Seguindo o desfecho da notícia de hoje cedo, PETR4 encontra-se oficialmente na casa do 4,xx. Mas o dólar chegou lá antes, quem apostou na Petro perdeu. Pode isto Arnaldo?!
Um blog sobre investimentos, economia, política, futebol e outros assuntos de butequim...
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Petrobras e Banco do Brasil - Ações Renovando Mínimas
Já estamos nos finalmentes do mês de setembro e a situação continua indefinida no cenário político-econômico interno. No cenário externo a situação também não teve melhoras e o dólar continua sua escalada de alta em vários países. A queda de preços das commodities minerais e metálicas, muito em função de alta oferta contrapondo uma desaceleração da economia chinesa, continua pressionando a economia dos países exportadores como o Brasil. A produção elevada de petróleo no mundo e uma demanda retraída também contribui para este ciclo de baixa das commodities.
Aqui no IBOV começa a se desenhar um Déjà vu no gráfico diário. Se confirmado, a próxima parada será nos 40.xxx. As chances disto acontecer em breve são reais porque o cenário econômico atual está praticamente alinhado com este movimento que terá o momento mais tenso nos dias de votação do pacotão fiscal do governo.
Muitos ativos estão contribuindo para esta queda acentuada do IBOV, em especial a Petrobras e os bancos (Itaú e Bradesco têm maior peso no índice).
Petrobras já foi discutida neste post e o gráfico atualizado você confere logo abaixo. Temos uma projeção de queda para a casa dos 5,xx quiçá 4,xx reais. Basta que o pivot formado seja respeitado.
A situação dos bancos também não é das melhores, em particular o mais fraco deles que é o Banco do Brasil. Neste post eu já havia traçado algumas projeções que estão cada vez mais evidentes.
Edição de fim de dia...
O dólar parece mesmo não querer ceder. Com o fechamento de hoje já são quase 6% de alta desde a abertura do pregão na última sexta. Será que teremos novas intervenções do BANCEN?
Refletindo a alta do dólar no dia de hoje, as taxas de juros voltaram a subir. A NTNB Principal 2035, por exemplo, está sendo negociada neste fim de tarde com uma taxa de 7,57%.
Aqui no IBOV começa a se desenhar um Déjà vu no gráfico diário. Se confirmado, a próxima parada será nos 40.xxx. As chances disto acontecer em breve são reais porque o cenário econômico atual está praticamente alinhado com este movimento que terá o momento mais tenso nos dias de votação do pacotão fiscal do governo.
Muitos ativos estão contribuindo para esta queda acentuada do IBOV, em especial a Petrobras e os bancos (Itaú e Bradesco têm maior peso no índice).
Petrobras já foi discutida neste post e o gráfico atualizado você confere logo abaixo. Temos uma projeção de queda para a casa dos 5,xx quiçá 4,xx reais. Basta que o pivot formado seja respeitado.
A situação dos bancos também não é das melhores, em particular o mais fraco deles que é o Banco do Brasil. Neste post eu já havia traçado algumas projeções que estão cada vez mais evidentes.
Edição de fim de dia...
O dólar parece mesmo não querer ceder. Com o fechamento de hoje já são quase 6% de alta desde a abertura do pregão na última sexta. Será que teremos novas intervenções do BANCEN?
Refletindo a alta do dólar no dia de hoje, as taxas de juros voltaram a subir. A NTNB Principal 2035, por exemplo, está sendo negociada neste fim de tarde com uma taxa de 7,57%.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Estoques e Reservas de Petróleo - Ações da Petrobras na Casa dos 6 Reais
Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã pressionados por preocupações com a situação de oferta global excessiva. Ontem já tinha feito um post sobre o assunto, leiam aqui.
A redução na produção dos EUA tem dado alguma sustentação às cotações, mas os níveis de estoques dos EUA continuam elevados, especialmente os de derivados, como a gasolina. Isso sugere que o excesso de oferta não vai ser superado tão cedo.
Enquanto isso, a Arábia Saudita e outros fornecedores continuam bombeando petróleo em forte ritmo, numa tentativa de defender sua participação de mercado.
