quinta-feira, 30 de junho de 2016

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Fechamento Mensal - Junho/2016 (Prévia)


Veja meu novo site Aqui 

Neste mês de junho o IBOV teve alta de 6,3% e o IFIX alta de 1,6%. Desta forma, a bolsa terminou o primeiro semestre de 2016 com alta acumulada de 18,85%, melhor desempenho semestral desde 2009 quando subiu 37% no primeiro semestre.

Índice Bovespa Futuro 

Índice de Fundos Imobiliários

No começo do ano as perspectivas eram as piores possíveis o que levou o índice da bolsa brasileira a níveis de queda profunda. Porém, a partir de fevereiro, foi verificada uma elevação no preço das ações causada pela recuperação global das commodities e pelas expectativas positivas do mercado em torno do impeachment da presidente. Além disto, o Federal Reserve dos E.U.A. adiou a elevação da taxa de juros sinalizando que um novo aumento deverá ocorrer apenas em 2017.

Neste mês tivemos o Brexit (relembre aqui) que trouxe certa volatilidade no mercado tanto de alta nos dias anteriores à votação quanto de queda nos dias posteriores ao resultado. De qualquer forma, toda a queda sofrida no mercado após a votação foi praticamente anulada no fechamento de hoje. Sinal de que os mercados pro lado de cá não estão dando muita bola para os conflitos da zona do Euro.

Dólar Futuro

O dólar deu continuidade a sua trajetória de queda como pode ser visto no gráfico acima. No semestre a moeda já acumula queda de 18,61%, devolvendo praticamente toda alta de 2015 o que contraria a maioria dos analistas de mercado que estavam prevendo a moeda acima dos R$ 4,7.

Apesar da alta da bolsa, boa parte dos meus ativos terminaram o mês no campo negativo. As maiores quedas foram CTXA3 com - 43% e TRXL11 com - 9%. No lado positivo tivemos a ESTC3 subindo 56% e a ANIM3 subindo 40%. Abaixo a lista das maiores altas e maiores quedas, lembrando que alguns ativos desta lista estão apenas sendo monitorados e ainda não foram encarteirados como ODPV3 e SUZB5. Veja a lista completa aqui.


A rentabilidade apurada por carteira foi a seguinte:

Carteira B&H Mirae (39% ações, 61% FIIs): 2,03%
Carteira B&H MyCap (55% ações, 45% FIIs): 4,42%
Carteira B&H Rico (26% ações, 74% FIIs): 1,52%
Carteira Day-Trade Walpires (100% TD): 0,98%


Neste mês operei mini-índice em apenas dois pregões como pode ser visto na planilha acima. Desde que comecei a operar day-trade em janeiro do ano passado este foi o mês que menos operei. Deve ser a aposentadoria chegando, rs.

No final de semana posto o fechamento completo.

Abraço!
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BBAS3: Crescimento, Patrimônio, Receita, Lucro, Margem, ROE, Depósitos e Créditos


No último post (relembre aqui) apresentei a história e a composição acionária do Banco do Brasil. Hoje será apresentada a evolução do patrimônio, receita, lucro, margem, ROE, depósitos e créditos do banco.

No quadro abaixo temos o crescimento dos principais múltiplos fundamentalistas. A coluna "12 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2012. A coluna "8 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2013. A coluna "4 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2014. A coluna "Último Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 3T2015.


Patrimônio, Receita, Lucro, Margem e ROE

O quadro abaixo apresenta a tabulação dos valores de patrimônio, receita e lucro coletados nos últimos 5 anos. Em azul estão os valores obtidos dos relatórios trimestrais e em preto os valores acumulados calculados.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do lucro trimestral. As barras apresentam o lucro trimestre a trimestre. A linha apresenta o lucro acumulado em 12 meses, ou seja, a soma dos lucros dos 4 últimos trimestres.


O gráfico abaixo apresenta a evolução da margem e do ROE. A margem nos dá a relação entre o lucro acumulado nos 12 últimos meses e a receita acumulada no mesmo período. O ROE nos dá a relação entre o lucro acumulado nos 12 últimos meses e o patrimônio da empresa.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do patrimônio e da receita em 12 meses. É um importante indicador analisar se um aumento do patrimônio da empresa está sendo acompanhando por um aumento da receita.


Depósitos e Créditos

O quadro abaixo apresenta a tabulação dos valores de depósitos e créditos coletados trimestre a trimestre nos últimos 5 anos. É apresentado também o índice basileia ano a ano.


