quinta-feira, 14 de julho de 2016

Empresas que se Beneficiam com a Alta do Dólar

Veja meu novo site Aqui 

Ontem fiz um post aqui sobre a participação da Embraer na mais importante feira de aviação do mundo (Farnborough Airshow) e neste post um leitor deixou um questionamento interessante: qual é a correlação do preço do papel EMBR3 com a cotação do dólar?

Já é de conhecimento de todos que um dólar mais alto beneficia diretamente as empresas que tem parte da receita em moeda americana. Mas existe realmente uma correlação direta? Para tentar responder esta questão irei analisar 6 casos...

Legenda: Linha Azul - Empresa / Linha Vermelha - Dólar

Embraer (EMBR3)

O gráfico abaixo confronta a cotação do papel com a cotação do dólar futuro. A correlação não é totalmente perceptível, a cotação do papel iniciou um ciclo de alta bem anterior à alta da moeda. De qualquer forma, a queda recente está alinhada entre os dois ativos.

Embraer - dólar

Em 2015 a receita total da Embraer totalizou 88% para o mercado externo. É sem dúvida uma das maiores exportadoras do país.

Embraer - receita dólar

Minerva Foods (BEEF3)

O gráfico abaixo confronta a cotação do papel com a cotação do dólar futuro. A exemplo da Embraer, a correlação não é totalmente perceptível. A cotação do papel iniciou um ciclo de alta bem anterior à alta da moeda. Porém a queda recente está alinhada entre os dois ativos.

Minerva Foods - dólar

70% das receitas de vendas de carnes desta empresa é proveniente do mercado externo.

Minerva Foods - receita dólar


Suzano Papel e Celulose (SUZB5)

As empresas de celulose são as mais agraciadas com alta da moeda americana. Estas empresas tiveram grande valorização dos seus papéis com a alta recente do dólar. Porém, iniciaram um forte movimento de correção com a queda recente da moeda.


71% das receitas de vendas de papel e celulose da Suzano é proveniente do mercado externo.

Suzano - receita dólar


Fibria (FIBR3)

A exemplo da Suzano, a Fibria é outra empresa do setor de papel e celulose que se beneficia com a alta do dólar. O gráfico abaixo mostra claramente que o preço do papel esta demasiadamente descolado do preço da moeda (muito acima em termos percentuais de valorização) e no atual momento está abaixo (mercado penalizando em demasia a queda da moeda).

Fibria - dólar

Mais de 90% da receita desta empresa é proveniente do mercado externo.

Fibria - receita dólar

Tupy (TUPY3)

Esta é uma das empresas desconhecidas da bolsa. A Tupy fabrica peças para o setor automotivo e possui grande parte da receita proveniente do mercado externo. Abaixo vemos claramente que a cotação do papel subiu junto com a subida do dólar e atualmente apresenta queda elevada em comparação com a queda da moeda.

Tupy - dólar

Mais de 80% da receita da Tupy é proveniente do mercado externo.

Tupy - receita dólar

Mahle Metal Leve (LEVE3)

A exemplo da Tupy, a Metal Leve também está situada no mercado de peças automotivas e possui grande parte da receita atrelada à moeda americana. Mas ao contrário da Tupy, a cotação da Metal Leve não está sentindo a queda da moeda.

Metal Leve - dólar

Cerca de 51% da receita desta empresa é proveniente do mercado externo.

Metal Leve - receita dólar

A conclusão óbvia é que realmente a cotação das empresas que possuem forte exposição ao mercado externo segue os movimentos de alta e queda do dólar. Porém, cada caso é um caso. É interessante analisar o percentual da receita que está atrelada à moeda. É também muito importante analisar os fundamentos da empresa e não só a exposição ao mercado externo. Outro ponto importante é o percentual das dívidas da empresa em dólar bem como o percentual de matérias prima provenientes do exterior.

Não é uma análise trivial, de qualquer forma, o passado mostra que comprar papéis de exportadoras nos ciclos de alta da moeda é uma estratégia interessante. Mas como eu sempre digo... passado não garante futuro. Então não se iluda.

Veja também os outros posts da série Dólar:

Por que o Dólar Parou de Cair? Swap Cambial Reverso.
Está na Hora de Comprar Dólar?!
O Dólar Cairá Mais?

