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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Este Ano Vai Ter Rally de Natal na Bolsa?!

Todo ano é a mesma coisa. Chega o mês de dezembro e todos os investidores começam a falar sobre o “rally de fim de ano”. Dizem que muitos investidores entram ou retornam para a bolsa de valores em dezembro proporcionando o famoso “rally de Natal” (chamado pelos americanos de Santa Claus Rally). É um fenômeno algumas vezes observado nas bolsas de valores ao redor do mundo, que se manifesta através de uma alta pronunciada dos ativos financeiros alguns dias antes do Natal, e tal movimento se estende até meados de Janeiro.



O termo rally é usado nos mercados financeiros para se referir a vigorosos movimentos de alta em ativos financeiros, especialmente após uma queda pronunciada ou um longo período de consolidação.

Mas será que este tal rally de Natal é fato ou fake aqui no Brasil? Pensando nisto, resolvi buscar os dados dos últimos dezembros na bolsa brasileira:


Como podemos observar na tabela acima (os valores estão arredondados para facilitar a visualização), Nos últimos anos, tivemos rally de Natal apenas em 2017 e 2012. Nos demais anos, a bolsa caiu ou ficou no zero a zero considerando os dias de dezembro até o Natal.

Se formos considerar todos os dias de dezembro, então a coisa melhora um pouco, temos então alta da bolsa em 2017, 2012, 2010 e 2009. Mas mesmo assim não é aquele "rallyzão" que todo mundo espera. Podemos então concluir que rally de fim de ano aqui no Brasil é fake, rs.

Bom amiguinhos, este é o último post do ano aqui no blog. Ainda irei fazer mais um post lá no Abacus Liquid, mas por aqui estou encerrando as atividades. Espero que os colegas blogueiros e demais leitores tenham tido um bom 2018. Foi um ano que entrou para a história.

Desejo um feliz natal, boas festas e um 2019 repleto de realizações e com muita saúde. Pois o que importa mesmo é saúde, o resto a gente corre atrás, como diz um youtuber por aí, rs.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Análise Técnica Aplicada a Criptomoedas

O mercado de criptomoedas opera extremamente volátil no dia de hoje. Algumas altcoins como o Iota chegaram a perder 80% do valor no período mais crítico mas se recuperam neste início de manhã. O bitcoin vale agora 14.300 dólares depois de ter marcado topo em 19.600 dólares no dia 17/12/2017. O mais interessante é que alguns gráficos se transformaram em uma pintura de livro com o último topo servindo de suporte para o movimento de queda.


 Gráfico do Iota: Topo de agosto serviu como suporte para a queda de hoje.


 Gráfico do Monero: Topo de agosto serviu como suporte para a queda de hoje.


Gráfico do Bitcoin: A moeda mais forte do mercado também apresentou queda expressiva mas não atingiu os topos anteriores. Ainda poderá atingir?!

Acompanhe aqui em tempo real a recuperação das principais criptomoedas do mercado.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Nos Porões do IBOVESPA...

Estou lançando oficialmente o novo blog...

Abacus Liquid

Em paralelo estarei criando artigos neste site...

Web Informado

Walter White laughing helplessly in the basement

Em abril último estava vasculhando os porões do IBOVESPA em busca das chamadas "ações esquecidas da bolsa". Na ocasião até fiz um post a respeito (relembre aqui) detectando algumas ações em potencial para crescimento.

Fato é que comecei a aportar na FRAS3 já naquele momento e deixei a TUPY3 em observação. Passados três meses, os aportes na FRAS3 começam a dar resultado, ao passo que o aporte na TUPY3 realizado dias atrás também está performando bem.

Não sei até que ponto a mídia tem influência nos movimentos dos preços das ações, mas por coincidência, foi só aparecer um call de compra que os preços dispararam (valorização de 20% no dia de hoje). A reportagem está abaixo e foi veiculada na manhã de hoje.


Movimento semelhante ocorreu com a SNLS3 (relembre aqui) após exibição de reportagem similar. Esta série de reportagens deste canal cita também uma outra Small Cap que me posicionei ao longo dos últimos meses: VLID3, conforme vídeo abaixo.


Não sigo calls, faço meus aportes seguindo minhas próprias análises, mas confesso que fico bem animado em relação às minhas escolhas quando analistas experientes e credenciados (sou apenas um investidor amador) corroboram minhas teses. Ainda mais quando meus aportes ocorreram em momentos bem anteriores aos calls se tornarem públicos, rs.

sábado, 23 de julho de 2016

Mercado de Ações Hoje: O Poder de Atração da Bolsa!

