terça-feira, 29 de julho de 2014

Como Preencher DARF - Venda de FIIs

Veja este post no nosso novo site clicando aqui.

Pergunta do internauta: “Uorrem, como fazer a DARF para recolhimento de imposto de renda sobre alienação com lucro de fundo de investimento imobiliário (FII). Obrigado!”

Beleza leitor, antes de mais nada precisamos calcular o valor do imposto a ser recolhido para o leão. Mas sem querer dar puxão de orelha e já dando, rs, não acho uma boa prática vender FIIs, a não ser em caso de extrema necessidade ou alguma mudança de estratégia coerente. Se o seu caso se enquadra em um destes quesitos então está valendo, mas se foi apenas uma realização de lucro então é melhor repensar a estratégia.

Como todos já sabem, as distribuições de FIIs são isentas de imposto de renda, por outro lado, qualquer venda de um FII por um valor de cota superior ao valor de compra é passível de recolhimento de imposto sobre o lucro da venda.

Nesse caso, as regras para apuração de ganho de capital com cotas de FII são praticamente as mesmas das ações: a apuração deve ser feita mensalmente (quando houver venda) e o imposto devido deve ser calculado com base no valor de venda contra o custo médio de aquisição. A principal diferença é a alíquota de imposto: enquanto nas ações ela é de 20% para operações day-trade e 15% para operações não day-trade, no ganho de capital com cotas de FII a alíquota é sempre de 20% independente se a venda ocorreu no mesmo dia da compra ou não.

Uma dúvida frequente diz respeito à isenção de imposto para vendas de até R$ 20 mil por mês. As vendas de cotas de FIIs não são isentas, qualquer que seja o valor das vendas, isto é, o imposto deve ser sempre apurado e, se for o caso, recolhido. Mais um motivo para se evitar vendas de FIIs a todo custo.

Outra dúvida comum diz respeito à compensação de prejuízos com ganhos posteriores, que é admitida tanto nas ações quanto nos ganhos de capital com cotas de FIIs. No entanto, só é admitida compensação entre ativos da mesma espécie, isto é, perdas com ações não podem ser compensadas com ganhos em cotas de FIIs e vice-versa.

Cálculo do Imposto

A responsabilidade pela apuração e pagamento do imposto de renda sobre as operações de venda com lucro de ações e FIIs é do contribuinte. Melhor dizendo, do investidor. Cabe à você calcular e pagar o IR mensalmente.

Na apuração do lucro líquido é permitido descontar todos os custos operacionais, tais como  corretagem e emolumentos. Em 2012 a Receita mudou o entendimento do que poderia ser, de fato, descontado, restringindo apenas os custos envolvidos diretamente com operações. Portanto não se deve mais considerar outros custos como as taxas de manutenção e custódia.

Exemplo: Comprei X cotas do FII Y gastando nesta operação 50.000,00. Posteriormente realizei a venda de todas as cotas o que me deu um total de 55.000,00. Portanto, o lucro bruto da operação foi de 5.000,00. Nesta operação eu paguei 122,00 de taxas na compra, 137,00 de taxas na venda e foi retido um imposto de 2,75 (dedo duro). Para o cálculo do lucro líquido então eu irei considerar a seguinte conta:

Lucro Líquido = 5.000,00 - 122,00 - 137,00

Como a alíquota de imposto é de 20% então basta multiplicar o resultado da conta acima por 0,2 e em seguida abater o I.R que já foi retido pela própria corretora (2,75). O investidor pode também usar um software de cálculo de imposto de renda automático. Algumas corretoras fornecem este serviço. É possível também encontrar algumas calculadoras de imposto na internet. Ou então o contribuinte pode usar a velha e boa planilha eletrônica ou mesmo o próprio programa da receita para tabelar os resultados e impostos pagos mês a mês como mostra a figura abaixo:


Nesta figura temos:

1 - Atalho para a tabela de registro e cálculo do programa da receita
2 - Resultados líquidos mês a mês (negativo indica que houve um prejuízo nas vendas do mês)
3 - Imposto calculado pelo programa
4 - Imposto efetivamente pago
5 - Base de cálculo

Preenchimento da DARF

O pagamento do imposto sobre os lucros auferidos no mercado de renda variável o que inclui os FIIs deve ser feito por meio de DARF - Documento de Arrecadação de Receitas Federais. Eu particularmente uso o próprio Internet Banking do meu banco para isto. Para quem utiliza o Bradesco, a opção de pagamento é mostrada na figura abaixo:


Clicando a opção DARF, será exibido o formulário padrão de preenchimento como mostra a figura a seguir. Não utilizei ainda outros bancos mas acredito que seus formulários são idênticos.



