terça-feira, 12 de julho de 2016

Whirlpool/Brasmotor - Fechamento de Capital

Mais uma empresa está fazendo as malas para deixar a bolsa brasileira. Desta vez é a Whirlpool do Brasil dona das marcas Brastemp e Consul. A controladora americana Whirlpool informou no dia de hoje que pretende realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para compra de até 100% das ações ordinárias e preferenciais da operação brasileira, visando fechar o capital da empresa.


A oferta é de R$ 3,31 por ação ordinária ou preferencial da companhia o que representa um prêmio de 36,9% para o papel ON e 32,3% para o PN, tomando como base o preço médio ponderado pelo volume dos últimos 30 dias. A oferta representa ainda um prêmio de 27,8% em relação ao fechamento de ontem do papel preferencial e supera em 34,5% o fechamento de sexta-feira da ação ordinária — último negócio registrado com o papel em bolsa.

De acordo com o laudo de avaliação, o banco Santander apurou o valor econômico das ações ordinárias e preferenciais de emissão da Whirlpool do Brasil no intervalo entre R$ 3,01 e R$ 3,31, com a controladora propondo pagar a faixa máxima de preço. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel WHRL4 após a divulgação da notícia.


Ao mesmo tempo, a Whirlpool do Brasil vai fechar o capital da Brasmotor. A empresa contratou o Itaú BBA como instituição intermediária da OPA e o Santander para elaborar do laudo de avaliação da empresa, que constatou valor econômico das ações da Brasmotor entre R$ 7,11 e R$ 7,82.

O preço ofertado na OPA será de R$ 7,82 por ação ordinária ou preferencial da controlada, a ser pago em moeda corrente. Esse preço está sujeito a ajustes de acordo com dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, desdobramentos, grupamentos ou outras operações societárias semelhantes que eventualmente ocorrerem até o fim do processo.

O preço de R$ 7,82 por papel representa o teto apontado no laudo de avaliação e prêmios de 77,7% e 73,4% frente ao valor médio ponderado das ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, pelo volume dos últimos 30 dias. Também representa um prêmio de 77,7% sobre o último negócio com ONs na bolsa, realizado em 22 de junho, quando fecharam a R$ 4,40, e de 71,1% sobre o fechamento da PN ontem, de R$ 4,57. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel BMTO4 após a divulgação da notícia.


A implementação da OPA, segundo aviso ao mercado, ainda está sujeita à aprovação do pedido de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e condicionada à aceitação da oferta e concordância expressa com o cancelamento de registro por acionistas que representem mais de dois terços das ações em circulação.

OPA

A oferta pública de aquisição de ações, conhecida no mercado como OPA, é a oferta na qual um determinado proponente manifesta o seu compromisso de adquirir uma quantidade específica de ações, a um preço e prazo determinados, respeitando determinadas condições. O intuito é oferecer a todos os acionistas, em igualdade de direitos, a possibilidade de alienar as suas ações em situações que normalmente envolvem mudanças na estrutura societária da companhia. O termo em inglês muito utilizado para tratar da OPA, quando a mesma busca a aquisição de controle de outra empresa, é take over.

Para realizar o fechamento de capital da empresa, o acionista controlador ou a própria companhia deve realizar a OPA, por meio da qual serão comprados os papéis dos acionistas minoritários, garantindo ao ofertante uma maior participação na empresa. De acordo com normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço justo, valor pelo qual as ações serão compradas pelo ofertante, deve ser definido por meio de um laudo de avaliação da companhia, que é feito por uma empresa com experiência comprovada na área.

O laudo que define o preço justo é feito com base em três critérios: o preço médio de cotação das ações nos últimos 12 meses; o valor econômico da companhia, calculado de acordo com indicadores como seu fluxo de caixa; e o valor do patrimônio líquido por ação da companhia. Como o preço justo é formado por essas três variáveis, ele pode ser maior ou menor do que a cotação atual da ação na Bolsa. Como o ofertante depende da aceitação dos acionistas para concluir a OPA, ele pode oferecer um valor acima do que foi definido no laudo e acima do valor de mercado da ação para garantir uma maior adesão dos investidores.