O gráfico abaixo apresenta a evolução dos depósitos de curto e longo prazo.


O gráfico abaixo apresenta a evolução dos créditos de curto e longo prazo.

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

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ANIM3 Dispara 14%!


As ações da Anima Educação dispararam 14% no pregão desta quarta-feira acumulando valorização de 33% em junho e seguindo de perto a ESTC3 que acumula alta de 55%. No início deste mês já tinha alertado aqui no blog que este papel possuía bom potencial de upside (relembre aqui).

O que contribuiu para a elevada valorização no mês e a significativa alta no pregão de hoje foi a notícia de mais uma aquisição divulgada no início da manhã. Em meio aos embates entre Estácio, Kroton e Ser Educacional, a Anima adquiriu a Alis Educacional por R$ 46 milhões. A transação envolve ainda um pagamento de até R$ 8 milhões referente a ganhos provenientes da expansão da instituição de ensino, que tem unidades no interior de Minas Gerais.


As conversas com a Alis começaram antes mesmo de a Anima a abrir o capital, em 2013, e se aceleraram neste mês com suas concorrentes anunciando que pretendem uma fusão.

Do valor da transação, R$ 20 milhões serão quitados à vista e R$ 26 milhões serão pagos em dez parcelas anuais corrigidas pela inflação. A primeira parcela vence um ano após a conclusão do negócio.

Já o pagamento adicional de até R$ 8 milhões, a ser realizado entre 2018 e 2023, refere-se aos ganhos resultantes da abertura de quatro unidades no interior de Minas Gerais e em Goiás e desempenho do lucro antes de juros, impostos e depreciação e amortização (Ebitda).

No ano passado, a Alis Educacional registrou uma receita líquida de R$ 37,2 milhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 6,9 milhões. A margem Ebitda da Alis é de 19% e da Anima gira na casa dos 28%.

Fonte
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Está na Hora de Comprar Dólar?!


O contrato futuro da moeda abriu em gap de baixa nesta manhã e rompeu o suporte de 3.300 pontos. Estamos oficialmente na casa dos R$ 3,2x. Dias atrás postei aqui que neste valor seria comprador da moeda (relembre aqui). Chegou a hora da verdade?!

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terça-feira, 28 de junho de 2016

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Banco do Brasil - História e Composição Acionária



O Banco do Brasil foi criado em 12 de outubro de 1808, por meio de um alvará do príncipe regente D. João na cidade do Rio de Janeiro. Denominado tanto como Banco Nacional quanto como Banco Público pelo seu ato de criação, o Banco do Brasil foi constituído com o objetivo de que se pusesse “em ação os cômputos estagnados assim em gêneros comerciais, como em espécies cunhadas”, além de promover a indústria nacional “pelo giro e combinação dos capitais isolados” e auxiliar o Estado a captar os recursos necessários para o financiamento de suas atividades. Inicialmente, o capital de mil e duzentas ações com valor de um conto de réis cada uma foi aberto ao público, com o objetivo de subscrever estas ações aos endinheirados da época.


A ideia de criar um banco ligado ao Estado já circulava em Portugal antes mesmo da vinda da corte para o Brasil. Desde o século XVIII, o italiano Domingos Vandelli, radicado em Portugal, era defensor da proposta da criação de um banco que receberia os depósitos públicos, da Casa da Moeda e dos diamantes, e poderia antecipar ao governo os rendimentos do Erário. Outro grande incentivador da criação de um banco nacional foi Rodrigo do Sousa Coutinho, que em 1797 já havia proposto a criação, em Portugal, do Banco Real Bragantino, em um projeto que, apesar de não executado, serviu de base para estruturação do Banco do Brasil.

Em 11 de dezembro de 1809, a primeira agência do Banco do Brasil começou a operar no Rio de Janeiro. D. João pediu aos governadores das capitanias que procurassem acionistas para o Banco, esforço este que foi em vão, pois no fim de 1812, apenas 126 ações tinham sido subscritas. Em 1817 a oferta pública foi encerrada.

