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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Por que o Dólar Parou de Cair? Swap Cambial Reverso.


Continuando a série sobre a moeda norte americana, hoje iremos analisar o principal motivo pelo qual a cotação da moeda interrompeu (a princípio temporariamente) seu movimento de queda. Os outros artigos desta série podem ser lidos nos links abaixo:

Está na Hora de Comprar Dólar?!
O Dólar Cairá Mais?

Depois do dólar fechar o mês de junho com a maior perda mensal em 13 anos, o Banco Central voltou a intervir no câmbio. Em apenas uma semana, o órgão realizou cinco leilões de swap cambial reverso. Veja no gráfico abaixo o comportamento dos preços do dólar futuro em relação aos swaps realizados nos últimos dias (setas em azul).

gráfico dólar futuro

Durante sua primeira entrevista coletiva, Goldfajn repetiu que a instituição pretendia reduzir sua exposição de swaps cambiais. De acordo com ele, o BC pode utilizar todas as ferramentas disponíveis, mas sempre com "parcimônia" e sem interferir no regime de câmbio flutuante.

Com as intervenções no pregão de hoje e nos pregões da semana passada, ficou claro que o BC não deixará o câmbio totalmente flutuante. Pode-se dizer que a instituição está tentando manter a moeda na casa dos R$ 3,30 (conclusão minha).

Swap Cambial

Em finanças, swap (em português, "permuta") é uma operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade, entre investidores. O contrato de troca pode ter como objeto moedas, commodities ou ativos financeiros.

As swaps mais comuns no mercado brasileiro são:

- Swap de taxa de juros: troca da taxa de juros prefixados por juros pós-fixados (conforme a variação dos CDIs, por exemplo, que é um ativo financeiro corrigido pela taxa diária de juros) ou o inverso, para quem quer evitar o risco de uma futura alta nos juros.
- Swap cambial: troca de taxa de variação cambial (variação do preço do dólar americano) por taxa de juros pós-fixados.

Também conhecida como hedge (cobertura de risco) cambial, a swap cambial é uma operação de câmbio em que há simultaneamente a compra e a venda de moedas. Os valores iniciais, ou seja, o tamanho do contrato, os indicadores e a data de vencimento são livremente pactuados entre as partes.

As operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) consistem na compra ou venda de um contrato padronizado de derivativo negociado na BM&FBovespa, denominado “Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico Baseado em Operações Compromissadas de Um Dia (SCS)”.

Por convenção de mercado, a operação de compra de swap cambial pelo BCB é chamada de swap cambial tradicional, e a operação de venda desses contratos é denominada swap cambial reverso.

Swap Reverso


Fonte: Exame

Swap Tradicional

Fonte: Exame

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Dólar Cairá Mais?

"O mercado é basicamente uma transferência de valor dos mais aflitos para os mais pacientes." W.B.

No pregão de ontem o dólar fechou no menor valor frente ao real dos últimos 12 meses. A moeda já vem caindo há alguns dias mas o aumento da percepção de que o Banco Central tolerá uma taxa de câmbio mais apreciada fez os vendedores atuarem com apetite no dia de ontem. No fechamento, o dólar comercial caiu 2,31% chegando a R$ 3,3691, o menor valor desde Julho de 2015. Já no mercado futuro o papel fechou em R$ 3,3905.


Analista disseram que ontem se formou uma "pequena tempestade perfeita" em torno da moeda. O dólar teve uma sessão de perdas em todo o mundo pressionado pelo esfriamento das expectativas sobre altas de juros nos E.U.A. Isto impulsionou commodities, bolsas de valores e bônus de países emergentes, reduzindo prêmios de risco e amparando o cenário de fluxo para mercados em desenvolvimento como o Brasil.

O Real se destacou ainda mais que seus pares após o mercado avaliar que o Banco Central poderá ser menos ativo no câmbio. O câmbio teria então espaço para responder mais aos elementos externos. A percepção de que o Banco Central deixará o câmbio "correr mais solto" veio das declarações do indicado à presidência Ilan Goldfajn.

Goldfajn defendeu esforços para restabelecer no país o "tripé macroeconômico" formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante.

"Considero haver praticamente consenso de que é preciso reconstruir o quanto antes o tripé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e regime de câmbio flutuante, que permitiu ao Brasil ascender econômica e socialmente em passado não muito distante. O preço do dólar não será conduzido. Será flutuante. Cambio flutuante é e continuará de extrema ajuda. Ter uma taxa de câmbio flutuante faz com que consiga equilibrar internamente e externamente a economia brasileira."

Até então muitos analistas no mercado via um piso nos R$ 3,50 e as declarações do Ilan contrariaram essa tese, Há sim espaço para o dólar recuar ainda mais, mas ninguém neste momento arrisca uma aposta.

Se do ponto de vista fundamentalista ninguém consegue estimar um piso para a moeda no cenário atual, vamos então recorrer à análise gráfica para tentar achar pontos de possível suporte.

No gráfico do dólar futuro mostrado acima, o próximo suporte de preços está na região dos R$ 3,29. Porém arrisco a dizer que a queda tem força para alcançar os R$ 3,2 como possível ponto de retorno. Acho pouco provável que a moeda venha abaixo de R$ 3 reais, mas se acontecer, o ponto de retorno estaria em torno de R$ 2,9.


Como já havia anunciado anteriormente, em R$ 3,2 sou comprador da moeda. Assim falou Zaratustra.

Fonte