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sábado, 16 de julho de 2016

Investimentos em Corretoras: Quatro Anos de História

Minha história no mundo dos investimentos começou em maio de 2008 - alguns dias antes do pico histórico do IBOV, ops. Naquela época a bolsa estava na boca do povo, ações blue chips como Vale e Petrobras bombavam no mercado, empresas siderúrgicas estavam no seu momento de glória, ações de construtoras subiam a cada dia, revistas estampavam na capa matérias como esta abaixo:

ficar rico na bolsa

Naquele momento a economia do país apresentava relativo prestígio frente às agências de classificação de risco e o país acabava de receber título de grau de investimento...


Em suma, era um cenário propício para atrair sardinhas para a roda da fortuna da bolsa de valores e a partir dali o mercado ganhou mais um investidor de peso - eu, vulgo Uorrem Bife, rs.

Peguei então um dinheirinho que tinha juntado na poupança e entrei em um fundo de ações da Vale da Caixa Econômica Federal. Agora era só esperar o dinheiro duplicar a cada 6 meses e aguardar pacientemente o milhão chegar dentro de alguns anos.

Poucos dias depois começou uma quebradeira de bancos no exterior, jornais alardeavam uma tal bolha imobiliária nos E.U.A. e o mundo ficou caótico. Mas fiquei tranquilo pois afinal não tinha investimento em nenhum banco de fora e o presidente do povo tinha falado na TV que aquilo era só uma marolinha, coisa passageira. Só que não.

As semanas foram passando e a cada extrato mensal o dinheiro ia sumindo na conta até que um dia parei de olhar aquilo pois alguém me falou que no longo prazo tudo dá certo, "se ficar olhando é pior".

Me casei no final de 2008 (minha esposa também tinha investimentos em fundos da Vale e da Petro) e fui tocar a vida. Deixei o mercado de lado e me concentrei em outras atividades. Mesmo porque não estava sobrando dinheiro quase nenhum e não tinha porque me preocupar com investimentos naquele momento.

Lá pelos idos de 2010 o dinheiro começou a sobrar na poupança mas não sabia ao certo se continuava a aportar nos fundos da Vale e Petro que tinham se recuperado um pouquinho depois de 2008 ou se procurava uma outra alternativa. Acabei encontrando o santo graal do investidor sardinha: "comprar na baixa e vender na alta". Era uma coisa muito óbvia: pra quê colocar um dinheiro em um fundo e deixar mofando se eu posso comprar uma ação na baixa e dias depois vender na alta?! Era a estratégia infalível.

Então me cadastrei na corretora do Banco Bradesco em que possuía poupança e comecei o compra e vende de ações. Comprava papéis que não tinha nem ideia do que se tratavam, por exemplo comprei Minerva pensando se tratar da fábrica de sabão em pó. Não importava já que estava dando lucro.

Só que o mercado virou de um ciclo de alta para um ciclo de baixa e obviamente as operações não estavam mais dando certo. Como não sabia nem o que era stop loss, uma carteira de ações de longo prazo acidental começou a se formar. Em meados de 2012 tinha então os seguinte papéis acumulados na corretora do banco.


Só tranqueira. Foi então que aconteceu a terceira reviravolta: vendi todos estes ativos, resgatei o meu dinheiro e o da minha esposa dos fundos Vale e Petro ficando totalmente líquido. Já que os investimentos em fundos não estavam dando certo e as operações de compra e venda que no princípio deram lucro também não estavam mais funcionando então precisava encontrar uma alternativa mais viável.

Peguei metade do dinheiro e coloquei no tesouro direto (nem me lembro qual!) pois li em algum lugar que era o investimento mais seguro e a outra metade ficou parada na poupança.

Porém decidi mais uma vez tentar o mercado de ações. Você pensa assim: "se alguns conseguem por que então eu não conseguirei?". Só que desta vez seria diferente, estudaria as empresas antes de comprar e usaria análise gráfica para determinar os melhores momentos de compra. Outra grande questão foi cadastrar em corretoras com taxas de corretagem e manutenção mais atrativas.

Fizemos então cadastro em duas corretoras (uma com meu CPF e outra com CPF da esposa) e fomos aos poucos transferindo o dinheiro para aportes. Fiquei um bom tempo pagando aqueles TEDs caríssimos até uma boa alma me explicar o que é uma conta digital. Aos poucos fui zerando a poupança e depois zerei também os títulos do governo para aportar tudo em ações (naquela época não conhecia FIIs).

Bom, fiz toda esta longa introdução para chegar ao tema do post, vamos lá...

Quatro Anos Investimentos em Corretoras

Hoje temos contas em seis corretoras diferentes porém duas estão inativas. Temos também contas em três bancos porém deixamos nestas contas apenas o dinheiro necessário para pagar as contas do mês corrente e do próximo mês. O restante do dinheiro está todo alocado em ativos como ações, FIIs e títulos do governo através das quatro corretoras ativas.

Devo admitir que nestes últimos quatro anos ainda realizei muitas operações de compra e venda de caráter puramente especulativo - e ainda faço - mas o foco hoje é basicamente investimentos de longo prazo. Para separar as coisas reservei uma corretora apenas para fazer operações de compra e venda em derivativos e as outras três são reservadas para os investimentos de longo prazo em ações e FIIs.

O gráfico abaixo apresenta a evolução do capital alocado nas corretoras ao longo destes últimos quatro anos. A linha azul mais grossa apresenta o valor de fechamento e a linha mais fina o valor aportado. Estivemos boa parte do tempo com valor de fechamento abaixo do valor aportado mas já estamos há cinco meses no campo positivo e em especial nestas duas últimas semanas a carteira explodiu. Opa!

investimento em corretoras

É fato que a evolução do gráfico nos últimos meses tem mais a ver com uma melhora nas expectativas do mercado em relação ao cenário político-econômico do que com a robustez das carteiras propriamente ditas. Porém tenho plena consciência que venho fazendo as escolhas certas, tanto no sentido de seleção de ativos quanto no sentido do timing de compra.

Ainda realizo compras de caráter totalmente especulativo como será visto logo abaixo, porém cada vez mais me concentro nos ativos de melhores fundamentos para o longo prazo.



É muita tranqueira em uma carteira só, sei disto, mas aos poucos vamos ajustando isto. Ainda tenho este péssimo hábito de colecionar ativos, rs.

Bom fds!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Alocação de Ativos - Carteiras de Ações e FIIs (Atualização Semestral)

Bom dia colegas!

No meu último fechamento mensal (clique aqui) alguns leitores pediram para postar as minhas carteiras de investimento. Não tenho publicado estas carteiras pois estou em um processo de realocação de ativos que vai durar alguns meses (ou anos). No momento as carteiras estão totalmente desequilibradas e inchadas como poderá ser visto nas figuras a seguir. De qualquer forma, neste ano de 2015 tenho tido até resultados razoáveis com estes ativos. Neste mês a carteira de ações apresenta queda de -1,6% contra -2,45% do IBOV. Já a carteira de FIIs apresente alta de 0,72% contra 0,77% do IFIX.







A carteira de renda fixa está composta por LTNs, LTFs, e LCIs. Estas duas últimas poderão ser convertidas em renda variável ainda este ano.

Bons investimentos!