Bons investimentos!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Banco do Brasil Seguridade: História, Estrutura e Composição Acionária

A BB Seguridade Participações S.A. foi criada em 20.12.2012, com base na Lei 11.908/2009, Art. 1º, que autorizou o Banco do Brasil S/A a constituir subsidiárias integrais ou controladas, com vistas ao cumprimento de atividades de seu objeto social.

Seu objeto social é a participação em sociedades seguradoras, de capitalização, entidades abertas de previdência complementar e sociedades que operam planos privados de assistência à saúde, empresas que detenham participação em outras sociedades administradoras de bens, corretagem e viabilização de negócios envolvendo empresas de seguros dos ramos elementares, de vida e capitalização, planos previdenciários, seguro saúde e em sociedades que operam planos privados de assistência à saúde.

Não obstante a BB Seguridade ter sido criada recentemente, a atuação do seu controlador na área de seguros, previdência aberta, capitalização e serviços de corretagem de seguros foi iniciada há cerca de 20 anos, conforme breve histórico apresentando a seguir.

Seguros: Em 1996, fruto da associação entre o Grupo Sul América e o BB Banco de Investimentos S.A. (“BB-BI”), foi constituída a empresa que no ano seguinte passaria a se chamar Brasilveículos, com atuação nos ramos de seguros de veículos. Em 1997, foi criada a Aliança do Brasil, empresa investida do BB-BI em sociedade com a Companhia de Participações Aliança da Bahia e que tinha como objeto social operar com seguros nos ramos elementares e vida.

Previdência Aberta: Em 1993, resultado de parceria entre BB-BI e um grupo de seguradoras, foi constituída a Brasilprev. Posteriormente, a Companhia passou por diversas reorganizações em seu quadro acionário até que, entre 1999 e 2000, a Principal Financial Group do Brasil adquiriu participações na Brasilprev e firmou parceria com o BB-BI.

Capitalização: Em 1995, fruto de parceria entre Banco do Brasil, por meio do BB-BI, Sul América Capitalização, Icatu Hartford e Aliança da Bahia, foi constituída a Brasilcap Capitalização S.A.

Corretagem de Seguros e Administração de Bens: Constituída em 1987, a BB Corretora tem por objetivo social a corretagem de seguros dos ramos elementares, vida e saúde, títulos de capitalização, planos de previdência complementar aberta e a administração de bens.

BB Seguridade - História

Reestruturação Societária

Em agosto de 2008, com a aquisição da totalidade das ações de emissão da Aliança do Brasil pelo BB-BI, o Banco do Brasil deu início a um processo de reorganização societária da sua área de seguros, previdência aberta e capitalização.

Nesse cenário, foram realizados diferentes movimentos societários e operações por parte do Banco do Brasil, com influência direta no ramo de atuação da BB Seguridade, dentre os quais se destacam:

(i) Em setembro de 2009, foram constituídas duas subsidiárias integrais – BB Seguros e BB Aliança Participações S.A. (“BB Aliança”) – que passaram a concentrar as participações acionárias nos negócios de seguros, previdência aberta e capitalizações após cisão do BB-BI;

(ii) Em 30 de abril de 2010, operou-se a renovação da parceria entre a BB Seguros e Principal Financial Group do Brasil Ltda. (“PFG”) no âmbito da Brasilprev Seguros e Previdência S.A. (“Brasilprev”), pelo prazo de 23 anos, ampliando a participação societária da BB Seguros na Brasilprev, de 49,99% para 74,99%;

(iii) Em 05 de maio de 2010, foi celebrada uma parceria entre a BB Seguros e a Mapfre Brasil Participações S.A. (“Mapfre Brasil”), pelo prazo de 20 anos, mediante a constituição de duas sociedades holdings: (a) BB Mapfre SH1 Participações S.A. (“BB Mapfre SH1”), voltada para seguros de pessoas, produtos cuja colocação encontra força junto à base de clientes do Banco do Brasil, e da qual a BB Seguros detém 74,99% do capital social total, sendo 49,99% das ações ON e 100% das ações PN; e (b) Mapfre BB SH2 Participações S.A. ("Mapfre BB SH2"), com foco em seguros patrimoniais e ramos elementares, produtos em que a força de distribuição dos corretores autônomos é relevante, e da qual a BB Seguros detém participação de 50% do capital total, sendo 49% das ações ON e 51% das ações PN. A parceria em referência teve início em 30 de junho de 2011, quando BB Seguros e Mapfre Brasil passaram a atuar de forma unificada;