As empresas com capital aberto no Novo Mercado, no Nível 2 e no Bovespa Mais, devem, obrigatoriamente, fixar um valor de oferta superior ao valor econômico apurado no laudo de avaliação. Nos segmentos restantes, Nível 1 e Tradicional, a oferta mínima pelo valor econômico varia conforme o estatuto social da empresa. Cada segmento de listagem possui regras de governança corporativa próprias e toda empresa listada se enquadra em um deles, devendo se adequar às normas pertinentes a cada caso.

Procedimentos

O primeiro passo para a realização da OPA é a publicação do fato relevante sobre a realização da oferta. Em seguida, o pedido de fechamento do capital deve ser protocolado em um prazo de até 30 dias na CVM, que decidirá se a autorização será concedida ou não dentro de um novo prazo de 60 dias. Nesses dois meses, a CVM pode exigir algumas mudanças na OPA para que ela seja aprovada.

Depois de obter o registro na CVM, a OPA deve ser divulgada por meio de um edital em jornais de grande circulação em um prazo de 10 dias. Uma vez publicado o edital, a OPA pode ser realizada dentro de um prazo mínimo de 30 dias e máximo de 45 dias em um leilão na Bolsa. E no edital já deve estar definida a data em que o leilão será realizado.

Cabe ao investidor credenciar, até a véspera do leilão, uma corretora para representá-lo, seja para concordar com o fechamento do capital ou discordar. Caso mais de 10% dos acionistas não concordem com o valor proposto na OPA, em até 15 dias depois da publicação do edital eles devem se organizar para convocar uma assembleia, na qual eles deverão defender a falha na metodologia do laudo de avaliação para que o leilão seja adiado e uma nova avaliação seja feita por outra empresa.

Caso uma nova avaliação ocorra e o valor final do novo laudo seja superior ao anteriormente proposto, passa a valer o preço mais alto. Mas, caso o novo valor seja inferior, permanece o preço da oferta anterior. Se for definido um novo valor superior ao inicial, cabe ao ofertante, em um prazo de cinco dias, informar se manterá ou se desistirá da OPA. A oferta também poderá ser suspensa se durante o leilão não houver a adesão de dois terços dos acionistas.

Leilão

O investidor deve ficar muito atento para não perder a data de cadastramento da corretora no leilão. Como a empresa terá autorização da CVM para tirar o papel de circulação após a OPA, se a pessoa perde o leilão ela sai muito prejudicada, porque a ação deixa de ser negociada em Bolsa e a empresa pagará o que quiser por ela.

Os acionistas que não participaram do leilão de compra têm até três meses para procurar a empresa e receber o dinheiro, tomando como referência o preço das ações no dia do leilão. Passado esse período, a empresa não é mais obrigada a recomprar suas ações, que deixam de ser negociadas em Bolsa e passam a ser compradas e vendidas em mercado de balcão não organizado.

O investidor pode optar por manter as ações, mesmo depois de fechado o capital da empresa, se acreditar no seu potencial. Porém o investidor fica sem liquidez, ou seja, ele não pode vender a ação a qualquer hora já que a empresa de capital fechado não tem mercado. Ele vai precisar procurar um interessado na ação se quiser vendê-la.

O acionista que perder o prazo de recompra pode entrar em contato com a tesouraria da empresa para verificar se ela tem interesse em adquirir os papéis. Em caso afirmativo, o preço será acordado entre as partes, podendo ou não ser o mesmo valor do dia do leilão, sem obrigatoriedade alguma de correção.