Veja meu novo site Aqui 
Estive fora do mercado no dia de ontem por motivo de viagem a trabalho mas analisando agora a posição atual dos ativos de renda variável (ações e FIIs) noto que tivemos mais um pregão de alta na bolsa. Desde que comecei acompanhar mais de perto meus investimentos em meados de 2012, não me lembro de ter tido um mês como este. É só alta, e alta e mais alta. Cada dia que passa fico mais rico. Opa!

Engraçado que a bolsa já subiu mais de 50% desde o último fundo formado em janeiro e o que mais tenho escutado por aí é: "tá na hora de comprar?" Interessante que em janeiro último a frase que se ouvia era outra: "desisto desta bolsa brasileira, o negócio agora é comprar dólar e depois mudar para o Canadá!"

O fato é que estamos vivendo um momento de euforia nos mercados e nem vou entrar em detalhe nos motivos. O que quero pontuar é que de tempos em tempos os mercados cometem certos exageros, tanto para cima quanto para baixo, mas nunca saberemos o quão exagerado será o movimento atual.

Alerta: cuidado com notícias sensacionalistas...

o poder de atração da bolsa
Revista Exame de 25/08/2010

Depois desta reportagem a bolsa subiu 5.000 pontos para depois cair 35.000. Ops!

gráfico do IBOV 2016
IBOV no gráfico semanal

Então está na hora de parar de comprar e começar a vender? Nem me atreverei a responder esta pergunta, mas tenho certeza que muitos por aí já estão com o dedinho coçando. Eu mesmo inventei de vender o índice para "proteger" a carteira e já estou me arrependendo. A única coisa que falo é que cada um deve seguir sua estratégia. Se a ideia inicial era investimento de longo prazo então esqueça as cotações. Se era trade então se contente com o lucro estipulado e coloque no bolso.

Ainda continuo comprando ações e FIIs, com certeza está mais difícil comprar a preços camaradas como em janeiro, mas gosto de dizer que todo dia tem promoção no mercado, basta garimpar um pouco. Mas se você é daqueles que investe em um grupo fixo de ativos para um tempo indeterminado então esta estratégia de stock picking pouco importa. Eu, por outro lado, prefiro adotar uma estratégia mais ativa.

As compras que realizei neste mês foram:

FRAS3 (+13%)
BEEF3 (+7%)
TUPY3 (+20%)
SLCE3 (+10%)

Entre parenteses estão as altas destes ativos até o fechamento de ontem. Não me animo muito, em temos de mercado altista "qualquer coisa que você compra sobre". Já ouvi esta frase dezenas de vezes da boca de investidores que estavam na bolsa entre 2002 e 2008. Vou vender agora? Não. Vou comprar mais? Também não. Comprei no ponto que queria e só compraria mais caso a cotação caísse pelo menos 15% desde a primeira entrada.

Confesso que estou tendo dificuldades em lidar com este mercado altista, meu cérebro se acostumou com meses e meses de queda a fio, rs. Precisando "pensar fora da caixa", mudar o "mindset", focar no "macro" em detrimento do "micro", respeitar o "estado de direito"... não, não é golpe! Agora olhe para o centro desta figura por 10 minutos em em seguida coma uma gelatina sabor abacaxi.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Whirlpool/Brasmotor - Fechamento de Capital

Mais uma empresa está fazendo as malas para deixar a bolsa brasileira. Desta vez é a Whirlpool do Brasil dona das marcas Brastemp e Consul. A controladora americana Whirlpool informou no dia de hoje que pretende realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para compra de até 100% das ações ordinárias e preferenciais da operação brasileira, visando fechar o capital da empresa.


A oferta é de R$ 3,31 por ação ordinária ou preferencial da companhia o que representa um prêmio de 36,9% para o papel ON e 32,3% para o PN, tomando como base o preço médio ponderado pelo volume dos últimos 30 dias. A oferta representa ainda um prêmio de 27,8% em relação ao fechamento de ontem do papel preferencial e supera em 34,5% o fechamento de sexta-feira da ação ordinária — último negócio registrado com o papel em bolsa.

De acordo com o laudo de avaliação, o banco Santander apurou o valor econômico das ações ordinárias e preferenciais de emissão da Whirlpool do Brasil no intervalo entre R$ 3,01 e R$ 3,31, com a controladora propondo pagar a faixa máxima de preço. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel WHRL4 após a divulgação da notícia.


Ao mesmo tempo, a Whirlpool do Brasil vai fechar o capital da Brasmotor. A empresa contratou o Itaú BBA como instituição intermediária da OPA e o Santander para elaborar do laudo de avaliação da empresa, que constatou valor econômico das ações da Brasmotor entre R$ 7,11 e R$ 7,82.