Campos do formulário:

Nome:  Preencha com nome completo do contribuinte.

Telefone: Preencha com o telefone de contato do contribuinte.

Período de apuração: Preencha com a data do encerramento do período-base, ou seja, o último dia do mês em que for registrado lucro.

Número do CPF ou CNPJ: Preencha com o número completo do CNPJ (14 dígitos), no caso de pessoa jurídica, ou com o número do CPF (11 dígitos), no caso de pessoa física.

Código da receita: Preencha com o código para tributação sobre renda variável (pessoa física: código 6015; pessoa jurídica: código 3317).

Número de referência: Não é necessário o preenchimento.

Data de vencimento: Preencha com a data de vencimento do prazo legal para pagamento, mesmo nos casos de pagamentos antes ou após essa data. No caso de tributação sobre renda variável, a data correta é o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração.

Valor do principal: Indique o valor do principal que está sendo pago.

Valor da multa:  Preencha o valor da multa devida, quando o pagamento estiver sendo feito após a data de vencimento indicada no campo 06.

Juros / Encargos: Preencha o valor dos juros devidos, quando o pagamento estiver sendo feito a partir do mês seguinte ao do vencimento do prazo indicado no campo 06.

Valor total: Preencha com o valor a recolher. O valor deve ser igual ao indicado no campo 07, se o pagamento estiver sendo feito dentro do prazo indicado no campo 06; ou igual à soma dos valores indicados nos campos 07, 08 e 09, se o pagamento estiver sendo feito após esse prazo.


Novas Regras

No último dia 10 de julho foi publicada a Medida Provisória nº 651, que trouxe, dentre outras matérias, um pacote de medidas destinadas a fomentar o mercado financeiro (clique aqui para saber mais). Tenho também ouvido rumores na mídia que o governo irá facilitar todo este processo de apuração/recolhimento mensal de imposto de renda para quem opera renda variável. Isto pode atrair mais investidores ao mercado de renda variável e trazer mais volume e liquidez na bolsa. Vamos sentar e esperar.

sábado, 28 de junho de 2014

Escalação da Seleção Brasileira: Ações

Bem amigos da Rede Bobo!

Sai Paulinho para entrar Fernandinho? Pode isto Arnaldo? Sim Gavião, a regra é clara. Foi, foi, foi dele... Corta pra mim Percival.

Bom pessoal, brincadeiras à parte, estamos aí em plena copa do mundo (da Fifa como eles mesmo dizem pois 'nossa' tenho certeza que não é) mas o assunto aqui não será futebol e sim carteira de ações.

No esquema tático mostrado na figura abaixo apresento minha escalação de jogadores para o mundial. O time entrará em campo no esquema 4-4-2, ou seja, bem defensivo para enfrentar o maior adversário atual: PT Futebol Clube. A ordem é jogar retrancado e aproveitar as oportunidades de contra-ataque que o governo possa permitir pois sabemos que há muitos pernas de pau lá, para não falar caras de pau, rs


As posições em campo são as seguintes:

Gol: CMIG3

Zagueiro 1: BBAS3
Zagueiro 2: CIEL3

Lateral 1: ABEV3
Lateral 2: GRND3

Volante 1: RENT3
Volante 2: TOTS3

Meia 1: MDIA3
Meia 2: PSSA3

Atacante 1: CTIP3
Atacante 2: UGPA3

E no banco:

LEVE3 (Zaga)
CCRO3 (Lateral)
ITUB3 (Volante)
BRFS3 (Meia)
EZTC3 (Ataque)

Sabemos que será um jogo duro mas com paciência e disciplina as chances de vitória serão grandes.