Para evitar perdas decorrentes do fechamento de capital é importante que o investidor fique atento às movimentações da empresa e avalie os motivos da sua saída da Bolsa, quando houver essa previsão. Ao perceber que haverá, por exemplo, algum tipo de disputa pelas ações, pode valer a pena manter a ação até o leilão. Mas caso o investidor considere que o laudo de avaliação da empresa poderá definir um valor abaixo de seu preço de mercado, vendê-la antes da OPA pode ser o melhor caminho.

Observar o nível de free float da empresa também pode ser uma boa estratégia para evitar prejuízos. O free float corresponde à parcela de ações da empresa que se encontra em circulação na Bolsa. Quanto menor o free float, menos interesse o controlador terá em relação aos minoritários, já que eles terão um poder de barganha menor em um eventual fechamento de capital da empresa.

Fonte 1
Fonte 2

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Por que o Dólar Parou de Cair? Swap Cambial Reverso.


Continuando a série sobre a moeda norte americana, hoje iremos analisar o principal motivo pelo qual a cotação da moeda interrompeu (a princípio temporariamente) seu movimento de queda. Os outros artigos desta série podem ser lidos nos links abaixo:

Está na Hora de Comprar Dólar?!
O Dólar Cairá Mais?

Depois do dólar fechar o mês de junho com a maior perda mensal em 13 anos, o Banco Central voltou a intervir no câmbio. Em apenas uma semana, o órgão realizou cinco leilões de swap cambial reverso. Veja no gráfico abaixo o comportamento dos preços do dólar futuro em relação aos swaps realizados nos últimos dias (setas em azul).

gráfico dólar futuro

Durante sua primeira entrevista coletiva, Goldfajn repetiu que a instituição pretendia reduzir sua exposição de swaps cambiais. De acordo com ele, o BC pode utilizar todas as ferramentas disponíveis, mas sempre com "parcimônia" e sem interferir no regime de câmbio flutuante.

Com as intervenções no pregão de hoje e nos pregões da semana passada, ficou claro que o BC não deixará o câmbio totalmente flutuante. Pode-se dizer que a instituição está tentando manter a moeda na casa dos R$ 3,30 (conclusão minha).

Swap Cambial

Em finanças, swap (em português, "permuta") é uma operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade, entre investidores. O contrato de troca pode ter como objeto moedas, commodities ou ativos financeiros.

As swaps mais comuns no mercado brasileiro são:

- Swap de taxa de juros: troca da taxa de juros prefixados por juros pós-fixados (conforme a variação dos CDIs, por exemplo, que é um ativo financeiro corrigido pela taxa diária de juros) ou o inverso, para quem quer evitar o risco de uma futura alta nos juros.
- Swap cambial: troca de taxa de variação cambial (variação do preço do dólar americano) por taxa de juros pós-fixados.

Também conhecida como hedge (cobertura de risco) cambial, a swap cambial é uma operação de câmbio em que há simultaneamente a compra e a venda de moedas. Os valores iniciais, ou seja, o tamanho do contrato, os indicadores e a data de vencimento são livremente pactuados entre as partes.

As operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) consistem na compra ou venda de um contrato padronizado de derivativo negociado na BM&FBovespa, denominado “Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico Baseado em Operações Compromissadas de Um Dia (SCS)”.

Por convenção de mercado, a operação de compra de swap cambial pelo BCB é chamada de swap cambial tradicional, e a operação de venda desses contratos é denominada swap cambial reverso.

Swap Reverso


Fonte: Exame

Swap Tradicional

Fonte: Exame

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

sábado, 9 de julho de 2016

Vale a Pena Investir em Ações? FIQUE LONGE!


Vale a pena investir em ações? Vale a pena investir em ativos de renda variável no geral? O esforço gasto para estudar e selecionar empresas e fundos para investimento é compensado em um país que paga inflação + 6% na renda fixa?

investimento acoes

Recentemente recebi a seguinte pergunta de um leitor...


Respondi prontamente mas como não obtive feedback fiquei sem saber se ele gostou ou não da resposta. De qualquer forma, eu mesmo gostei muito da resposta (rs) e por isto estou criando este post para compartilhar com os leitores em geral.