O preço ofertado na OPA será de R$ 7,82 por ação ordinária ou preferencial da controlada, a ser pago em moeda corrente. Esse preço está sujeito a ajustes de acordo com dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, desdobramentos, grupamentos ou outras operações societárias semelhantes que eventualmente ocorrerem até o fim do processo.

O preço de R$ 7,82 por papel representa o teto apontado no laudo de avaliação e prêmios de 77,7% e 73,4% frente ao valor médio ponderado das ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, pelo volume dos últimos 30 dias. Também representa um prêmio de 77,7% sobre o último negócio com ONs na bolsa, realizado em 22 de junho, quando fecharam a R$ 4,40, e de 71,1% sobre o fechamento da PN ontem, de R$ 4,57. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel BMTO4 após a divulgação da notícia.


A implementação da OPA, segundo aviso ao mercado, ainda está sujeita à aprovação do pedido de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e condicionada à aceitação da oferta e concordância expressa com o cancelamento de registro por acionistas que representem mais de dois terços das ações em circulação.

OPA

A oferta pública de aquisição de ações, conhecida no mercado como OPA, é a oferta na qual um determinado proponente manifesta o seu compromisso de adquirir uma quantidade específica de ações, a um preço e prazo determinados, respeitando determinadas condições. O intuito é oferecer a todos os acionistas, em igualdade de direitos, a possibilidade de alienar as suas ações em situações que normalmente envolvem mudanças na estrutura societária da companhia. O termo em inglês muito utilizado para tratar da OPA, quando a mesma busca a aquisição de controle de outra empresa, é take over.

Para realizar o fechamento de capital da empresa, o acionista controlador ou a própria companhia deve realizar a OPA, por meio da qual serão comprados os papéis dos acionistas minoritários, garantindo ao ofertante uma maior participação na empresa. De acordo com normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço justo, valor pelo qual as ações serão compradas pelo ofertante, deve ser definido por meio de um laudo de avaliação da companhia, que é feito por uma empresa com experiência comprovada na área.

O laudo que define o preço justo é feito com base em três critérios: o preço médio de cotação das ações nos últimos 12 meses; o valor econômico da companhia, calculado de acordo com indicadores como seu fluxo de caixa; e o valor do patrimônio líquido por ação da companhia. Como o preço justo é formado por essas três variáveis, ele pode ser maior ou menor do que a cotação atual da ação na Bolsa. Como o ofertante depende da aceitação dos acionistas para concluir a OPA, ele pode oferecer um valor acima do que foi definido no laudo e acima do valor de mercado da ação para garantir uma maior adesão dos investidores.

As empresas com capital aberto no Novo Mercado, no Nível 2 e no Bovespa Mais, devem, obrigatoriamente, fixar um valor de oferta superior ao valor econômico apurado no laudo de avaliação. Nos segmentos restantes, Nível 1 e Tradicional, a oferta mínima pelo valor econômico varia conforme o estatuto social da empresa. Cada segmento de listagem possui regras de governança corporativa próprias e toda empresa listada se enquadra em um deles, devendo se adequar às normas pertinentes a cada caso.

Procedimentos

O primeiro passo para a realização da OPA é a publicação do fato relevante sobre a realização da oferta. Em seguida, o pedido de fechamento do capital deve ser protocolado em um prazo de até 30 dias na CVM, que decidirá se a autorização será concedida ou não dentro de um novo prazo de 60 dias. Nesses dois meses, a CVM pode exigir algumas mudanças na OPA para que ela seja aprovada.

Depois de obter o registro na CVM, a OPA deve ser divulgada por meio de um edital em jornais de grande circulação em um prazo de 10 dias. Uma vez publicado o edital, a OPA pode ser realizada dentro de um prazo mínimo de 30 dias e máximo de 45 dias em um leilão na Bolsa. E no edital já deve estar definida a data em que o leilão será realizado.

Cabe ao investidor credenciar, até a véspera do leilão, uma corretora para representá-lo, seja para concordar com o fechamento do capital ou discordar. Caso mais de 10% dos acionistas não concordem com o valor proposto na OPA, em até 15 dias depois da publicação do edital eles devem se organizar para convocar uma assembleia, na qual eles deverão defender a falha na metodologia do laudo de avaliação para que o leilão seja adiado e uma nova avaliação seja feita por outra empresa.

