quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Itaú Unibanco - Composição Acionária

Bom dia pessoal!

Dando prosseguimento à série Composição Acionária, a empresa a ser analisada hoje será o colossal Itaú Unibanco. Este que é maior banco privado da América Latina (segundo maior banco no geral, atrás apenas do Banco do Brasil) e o 39o. maior do mundo segundo ranking da revista "The Banker".

O Itaú Unibanco é um banco brasileiro fundado em 4 de Novembro de 2008 mediante a fusão do Banco Itaú Holding Financeira e o Unibanco. Em agosto de 2010 a fusão foi aprovada pelo órgão regulador brasileiro sem nenhuma restrição.

A união entre os dois se acelerou devido à crise mundial no sistema financeiro em 2009. A medida foi bem vista por Henrique Meireles, presidente do Banco Central do Brasil na ocasião, afirmando que a fusão se tratava de uma iniciativa que contribuía para o fortalecimento do sistema financeiro nacional na conjuntura do mercado financeiro internacional.

Com a fusão, a marca Unibanco foi extinta em todas as agências, passando apenas a usar apenas a marca Itaú, a integração foi concluída em outubro de 2010 e custou mais de mais de 1 bilhão de reais.

Em 24 de agosto de 2009, é anunciada a junção das operações de seguro com a Porto Seguros. A operação consistia na transferência, por parte do Itaú Unibanco da totalidade de ativos e passivos de sua carteira de seguros residenciais e de automóveis para a Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência, que por sua vez seria transferida para a Porto Seguros.

Em Maio de 2013 adquiriu a Credicard por 3 bilhões de reais. Em Janeiro de 2014 comprou o banco chileno CorpBanca por 3,7 bilhões de dólares. Em Agosto de 2014 adquiriu 100% da gestora de ativos chilena Munita Cruzat & Claro, o valor da aquisição não foi divulgado pelo Itaú Unibanco.

Para quem se interessar mais sobre a história da fusão dos dois bancos, sugiro a leitura desta interessante reportagem: Executivo que trabalhou 40 anos no Unibanco conta bastidores de fusão com o Itaú.

Vamos então destrinchar a composição acionária do bancão, que diga-se de passagem não é nada simples...


Como pode ser visto na tabela acima, os "grandes donos" do banco são a IUPAR (Itaú Unibanco Participações) e a Itaúsa (Investimentos Itaú). Atualmente, 10,34% das ações ON e 90,71 das ações PN estão circulando no mercado (free float). Em tesouraria tem-se 2,3% das ações PN e a BlackRock Inc. possui 6,98% das ações PN (veja aqui a reportagem sobre a compra de ações do Itaú pela BlackRock).

Abaixo temos a composição da IUPAR. É formada pela Companhia E. Johnston de Participações (50% das ações ON) e pela Itaúsa (50% das ações ON e 100% das ações PN).


Abaixo temos a composição da Companhia E. Johnston de Participações. É formada pelos quatro filhos de  Walther Moreira Salles que foi o fundador do Unibanco.


Abaixo temos a composição da Itaúsa. É formada basicamente por membros das famílias Villela e Setubal, fundadores do banco Itaú. É uma estrutura tão complexa que preferi não colocar aqui, mas para os interessados, esta reportagem pode ser esclarecedora, além destes links de Wikipedia: link1, link2, link3 e link4. É possível notar na Itaúsa uma participação da PETROS nas ações ON e uma participação da BlackRock nas ações PN.


O organograma a seguir nos fornece uma representação melhor deste emaranhado de participações. Esta imagem é interessante pois apresenta todas as empresas que estão sob a holding Itaú Unibanco, incluindo a maquininha de dinheiro Porto Seguro. Os percentuais podem não corresponder à situação atual visto que a imagem é antiga.


Este outro organograma contempla também as outras partcipações da Itaúsa (Duratex, Itautec e Elekeiroz). Podemos ver que o real dono do banco é a IUPAR já que detém 51% das ações ON. Porém, as ações ON da IUPAR estão divididas igualitariamente entre as famílias Salles e Villela/Setubal, desta forma, o poder das famílias sobre o banco é equilibrado. Este link pode elucidar mais os trâmites dos controles estabelecidos.


E você leitor, já faz parte desta seleta lista de acionistas? Se não já passou da hora hein?! É um ótimo banco para investir na forma de ações e também para se ter contas digitais (acabei de abrir uma para mim), porém não sei se é uma boa empresa para trabalhar, na verdade banco algum deve ser bom para trabalhar, são bons apenas para acionistas penso eu.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Anima Educação - Resposta do RI

Boa tarde Senhores!

Tornei-me investidor da Anima recentemente e inclusive realizei um post sobre a empresa no meu portal de investimentos. Os leitores estão solicitando dados de quando a empresa possuía o capital fechado. São eles:

- Taxa de crescimento da receita líquida nos últimos 5 anos
- Taxa de crescimento do lucro líquido nos últimos 5 anos
- ROE anual nos últimos 5 anos
- Margem líquida anual nos últimos 5 anos

Gostaria também de um detalhamento das dívidas do grupo. Quais são os credores e prazo para pagamento.

Grato,


Resposta do RI

Bom dia,
 

Disponibilizamos somente os dados que estão divulgados em nosso site de RI.

Documentos que podem ser úteis para você são a Apresentação Institucional Jul/14 (por enquanto disponível somente em inglês; aba “Informações Financeiras” => “Apresentações e Teleconferências”) e os Earnings Release/Divulgação de Resultados de cada trimestre (aba “Informações Financeiras” => “Resultados Trimestrais”).