No final da tarde de hoje, a atenção dos mercados vai se voltar para o American Petroleum Institute, que vai divulgar sua pesquisa semanal sobre os estoques dos EUA. Amanhã, será a vez do levantamento oficial, do Departamento de Energia norte-americano.
As Maiores Reservas de Petróleo
Venezuela
Reservas estimadas: 297,7 bilhões de barris
"A Venezuela continua altamente dependente das receitas do petróleo, que representa cerca de 96% das receitas de exportação, 40% das receitas do governo e 11% do PIB ", de acordo com o CIA Factbook . Consequentemente, com os preços do petróleo mergulhando no final de 2014 , combinado com uma recessão, a economia do país sofreu consideravelmente. Agora, a Venezuela está em busca de aliados fora da OPEP, na esperança de estabilizar os preços do petróleo.
2. Arábia Saudita
Reservas estimadas: 268,4 bilhões de barris
A Arábia Saudita foi um dos grandes players no mercado de petróleo ao longo do último ano. Mais recentemente, o país - juntamente com o resto da OPEP - se recusou a cortar os preços do petróleo.
3. Canadá
Reservas estimadas: 173,2 bilhões de barris
O Canadá exporta a maior parte de seu petróleo para os EUA e Europa, sendo o maior fornecedor estrangeiro dos EUA. No entanto, um recente relatório mostra que o petróleo de alguns depósitos do país possui uma concentração cerca de 20% maior de carbono do que os outros. Isso significa que se o Canadá exporta mais petróleo para os EUA, ao longo do tempo , as emissões de gases do efeito de estufa pelos motoristas norte-americanos aumentariam, mesmo se o consumo de gasolina mantiver-se estável", segundo a OilPrice.com.
4. Irã
Reservas estimadas: 157,3 bilhões de barris
O petróleo bruto do Irã é o elemento surpresa no mercado. Analistas acreditam que a volta do produto iraniano poderia pressionar os preços para baixo. Além disso, poderia levar ao aumento da tensão entre o país e a Arábia Saudita, bem como com a Rússia.
5. Iraque
Reservas estimadas: 140,3 bilhões de barris
Em grande parte, o petróleo movimenta toda a economia do Iraque. Com a queda dos preços, as receitas do governo caíram aproximadamente 30%. A partir de 2015, o país - um dos maiores produtores da OPEP - estava bombeando petróleo em níveis recordes.
6. Kuwait
Reservas estimadas: 104 bilhões de barris
O petróleo é responsável por mais da metade do PIB do Kuwait e o país planeja aumentar a produção para mais de 4 milhões de barris por dia até 2020. Após as sanções ao Irã em 2012, o Kuwait, juntamente com a Arábia Saudita, ganharam espaço no mercado asiático.
7. Emirados Árabes Unidos
Reservas estimadas: 97,8 bilhões de barris
Os Emirados Árabes Unidos é outro Estado completamente dependente de energia que se modernizou após a descoberta de petróleo há mais de trinta anos. Apesar da queda dos preços, um dos maiores produtores da OPEP tem batido recorde de produção.
8. Rússia
Reservas estimadas: 80 bilhões de barris
Embora Moscou esteja se beneficiando geopoliticamente do acordo com o Irã, o retorno do petróleo iraniano para os mercados é uma má notícia para a Rússia: o país pode perder participação no mercado europeu. "O Irã vai estar competindo na Europa com a Rússia", afirmou à Bloomberg Ed Morse, analista da commodities do Citigroup.
9. Líbia
Reservas estimadas: 48,47 bilhões de barris
A economia da Líbia é completamente dependente de energia. As vendas de petróleo e gás caíram significativamente em 2014 após protestos realizados em seus portos de petróleo.
10. Nigéria:
Reservas estimadas: 37,14 bilhões de barris
O petróleo tem sido a principal fonte de receitas do governo na Nigéria desde 1970 . No entanto, o país sofreu com o colapso dos preços no ano passado. Agora, com o preço mais baixo, a Nigéria ainda poderá enfrentar "concorrência extra" a partir da reintrodução do petróleo iraniano nos mercados.