Caso uma nova avaliação ocorra e o valor final do novo laudo seja superior ao anteriormente proposto, passa a valer o preço mais alto. Mas, caso o novo valor seja inferior, permanece o preço da oferta anterior. Se for definido um novo valor superior ao inicial, cabe ao ofertante, em um prazo de cinco dias, informar se manterá ou se desistirá da OPA. A oferta também poderá ser suspensa se durante o leilão não houver a adesão de dois terços dos acionistas.

Leilão

O investidor deve ficar muito atento para não perder a data de cadastramento da corretora no leilão. Como a empresa terá autorização da CVM para tirar o papel de circulação após a OPA, se a pessoa perde o leilão ela sai muito prejudicada, porque a ação deixa de ser negociada em Bolsa e a empresa pagará o que quiser por ela.

Os acionistas que não participaram do leilão de compra têm até três meses para procurar a empresa e receber o dinheiro, tomando como referência o preço das ações no dia do leilão. Passado esse período, a empresa não é mais obrigada a recomprar suas ações, que deixam de ser negociadas em Bolsa e passam a ser compradas e vendidas em mercado de balcão não organizado.

O investidor pode optar por manter as ações, mesmo depois de fechado o capital da empresa, se acreditar no seu potencial. Porém o investidor fica sem liquidez, ou seja, ele não pode vender a ação a qualquer hora já que a empresa de capital fechado não tem mercado. Ele vai precisar procurar um interessado na ação se quiser vendê-la.

O acionista que perder o prazo de recompra pode entrar em contato com a tesouraria da empresa para verificar se ela tem interesse em adquirir os papéis. Em caso afirmativo, o preço será acordado entre as partes, podendo ou não ser o mesmo valor do dia do leilão, sem obrigatoriedade alguma de correção.

Para evitar perdas decorrentes do fechamento de capital é importante que o investidor fique atento às movimentações da empresa e avalie os motivos da sua saída da Bolsa, quando houver essa previsão. Ao perceber que haverá, por exemplo, algum tipo de disputa pelas ações, pode valer a pena manter a ação até o leilão. Mas caso o investidor considere que o laudo de avaliação da empresa poderá definir um valor abaixo de seu preço de mercado, vendê-la antes da OPA pode ser o melhor caminho.

Observar o nível de free float da empresa também pode ser uma boa estratégia para evitar prejuízos. O free float corresponde à parcela de ações da empresa que se encontra em circulação na Bolsa. Quanto menor o free float, menos interesse o controlador terá em relação aos minoritários, já que eles terão um poder de barganha menor em um eventual fechamento de capital da empresa.

Fonte 1
Fonte 2

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Está na Hora de Comprar Dólar?!

O contrato futuro da moeda abriu em gap de baixa nesta manhã e rompeu o suporte de 3.300 pontos. Estamos oficialmente na casa dos R$ 3,2x. Dias atrás postei aqui que neste valor seria comprador da moeda (relembre aqui). Chegou a hora da verdade?!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brexit: O Impacto no Mercado Brasileiro Após a Votação


Por 1,2 milhão de votos de diferença, o Reino Unido votou por sair da União Europeia. Os resultados oficiais, divulgados às 3 da manhã (horário de Brasília, mostram que 51,9% dos eleitores britânicos que foram às urnas nesta quinta-feira (23) defendem que o país deixe a União Europeia, no processo apelidado de Brexit - fusão das palavras inglesas “exit” (saída) e “British” (britânica) -, ao passo que 48,1% votaram pela permanência.

A consulta popular registrou índice histórico de comparecimento - 72,2% do eleitorado - e recorde de 46,5 milhões de eleitores registrados. Por volta das 4 horas (hora de Brasília), o premiê conservador, David Cameron, principal fiador do voto pró-UE, anunciou que vai renunciar ao cargo. O premiê tentou acalmar o mercado financeiro e também os 3 milhões de imigrantes europeus que vivem no Reino Unido, garantindo que não haverá mudanças imediatas.

Foi uma surpresa para o mundo todo. Uma pesquisa divulgada logo após o fim da votação, às 22 horas no horário britânico (18 horas, horário de Brasília), feita pela YouGov, aferia o resultado como 52% dos votos pela permanência e 48% pela saída. A última pesquisa feita antes da votação e publicada na quarta-feira (22) também apontava para uma ligeira vantagem para os defensores do lado chamado de Bremain - british, de britânico, remain, de permanência.

