terça-feira, 29 de setembro de 2015

É Possível Vencer o CDI? Luis Stuhlberger Responde

Luis Stuhlberger, um dos mais respeitados gestores de recursos do mercado brasileiro, deixou o Credit Suisse para abrir sua própria gestora, a Verde Asset Management no início deste ano. A empresa tem no seu time gestores de recursos provenientes da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), empresa que surgiu da aquisição da Hedging-Griffo, fundada por Stuhlberger, pelo banco suíço.


O gestor é responsável pelo fundo multimercado Verde (relembre aqui), um dos maiores fundos hedge do mundo, com patrimônio de cerca de R$ 10 bilhões e uma das maiores histórias de sucesso do mercado brasileiro. A saída de Stuhlberger era esperada pelos analistas do mercado e chegou a ser cogitada há alguns anos, quando o banco suíço concluiu a compra da CSHG. Ela acabou adiada por um acordo que garantiu participação acionária ao gestor na instituição.


Mas o caminho era esse, até pelo perfil personalista de Stuhlberger, que, com talento impressionante para analisar os mercados, cuida pessoalmente de todos os investimentos do Verde e decide de maneira independente os destinos da carteira. Dentro de uma estrutura organizacional de grande porte, com padrões internacionais de execução de tarefas, esse tipo de individualismo não é muito bem aceito. Além disso, sozinho, Stuhlberger representava a maior parte da gestão de recursos do CS no Brasil, e nada mais lógico, portanto que em algum momento ele decidisse voltar à carreira solo.

Fundo Verde Atualizado

Os dados que apresentarei a seguir são do relatório de agosto último, portando, os valores mais atuais podem estar melhores ainda se consideramos o valor atual do Dólar. Estou dizendo isto porque Stuhlberger tem apostado forte na valorização da moeda americana desde o início do ano passado, quando já previa uma forte depreciação do Real. A rentabilidade do fundo no ano (até agosto) é de 20,65%! Mais que o dobro do CDI, isto mesmo meu amigo leitor, mais que o dobro!


Na trajetória do Verde, desde sua criação, o gestor perdeu para o CDI apenas duas vezes. Uma vez na crise de 2008 e outra no ano passado. Circulei abaixo estes dois momentos. 


Abaixo o gráfico de desempenho do Verde frente ao CDI, desde sua criação até meados deste ano. é um gráfico no mínimo impressionante.


Neste Podcast o gestor Luis Stuhlberger conta um pouco da sua história de sucesso. Vale a pena ouvir.

Fonte 1
Fonte 2

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Petrobras e Banco do Brasil - Ações Renovando Mínimas

Já estamos nos finalmentes do mês de setembro e a situação continua indefinida no cenário político-econômico interno. No cenário externo a situação também não teve melhoras e o dólar continua sua escalada de alta em vários países. A queda de preços das commodities minerais e metálicas, muito em função de alta oferta contrapondo uma desaceleração da economia chinesa, continua pressionando a economia dos países exportadores como o Brasil. A produção elevada de petróleo no mundo e uma demanda retraída também contribui para este ciclo de baixa das commodities.

Aqui no IBOV começa a se desenhar um Déjà vu no gráfico diário. Se confirmado, a próxima parada será nos 40.xxx. As chances disto acontecer em breve são reais porque o cenário econômico atual está praticamente alinhado com este movimento que terá o momento mais tenso nos dias de votação do pacotão fiscal do governo.


Muitos ativos estão contribuindo para esta queda acentuada do IBOV, em especial a Petrobras e os bancos (Itaú e Bradesco têm maior peso no índice).

Petrobras já foi discutida neste post e o gráfico atualizado você confere logo abaixo. Temos uma projeção de queda para a casa dos 5,xx quiçá 4,xx reais. Basta que o pivot formado seja respeitado.


A situação dos bancos também não é das melhores, em particular o mais fraco deles que é o Banco do Brasil. Neste post eu já havia traçado algumas projeções que estão cada vez mais evidentes.


Edição de fim de dia...

O dólar parece mesmo não querer ceder. Com o fechamento de hoje já são quase 6% de alta desde a abertura do pregão na última sexta. Será que teremos novas intervenções do BANCEN?


Refletindo a alta do dólar no dia de hoje, as taxas de juros voltaram a subir. A NTNB Principal 2035, por exemplo, está sendo negociada neste fim de tarde com uma taxa de 7,57%.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Após a Derrocada do Dólar, o Tesouro Direto Volta à Normalidade...

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...depois de ficar suspenso o dia todo, porém, reabre com taxas bem mais baixas do que as do dia anterior, graças à queda brusca dos juros futuros para desespero dos "taxeiros"...


No pregão anterior o câmbio já dava sinais de descontrole (relembre aqui), porém, as forças "ocultas" do mercado bateram forte na moeda americana e uma vela de -7,3% se formou no gráfico diário...