Sobre o endividamento, há uma nota explicativa no ITR com os detalhes.

Atenciosamente,

Heitor Parreiras
Relações com Investidores
heitor.parreiras@animaeducacao.com.br





Caixa e Endividamento


Ao final do 2T14 apresentamos um total em caixa e equivalentes de caixa de R$484,3 milhões, indicando um crescimento expressivo em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, principalmente pela captação dos recursos via IPO. Os empréstimos e financiamentos, por sua vez, totalizaram R$142,2 milhões, apresentando uma redução de R$23,5 milhões em relação ao 2T13.

Sendo assim, no 2T14, a nossa disponibilidade líquida de caixa era de R$342,1 milhões. Se considerarmos as outras obrigações, que englobam títulos a pagar de aquisições, incluindo o valor de R$44,3 milhões da obrigação pela compra de investimento (PUT HSM), e o parcelamento tributário, a nossa disponibilidade líquida totalizou R$261,3 milhões ao final do 2T14.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Alphaville: Fuga da Realidade

Dirigido por Jean-Luc Godard, Alphaville (1965) é uma ficção científica inspirada em filmes noir cuja temática é focada em aspectos filosóficos e existenciais tendo como pano de fundo os avanços tecnológicos que o futuro pode proporcionar. Godard nos apresenta um longa futurista e sombrio, que remete diretamente ao lado negro da humanidade, quando esta deixa de dar o devido valor aos sentimentos e a relação humana para favorecer a tecnologia.

Alphaville é uma das cidades mais estéreis e opressoras que o cinema já viu. É governada por um computador que dita como todas as pessoas da cidade devem viver - todas as emoções são proibidas. Em uma cena, um homem pergunta a uma moça se está chorando, ela responde que não, pois é proibido. Em todo lugar há uma bíblia, que na verdade é um dicionário que é constantemente atualizado. Todo dia ele tem palavras cortadas que foram consideradas proibidas.


Nos Alphavilles brasileiros as emoções são permitidas e a mais contundente talvez seja a sensação permanente de aprisionamento. Nestes condomínios - micro-cidades na verdade - os indivíduos têm a sensação de viver em uma cidade “ideal”, porém irreal. Os Alphavilles são a materialização dos contrates sociais na sua forma mais chocante, na medida em que percebemos uma sociedade aparentemente harmoniosa e feliz no lado de dentro dos muros e uma sociedade caótica e conturbada do lado de fora.

Sempre que passei perto de um destes condomínios tentei imaginar como seria viver lá dentro. Seria uma experiência saudável para os pais e filhos esta fuga da realidade? Para adultos que nasceram e cresceram em cidades reais penso que o impacto não é tão grande. Mas para um indivíduo em formação de personalidade e caráter, este isolamento do mundo real pode trazer alguns efeitos colaterais. É o preço que se paga pela fuga da violência das grandes cidades. Nestes dois documentários é possível perceber de forma clara esta tendência.



Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada...

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre as cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez

Nas grandes cidades de um país tão surreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo prá descobrir
Que não é por aí...não é por nada não
Não, não pode ser...é claro que não é
¿Será?

Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos & delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Uma voz sublime
Uma palavra sublime
Um discurso subliminar
Entre sombras
Entre escombros
Da nossa solidez

Viver assim é um absurdo, (como outro qualquer)
Como tentar o suicídio (ou amar uma mulher)
Viver assim é um absurdo (como outro qualquer)
Como lutar pelo poder (lutar como puder)

domingo, 31 de agosto de 2014

O IBOV, as Crises, os Presidentes e seus Ministros...

Uma análise gráfica e ilustrada da história recente do IBOV...


e seus protagonistas...







Bom domingo a todos!

Fonte: Enfoque

sábado, 30 de agosto de 2014

A Bolsa Subiu, E Agora?

Olá colegas investidores!

Fim do mês e todo mundo aí rindo de orelha a orelha. Em plena temporada de recessão técnica, a bolsa brasileira dar o ar da graça. Este mercado é mesmo bipolar.

Tenho percebido que alguns colegas iniciaram um movimento de venda de ativos, julgando que esta alta é meramente especulativa. Será?

Vejo também os colegas holders legítimos comprando ações como se nada estivesse acontecendo, para eles quanto mais "caro" melhor. Será?

E você leitor, está comprando, vendendo ou só observando?


Segundo reportagem recente em um veículo de mída especializada em mercado, os fundos de ações estão segurando cada vez mais dinheiro em caixa.

A matéria mostrou que os fundos de ações tinham 18,34% do patrimônio líquido em caixa em junho contra 12,55% no mesmo mês do ano passado.

Em janeiro deste ano os fundos possuíam 10,49% em caixa e 8,8% em novembro de 2012 (minimo da série histórica). Durante todo o ano de 2012 foi mantido em caixa algo entre 10% e 12%.

Um gestor de fundo que não quis ser identificado relatou que estão segurando dinheiro em caixa em função do momento conturbado e o nível deste caixa é o maior da história do fundo.

A rentenção de caixa é maior nos fundos long biased. Em junho foi verificado um caixa de 73% contra 66% no mês anterior. Em dezembro último o caixa era de 29%.

Meu caixa hoje está em 17% (7% em conta corrente e 10% em LCI de curto prazo) mas estou vendo poucas oportunidades de compra.

Realizei hoje um levantamento gráfico das 14 ações que pretendo comprar daqui em diante, a grande maioria está bem "esticada" como pode ser visto nos gráficos abaixo. Baseado nas médias móveis de longo prazo, defini para mim os próximos pontos de entra (seta amarela). Vamos então aguardar as cenas dos próximos capítulos.















Bom fim de semana!