O resultado abalou o mercado financeiro e causou incredulidade no mundo todo. No início da madrugada, manhã na Ásia, a libra chegava ao menor valor em relação ao dólar em 31 anos. A cotação estava em US$ 1,32, queda de 11% em relação ao fechamento de quinta-feira (23). Na Ásia, as Bolsas despencavam em Tóquio (-7,22%), Hong Kong (-4,67%) e Seul (-4,09%). Aqui no Brasil o índice Bovespa apresenta queda de -3% nesta manhã. O índice futuro abriu com gap de baixa de -5% mas amenizou a queda subindo mais de 1.000 pontos nas duas primeiras horas de negociação.


A maior parte dos ativos que tenho em carteira está no campo negativo nesta manhã. A maior queda é da VALE5 com -4,7% e a maior alta é PINE4 com 1,99%. No mês, a maior queda é da CTXA3 com -39% e a maior alta é a ESTC3 com 43%.


Para entender mais do assunto tratado neste post sugiro assistir ao vídeo do colega Viver de Dividendos publicado nesta manhã.

Bons investimentos!

Fonte

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Dólar Cairá Mais?

"O mercado é basicamente uma transferência de valor dos mais aflitos para os mais pacientes." W.B.

No pregão de ontem o dólar fechou no menor valor frente ao real dos últimos 12 meses. A moeda já vem caindo há alguns dias mas o aumento da percepção de que o Banco Central tolerá uma taxa de câmbio mais apreciada fez os vendedores atuarem com apetite no dia de ontem. No fechamento, o dólar comercial caiu 2,31% chegando a R$ 3,3691, o menor valor desde Julho de 2015. Já no mercado futuro o papel fechou em R$ 3,3905.


Analista disseram que ontem se formou uma "pequena tempestade perfeita" em torno da moeda. O dólar teve uma sessão de perdas em todo o mundo pressionado pelo esfriamento das expectativas sobre altas de juros nos E.U.A. Isto impulsionou commodities, bolsas de valores e bônus de países emergentes, reduzindo prêmios de risco e amparando o cenário de fluxo para mercados em desenvolvimento como o Brasil.

O Real se destacou ainda mais que seus pares após o mercado avaliar que o Banco Central poderá ser menos ativo no câmbio. O câmbio teria então espaço para responder mais aos elementos externos. A percepção de que o Banco Central deixará o câmbio "correr mais solto" veio das declarações do indicado à presidência Ilan Goldfajn.

Goldfajn defendeu esforços para restabelecer no país o "tripé macroeconômico" formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante.

"Considero haver praticamente consenso de que é preciso reconstruir o quanto antes o tripé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e regime de câmbio flutuante, que permitiu ao Brasil ascender econômica e socialmente em passado não muito distante. O preço do dólar não será conduzido. Será flutuante. Cambio flutuante é e continuará de extrema ajuda. Ter uma taxa de câmbio flutuante faz com que consiga equilibrar internamente e externamente a economia brasileira."

Até então muitos analistas no mercado via um piso nos R$ 3,50 e as declarações do Ilan contrariaram essa tese, Há sim espaço para o dólar recuar ainda mais, mas ninguém neste momento arrisca uma aposta.

Se do ponto de vista fundamentalista ninguém consegue estimar um piso para a moeda no cenário atual, vamos então recorrer à análise gráfica para tentar achar pontos de possível suporte.

No gráfico do dólar futuro mostrado acima, o próximo suporte de preços está na região dos R$ 3,29. Porém arrisco a dizer que a queda tem força para alcançar os R$ 3,2 como possível ponto de retorno. Acho pouco provável que a moeda venha abaixo de R$ 3 reais, mas se acontecer, o ponto de retorno estaria em torno de R$ 2,9.


Como já havia anunciado anteriormente, em R$ 3,2 sou comprador da moeda. Assim falou Zaratustra.

Fonte

sexta-feira, 4 de março de 2016

Ex-Presidente Lula é Conduzido à Polícia Federal

Lula esconde o rosto ao ser conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos

Conforme anunciado aqui no blog hoje pela manhã (relembre), o mercado vive mais um dia de euforia por conta do noticiário doméstico. Fiz questão de tirar uma foto dos 78 ativos que tenho em carteira com as respectivas valorizações neste dia histórico.


Acabei vendendo pouca coisa pela manhã, o HB travou e tive que ligar para a corretora para vender pela mesa. Desmontei as posições de GGBR4, PCAR4, RAPT4, CMIG3 e DTEX3 montadas neste ano. Não vendi tudo é claro, sempre deixo pelo menos metade em carteira, vai que esta bolsa maluca sobe mais 20% não é mesmo? Infelizmente não consegui vender VALE5, minha posição está com valorização de 70% no momento, porém o papel foi alugado por algum maluco que está operando vendido desde os 9 reais, vai entender.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Mercados Futuros Positivos

Os mercados amanhecem nesta sexta-feira com viés positivo. Depois de um derramamento de sangue de vários dias podemos estar entrando em uma exaustão de queda. É cedo para falar mas operar vendido a partir de agora já se mostra perigoso. Hoje procurarei pontos de compra no intra-day do índice.