Ações da Petrobras
A cotação do papel preferencial (PETR4) atingiu pela primeira vez a casa dos 6 reais nesta manhã. A situação não está nada boa para os comprados.
Fonte 1
Fonte 2
A redução na produção dos EUA tem dado alguma sustentação às cotações, mas os níveis de estoques dos EUA continuam elevados, especialmente os de derivados, como a gasolina. Isso sugere que o excesso de oferta não vai ser superado tão cedo.
Enquanto isso, a Arábia Saudita e outros fornecedores continuam bombeando petróleo em forte ritmo, numa tentativa de defender sua participação de mercado.
No final da tarde de hoje, a atenção dos mercados vai se voltar para o American Petroleum Institute, que vai divulgar sua pesquisa semanal sobre os estoques dos EUA. Amanhã, será a vez do levantamento oficial, do Departamento de Energia norte-americano.
As Maiores Reservas de Petróleo
Venezuela
Reservas estimadas: 297,7 bilhões de barris
"A Venezuela continua altamente dependente das receitas do petróleo, que representa cerca de 96% das receitas de exportação, 40% das receitas do governo e 11% do PIB ", de acordo com o CIA Factbook . Consequentemente, com os preços do petróleo mergulhando no final de 2014 , combinado com uma recessão, a economia do país sofreu consideravelmente. Agora, a Venezuela está em busca de aliados fora da OPEP, na esperança de estabilizar os preços do petróleo.
2. Arábia Saudita
Reservas estimadas: 268,4 bilhões de barris
A Arábia Saudita foi um dos grandes players no mercado de petróleo ao longo do último ano. Mais recentemente, o país - juntamente com o resto da OPEP - se recusou a cortar os preços do petróleo.
3. Canadá
Reservas estimadas: 173,2 bilhões de barris
O Canadá exporta a maior parte de seu petróleo para os EUA e Europa, sendo o maior fornecedor estrangeiro dos EUA. No entanto, um recente relatório mostra que o petróleo de alguns depósitos do país possui uma concentração cerca de 20% maior de carbono do que os outros. Isso significa que se o Canadá exporta mais petróleo para os EUA, ao longo do tempo , as emissões de gases do efeito de estufa pelos motoristas norte-americanos aumentariam, mesmo se o consumo de gasolina mantiver-se estável", segundo a OilPrice.com.
4. Irã
Reservas estimadas: 157,3 bilhões de barris
O petróleo bruto do Irã é o elemento surpresa no mercado. Analistas acreditam que a volta do produto iraniano poderia pressionar os preços para baixo. Além disso, poderia levar ao aumento da tensão entre o país e a Arábia Saudita, bem como com a Rússia.
5. Iraque
Reservas estimadas: 140,3 bilhões de barris
Em grande parte, o petróleo movimenta toda a economia do Iraque. Com a queda dos preços, as receitas do governo caíram aproximadamente 30%. A partir de 2015, o país - um dos maiores produtores da OPEP - estava bombeando petróleo em níveis recordes.
6. Kuwait
Reservas estimadas: 104 bilhões de barris
O petróleo é responsável por mais da metade do PIB do Kuwait e o país planeja aumentar a produção para mais de 4 milhões de barris por dia até 2020. Após as sanções ao Irã em 2012, o Kuwait, juntamente com a Arábia Saudita, ganharam espaço no mercado asiático.
7. Emirados Árabes Unidos
Reservas estimadas: 97,8 bilhões de barris
Os Emirados Árabes Unidos é outro Estado completamente dependente de energia que se modernizou após a descoberta de petróleo há mais de trinta anos. Apesar da queda dos preços, um dos maiores produtores da OPEP tem batido recorde de produção.
8. Rússia
Reservas estimadas: 80 bilhões de barris
Embora Moscou esteja se beneficiando geopoliticamente do acordo com o Irã, o retorno do petróleo iraniano para os mercados é uma má notícia para a Rússia: o país pode perder participação no mercado europeu. "O Irã vai estar competindo na Europa com a Rússia", afirmou à Bloomberg Ed Morse, analista da commodities do Citigroup.