(iv) Em 05 de maio de 2010, a BB Seguros celebrou contrato de compra e venda para aquisição da totalidade das ações representativas do capital social da Brasilveículos detidas pela Sul América Seguros (“Sul América”), passando a deter 100,00% do seu capital social;

(v) Em 24 de janeiro de 2011, a BB Seguros assinou contrato de compra e venda para aquisição de 16,67% das ações de emissão da Brasilcap, detidas pela Sul América Capitalização S.A. (“Sulacap”), ampliando sua participação na Brasilcap de 49,99% para 66,66%;

(vi) Em 19 de dezembro de 2011, a BB Seguros, subsidiária integral da BB Seguridade, e a Mapfre Brasil assinaram contrato de compra e venda para a transferência de ações de emissão da Mapfre Nossa Caixa à Brasilprev.

Em continuidade ao processo de reestruturação descrito acima, criou-se a BB Seguridade com o escopo de:

(i) consolidar, sob uma única sociedade, todas as atividades do Banco do Brasil nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades, no Brasil ou no exterior, orgânicas ou não;

(ii) proporcionar ganhos de escala nessas atividades e em suas operações;

(iii) obter reduções de custos e despesas no segmento de seguridade; e

(iv) ampliar a atuação da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (“BB Corretora”).

Além da BB Seguridade, o Banco do Brasil constituiu, também em 20 de dezembro de 2012, uma nova sociedade holding, denominada BB Cor Participações S.A. (“BB Cor”), para deter participação acionária no capital social da BB Corretora e, eventualmente, no de outras sociedades que atuem no mercado como corretoras na comercialização de seguros, previdência aberta, capitalização e/ou planos de saúde e odontológicos.

Com a reorganização societária descrita, foi obtida a estrutura divulgada no Fato Relevante divulgado pelo Banco do Brasil em 26 de novembro de 2012, em preparação para a oferta pública inicial de ações da Companhia (“IPO”), cujo respectivo pedido de registro junto à Comissão de  Valores Mobiliários (“CVM”) foi protocolado em 25 de fevereiro de 2013.

Em 29 de abril de 2013, a BB Seguridade iniciou a negociação de suas ações no segmento "Novo Mercado" da BM&FBOVESPA, reservado para companhias alinhadas com os mais elevados padrões de governança corporativa. Com uma arrecadação de R$ 11,48 bilhões (US$ 5,74 bilhões), o IPO da BB Seguridade foi premiado como o maior do mundo no ano de 2013 pela imprensa especializada internacional.


Movimentos realizados após a abertura de capital

Em maio de 2013, a BB Seguros Participações S.A. e a União assinaram Contrato de Transferência de Ações com o objetivo de transferir 212.421 ações ordinárias  (ONs) de emissão do  IRB Brasil Re detidas pela União para a BB Seguros. Em 20 de agosto de 2013, foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária para homologação do aumento de capital do IRB Brasil Re, a qual era condição precedente para o pagamento, pela BB Seguros, da aquisição das ONs.  Em 27 de agosto de 2013, a BB Seguros passou a deter 20,51% do capital do  IRB Brasil Re por meio da  transferência das  ações e do pagamento efetuado à União.

Em  29 de dezembro de 2014,  por meio  da Assembleia Geral  Extraordinária  de Acionistas,  foi  aprovada  a  reforma  do  Estatuto Social para alterar o número de ações de 1.035.663 para 1.040.000, de modo a contemplar, também, o quantitativo de 4.337 ações em tesouraria. Dessa forma, a BB Seguros passou a deter uma participação de 20,43% no IRB.

Em 11 de junho de 2013, o Banco do Brasil S.A., a BB Seguros Participações S.A. (BB Seguros), a BB Corretora de Seguros  e  Administradora  de  Bens  S.A.  (BB  Corretora),  a  Odontoprev  S.A  (Odontoprev)  e  a  Odontoprev  Serviços  Ltda.  (Odontoprev Serviços) assinaram Acordo de Associação e Outras Avenças (Acordo) com o objetivo de, por meio de  uma  nova  sociedade  anônima,  denominada  Brasildental,  desenvolver  e  divulgar,  e  por  meio  da  BB  Corretora,  distribuir e comercializar planos odontológicos sob a marca BB Dental, com exclusividade em todos os canais BB no território nacional.