Por incrível que pareça, o Brent iniciou na tarde de ontem, logo após a divulgação dos estoques de petróleo, um movimento de forte alta que continua hoje. As reservas de petróleo e gasolina nos Estados Unidos subiram mais do que esperado na semana passada, enquanto os estoques de destilados produtos refinados caíram, informam dados da Administração de Informação de Energia (EIA, em inglês) do país divulgados nesta quinta-feira. Os estoques de petróleo aumentaram em 4 milhões de barris na última semana, o que representa aumento de 2,8 milhões em relação às previsões. As reservas alcançaram o nível mais alto desde 1990.

A princípio esta notícia deveria ser negativa para o mercado fazendo a cotação do Brent cair mas a reação foi inversa, estou sem entender até agora, se alguém conseguir explicar ficarei grato.



O Dow Jones futuro também sobe neste momento operando com leve alta de 0,79%. Nos últimos dias nossa bolsa tem tomado a tendência predominante do dia assim que abre o mercado americano (12:30), devemos ficar atentos à direção que os preços irão tomar após este horário.


Bons investimentos a todos!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Aonde o IBOVESPA Vai?!

Se as LTBs forem respeitadas, as próximas estações para embarque e desembarque de passageiros estão em 41.000 e 39.000...


O IFR no gráfico semanal está sobre-vendido mas pode ficar mais. Com a troca dos ministros, rebaixamentos, acirramento da tensão política, queda mundial das commodities, aumento de juros nos E.U.A., dentre outros fatores, a tempestade perfeita muito discutida meses atrás começa se formar no céu do país. Porém alguém já falou: "compre ao sons de trovões, venda aos sons de violinos".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Queda dos FIIs

O IFIX (índice de fundos imobiliários) está apresentando hoje uma queda forte. A maior queda diária nos últimos 24 meses. Veja aqui minha lista de monitoramento de ações e FIIs, vai faltar dinheiro... E você, está comprando quais ativos?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Petrobras e Banco do Brasil - Ações Renovando Mínimas

Já estamos nos finalmentes do mês de setembro e a situação continua indefinida no cenário político-econômico interno. No cenário externo a situação também não teve melhoras e o dólar continua sua escalada de alta em vários países. A queda de preços das commodities minerais e metálicas, muito em função de alta oferta contrapondo uma desaceleração da economia chinesa, continua pressionando a economia dos países exportadores como o Brasil. A produção elevada de petróleo no mundo e uma demanda retraída também contribui para este ciclo de baixa das commodities.

Aqui no IBOV começa a se desenhar um Déjà vu no gráfico diário. Se confirmado, a próxima parada será nos 40.xxx. As chances disto acontecer em breve são reais porque o cenário econômico atual está praticamente alinhado com este movimento que terá o momento mais tenso nos dias de votação do pacotão fiscal do governo.


Muitos ativos estão contribuindo para esta queda acentuada do IBOV, em especial a Petrobras e os bancos (Itaú e Bradesco têm maior peso no índice).

Petrobras já foi discutida neste post e o gráfico atualizado você confere logo abaixo. Temos uma projeção de queda para a casa dos 5,xx quiçá 4,xx reais. Basta que o pivot formado seja respeitado.


A situação dos bancos também não é das melhores, em particular o mais fraco deles que é o Banco do Brasil. Neste post eu já havia traçado algumas projeções que estão cada vez mais evidentes.


Edição de fim de dia...

O dólar parece mesmo não querer ceder. Com o fechamento de hoje já são quase 6% de alta desde a abertura do pregão na última sexta. Será que teremos novas intervenções do BANCEN?


Refletindo a alta do dólar no dia de hoje, as taxas de juros voltaram a subir. A NTNB Principal 2035, por exemplo, está sendo negociada neste fim de tarde com uma taxa de 7,57%.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Dólar e Juros Futuros Atingem Novas Máximas


Nem mesmo a intervenção do Banco Central no meio do dia foi suficiente para segurar mais uma alta do Dólar. Os juros também dispararam no dia de hoje refletindo o alto grau de incertezas no cenário local. Declarações do presidente da Câmara sobre o impeachment da presidenta por atos anteriores parecem ter colocado mais fogo na fogueira.