9. Líbia
Reservas estimadas: 48,47 bilhões de barris
A economia da Líbia é completamente dependente de energia. As vendas de petróleo e gás caíram significativamente em 2014 após protestos realizados em seus portos de petróleo.
10. Nigéria:
Reservas estimadas: 37,14 bilhões de barris
O petróleo tem sido a principal fonte de receitas do governo na Nigéria desde 1970 . No entanto, o país sofreu com o colapso dos preços no ano passado. Agora, com o preço mais baixo, a Nigéria ainda poderá enfrentar "concorrência extra" a partir da reintrodução do petróleo iraniano nos mercados.
Ações da Petrobras
A cotação do papel preferencial (PETR4) atingiu pela primeira vez a casa dos 6 reais nesta manhã. A situação não está nada boa para os comprados.
Fonte 1
Fonte 2
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Cotação do Petróleo (Brent) Atualizada - Ações da Petrobras em Mínimas Históricas
A cotação do petróleo (Brent) voltou a cair nas últimas semanas. Porém, na manhã de hoje apresenta leve alta sendo cotado a 48,60 dólares.
Dias atrás o Goldman Sachs baixou as perspectivas para o valor do ouro negro. O banco de investimento norte-americano diminuiu as projeções do Brent e admite que o preço do barril de petróleo venha a cair para 20 dólares em 2016. "O mercado petrolífero tem ainda mais oferta do que o que esperávamos e agora prevemos que esse excedente persista em 2016", justificaram os analistas do Goldman Sachs num relatório citado pela Bloomberg.
Como a Queda do Petróleo Afeta o Mapa Geopolítico
Habitualmente, quando eclode uma guerra na região do Oriente Médio, o preço do petróleo é destinado à especulação. Por exemplo, as invasões israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza, em 2006 e 2008, fizeram explodir os preços internacionais ao recorde de US$ 147 o barril (julho de 2008).
Os preços despencaram, repentinamente, após a crise de 2008, considerando que a “falência” do Lehman Brothers e a consequente crise financeira provocaram queda econômica mundial e galopante redução de demanda por energia.
Em antítese com a década de 2000, quando os cenários de guerra e convulsão onde havia petróleo, alimentavam a cada vez maior alta dos preços, a atual liquidez geopolítica na região do Oriente Médio com tudo que está acontecendo, principalmente na Síria e no Iraque, tiveram esta vez resultado reverso.
A queda de preço deve-se em dois motivos básicos: primeiro, à avaliação de que o crescimento da economia mundial desacelera-se rapidamente, com epicentro a Zona do Euro e a China. Aliás, as sanções ocidentais contra a Rússia poderão, eventualmente, agravarem a situação na economia européia, por causa das estreitas relações econômicas entre Alemanha e Rússia.
A prevista baixa demanda coincide com a crescente oferta de petróleo pelos EUA, graças à exploração das jazidas de xisto. A Comissão Internacional de Energia argumenta em seu recente relatório que “os EUA superarão a Rússia a a Arábia Saudita, tornando o país o maior produtor de petróleo no mundo ano que vem, graças à produção de petróleo das jazidas de xisto”.
O segundo motivo é a decisão da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) – tomada em novembro do ano passado – de não reduzir a extração de petróleo, acelerando desta forma a derrocada dos preços internacionais.
Vários analistas verificam nesta decisão “acordo” entre EUA e Arábia Saudita, maior produtor mundial, para manterem os preços baixos e assim fazerem a Rússia “ajoelhar”, já que o país foi atingido economicamente pela sintonia de sanções e repentina queda dos preços do petróleo. Algo semelhante havia ocorrido na década de 1980 quando, novamente, o preço internacional em algum momento em 1986 desabou para até US$ 10 o barril.
O objetivo estratégico da Arábia Saudita com a derrubada dos preços era de conseguir aumentar sua fatia no mercado internacional. Considera-se que a queda dos preços do petróleo contribuiu para acelerar a derrocada da União Soviética, por causa da grande perda de arrecadações.