A Brasildental foi constituída em 12 de março de 2014, seu capital social total é de R$ 5 milhões, distribuído em 100 mil ações  ordinárias (ON) e 100 mil ações preferenciais (PN),  das quais a BB Seguros detém 74,99% do capital social total, sendo 49,99% das ações ON e 100% das ações PN.

Em 01 de novembro de 2014, a Mapfre Vida S.A. incorporou a Vida Seguradora S.A., empresa pertencente à holding BB Mapfre  SH1 Participações  S.A. Na mesma  data,  a Mapfre Seguros Gerais  S.A.  incorporou  a Mapfre Affinity Seguradora  S.A., empresa pertencente à holding Mapfre BB SH2 Participações S.A. Ambas as incorporações foram realizadas  na  totalidade de  seus patrimônios.

Após um  processo  de  revisão do modelo de negócios no segmento de capitalização e em decorrência da ausência de perspectivas de  que a BB Capitalização viesse a desenvolver atividades operacionais, os administradores da BB Seguros aprovaram, em 28 de novembro de 2014, a incorporação da companhia ao seu patrimônio. O acervo líquido da BB Capitalização incorporado pela BB Seguros foi avaliado  ao  valor contábil na data-base da operação no montante de R$ 5.573 mil.

Estrutura 

BB Seguridade - Estrutura

1. BB Seguros Participações S.A. (“BB Seguros”).

Subsidiária integral da BB Seguridade Participações S.A., a holding BB Seguros, constituída em 2009, concentra as atividades nos mercados de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e assistência à saúde. Atualmente, a BB Seguros participa diretamente nas seguintes sociedades: BB Mapfre SH1 Participações S.A. e Mapfre BB SH2 Participações S.A. - em conjunto denominadas Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre - Brasilprev Seguros e Previdência S.A., Brasilcap Capitalização S.A, IRB Brasil RE e Brasildental.

1.1 Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre (“Grupo Segurador”)

Resultado da aliança estratégica firmada em maio de 2010, pelo prazo de 20 anos, entre o Banco do Brasil, por meio da BB Seguros, e o Grupo Mapfre, o Grupo Segurador atua no mercado brasileiro de seguros, notadamente nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos, comercializando seus produtos por meio da rede de distribuição do Banco do Brasil (canal bancário) e de corretores autônomos (canal corretor). O Grupo Segurador detém posição de destaque no mercado brasileiro de seguros, em todos os ramos em que atua e está estruturado em duas sociedades holdings - BB Mapfre SH1 Participações S.A. e Mapfre BB SH2 Participações S.A., conforme descrições abaixo:

BB Mapfre SH1 Participações S.A. (“SH1”)

A SH1 é uma sociedade de participação com foco nos segmentos de seguros de pessoas, imobiliário e agrícola, os quais encontram força principalmente junto à base de clientes do Banco do Brasil. A SH1 é detentora da totalidade das ações das seguintes sociedades:

•    Mapfre Vida S.A. - Sociedade anônima de capital fechado sediada em São Paulo, atua em todo o território nacional na comercialização de seguros de pessoas por meio do canal corretor.
•    Companhia de Seguros Aliança do Brasil - Sociedade anônima de capital fechado sediada em São Paulo, atua em todo o território nacional na comercialização de seguros de pessoas, imobiliário e agrícola por meio do canal bancário

Mapfre BB Participações SH2 S.A. (“SH2”)

A SH2 é uma sociedade de participação com foco nos segmentos de seguros patrimoniais e ramos elementares, com maior ênfase em seguros de automóveis, nos quais a força de distribuição dos corretores autônomos é bastante relevante. Esta holding também concentra os negócios realizados por meio dos Canais Affinity*, em todos seus segmentos de atuação do Grupo Segurador. A SH2 detém a totalidade das ações das seguintes sociedades:

•    Aliança do Brasil Seguros S.A. - Sociedade anônima de capital fechado sediada em São Paulo, atua na comercialização de seguros de ramos elementares por meio do canal bancário.
•    Brasilveículos Companhia de Seguros - Sociedade anônima de capital fechado sediada no Rio de Janeiro, atua em todo território nacional na comercialização de seguros de automóveis por meio do canal bancário.
•    Mapfre Seguros Gerais S.A. - Sociedade anônima de capital fechado sediada em São Paulo, atua em todo território nacional na comercialização de seguros de danos e de pessoas por meio do canal corretor.
A Mapfre Seguros Gerais S.A. controla ainda a seguinte sociedade:
•    BB Mapfre Assistência S.A. - Sociedade anônima de capital fechado sediada em São Paulo, tem como objeto a prestação de serviços de assistência, complementares às atividades das seguradoras. Referida sociedade, desde a sua constituição em 2010, manteve-se não operacional.
* Entendem-se por Canais Affinity todos e quaisquer canais de distribuição destinados a vendas de seguros para clientes finais vinculados a pessoas jurídicas (clientes ou não do Banco do Brasil), incluindo, mas sem se limitar a cooperativas, instituições financeiras, redes varejistas e companhias de serviços públicos.