Casa dos Contos, fotografia da Casa Leuzinger (1860)

O Banco do Brasil funcionou, nos seus cinco primeiros anos, no prédio de esquina entre as ruas Direita (atual Primeiro de Março) e São Pedro (desaparecida ao abrir-se a avenida Presidente Vargas), transferindo-se depois para a sede do Erário Régio, nesta mesma rua, e ficando ali até sua extinção em setembro de 1829. A legislação determinava a venda inicial de no mínimo cem ações subscritas, mas a falta de procura exigiu que a Coroa concedesse privilégios e recomendações aos próprios membros do governo e a funcionários do Estado para que obtivessem ações e assim viabilizassem a abertura do banco. Por isso, apesar de sua criação em 12 de outubro de 1808, o banco só entrou em funcionamento no dia 11 de dezembro de 1809.

Com o financiamento integral do Banco do Brasil, em 1819 foi construída a sede para a Bolsa de Valores no Rio de Janeiro. Em 1921, o Banco, em crise, sofre com o grande saque feito pela família Real antes de seu retorno a Portugal. Após a Independência do Brasil, a crise do Banco se aprofunda, pois a época do 1º Reinado foi de grande desordem financeira. Em 1833, sob forte pressão, o Banco do Brasil foi liquidado. No mesmo ano, uma lei reestrutura a economia do Império, e restabelece o Banco do Brasil, embora ainda não com sucesso.


Com um capital de 10.000 contos de réis, considerado alto na época, Irineu Evangelista de Souza (futuro Barão e Visconde de Mauá) criou uma nova instituição chamada de Banco do Brasil, em 1851. O Banco ressurgiu mais forte, pois tinha estreitas ligações com o mercado de capitais, tanto que as reuniões para o lançamento público foram realizadas no salão da Bolsa do Rio de Janeiro.

Com a fusão do Banco do Brasil com o Banco Comercial do Rio de Janeiro, em 1853, o capital do Banco aumentou consideravelmente. Tal fusão ocorreu graças à liderança do Visconde de Itaboraí em relação à legislação. Por isso, o Visconde de Itaboraí é considerado o fundador do Banco do Brasil atual. No ano seguinte foi realizado o primeiro concurso público para o cargo de escriturário. Em 1863, o Banco do Brasil era o único órgão emissor do país, o que durou até 1866.

Detalhe da rotunda, no atual Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Nesta imagem, o espaço é ocupado pelo setor de atendimento ao público no ano de 1943

O Banco do Brasil transformou-se, em 1863, no único órgão emissor do território nacional. Após a abolição da escravatura, em 1888, o Banco do Brasil foi o primeiro a abrir linhas de crédito para que os fazendeiros pudessem recrutar os imigrantes europeus. Em 1893 passou a ser chamado de Banco da República do Brasil, após fusão com outro banco estatal, voltando a ser chamado pelo nome original em 1906.

Em 1945, em meio a II Guerra Mundial, o Banco do Brasil deu suporte aos Pracinhas brasileiros na Itália. Através de seus escritórios em algumas cidades italianas, a tropa recebia seu salário, transferia valores, e prestava serviço aos consulados e à embaixada.

A sede do Banco foi transferida para Brasília no mesmo dia de sua inauguração: 21 de abril de 1960. Em 1969 é inaugurada a filial em Nova Yorque. Em 1971, o Banco já contava com 975 agencias no país, e 14 agencias no exterior. Dois anos depois, as ações do Banco do Brasil começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores.

Atualmente ocupa posição de destaque no sistema financeiro nacional, sendo o primeiro em ativos financeiros (R$ 1.572 trilhões), volume de depósitos totais (464 bilhões de reais), carteira de crédito (717 bilhões de reais), base de clientes pessoas total (62 milhões, clientes PF e PJ), câmbio exportação (28,1% do mercado), administração de recursos de terceiros (603 bilhões de reais, o maior da América Latina) e faturamento de cartão de crédito (12,3% do mercado). O Banco do Brasil registrou em 2015, um lucro líquido de R$ 14,400 bilhões, registrando um aumento de 28% em relação ao lucro líquido do ano anterior.


Market Share - Fonte

Rede - Fonte

Linha do Tempo

1808 
A família Real Portuguesa se instala no Brasil. Banco do Brasil é fundado pelo príncipe regente D. João, quando o País passou a sediar a Coroa Portuguesa. Com duração de 20 anos, o objetivo era de promover a indústria nacional. A esse prazo o banco se dissolveria ou se constituiria novamente, claro se o governo assim desejasse. O capital inicial foi de 1.200 contos de réis, dividido em 1.200 ações de um conto de réis cada uma podendo ser aumentada por meio de novas ações.