Colocando em números, vou dar meu exemplo que é real. No fechamento do mercado ontem, o valor total das minhas carteiras de investimento (ações, FIIs e títulos do governo) obteve o maior valor em 4 anos. O gráfico abaixo apresente esta evolução (linha verde o valor total aportado nas corretoras e linha azul o valor atual).

grafico investimento bolsa

Depois de 34 meses amargando rentabilidade acumulada negativa, este já é o quarto mês seguido em que a rentabilidade está positiva. Porém, ainda estou bem longe da rentabilidade acumulada na poupança no mesmo período. Ou seja, se tivesse alocado todo o recurso em um título como Tesouro Selic ou mesmo em outros investimentos de renda fixa como LCI/LCA ou CDBs, o resultado estaria bem melhor.

Agora, analisando agora a parte cheia do copo, durante estes últimos 4 anos o que aprendi no mercado não tem preço. É praticamente uma faculdade. Melhorei bastante na minha forma de investir e também de especular, acerto muito mais do que erro. Os erros são normais, precisamos conviver com eles, mas para ter sucesso precisamos aprender com os erros e melhorar a cada dia.

Para quem está começando agora no mundo dos investimentos meu conselho é só um: FIQUE LONGE DA RENDA VARIÁVEL. A maioria das pessoas já começam colocando o dinheiro na roda da fortuna, na ânsia de obterem ganhos fáceis. Mas aquela velha frase já foi comprovada várias vezes: "não existe almoço grátis". Estude bastante por 1, 2, 3 anos... e neste período deixe seu dinheiro rendendo em um bom ativo de renda fixa.

Bom fds!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Está na Hora de Comprar Dólar?!

O contrato futuro da moeda abriu em gap de baixa nesta manhã e rompeu o suporte de 3.300 pontos. Estamos oficialmente na casa dos R$ 3,2x. Dias atrás postei aqui que neste valor seria comprador da moeda (relembre aqui). Chegou a hora da verdade?!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Banco do Brasil - História e Composição Acionária


O Banco do Brasil foi criado em 12 de outubro de 1808, por meio de um alvará do príncipe regente D. João na cidade do Rio de Janeiro. Denominado tanto como Banco Nacional quanto como Banco Público pelo seu ato de criação, o Banco do Brasil foi constituído com o objetivo de que se pusesse “em ação os cômputos estagnados assim em gêneros comerciais, como em espécies cunhadas”, além de promover a indústria nacional “pelo giro e combinação dos capitais isolados” e auxiliar o Estado a captar os recursos necessários para o financiamento de suas atividades. Inicialmente, o capital de mil e duzentas ações com valor de um conto de réis cada uma foi aberto ao público, com o objetivo de subscrever estas ações aos endinheirados da época.


A ideia de criar um banco ligado ao Estado já circulava em Portugal antes mesmo da vinda da corte para o Brasil. Desde o século XVIII, o italiano Domingos Vandelli, radicado em Portugal, era defensor da proposta da criação de um banco que receberia os depósitos públicos, da Casa da Moeda e dos diamantes, e poderia antecipar ao governo os rendimentos do Erário. Outro grande incentivador da criação de um banco nacional foi Rodrigo do Sousa Coutinho, que em 1797 já havia proposto a criação, em Portugal, do Banco Real Bragantino, em um projeto que, apesar de não executado, serviu de base para estruturação do Banco do Brasil.

Em 11 de dezembro de 1809, a primeira agência do Banco do Brasil começou a operar no Rio de Janeiro. D. João pediu aos governadores das capitanias que procurassem acionistas para o Banco, esforço este que foi em vão, pois no fim de 1812, apenas 126 ações tinham sido subscritas. Em 1817 a oferta pública foi encerrada.