2. Brasilprev Seguros e Previdência S.A.

Criada em 1993 para atuar no mercado de previdência privada aberta, a Brasilprev tem como atuais acionistas a BB Seguros e a PFG do Brasil Ltda, integrante do Principal Financial Group. Em 30.04.2010, após a aquisição, pela Principal Financial Group, da participação de 4% detida pelo Sebrae na Brasilprev, os sócios redefiniram os termos da sua parceria para o desenvolvimento e comercialização de produtos de previdência complementar aberta no mercado brasileiro. Pelo novo acordo, o Banco do Brasil concedeu à Brasilprev, por mais 23 anos, exclusividade para atuação nos seus canais de distribuição para a comercialização de seus produtos. A Brasilprev ocupa posição de destaque no mercado em que atua, sendo uma das três maiores empresas de previdência complementar aberta no Brasil.

3. Brasilcap Capitalização S.A. 

Criada em 1995, a Brasilcap é uma empresa que atua no mercado brasileiro de capitalização e tem entre os seus sócios a BB Seguros, a Icatu Hartford e a Aliança da Bahia. Em 2014 a Companhia completou 19 anos de existência e 17 anos consecutivos de liderança no seu mercado de atuação.

4. IRB Brasil Resseguros S.A.

Fundado em 1939 como uma empresa de economia mista, deteve o monopólio do mercado de resseguros brasileiro até que a Lei Complementar de nº 126/2007 fez com que o monopólio estatal sobre o mercado nacional de resseguros deixasse de existir. A BB Seguridade detém participação no capital do IRB através de sua subsidiária integral, BB Seguros.

5. Brasildental Operadora de Planos Odontológicos S.A.

Fruto da parceria entre BB Seguros em e a Odontoprev, a Brasildental foi constituída em 12 de março de 2014 e tem como objeto social a atividade de desenvolvimento e divulgação de planos privados de assistência odontológica, sob a marca BB Dental. A comercialização dos referidos planos é realizada por meio da BB Corretora com exclusividade em todos os canais do Banco do Brasil no território nacional.

6. BB Cor Participações S.A. (“BB COR”) 

Foi constituída em dezembro de 2012, a holding BB COR é subsidiária integral da BB Seguridade Participações S.A. e detém o controle da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. com participação em 100% do seu capital social. Eventualmente, a BB COR poderá adquirir participações no capital de outras sociedades que atuem no mercado como corretoras na comercialização de seguros, previdência aberta, capitalização e/ou planos de saúde e odontológicos, bem como de sociedades administradoras de bens.

6.1 BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (“BB Corretora”)

Criada em 1987, a BB Corretora é uma subsidiária integral da BB Cor Participações S.A. que tem por objeto social a corretagem de seguros dos ramos elementares, de vida e saúde, títulos de capitalização, planos de previdência complementar aberta e a administração de bens. Nas suas mais de duas décadas de atuação, a BB Corretora manteve-se fiel à sua missão de desenvolver e expandir a cultura de seguridade, oferecendo a todos os segmentos da sociedade brasileira, produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, contribuindo, desta maneira, para a formação de poupança interna de longo prazo e apoiando o desenvolvimento do País.

Composição Acionária

O Banco do Brasil é o acionista controlador da empresa com 66,25% das ações ordinárias. Das ações em circulação, o investidor estrangeiro tem maior participação com 79,6%.



Fonte 1
Fonte 2

terça-feira, 12 de julho de 2016

Whirlpool/Brasmotor - Fechamento de Capital

Mais uma empresa está fazendo as malas para deixar a bolsa brasileira. Desta vez é a Whirlpool do Brasil dona das marcas Brastemp e Consul. A controladora americana Whirlpool informou no dia de hoje que pretende realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para compra de até 100% das ações ordinárias e preferenciais da operação brasileira, visando fechar o capital da empresa.