Existe, contudo, também, o outro lado da moeda que refere-se à guerra de preços: Xeques contra xisto, de acordo com o título de recente artigo da conhecida revista de economia Economist. A queda dos preços favorece tudo menos o desenvolvimento das jazidas de xisto e a reclassificação dos EUA, considerando que, muitas empresas que atuam no setor estão superendividadas e, se a queda dos preços continuar, talvez torne desinteressante a continuação de extração de petróleo.
O país mais atingido pela queda dos preços do petróleo é a Rússia. No apogeu da alta de preços do “ouro negro”, em 2008, este fundo dispunha reservas totalizando US$ 158 bilhões, os quais equivalem com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O petróleo e o gás natural representam 68% do total das exportações da Rússia e, contribuem com 50% na formulação do orçamento nacional.
A Rússia já perdeu cerca de US$ 90 bilhões em reservas monetárias neste ano, as quais, correspondem em 4,5% do Produto Interno Bruto(PIB) do país, a fim de sustentar o rublo que encontra-se em queda livre. Desde junho passado, a moeda nacional da Rússia desvalorizou-se em 35% contra o dólar norte-americano.
Crise da Petrobras Afeta mais que Queda do Preço do Petróleo
As incertezas quanto aos investimentos previstos pela Petrobras na operação do petróleo brasileiro neste ano, em virtude da instabilidade gerada pela crise institucional que se abateu sobre a companhia a partir das investigações da Operação Lava-Jato, geram impactos profundos no cotidiano da indústria offshore local, bem mais que a batalha geopolítica travada entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos, no controle do mercado de óleo e gás mundial.
Esses efeitos foram destacados por José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras em uma época marcada por duas fases distintas: a da autossuficiência e das negociatas que podem ter gerado um rombo de mais de R$ 80 bilhões em atos de corrupção.
Oficialmente, Gabrielli esteve no Sindipetro-NF para participar de reunião interna da instituição. Especulações à parte, as declarações do ex-presidente sobre a companhia ajudaram a entender o atual comportamento do mercado do petróleo nacional, que gera diretamente efeitos na administração de Macaé e as demais cidades produtoras de petróleo do Norte Fluminense.
No aspecto internacional, Gabrielli aponta a existência de uma guerra geopolítica travada por 'gigantes do petróleo mundial'. "Os preços do petróleo estão caindo por uma questão geopolítica internacional. A Arábia Saudita, que tradicionalmente era quem recuperava o preço do petróleo com a redução da produção, não está reduzindo o seu ritmo. A Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), portanto, não está reduzindo a sua produção. Por isso os preços do barril do petróleo continuam caindo. Acredito que isso tem a ver muito com a expectativa de expansão da produção do petróleo nos Estados Unidos e a Arábia Saudita quer impedir que essa nova produção americana crie competição com sua produção. Este cenário não tem nada a ver com o Brasil", apontou o ex-presidente da Petrobras.
No âmbito nacional, Gabrielli aponta os efeitos da crise institucional enfrentada pela Petrobras, como fator predominante que afeta o mercado offshore local. "Há um problema que depende do país, que é a situação da cadeia de fornecedores da indústria do petróleo. Este setor está em crise. Atualmente a Petrobras está com um processo decisório muito lento, porque dada a crise, as decisões são mais lentas. Isso afeta de forma muito especial os pequenos e médios fornecedores, que sentem a curto prazo os efeitos do pagamento com atraso dos projetos da Petrobras", apontou.
O gráfico abaixo apresenta as cotações históricas do papel PETR4 (ações preferenciais da Petrobras). É possível notar um canal de baixa iniciado no final de 2011. Tanto o fator externo (queda do petróleo) quanto o fator interno (má gestão da companhia) são grandes responsáveis pela derrocada do papel. Não há como medir qual fator está influindo mais no atual momento, mas se formos considerar que a tendência de queda está longe de terminar então teremos grandes chances de alcançar a casa do 6 reais quiçá 5 reais.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Preço do Petróleo Atualizado: Um Panorama do Cenário de Queda e seus Impactos na Economia
O preço do petróleo segue em queda nos mercados internacionais. Na manhã de hoje o Brent está sendo negociado a US$ 46,42, menor valor em 6 anos. É a pior queda de preços desde 2008, quando os preços do petróleo perderam mais da metade de seu valor em plena crise financeira internacional.