1810
O meio circulante do país era exclusivamente metálico e as cédulas do Banco do Brasil foram as primeiras a circular no mundo português. A Fazenda Real, entrou como acionista principal, cobrando impostos atrasados e atuais, abriu mão durante 5 anos de qualquer lucro de ações. Através desta ação o capital do banco se consolidou.

1821 
D. João VI e a corte retornam a Portugal levando os fundos do Bando do Brasil.

1829 
Banco do Brasil é liquidado por lei, o excesso de emissões de títulos e a falta de administração competente foram as principais causas do fechamento do banco.

1851
Visconde de Mauá funda um Banco do Brasil particular, autorizada pelo governo.

1854 
Encerramento das intervenções governamentais nas atividades comerciais do BB, após sucessivas mudanças.

1889 
Participação fundamental no fomento econômico e no saneamento das finanças públicas após a Proclamação da República.

1892 
O Banco do Brasil se funde com o Banco da República dos Estados Unidos e passa a se chamar Banco da República do Brasil.

1905 
O Banco da República do Brasil é liquidado e transformado por meio de mudança na composição acionária, no Banco do Brasil S.A. Alteração na composição do capital social do Banco, na qual o Governo Federal torna-se acionista majoritário, forma jurídica que continua até hoje.

1906 
Listagem pública das ações do Banco do Brasil nas bolsas de valores.

1936 
Criação de uma das mais importantes ferramentas de sua atuação econômica: a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial.

1960 
Transferência da sede para Brasília no dia da inauguração da nova capital do País.

1985 
Criação da Fundação Banco do Brasil (FBB) como importante instrumento de transformação em educação, cultura e esporte.

1986 
O Governo Federal autoriza o BB a atuar em todos os segmentos de mercado, iniciando sua evolução para conglomerado financeiro.

1989 
Inauguração do primeiro Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, no contexto das comemorações de 181 anos do Banco.

2000 
Lançamento do Portal Banco do Brasil na internet.

2001 
Configuração como banco múltiplo e instalação do Conselho Diretor e comitês, subcomitês e comissões.

2002 
Adequação do Estatuto Social para maior transparência e a adoção de melhores práticas.

2006 
Ingresso no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.

2009 
Início do programa de American Depositary Receipts (ADRs) Nível I na Bolsa de Nova Iorque.

2011 
Conclusão da operação de aquisição do Banco Patagônia, na Argentina, dentro do novo modelo de atuação no exterior.

2012 
Liderança do movimento consistente de queda dos juros no sistema bancário com o programa BOMPRATODOS.
Nesse mesmo ano, o Banco Postal passa a integrar a rede Mais BB de correspondentes.

2014 
Revisão de sua missão, visão e valores e de sua estratégia corporativa, com o princípio norteador de ser um banco de mercado com espírito público.

Composição Acionária



O Governo, através do Tesouro Nacional, é o controlador do Banco do Brasil com 50,73% das ações ordinárias. Em free float estão circulando hoje 42,79% das ações. Segue abaixo o quadro com os principais acionistas.

Acionistas


Perfil dos Investidores


Controladas


Coligadas - Banco Múltiplo


Coligadas - Seguridade


Coligadas - Meios de Pagamento


Coligadas - Banco de Investimento


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segunda-feira, 27 de junho de 2016

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Gastos do Governo - Abril/2016


Veja meu novo site Aqui 

Este post está um pouco atrasado mas ainda há tempo. Conforme falado no último artigo desta série (relembre aqui), iremos acompanhar mês a mês as receitas e os gastos do governo. O objetivo é termos uma noção exata de como o desaquecimento da economia está impactando negativamente a arrecadação e de como os esforços fiscais estão otimizando (ou não) os gastos do estado. Este acompanhamento será um importante termômetro para uma possível melhora do cenário econômico doméstico.

Depois de dois meses consecutivos de déficit, as contas do governo central (que reúne Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) fecharam no campo positivo no mês de abril. O resultado primário foi um superávit de R$ 9,7 bilhões, ou seja, sobrou dinheiro para pagar os juros da dívida pública. Esse desempenho, no entanto, não descarta a possibilidade de as contas públicas terminarem o ano com um déficit de R$ 170 bilhões, como projeta a equipe econômica.

A arrecadação de impostos e contribuições pelo governo federal somou R$ 110,89 bilhões em abril, uma queda real de 7,1% frente ao mesmo mês de 2015. Foi o pior mês de abril desde 2010. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, a arrecadação totalizou R$ 423,9 bilhões. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve queda real de 7,91%. O resultado também é o pior para este período desde 2010.