A oferta é de R$ 3,31 por ação ordinária ou preferencial da companhia o que representa um prêmio de 36,9% para o papel ON e 32,3% para o PN, tomando como base o preço médio ponderado pelo volume dos últimos 30 dias. A oferta representa ainda um prêmio de 27,8% em relação ao fechamento de ontem do papel preferencial e supera em 34,5% o fechamento de sexta-feira da ação ordinária — último negócio registrado com o papel em bolsa.

De acordo com o laudo de avaliação, o banco Santander apurou o valor econômico das ações ordinárias e preferenciais de emissão da Whirlpool do Brasil no intervalo entre R$ 3,01 e R$ 3,31, com a controladora propondo pagar a faixa máxima de preço. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel WHRL4 após a divulgação da notícia.


Ao mesmo tempo, a Whirlpool do Brasil vai fechar o capital da Brasmotor. A empresa contratou o Itaú BBA como instituição intermediária da OPA e o Santander para elaborar do laudo de avaliação da empresa, que constatou valor econômico das ações da Brasmotor entre R$ 7,11 e R$ 7,82.

O preço ofertado na OPA será de R$ 7,82 por ação ordinária ou preferencial da controlada, a ser pago em moeda corrente. Esse preço está sujeito a ajustes de acordo com dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, desdobramentos, grupamentos ou outras operações societárias semelhantes que eventualmente ocorrerem até o fim do processo.

O preço de R$ 7,82 por papel representa o teto apontado no laudo de avaliação e prêmios de 77,7% e 73,4% frente ao valor médio ponderado das ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, pelo volume dos últimos 30 dias. Também representa um prêmio de 77,7% sobre o último negócio com ONs na bolsa, realizado em 22 de junho, quando fecharam a R$ 4,40, e de 71,1% sobre o fechamento da PN ontem, de R$ 4,57. Veja no gráfico abaixo a reação do preço do papel BMTO4 após a divulgação da notícia.


A implementação da OPA, segundo aviso ao mercado, ainda está sujeita à aprovação do pedido de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e condicionada à aceitação da oferta e concordância expressa com o cancelamento de registro por acionistas que representem mais de dois terços das ações em circulação.

OPA

A oferta pública de aquisição de ações, conhecida no mercado como OPA, é a oferta na qual um determinado proponente manifesta o seu compromisso de adquirir uma quantidade específica de ações, a um preço e prazo determinados, respeitando determinadas condições. O intuito é oferecer a todos os acionistas, em igualdade de direitos, a possibilidade de alienar as suas ações em situações que normalmente envolvem mudanças na estrutura societária da companhia. O termo em inglês muito utilizado para tratar da OPA, quando a mesma busca a aquisição de controle de outra empresa, é take over.

Para realizar o fechamento de capital da empresa, o acionista controlador ou a própria companhia deve realizar a OPA, por meio da qual serão comprados os papéis dos acionistas minoritários, garantindo ao ofertante uma maior participação na empresa. De acordo com normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço justo, valor pelo qual as ações serão compradas pelo ofertante, deve ser definido por meio de um laudo de avaliação da companhia, que é feito por uma empresa com experiência comprovada na área.

O laudo que define o preço justo é feito com base em três critérios: o preço médio de cotação das ações nos últimos 12 meses; o valor econômico da companhia, calculado de acordo com indicadores como seu fluxo de caixa; e o valor do patrimônio líquido por ação da companhia. Como o preço justo é formado por essas três variáveis, ele pode ser maior ou menor do que a cotação atual da ação na Bolsa. Como o ofertante depende da aceitação dos acionistas para concluir a OPA, ele pode oferecer um valor acima do que foi definido no laudo e acima do valor de mercado da ação para garantir uma maior adesão dos investidores.

As empresas com capital aberto no Novo Mercado, no Nível 2 e no Bovespa Mais, devem, obrigatoriamente, fixar um valor de oferta superior ao valor econômico apurado no laudo de avaliação. Nos segmentos restantes, Nível 1 e Tradicional, a oferta mínima pelo valor econômico varia conforme o estatuto social da empresa. Cada segmento de listagem possui regras de governança corporativa próprias e toda empresa listada se enquadra em um deles, devendo se adequar às normas pertinentes a cada caso.