Os principais causadores de tamanha queda são o aumento de produção, em especial nas áreas de xisto dos EUA, e uma demanda menor que a esperada na Europa e na Ásia. Com o boom do xisto nos últimos anos, a produção norte-americana disparou com mais de 9 milhões de barris por dia.
Quem Ganha e Quem Perde
A queda dos preços afeta diretamente as empresas que exploram petróleo e os investimentos no setor. Já os grandes importadores e dependentes do petróleo levam vantagem, como Filipinas e China, que estão aproveitando os preços baixos para impulsionar o crescimento econômico ou reverter a desaceleração econômica.
O preço mais baixo do petróleo também reduz a inflação no mundo todo e é provável que retarde as altas nas taxas de juros nos países ricos.
Grandes comerciantes de petróleo do mundo também têm aproveitado o momento para contratar superpetroleiros para armazenar estoques de barris no mar à espera de uma recuperação dos preços. A estratégia também está elevando as taxas de frete de navios-tanque, e as empresas de transporte têm visto os preços de suas ações subirem.
Grandes consumidores de combustível como as companhias aéreas também podem, em tese, ser beneficiados com o combustível mais barato e levar essa economia para uma redução nos preços.
E a Petrobras?
A queda do preço do petróleo no mercado internacional, em tese, também diminui a rentabilidade dos projetos de exploração do pré-sal, que foram planejados inicialmente levando em conta um preço mínimo do barril de US$ 45 para a produção poder ser considerada economicamente viável.
Porém, de acordo com a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, o custo de extração de petróleo na camada pré-sal não para de cair e atingiu o patamar de US$ 9 o barril - abaixo da média da estatal, de US$ 14,6 por barril, e da média das empresas do setor, de US$ 15 por barril.
A executiva, que apresentou um panorama do pré-sal no almoço-palestra “Pre-Salt: What Has Been Done So Far and What is Coming Ahead” (“Pré-sal: o que já foi feito e o que vem pela frente”), na Offshore Technology Conference 2015, em Houston (EUA), disse que a produtividade do pré-sal excedeu as expectativas e o custo de produção tende a cair ainda mais no futuro próximo.
“Atualmente, a média de produção no pré-sal da bacia de Santos ultrapassa 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Cinco poços produzem, cada um, mais de 30 mil barris por dia. E os campos de Sapinhoá e Lula possuem poços em que a média de produção pode atingir 40 mil barris por dia”, informou.
A petroleira brasileira tem conseguido também reverter parte da perda acumulada no ano passado da defasagem entre os preços dos combustíveis no mercado internacional e os cobrados no mercado interno. Atualmente, o preço nacional da gasolina já está quase 70% acima do preço internacional do combustível importado pela companhia, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Mercado Futuro
Operadores de petróleo estão se posicionando para lucrar com mais uma queda nos preços da commodity, tomando grandes posições vendidas nos contratos futuros norte-americanos. Os operadores esperam um consumo menor em refinarias depois do verão norte-americano, enquanto o enfraquecimento de economias asiáticas e alta produção global de petróleo elevam as preocupações sobre o excedente de oferta.
Dados do mercado mostram que especuladores fizeram grandes apostas em novas quedas. O interesse aberto para posições vendidas nos preços do petróleo norte-americano, que mostra o número de negócios apostando em preços mais baixos, quase dobrou desde o início de agosto, para cerca de 247 mil contratos, mesmo com a queda dos preços de quase 15 por cento.
Além de apostar em novas quedas no petróleo norte-americano, operadores também têm assumido agressivamente opções de vendas, que lhes dão o direito de vender um contrato assim que ele cair a um determinado patamar, em valores tão baixos quanto 35 dólares ou até 30 dólares por barril.