O Tesouro marcou para amanhã uma operação que recomprará até 1 milhão de NTN-Fs e ofertará até 150 mil títulos. Esta reação mais cautelosa de recompra de títulos ajuda a explicar a demora na reação positiva dos juros futuros que hoje dispararam rompendo o patamar de 16% para prazos mais curtos como o de janeiro/2007.


Ontem os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos da presidenta para medidas que poderiam criar um gasto extra de 127 bilhões. Porém, os 8 restantes, entre eles o que impede o aumento de até 78% dos salários do Judiciário, ainda serão apreciados. Isto trouxe desconfiança ao mercado pois o governo pode não conseguir reunir os votos necessários para manter os demais vetos.

Há ainda o temor em relação à perda de rating por mais uma agência de classificação (relembre aqui). Uma equipe da Fitch está nesta semana no Brasil realizando reuniões e avaliações do cenário local. Resta agora aguardar os resultados desta avaliação que serão divulgados em breve. Muitos falam em perda de grau mas com manutenção do investment grade, será?!

Com esta disparada dos juros futuros no dia de hoje era de se esperar que as taxas praticadas pelo Tesouro também seguissem ladeira acima. Porém, checando agora no site, a variação no final da tarde foi relativamente pequena. Vamos ver como se comportarão amanhã. Muitos investidores estão de olho no valor de 8% para as NTNBs (relembre aqui), é a farra dos títulos do governo...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cotação do Petróleo (Brent) Atualizada - Ações da Petrobras em Mínimas Históricas


A cotação do petróleo (Brent) voltou a cair nas últimas semanas. Porém, na manhã de hoje apresenta leve alta sendo cotado a 48,60 dólares.


Dias atrás o Goldman Sachs baixou as perspectivas para o valor do ouro negro. O banco de investimento norte-americano diminuiu as projeções do Brent e admite que o preço do barril de petróleo venha a cair para 20 dólares em 2016. "O mercado petrolífero tem ainda mais oferta do que o que esperávamos e agora prevemos que esse excedente persista em 2016", justificaram os analistas do Goldman Sachs num relatório citado pela Bloomberg.

Como a Queda do Petróleo Afeta o Mapa Geopolítico

Habitualmente, quando eclode uma guerra na região do Oriente Médio, o preço do petróleo é destinado à especulação. Por exemplo, as invasões israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza, em 2006 e 2008, fizeram explodir os preços internacionais ao recorde de US$ 147 o barril (julho de 2008).

Os preços despencaram, repentinamente, após a crise de 2008, considerando que a “falência” do Lehman Brothers e a consequente crise financeira provocaram queda econômica mundial e galopante redução de demanda por energia.

Em antítese com a década de 2000, quando os cenários de guerra e convulsão onde havia petróleo, alimentavam a cada vez maior alta dos preços, a atual liquidez geopolítica na região do Oriente Médio com tudo que está acontecendo, principalmente na Síria e no Iraque, tiveram esta vez resultado reverso.

A queda de preço deve-se em dois motivos básicos: primeiro, à avaliação de que o crescimento da economia mundial desacelera-se rapidamente, com epicentro a Zona do Euro e a China. Aliás, as sanções ocidentais contra a Rússia poderão, eventualmente, agravarem a situação na economia européia, por causa das estreitas relações econômicas entre Alemanha e Rússia.

A prevista baixa demanda coincide com a crescente oferta de petróleo pelos EUA, graças à exploração das jazidas de xisto. A Comissão Internacional de Energia argumenta em seu recente relatório que “os EUA superarão a Rússia a a Arábia Saudita, tornando o país o maior produtor de petróleo no mundo ano que vem, graças à produção de petróleo das jazidas de xisto”.

O segundo motivo é a decisão da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) – tomada em novembro do ano passado – de não reduzir a extração de petróleo, acelerando desta forma a derrocada dos preços internacionais.

Vários analistas verificam nesta decisão “acordo” entre EUA e Arábia Saudita, maior produtor mundial, para manterem os preços baixos e assim fazerem a Rússia “ajoelhar”, já que o país foi atingido economicamente pela sintonia de sanções e repentina queda dos preços do petróleo. Algo semelhante havia ocorrido na década de 1980 quando, novamente, o preço internacional em algum momento em 1986 desabou para até US$ 10 o barril.

O objetivo estratégico da Arábia Saudita com a derrubada dos preços era de conseguir aumentar sua fatia no mercado internacional. Considera-se que a queda dos preços do petróleo contribuiu para acelerar a derrocada da União Soviética, por causa da grande perda de arrecadações.