Procedimentos

O primeiro passo para a realização da OPA é a publicação do fato relevante sobre a realização da oferta. Em seguida, o pedido de fechamento do capital deve ser protocolado em um prazo de até 30 dias na CVM, que decidirá se a autorização será concedida ou não dentro de um novo prazo de 60 dias. Nesses dois meses, a CVM pode exigir algumas mudanças na OPA para que ela seja aprovada.

Depois de obter o registro na CVM, a OPA deve ser divulgada por meio de um edital em jornais de grande circulação em um prazo de 10 dias. Uma vez publicado o edital, a OPA pode ser realizada dentro de um prazo mínimo de 30 dias e máximo de 45 dias em um leilão na Bolsa. E no edital já deve estar definida a data em que o leilão será realizado.

Cabe ao investidor credenciar, até a véspera do leilão, uma corretora para representá-lo, seja para concordar com o fechamento do capital ou discordar. Caso mais de 10% dos acionistas não concordem com o valor proposto na OPA, em até 15 dias depois da publicação do edital eles devem se organizar para convocar uma assembleia, na qual eles deverão defender a falha na metodologia do laudo de avaliação para que o leilão seja adiado e uma nova avaliação seja feita por outra empresa.

Caso uma nova avaliação ocorra e o valor final do novo laudo seja superior ao anteriormente proposto, passa a valer o preço mais alto. Mas, caso o novo valor seja inferior, permanece o preço da oferta anterior. Se for definido um novo valor superior ao inicial, cabe ao ofertante, em um prazo de cinco dias, informar se manterá ou se desistirá da OPA. A oferta também poderá ser suspensa se durante o leilão não houver a adesão de dois terços dos acionistas.

Leilão

O investidor deve ficar muito atento para não perder a data de cadastramento da corretora no leilão. Como a empresa terá autorização da CVM para tirar o papel de circulação após a OPA, se a pessoa perde o leilão ela sai muito prejudicada, porque a ação deixa de ser negociada em Bolsa e a empresa pagará o que quiser por ela.

Os acionistas que não participaram do leilão de compra têm até três meses para procurar a empresa e receber o dinheiro, tomando como referência o preço das ações no dia do leilão. Passado esse período, a empresa não é mais obrigada a recomprar suas ações, que deixam de ser negociadas em Bolsa e passam a ser compradas e vendidas em mercado de balcão não organizado.

O investidor pode optar por manter as ações, mesmo depois de fechado o capital da empresa, se acreditar no seu potencial. Porém o investidor fica sem liquidez, ou seja, ele não pode vender a ação a qualquer hora já que a empresa de capital fechado não tem mercado. Ele vai precisar procurar um interessado na ação se quiser vendê-la.

O acionista que perder o prazo de recompra pode entrar em contato com a tesouraria da empresa para verificar se ela tem interesse em adquirir os papéis. Em caso afirmativo, o preço será acordado entre as partes, podendo ou não ser o mesmo valor do dia do leilão, sem obrigatoriedade alguma de correção.

Para evitar perdas decorrentes do fechamento de capital é importante que o investidor fique atento às movimentações da empresa e avalie os motivos da sua saída da Bolsa, quando houver essa previsão. Ao perceber que haverá, por exemplo, algum tipo de disputa pelas ações, pode valer a pena manter a ação até o leilão. Mas caso o investidor considere que o laudo de avaliação da empresa poderá definir um valor abaixo de seu preço de mercado, vendê-la antes da OPA pode ser o melhor caminho.

Observar o nível de free float da empresa também pode ser uma boa estratégia para evitar prejuízos. O free float corresponde à parcela de ações da empresa que se encontra em circulação na Bolsa. Quanto menor o free float, menos interesse o controlador terá em relação aos minoritários, já que eles terão um poder de barganha menor em um eventual fechamento de capital da empresa.

Fonte 1
Fonte 2

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Por que o Dólar Parou de Cair? Swap Cambial Reverso.


Continuando a série sobre a moeda norte americana, hoje iremos analisar o principal motivo pelo qual a cotação da moeda interrompeu (a princípio temporariamente) seu movimento de queda. Os outros artigos desta série podem ser lidos nos links abaixo:

Está na Hora de Comprar Dólar?!
O Dólar Cairá Mais?