Ações da Petrobras
Seguindo a cotação internacional do petróleo, as ações da Petrobras seguem em queda livre na bolsa de valores. É fácil ver, ao comparar o gráfico do papel PETR4 abaixo com o gráfico do Brent acima, a forte relação entre as cotações.
Para os especuladores de plantão, que gostam de se posicionar neste papel na tentativa de alavancar o capital, sugiro não tomar posições compradas no momento. Circulei em amarelo, no indicador de força relativa (IFR), os pontos de reversão de tendência de curto prazo passados. Um novo clico de alta poderá ocorrer, porém o sinal ainda não foi dado.
Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3
Os principais causadores de tamanha queda são o aumento de produção, em especial nas áreas de xisto dos EUA, e uma demanda menor que a esperada na Europa e na Ásia. Com o boom do xisto nos últimos anos, a produção norte-americana disparou com mais de 9 milhões de barris por dia.
Quem Ganha e Quem Perde
A queda dos preços afeta diretamente as empresas que exploram petróleo e os investimentos no setor. Já os grandes importadores e dependentes do petróleo levam vantagem, como Filipinas e China, que estão aproveitando os preços baixos para impulsionar o crescimento econômico ou reverter a desaceleração econômica.
O preço mais baixo do petróleo também reduz a inflação no mundo todo e é provável que retarde as altas nas taxas de juros nos países ricos.
Grandes comerciantes de petróleo do mundo também têm aproveitado o momento para contratar superpetroleiros para armazenar estoques de barris no mar à espera de uma recuperação dos preços. A estratégia também está elevando as taxas de frete de navios-tanque, e as empresas de transporte têm visto os preços de suas ações subirem.
Grandes consumidores de combustível como as companhias aéreas também podem, em tese, ser beneficiados com o combustível mais barato e levar essa economia para uma redução nos preços.
E a Petrobras?
A queda do preço do petróleo no mercado internacional, em tese, também diminui a rentabilidade dos projetos de exploração do pré-sal, que foram planejados inicialmente levando em conta um preço mínimo do barril de US$ 45 para a produção poder ser considerada economicamente viável.
Porém, de acordo com a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, o custo de extração de petróleo na camada pré-sal não para de cair e atingiu o patamar de US$ 9 o barril - abaixo da média da estatal, de US$ 14,6 por barril, e da média das empresas do setor, de US$ 15 por barril.
A executiva, que apresentou um panorama do pré-sal no almoço-palestra “Pre-Salt: What Has Been Done So Far and What is Coming Ahead” (“Pré-sal: o que já foi feito e o que vem pela frente”), na Offshore Technology Conference 2015, em Houston (EUA), disse que a produtividade do pré-sal excedeu as expectativas e o custo de produção tende a cair ainda mais no futuro próximo.
“Atualmente, a média de produção no pré-sal da bacia de Santos ultrapassa 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Cinco poços produzem, cada um, mais de 30 mil barris por dia. E os campos de Sapinhoá e Lula possuem poços em que a média de produção pode atingir 40 mil barris por dia”, informou.
A petroleira brasileira tem conseguido também reverter parte da perda acumulada no ano passado da defasagem entre os preços dos combustíveis no mercado internacional e os cobrados no mercado interno. Atualmente, o preço nacional da gasolina já está quase 70% acima do preço internacional do combustível importado pela companhia, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Mercado Futuro
Operadores de petróleo estão se posicionando para lucrar com mais uma queda nos preços da commodity, tomando grandes posições vendidas nos contratos futuros norte-americanos. Os operadores esperam um consumo menor em refinarias depois do verão norte-americano, enquanto o enfraquecimento de economias asiáticas e alta produção global de petróleo elevam as preocupações sobre o excedente de oferta.
Dados do mercado mostram que especuladores fizeram grandes apostas em novas quedas. O interesse aberto para posições vendidas nos preços do petróleo norte-americano, que mostra o número de negócios apostando em preços mais baixos, quase dobrou desde o início de agosto, para cerca de 247 mil contratos, mesmo com a queda dos preços de quase 15 por cento.