Existe, contudo, também, o outro lado da moeda que refere-se à guerra de preços: Xeques contra xisto, de acordo com o título de recente artigo da conhecida revista de economia Economist. A queda dos preços favorece tudo menos o desenvolvimento das jazidas de xisto e a reclassificação dos EUA, considerando que, muitas empresas que atuam no setor estão superendividadas e, se a queda dos preços continuar, talvez torne desinteressante a continuação de extração de petróleo.

O país mais atingido pela queda dos preços do petróleo é a Rússia. No apogeu da alta de preços do “ouro negro”, em 2008, este fundo dispunha reservas totalizando US$ 158 bilhões, os quais equivalem com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O petróleo e o gás natural representam 68% do total das exportações da Rússia e, contribuem com 50% na formulação do orçamento nacional.

A Rússia já perdeu cerca de US$ 90 bilhões em reservas monetárias neste ano, as quais, correspondem em 4,5% do Produto Interno Bruto(PIB) do país, a fim de sustentar o rublo que encontra-se em queda livre. Desde junho passado, a moeda nacional da Rússia desvalorizou-se em 35% contra o dólar norte-americano.

Crise da Petrobras Afeta mais que Queda do Preço do Petróleo

As incertezas quanto aos investimentos previstos pela Petrobras na operação do petróleo brasileiro neste ano, em virtude da instabilidade gerada pela crise institucional que se abateu sobre a companhia a partir das investigações da Operação Lava-Jato, geram impactos profundos no cotidiano da indústria offshore local, bem mais que a batalha geopolítica travada entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos, no controle do mercado de óleo e gás mundial.

Esses efeitos foram destacados por José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras em uma época marcada por duas fases distintas: a da autossuficiência e das negociatas que podem ter gerado um rombo de mais de R$ 80 bilhões em atos de corrupção.

Oficialmente, Gabrielli esteve no Sindipetro-NF para participar de reunião interna da instituição. Especulações à parte, as declarações do ex-presidente sobre a companhia ajudaram a entender o atual comportamento do mercado do petróleo nacional, que gera diretamente efeitos na administração de Macaé e as demais cidades produtoras de petróleo do Norte Fluminense.

No aspecto internacional, Gabrielli aponta a existência de uma guerra geopolítica travada por 'gigantes do petróleo mundial'. "Os preços do petróleo estão caindo por uma questão geopolítica internacional. A Arábia Saudita, que tradicionalmente era quem recuperava o preço do petróleo com a redução da produção, não está reduzindo o seu ritmo. A Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), portanto, não está reduzindo a sua produção. Por isso os preços do barril do petróleo continuam caindo. Acredito que isso tem a ver muito com a expectativa de expansão da produção do petróleo nos Estados Unidos e a Arábia Saudita quer impedir que essa nova produção americana crie competição com sua produção. Este cenário não tem nada a ver com o Brasil", apontou o ex-presidente da Petrobras.

No âmbito nacional, Gabrielli aponta os efeitos da crise institucional enfrentada pela Petrobras, como fator predominante que afeta o mercado offshore local. "Há um problema que depende do país, que é a situação da cadeia de fornecedores da indústria do petróleo. Este setor está em crise. Atualmente a Petrobras está com um processo decisório muito lento, porque dada a crise, as decisões são mais lentas. Isso afeta de forma muito especial os pequenos e médios fornecedores, que sentem a curto prazo os efeitos do pagamento com atraso dos projetos da Petrobras", apontou.

O gráfico abaixo apresenta as cotações históricas do papel PETR4 (ações preferenciais da Petrobras). É possível notar um canal de baixa iniciado no final de 2011. Tanto o fator externo (queda do petróleo) quanto o fator interno (má gestão da companhia) são grandes responsáveis pela derrocada do papel. Não há como medir qual fator está influindo mais no atual momento, mas se formos considerar que a tendência de queda está longe de terminar então teremos grandes chances de alcançar a casa do 6 reais quiçá 5 reais.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Brasil: Presente para os Gringos

Hoje foi Black Monday para a Gringolândia. Um movimento de pânico eleva o Dólar em 3% e abaixa o IBOV em 6% (sem contar as quedas de dias anteriores). Está formada aí a janela que os gringos esperaram durante dias. 9% de lambuja em um único pregão. Não deu outra, foi só o mercado americano abrir que as compras foram iniciadas. Resultado: uma alta de quase 6% até as 14 horas da tarde. E nós aqui ficamos lambendo os beiços.

O canal 1 já foi invalidado, esqueçam...


Agora estamos entre o canal 2...


...e o canal 3...


No post anterior um anônimo perguntou quais são os meus targets de compra. Seguem os gráficos...























Bons investimentos!