A fraco desempenho da arrecadação se deve à recessão da economia brasileira, a maior da história. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,8% e a previsão de analistas é de uma retração semelhante neste ano. Com a economia fraca, cresce o desemprego e a inadimplência e recuam as vendas de produtos e serviços, o que leva à redução no pagamento de impostos.

Em abril deste ano, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 8,714 bilhões. Os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 1,753 bilhão, e os municipais, déficit de R$ 154 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 131 milhões, no mês passado.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, abril costuma ser um mês favorável, com maior recolhimento de tributos como o Imposto de Renda. Apesar disso, em abril de 2015, o superávit primário de todo o setor público foi maior: R$ 13,445 bilhões. Maciel destacou que a queda da atividade econômico tem levado à redução de receitas recolhidas pelo governo. Seguem os gráficos que eu preparei a partir dos dados recolhidos nas planilhas do Tesouro.




Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3
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sábado, 25 de junho de 2016

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A Rentabilidade mais Bonita da Blogosfera



E neste mês de junho o blogueiro notável de destaque é o colega Doutor Honorários. Aqui na blogosfera temos engenheiros, analistas de sistemas, comerciantes, funcionários públicos, dentre outras profissões, mas o único advogado que conheço é o Dr. Talvez tenha outros, pretendo fazer um mapeamento da blogosfera em breve para conhecer melhor o perfil de cada colega.

E o motivo pelo qual estou destacando o Dr. neste mês é o seu lindo gráfico de rentabilidade. O Santo Graal de todo investidor é superar o CDI e aqui na blogosfera poucos conseguiram isto até o momento, talvez só ele mesmo está acima deste indicador.


Quero deixar aqui meus sinceros parabéns ao Dr. pela sua disciplina e persistência. Gostaria também de desejar boa sorte na sua nova empreitada.

Bom fim de semana!
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sexta-feira, 24 de junho de 2016

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Brexit: O Impacto no Mercado Brasileiro Após a Votação



Por 1,2 milhão de votos de diferença, o Reino Unido votou por sair da União Europeia. Os resultados oficiais, divulgados às 3 da manhã (horário de Brasília, mostram que 51,9% dos eleitores britânicos que foram às urnas nesta quinta-feira (23) defendem que o país deixe a União Europeia, no processo apelidado de Brexit - fusão das palavras inglesas “exit” (saída) e “British” (britânica) -, ao passo que 48,1% votaram pela permanência.

A consulta popular registrou índice histórico de comparecimento - 72,2% do eleitorado - e recorde de 46,5 milhões de eleitores registrados. Por volta das 4 horas (hora de Brasília), o premiê conservador, David Cameron, principal fiador do voto pró-UE, anunciou que vai renunciar ao cargo. O premiê tentou acalmar o mercado financeiro e também os 3 milhões de imigrantes europeus que vivem no Reino Unido, garantindo que não haverá mudanças imediatas.

Foi uma surpresa para o mundo todo. Uma pesquisa divulgada logo após o fim da votação, às 22 horas no horário britânico (18 horas, horário de Brasília), feita pela YouGov, aferia o resultado como 52% dos votos pela permanência e 48% pela saída. A última pesquisa feita antes da votação e publicada na quarta-feira (22) também apontava para uma ligeira vantagem para os defensores do lado chamado de Bremain - british, de britânico, remain, de permanência.

O resultado abalou o mercado financeiro e causou incredulidade no mundo todo. No início da madrugada, manhã na Ásia, a libra chegava ao menor valor em relação ao dólar em 31 anos. A cotação estava em US$ 1,32, queda de 11% em relação ao fechamento de quinta-feira (23). Na Ásia, as Bolsas despencavam em Tóquio (-7,22%), Hong Kong (-4,67%) e Seul (-4,09%). Aqui no Brasil o índice Bovespa apresenta queda de -3% nesta manhã. O índice futuro abriu com gap de baixa de -5% mas amenizou a queda subindo mais de 1.000 pontos nas duas primeiras horas de negociação.


A maior parte dos ativos que tenho em carteira está no campo negativo nesta manhã. A maior queda é da VALE5 com -4,7% e a maior alta é PINE4 com 1,99%. No mês, a maior queda é da CTXA3 com -39% e a maior alta é a ESTC3 com 43%.


Para entender mais do assunto tratado neste post sugiro assistir ao vídeo do colega Viver de Dividendos publicado nesta manhã.