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Giroflex-forma: Cadeira não é Cerveja



Uma notícia triste chegou ao mercado ontem: a tradicional fabricante de móveis corporativos Giroflex-forma, famosa por suas cadeiras de escritório, vai decidir nos próximos dias se entra com um pedido de recuperação judicial ou de falência. A fábrica da empresa em Taboão da Serra (SP) parou ontem. Para muitos foi uma surpresa, para mim nem tanto, pois uma amiga que fazia parte da área de gestão da empresa já no ano passado pediu demissão da empresa por não concordar com os métodos utilizados e por sentir que a coisa não ia bem.

Ambevização

A empresa, que era controlada por uma ONG até o fim de 2011 (isto mesmo, você não leu errado, uma ONG) foi vendida para Galícia Investimentos, fundo de private equity formado por ex-executivos da AMBEV e Gafisa. O grupo de investidores adquiriu 51% da empresa, após a saída da Aceco, que detinha um terço das ações. Com a reformulação societára, a companhia saiu dos mercados de pisos elevados e arquivos deslizantes (fabricados pela Aceco), que representavam 20% do faturamento da empresa, voltando a focar somente nos segmentos de cadeiras e estações de trabalho. Desde então a empresa passava por um processo de choque de gestão, o que o mercado chamou carinhosamente de “ambevização”.

A “revolução” na companhia começou quando Sergio Saraiva, um dos sócios da Galícia, sentou na cadeira de presidente após vinte anos na AMBEV. A história teve início quando no fim de 2010 a Galícia foi procurada pela Associação Beneficiente Tobias (ABT), a tal ONG então controladora da Giroflex, para fazer uma avaliação de melhorias na empresa. Mas a Galícia só aceitou a missão com uma condição de ter a opção de compra da empresa. “Não prestamos consultoria, procuramos boas empresas para investir”, disse Saraiva, um dos sete sócios da Galícia.

No grupo controlador estão também Magim Rodriguez Junior, ex-presidente da AMBEV, e Luiz Claudio Nascimento, ex-presidente da Gafisa. O grupo foi fundado em 2008 para comprar companhias com potencial de crescimento. Além da Giroflex, a Galícia é sócia da Eazylearn, de ensino de idiomas à distância, e da 2Get, de recrutamento de executivos.

No processo de reestruturação da empresa mudanças foram introduzidas como o fim das vagas demarcadas no estacionamento para executivos, salas particulares foram eliminadas, modernos softwares de gestão foram implantados, e claro, a implementação de métricas e métodos de administração a lá AMBEV que visa estabelecer metas para tudo que é possível.

Novos Rumos

Do ponto de vista de produção, as maiores mudanças foram duas: atuação em novos segmentos de mercado e terceirização da produção.

Para entrar em novos segmentos a empresa pegou carona na copa do mundo através do fornecimento de cadeiras de estádio. Até então as cadeiras giratórias eram o carro chefe da empresa, junto com poltronas para cinemas e teatros e assentos coletivos representavam 70% do faturamento.

Já a estratégia de terceirização da produção, na definição do próprio presidente, “a fábrica virou montadora”. Tinha-se um processo de produção verticalizado e quase todos componentes dos móveis eram fabricados pela própria empresa. Com a terceirização de aproximadamente 30% do processo ganhou-se em produtividade.

O Custo Brasil

Apesar da liderança e reconhecimento no mercado doméstico, a Giroflex-Forma também faz parte do grande grupo de empresas que só conseguem crescer dentro do país. A marca possui representações em 9 países da América Latina, mas as exportações representavam apenas 1% do faturamento da companhia.

Em entrevista no ano passado, o presidente já dizia: “A gente está focando no mercado brasileiro, que tem a maior base e é o que mais cresce”, E qual é dificuldade para se tornar um player global? “Custo Brasil", respondeu o executivo, citando mão de obra, carga tributária elevada, financiamento e a burocracia.

"Tudo aqui é moroso. É uma catraca gigantesca, que não existe muito em outros países", criticou o presidente da companhia. “A gente não quer esconder a nossa ineficiência e que o governo seja protecionista. O que a gente quer é que exista alguma forma de equalizar a diferença de custo Brasil com os produtos importados", acrescentou.

O que deu Errado?