Casa dos Contos, fotografia da Casa Leuzinger (1860)

O Banco do Brasil funcionou, nos seus cinco primeiros anos, no prédio de esquina entre as ruas Direita (atual Primeiro de Março) e São Pedro (desaparecida ao abrir-se a avenida Presidente Vargas), transferindo-se depois para a sede do Erário Régio, nesta mesma rua, e ficando ali até sua extinção em setembro de 1829. A legislação determinava a venda inicial de no mínimo cem ações subscritas, mas a falta de procura exigiu que a Coroa concedesse privilégios e recomendações aos próprios membros do governo e a funcionários do Estado para que obtivessem ações e assim viabilizassem a abertura do banco. Por isso, apesar de sua criação em 12 de outubro de 1808, o banco só entrou em funcionamento no dia 11 de dezembro de 1809.

Com o financiamento integral do Banco do Brasil, em 1819 foi construída a sede para a Bolsa de Valores no Rio de Janeiro. Em 1921, o Banco, em crise, sofre com o grande saque feito pela família Real antes de seu retorno a Portugal. Após a Independência do Brasil, a crise do Banco se aprofunda, pois a época do 1º Reinado foi de grande desordem financeira. Em 1833, sob forte pressão, o Banco do Brasil foi liquidado. No mesmo ano, uma lei reestrutura a economia do Império, e restabelece o Banco do Brasil, embora ainda não com sucesso.


Com um capital de 10.000 contos de réis, considerado alto na época, Irineu Evangelista de Souza (futuro Barão e Visconde de Mauá) criou uma nova instituição chamada de Banco do Brasil, em 1851. O Banco ressurgiu mais forte, pois tinha estreitas ligações com o mercado de capitais, tanto que as reuniões para o lançamento público foram realizadas no salão da Bolsa do Rio de Janeiro.

Com a fusão do Banco do Brasil com o Banco Comercial do Rio de Janeiro, em 1853, o capital do Banco aumentou consideravelmente. Tal fusão ocorreu graças à liderança do Visconde de Itaboraí em relação à legislação. Por isso, o Visconde de Itaboraí é considerado o fundador do Banco do Brasil atual. No ano seguinte foi realizado o primeiro concurso público para o cargo de escriturário. Em 1863, o Banco do Brasil era o único órgão emissor do país, o que durou até 1866.

Detalhe da rotunda, no atual Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Nesta imagem, o espaço é ocupado pelo setor de atendimento ao público no ano de 1943

O Banco do Brasil transformou-se, em 1863, no único órgão emissor do território nacional. Após a abolição da escravatura, em 1888, o Banco do Brasil foi o primeiro a abrir linhas de crédito para que os fazendeiros pudessem recrutar os imigrantes europeus. Em 1893 passou a ser chamado de Banco da República do Brasil, após fusão com outro banco estatal, voltando a ser chamado pelo nome original em 1906.

Em 1945, em meio a II Guerra Mundial, o Banco do Brasil deu suporte aos Pracinhas brasileiros na Itália. Através de seus escritórios em algumas cidades italianas, a tropa recebia seu salário, transferia valores, e prestava serviço aos consulados e à embaixada.

A sede do Banco foi transferida para Brasília no mesmo dia de sua inauguração: 21 de abril de 1960. Em 1969 é inaugurada a filial em Nova Yorque. Em 1971, o Banco já contava com 975 agencias no país, e 14 agencias no exterior. Dois anos depois, as ações do Banco do Brasil começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores.

Atualmente ocupa posição de destaque no sistema financeiro nacional, sendo o primeiro em ativos financeiros (R$ 1.572 trilhões), volume de depósitos totais (464 bilhões de reais), carteira de crédito (717 bilhões de reais), base de clientes pessoas total (62 milhões, clientes PF e PJ), câmbio exportação (28,1% do mercado), administração de recursos de terceiros (603 bilhões de reais, o maior da América Latina) e faturamento de cartão de crédito (12,3% do mercado). O Banco do Brasil registrou em 2015, um lucro líquido de R$ 14,400 bilhões, registrando um aumento de 28% em relação ao lucro líquido do ano anterior.