Depois do dólar fechar o mês de junho com a maior perda mensal em 13 anos, o Banco Central voltou a intervir no câmbio. Em apenas uma semana, o órgão realizou cinco leilões de swap cambial reverso. Veja no gráfico abaixo o comportamento dos preços do dólar futuro em relação aos swaps realizados nos últimos dias (setas em azul).

gráfico dólar futuro

Durante sua primeira entrevista coletiva, Goldfajn repetiu que a instituição pretendia reduzir sua exposição de swaps cambiais. De acordo com ele, o BC pode utilizar todas as ferramentas disponíveis, mas sempre com "parcimônia" e sem interferir no regime de câmbio flutuante.

Com as intervenções no pregão de hoje e nos pregões da semana passada, ficou claro que o BC não deixará o câmbio totalmente flutuante. Pode-se dizer que a instituição está tentando manter a moeda na casa dos R$ 3,30 (conclusão minha).

Swap Cambial

Em finanças, swap (em português, "permuta") é uma operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade, entre investidores. O contrato de troca pode ter como objeto moedas, commodities ou ativos financeiros.

As swaps mais comuns no mercado brasileiro são:

- Swap de taxa de juros: troca da taxa de juros prefixados por juros pós-fixados (conforme a variação dos CDIs, por exemplo, que é um ativo financeiro corrigido pela taxa diária de juros) ou o inverso, para quem quer evitar o risco de uma futura alta nos juros.
- Swap cambial: troca de taxa de variação cambial (variação do preço do dólar americano) por taxa de juros pós-fixados.

Também conhecida como hedge (cobertura de risco) cambial, a swap cambial é uma operação de câmbio em que há simultaneamente a compra e a venda de moedas. Os valores iniciais, ou seja, o tamanho do contrato, os indicadores e a data de vencimento são livremente pactuados entre as partes.

As operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) consistem na compra ou venda de um contrato padronizado de derivativo negociado na BM&FBovespa, denominado “Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico Baseado em Operações Compromissadas de Um Dia (SCS)”.

Por convenção de mercado, a operação de compra de swap cambial pelo BCB é chamada de swap cambial tradicional, e a operação de venda desses contratos é denominada swap cambial reverso.

Swap Reverso


Fonte: Exame

Swap Tradicional

Fonte: Exame

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

sábado, 9 de julho de 2016

Vale a Pena Investir em Ações? FIQUE LONGE!


Vale a pena investir em ações? Vale a pena investir em ativos de renda variável no geral? O esforço gasto para estudar e selecionar empresas e fundos para investimento é compensado em um país que paga inflação + 6% na renda fixa?

investimento acoes

Recentemente recebi a seguinte pergunta de um leitor...


Respondi prontamente mas como não obtive feedback fiquei sem saber se ele gostou ou não da resposta. De qualquer forma, eu mesmo gostei muito da resposta (rs) e por isto estou criando este post para compartilhar com os leitores em geral.


Colocando em números, vou dar meu exemplo que é real. No fechamento do mercado ontem, o valor total das minhas carteiras de investimento (ações, FIIs e títulos do governo) obteve o maior valor em 4 anos. O gráfico abaixo apresente esta evolução (linha verde o valor total aportado nas corretoras e linha azul o valor atual).

grafico investimento bolsa

Depois de 34 meses amargando rentabilidade acumulada negativa, este já é o quarto mês seguido em que a rentabilidade está positiva. Porém, ainda estou bem longe da rentabilidade acumulada na poupança no mesmo período. Ou seja, se tivesse alocado todo o recurso em um título como Tesouro Selic ou mesmo em outros investimentos de renda fixa como LCI/LCA ou CDBs, o resultado estaria bem melhor.

Agora, analisando agora a parte cheia do copo, durante estes últimos 4 anos o que aprendi no mercado não tem preço. É praticamente uma faculdade. Melhorei bastante na minha forma de investir e também de especular, acerto muito mais do que erro. Os erros são normais, precisamos conviver com eles, mas para ter sucesso precisamos aprender com os erros e melhorar a cada dia.

Para quem está começando agora no mundo dos investimentos meu conselho é só um: FIQUE LONGE DA RENDA VARIÁVEL. A maioria das pessoas já começam colocando o dinheiro na roda da fortuna, na ânsia de obterem ganhos fáceis. Mas aquela velha frase já foi comprovada várias vezes: "não existe almoço grátis". Estude bastante por 1, 2, 3 anos... e neste período deixe seu dinheiro rendendo em um bom ativo de renda fixa.

Bom fds!