Dados do ano passado mostravam um aumento de 35% na eficiência e uma redução de 33% nas despesas fixas. Mas não foi suficiente. Nem mesmo o contrato de 79 mil assentos do estádio do Maracanã foi suficiente para salvar a Giroflex. As dívidas somam R$ 80 milhões. Os planos eram ambiciosos. A meta era quintuplicar de tamanho e chegar em 2017 com um faturamento de R$ 1 bilhão. "Tentou-se uma reengenharia administrativa, mas a empresa vinha, há um bom tempo, acumulando muitos prejuízos operacionais", diz o advogado da companhia Ivan Vitale. "Era uma operação fadada ao insucesso."

Vitale diz que os 300 funcionários deverão receber suas indenizações e que a dívida é com fornecedores e bancos. Segundo ele, uma das causas dos problemas foi a falta de pagamento por parte de governos e prefeituras. "Tinham muitos contratos públicos, mas não receberam e isso comprometeu o fluxo de caixa", afirmou.

Saraiva deixou a presidência, mas desavenças entre a Galícia e o sócio minoritário (Associação Beneficente Tobias), criaram uma situação insustentável.

Fala do presidente:


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Planilha de Controle Financeiro Pessoal

Conforme solicitado pelo colega General, estou disponibilizando meu modelo de planilha de controle. Não é assim uma Brastemp mas dá para manter as finanças em ordem.

Clique aqui para baixar.

Esta planilha é composta por várias seções de controle, na primeira seção "Cotações" o usuário poderá clicar o botão "Atualizar" para obter as cotações do mercado em tempo real como mostrado na figura abaixo:


Outras seções da planilha:

Radar: Radar atualizado do mercado
Top Ações: Melhores ações para investir
Top FIIs: Melhores FIIs para investir
Meus FIIs Atual: FIIs no mês atual
Meus FIIs Anterior: FIIs no mês anterior
Minhas Ações Atual: Ações no mês atual
Minhas Ações Anterior: Ações no mês anterior
Mirae: Controle de corretora
MyCap: Controle de corretora
Rico: Controle de corretora
Spinelli: Controle de corretora
Proventos: Controle de proventos recebidos
Evoluções: Evoluções em renda fixa e renda variável
Capital: Controle do capital total
Rentabilidade: Controle de rentabilidade
Alocação: Alocação de ativos
Índices: Monitoramento de índices
Gastos: Controle de gastos

Bons investimentos!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Tesouro Direto: A Renda Fixa Variável

Nas últimas semanas tenho dedicado um esforço extra para colocar minha carteira de ações no prumo. Já realizei o 'enxugamento' do número de ativos monitorados de 40 para 20 e, como não entrará dinheiro novo nas corretoras nos próximos 3 meses (aumento do colchão de segurança em função do filho que está chegando), então terei mais algumas semanas para realizar novas análises antes de retomar os aportes periódicos.

A carteira de ações segue então caminhando a passos lentos em função da sua baixa rentabilidade muito provavelemte devido à alta diversificação da mesma. Porém, tenho verificado uma rentabilidade extraordinária na carteira de renda fixa nos últimos meses o que tem segurado a rentabilidade geral dos investimentos.

Na figura abaixo apresento o desempenho geral dos títulos do tesouro que eu possuo (NTN-B Principal 2019 e NTN-B Principal 2035) no mês corrente:


Os aportes que realizei este ano estão apresentando rentabilidade bem interessante visto que este é um investimento de renda fixa:

03/12/13 - Preço 583 - Bruto atual: 16,81%
06/01/14 - Preço 606 - Bruto atual: 12,54%
04/02/14 - Preço 561 - Bruto atual: 21,57%
21/03/14 - Preço 574 - Bruto atual: 18,69%

Claro que é uma rentabilidade bruta momentânea uma vez que o objetivo é carregar o título até o seu vencimento e até lá teremos grande variação de preços.

O objetivo deste post foi apenas demonstrar ao investidor iniciante que investimentos em renda fixa, no caso em questão investimentos em tesouro direto, podem trazer uma grande variação de rentabilidade da carteira, tanto para cima quanto para baixo, de acordo com os momentos de mercado e aportes realizados.

É importante então que o investidor saiba onde está pisando e adote uma estratégia compatível com seus objetivos. Minha conduta no momento é de observação, meu último aporte na categoria foi em 21/03/14 e não momento não vejo novas entradas.