Bons investimentos!

Fonte
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BAUH4: Preço e Lucro


Nos dois últimos posts (relembre aqui e aqui) falamos sobre a história e os principais múltiplos fundamentalistas da Excelsior Alimentos. Neste terceiro e último post sobre esta empresa iremos tratar do preço e sua correlação com o lucro.

Lucro por Ação é obtido pela divisão do lucro líquido acumulado nos últimos quatro trimestres pelo número de ações ordinárias em circulação no final deste período. Seu propósito é indicar quão lucrativo se apresentou um empreendimento pela utilização dos recursos disponibilizados pelos acionistas. Já o P/L mede a relação entre o preço atual das ações e o lucro por ação acumulado nos últimos quatro trimestres. De forma simplificada, o P/L indica o quanto o investidor está disposto a pagar por Real de lucros. Ou seja, um P/L de 10 indica que o preço atual da ação representa 10 vezes o lucro gerado pela empresa nos últimos quatro trimestres.

No gráfico abaixo, a série cinza apresenta a evolução do P/L da empresa e a série verde apresenta a evolução do Lucro por Ação.


No gráfico abaixo temos na série azul a evolução do preço da ação e na série amarela a evolução do lucro acumulado em 4 trimestres.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

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BAUH4: Crescimento, Patrimônio, Receita, Lucro, Margem, ROE, Caixa e Dívida


No último post (relembre aqui) apresentei a história e a composição acionária da Excelsior Alimentos. Hoje será apresentada a evolução do patrimônio, receita, lucro, margem, ROE, dívida e caixa da empresa.

No quadro abaixo temos o crescimento dos principais múltiplos fundamentalistas. A coluna "12 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2012. A coluna "8 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2013. A coluna "4 Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 4T2014. A coluna "Último Tri" apresenta o crescimento percentual do trimestre 4T2015 em relação ao trimestre 3T2015.


Patrimônio, Receita, Lucro, Margem e ROE

O quadro abaixo apresenta a tabulação dos valores de patrimônio, receita e lucro coletados nos últimos 5 anos. Em azul estão os valores obtidos dos relatórios trimestrais e em preto os valores acumulados calculados.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do lucro trimestral. As barras apresentam o lucro trimestre a trimestre. A linha apresenta o lucro acumulado em 12 meses, ou seja, a soma dos lucros dos 4 últimos trimestres.


O gráfico abaixo apresenta a evolução da margem e do ROE. A margem nos dá a relação entre o lucro acumulado nos 12 últimos meses e a receita acumulada no mesmo período. O ROE nos dá a relação entre o lucro acumulado nos 12 últimos meses e o patrimônio da empresa.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do patrimônio e da receita em 12 meses. É um importante indicador analisar se um aumento do patrimônio da empresa está sendo acompanhando por um aumento da receita.


Dívida e Caixa

O quadro abaixo apresenta a tabulação dos valores de caixa e dívida coletados nos últimos 5 anos. Em azul estão os valores obtidos dos relatórios trimestrais e em preto/vermelho os valores acumulados calculados.


O gráfico abaixo apresenta a evolução das dívidas de curto e longo prazo.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do caixa líquido que representa a diferença entre o caixa total e as dívidas totais.


O gráfico abaixo apresenta a evolução do caixa líquido em relação ao patrimônio e ao lucro dos 12 últimos meses.
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terça-feira, 21 de junho de 2016

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Excelsior Alimentos: História e Composição Acionária



Fundada em 1891, A Excelsior Alimentos está instalada no RS, com sede em Santa Cruz do Sul. Comercializa alimentos derivados de porco e aves abastecendo os mercados do RS, SC e PR, através de cadeira logística própria e terceirizada. Hoje, está entre as marcas de referência em qualidade, atuação consciente e tradição em alimentos no Sul do País. Sua marca, de 1893, reforçou sua atuação após sua incorporação pela JBS Foods, grupo controlador desde 2013.









Fonte

Composição Acionária

O capital social da empresa, de R$ 14.000.000,00 é dividido em 5.222.222 ações, sendo 2.846.929 ações ON e 2.375.293 de ações PN. A JBS S/A é a detentora de forma direta e indireta de 87,9% das ações ON e 36,6% das ações PN. O quadro abaixo indica a quantidade de ações ordinárias e preferenciais que compõem o capital.


Investidores 

Pessoa Física: 227
Pessoa Jurídica: 6
Institucionais: 5

Fonte
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