No day-trade deu para faturar uns trocados, consegui bater a meta diária em 3x graças a tamanha volatilidade, mas foi tenso, um dia pra ficar na história do mercado.

BBAS3 - Análise Gráfica do Momento

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Prometi esta análise para um colega ontem e aqui está. Acho que vai servir para outros colegas também (relembre aqui). Vamos direto ao gráfico...


Quando se trata de operações do tipo Trade, a pessoa que se propõe a fazer tal operação, que seja day-trade, swing-trade ou position-trade, deve definir dois pontos básicos antes de iniciar a brincadeira, são eles:

1 - Ponto de Stop-Loss
2 - Ponto de Stop-Gain

O ponto de Stop-Loss será o preço onde a operação deverá abortada no prejuízo. Já o ponto de Stop-Gain será o ponto onde a operação será finalizada com lucro.

Há variações quanto a estes pontos. Tem operador que realiza saídas parciais, por exemplo, estabelece a saída de metade da posição com x% de ganho e mantém a posição restante até ser finalizada na satisfação ou em outro stop de móvel no tempo.

Há também a variação quanto às entradas. Pode-se por exemplo escalonar o capital reservado ao trade em mais de uma parte e ir executando as entradas parcialmente. Então são inúmeras opções que o operador terá para escolher. Mas DEVEM ser opções tomadas antes do trade ser iniciado.

É importante, antes de se iniciar qualquer trade, realizar uma análise gráfica da cotação do papel para determinar se o ponto de entrada é realmente interessante. É desejável também que o operador defina uma relação risco-retorno, por exemplo, 3:1. Isto quer dizer que se ele deseja alcançar um lucro de 30% da operação (factível) então seu stop máximo deverá ser de 10% de prejuízo.

Voltando ao gráfico da BBAS3, vemos que a tendência do papel é de queda declarada. Quem entrou nesta operação 'acreditando' que o papel iria subir 30% nada mais do que realizou uma aposta, tipo casino, já que não havia nenhum sinal gráfico de alta.

Pelo meu método de análise gráfica vejo fortes suportes em 13,50 e 10,20. Seriam estes bons pontos de entrada? Talvez, só uma análise futura caso a queda continue dirá.

Outra ponderação interessante a se fazer é que estamos em um momento de crise, e em momentos como estes as cotação de papéis mais voláteis costumam cair em média -60% (Na última crise a BBAS3 caiu -64%). Temos também a formação clássica de um pivot de baixa, onde a segunda pernada costuma ser igual ou até maior que a primeira. A pernada atual está em -44% sendo que a pernada anterior foi de -46%.

Sugiro, mais uma vez, aos amigos holders que se aventuram nos trades tomarem muito cuidado com estas operações do tipo caiu-comprou. Pode dar certo? Sim! Mas pode dar totalmente errado. Passado não garante futuro. Quando você acha que já sabe a resposta o mercado irá mudar a pergunta. Então seria muito mais tranquilo e eficiente realizar os famosos aportes periódicos (quiçá dobrados) nos bons ativos, no caso ITUB3 que é o banco da minha preferência.

Grande abraço!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dólar e Juros Futuros Atingem Novas Máximas


Nem mesmo a intervenção do Banco Central no meio do dia foi suficiente para segurar mais uma alta do Dólar. Os juros também dispararam no dia de hoje refletindo o alto grau de incertezas no cenário local. Declarações do presidente da Câmara sobre o impeachment da presidenta por atos anteriores parecem ter colocado mais fogo na fogueira.


O Tesouro marcou para amanhã uma operação que recomprará até 1 milhão de NTN-Fs e ofertará até 150 mil títulos. Esta reação mais cautelosa de recompra de títulos ajuda a explicar a demora na reação positiva dos juros futuros que hoje dispararam rompendo o patamar de 16% para prazos mais curtos como o de janeiro/2007.


Ontem os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos da presidenta para medidas que poderiam criar um gasto extra de 127 bilhões. Porém, os 8 restantes, entre eles o que impede o aumento de até 78% dos salários do Judiciário, ainda serão apreciados. Isto trouxe desconfiança ao mercado pois o governo pode não conseguir reunir os votos necessários para manter os demais vetos.

Há ainda o temor em relação à perda de rating por mais uma agência de classificação (relembre aqui). Uma equipe da Fitch está nesta semana no Brasil realizando reuniões e avaliações do cenário local. Resta agora aguardar os resultados desta avaliação que serão divulgados em breve. Muitos falam em perda de grau mas com manutenção do investment grade, será?!

Com esta disparada dos juros futuros no dia de hoje era de se esperar que as taxas praticadas pelo Tesouro também seguissem ladeira acima. Porém, checando agora no site, a variação no final da tarde foi relativamente pequena. Vamos ver como se comportarão amanhã. Muitos investidores estão de olho no valor de 8% para as NTNBs (relembre aqui), é a farra dos títulos do governo...