Market Share - Fonte

Rede - Fonte

Linha do Tempo

1808 
A família Real Portuguesa se instala no Brasil. Banco do Brasil é fundado pelo príncipe regente D. João, quando o País passou a sediar a Coroa Portuguesa. Com duração de 20 anos, o objetivo era de promover a indústria nacional. A esse prazo o banco se dissolveria ou se constituiria novamente, claro se o governo assim desejasse. O capital inicial foi de 1.200 contos de réis, dividido em 1.200 ações de um conto de réis cada uma podendo ser aumentada por meio de novas ações.

1810
O meio circulante do país era exclusivamente metálico e as cédulas do Banco do Brasil foram as primeiras a circular no mundo português. A Fazenda Real, entrou como acionista principal, cobrando impostos atrasados e atuais, abriu mão durante 5 anos de qualquer lucro de ações. Através desta ação o capital do banco se consolidou.

1821 
D. João VI e a corte retornam a Portugal levando os fundos do Bando do Brasil.

1829 
Banco do Brasil é liquidado por lei, o excesso de emissões de títulos e a falta de administração competente foram as principais causas do fechamento do banco.

1851
Visconde de Mauá funda um Banco do Brasil particular, autorizada pelo governo.

1854 
Encerramento das intervenções governamentais nas atividades comerciais do BB, após sucessivas mudanças.

1889 
Participação fundamental no fomento econômico e no saneamento das finanças públicas após a Proclamação da República.

1892 
O Banco do Brasil se funde com o Banco da República dos Estados Unidos e passa a se chamar Banco da República do Brasil.

1905 
O Banco da República do Brasil é liquidado e transformado por meio de mudança na composição acionária, no Banco do Brasil S.A. Alteração na composição do capital social do Banco, na qual o Governo Federal torna-se acionista majoritário, forma jurídica que continua até hoje.

1906 
Listagem pública das ações do Banco do Brasil nas bolsas de valores.

1936 
Criação de uma das mais importantes ferramentas de sua atuação econômica: a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial.

1960 
Transferência da sede para Brasília no dia da inauguração da nova capital do País.

1985 
Criação da Fundação Banco do Brasil (FBB) como importante instrumento de transformação em educação, cultura e esporte.

1986 
O Governo Federal autoriza o BB a atuar em todos os segmentos de mercado, iniciando sua evolução para conglomerado financeiro.

1989 
Inauguração do primeiro Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, no contexto das comemorações de 181 anos do Banco.

2000 
Lançamento do Portal Banco do Brasil na internet.

2001 
Configuração como banco múltiplo e instalação do Conselho Diretor e comitês, subcomitês e comissões.

2002 
Adequação do Estatuto Social para maior transparência e a adoção de melhores práticas.

2006 
Ingresso no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.

2009 
Início do programa de American Depositary Receipts (ADRs) Nível I na Bolsa de Nova Iorque.

2011 
Conclusão da operação de aquisição do Banco Patagônia, na Argentina, dentro do novo modelo de atuação no exterior.

2012 
Liderança do movimento consistente de queda dos juros no sistema bancário com o programa BOMPRATODOS.
Nesse mesmo ano, o Banco Postal passa a integrar a rede Mais BB de correspondentes.

2014 
Revisão de sua missão, visão e valores e de sua estratégia corporativa, com o princípio norteador de ser um banco de mercado com espírito público.

Composição Acionária



O Governo, através do Tesouro Nacional, é o controlador do Banco do Brasil com 50,73% das ações ordinárias. Em free float estão circulando hoje 42,79% das ações. Segue abaixo o quadro com os principais acionistas.

Acionistas


Perfil dos Investidores


Controladas


Coligadas - Banco Múltiplo


Coligadas - Seguridade


Coligadas - Meios de Pagamento


Coligadas - Banco de Investimento