Além de apostar em novas quedas no petróleo norte-americano, operadores também têm assumido agressivamente opções de vendas, que lhes dão o direito de vender um contrato assim que ele cair a um determinado patamar, em valores tão baixos quanto 35 dólares ou até 30 dólares por barril.
Ações da Petrobras
Seguindo a cotação internacional do petróleo, as ações da Petrobras seguem em queda livre na bolsa de valores. É fácil ver, ao comparar o gráfico do papel PETR4 abaixo com o gráfico do Brent acima, a forte relação entre as cotações.
Para os especuladores de plantão, que gostam de se posicionar neste papel na tentativa de alavancar o capital, sugiro não tomar posições compradas no momento. Circulei em amarelo, no indicador de força relativa (IFR), os pontos de reversão de tendência de curto prazo passados. Um novo clico de alta poderá ocorrer, porém o sinal ainda não foi dado.
Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Cotações do Petróleo e do Minério de Ferro Atualizadas
Empresas batendo recordes de lucros trimestrais e commodities subindo dia após dia. Esta combinação de fatores está impulsionando o nosso índice que já sobe 27% desde a sua última mínima em dezembro. No cenário econômico interno ainda estamos dando os primeiros passos para uma melhora das contas mas a combinação "Dólar alto + empresas descontadas" foi suficiente para catalisar esta pernada de alta da bolsa com a entrada de investidores estrangeiros.
Abaixo o gráfico do IBOV atualizado. Notem que já estamos encostados na LTB de longo prazo. Esta LTB só foi furada uma vez nos últimos 5 anos, no auge da euforia pró-Aécio no ano passado. O IFR também já indica sobre-compra do índice. Não quer dizer que não teremos novas máximas. Se as commodities continuarem subindo o índice vai junto. Nos últimos anos as pernadas de alta foram de 27%, 43%, 22%, 28% e 38%. Não me assustaria se esta pernada atual chegasse nos 40% com o IBOV indo lá nos 64.000 pontos.
Abaixo o gráfico do petróleo atualizado. Nesta manhã o Brent sobe 2,26%, isto pode contribuir para novas altas da Petro.
Abaixo o gráfico da Petro atualizado. Estamos beliscando a MM de 20 períodos no gráfico mensal. Se o preço romper a barreira do 15 reais poderá ganhar fôlego para buscar a próxima média em 17.
Abaixo o gráfico do minério de ferro atualizado. Temos uma alta de 3,9% no dia o que pode contribuir para novas altas da Vale.
Abaixo o gráfico da Vale atualizado. O papel segue subindo em busca da próxima média em 21,90. O cenário na China ainda é incerto mas no curto prazo o papel pode ganhar mais força.
Abaixo o gráfico do IBOV atualizado. Notem que já estamos encostados na LTB de longo prazo. Esta LTB só foi furada uma vez nos últimos 5 anos, no auge da euforia pró-Aécio no ano passado. O IFR também já indica sobre-compra do índice. Não quer dizer que não teremos novas máximas. Se as commodities continuarem subindo o índice vai junto. Nos últimos anos as pernadas de alta foram de 27%, 43%, 22%, 28% e 38%. Não me assustaria se esta pernada atual chegasse nos 40% com o IBOV indo lá nos 64.000 pontos.
Abaixo o gráfico do petróleo atualizado. Nesta manhã o Brent sobe 2,26%, isto pode contribuir para novas altas da Petro.
Abaixo o gráfico da Petro atualizado. Estamos beliscando a MM de 20 períodos no gráfico mensal. Se o preço romper a barreira do 15 reais poderá ganhar fôlego para buscar a próxima média em 17.
Abaixo o gráfico do minério de ferro atualizado. Temos uma alta de 3,9% no dia o que pode contribuir para novas altas da Vale.
Abaixo o gráfico da Vale atualizado. O papel segue subindo em busca da próxima média em 21,90. O cenário na China ainda é incerto mas no curto prazo o papel pode ganhar mais força.
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