliário mas apontou o setor de construção como um dos piores para 2011. Os gestores acertaram esta previsão mas até meu filho de 5 meses acertaria. É de longe o pior setor do ano. Analisando o gráfico do setor mostrado abaixo vemos que o setor está em queda desde 2014.


O gráfico do IFIX apresenta um movimento similar. Observamos uma recuperação desde fevereiro último mas entramos novamente em uma tendência de baixa. Chama atenção a média móvel de 40 períodos (linha vermelha) que foi resistênca clara ao movimento de alta tando no IFIX quanto no IMOB, e tem gente que ainda não acredita em análise gráfica, rs.


Ações

Segundo os gestores entrevistados, as ações do Itaú (ITUB4), BB Seguridade (BBSE3), Cosan (CSAN3), Ambev (ABEV3), Cielo (CIEL3) e Estácio (ESTC3) seriam as mais promissoras para o ano. No segundo pelotão foram citadas Kronton (KROT3), Cetip (CTIP3), Suzano (SUZB5), Fibria (FIBR3) e Klabin (KLBN4). Vamos então verificar, através dos gráficos, o desempenho destes papéis ao longo do ano...

ITUB4 

Bombou: lucros cada vez maiores, cotação em alta!


BBSE3

Bombou: desde o IPO só alta, setor de seguros forte como nunca, PSSA3 também não fica para trás!


CSAN3

De lado: fraquejou no primeiro semestre, subiu com as especulações eleitorais, voltou para a estaca zero.


ABEV3

De lado: está dentro de um retângilo há meses, agora no final do ano ameça romper a congestão.


CIEL3

Bombou: grande alta no primeiro semestre e lateralização no segundo, continua sendo a empresa queridinha dos investidores de longo prazo!


ESTC3

Bombou: grande alta no primeiro semestre e lateralização no segundo, de qualquer forma o setor de educação continua um dos mais fortes!


KROT3

Bombou: sem comentários, melhor performance dos últimos tempos na bolsa, dá vontade de chorar só de ver o gráfico (isto porque não comprei)!


CTIP3

Bombou: empresa lateralizou durante todo ano de 2013 e explodiu neste ano, como eu costumo dizer, é empresa para casar, lucros consistentes, oligopólio de mercado e talz...


SUZB5

Bombou: desde meados de 2012 só sobe pegando carona no Dólar, em tempos de depreciação do Real é uma boa aposta.


FIBR3

Bombou: item SUZB5!


KLBN4

Bombou: empresa que também é beneficiada pela alta do Dólar mas que vem implementando um plano de crescimento agressivo.


Ações por Setor

Alimentos

O setor de alimentos é um dos mais promissores para os próximos anos. Todo investidor deve ter pelo menos uma empresa deste setor na carteira. Coloco aqui as três grandes do setor: MDIA3, BRFS3 e JBSS3.

A M. Dias Branco é unanimidade no setor mas sua alta foi tão forte em 2012/2013 que no ano de 2014 perdeu o fôlego e lateralizou. Para os atrasados é bom momento de compra.

A Brasil Foods tem apresentado resultados fortíssimos o que tem refletido nas cotações. Para quem não liga para cotações é compra imediata mas para quem não gosta de comprar topo é momento de ficar de fora.

A JBS é uma das empresas mais polêmicas da bolsa. Tem como um dos principais sócios o BNDES e agora está sendo processada pelo seu garoto propaganda vegetariano. Para quem quer pegar carona na alta da carne pode ser uma boa aposta, mas para mim o timing já passou.




Telecomunicação

Aqui temos duas representantes do setor de telefonia: a OIBR4 na ponta negativa e a VIVT4 na ponta positiva. É um setor complicado para o investidor de longo prazo, não aconselharia aportes mas se o colega quer apostar a escolha recai sobre a Vivo.



Siderurgia

Coloco aqui a menos ruim do setor: GGBR4. Foi um dos setores apontados pelos gestores como promissor para 2014 o que não se verificou. No curto e médio prazo não vejo sinais de melhora. É conta e risco do investidor que deseja apostar no longo prazo e comprar "teoricamente" barato.


Mineração

O setor está representado aqui pela aclamada Vale. Empresa que já deu muitas alegrias aos investidores no passado mas que vem sofrendo com o ciclo de queda do minério de ferro. Também não há sinas de melhora para o curto e médio prazo e o que foi dito para a Gerdau também serve para a Vale.


Óleo e Gás

Aqui coloco a famigerada Petro. Costumo dizer que isto seria um turn-around para longuíssimo prazo mas para mim só serve para especulação no curto prazo.


Cenário Macroeconômico

A pesquisa em questão também abrangeu o comportamento fos indicadores macroeconômicos para 2014. Segundo opinião dos gestores, na média, o Brasil deve fechar o ano com um crescimento de 1,85% (sabem de nada inocentes), IPCA em 6,09% e IGPM em 5,89%. No atual momento as previsões são de que o Brasil feche o ano com PIB de 0,3%. O IPCA de 12 meses está em 6,59% e o IGPM em 2,96%.

Já a taxa SELIC, segundo a pesquisa, terminaria o ano em 11,36%. No momento o acumulado em 12 meses é de 10,58%. No mercado de renda variável, o IBOV fecharia o ano em 56.969 pontos e o Dólar ficaria acima de R$2,40. O IBOV fechou ontem em 56.084 e o Dólar em R$2,51.

A minha análise geral é que os gestores mais acertaram do que erraram. Mas o cenário do ano era muito previsível. Tirando a saculejada que o mercado sofreu durante o período eleitoral, estamos fechando o ano dentros das previsões.

Mesmo com a releição de Dilma sigo otimista em relação aos investimentos em renda variável. Penso as empresas que são realmente fortes assim irão continuar. Como foi apontado pelos próprios gestores, os setores de bancos, de alimentos e de educação continuarão performando bem. Devemos evitar os setores de Siderurgia, Mineração e Petróleo. Outras apostas são os setores de Serviços, Tecnologia e, derepende, o setor Elétrico ou Industrial.

Abaixo listo algumas apostas pessoais...







Bom fim de semana a todos!